ONG oferece psicólogos de graça para atender LGBTs da terceira idade

Ainda que muita gente deseje o retrocesso, os avanços conquistados pela população LGBT podem ser vistos da juventude à terceira idade. Mas há muitas pessoas idosas que carregam no consciente ou no inconsciente marcas deixadas pelo preconceito e pela intolerância.

É para dar apoio psicológico a gays, lésbicas, bissexuais ou transexuais da terceira idade que a ONG EternamenteSOU, dedicada justamente a combater o preconceito, intolerância e a invisibilidade sofrida por esse público, vai disponibilizar atendimento psicoterapêutico gratuito pra idosos da comunidade.

O projeto aceita pacientes com 50 anos ou mais, oferecendo atendimento individual ou em grupo no Centro de Cidadania LGBTI Luiz Carlos Ruas, localizado na Consolação, em São Paulo.

Ao menos a princípio, o acompanhamento terá duração de dois meses, para que mais pacientes possam ser atendidos, e há a possibilidade de encaminhamento para a rede pública após esse período. Para se inscrever, basta entrar em contato através do e-mail mkt.esou@gmail.com ou do telefone (11) 94783-8352.

Fotos: Reprodução/EternamenteSOU

Funcionário com síndrome de Down comemora 30 anos de trabalho no McDonald’s

Se hoje as pessoas com síndrome de Down precisam enfrentar desafios causados pelo preconceito, há 30 anos as barreiras eram ainda maiores. Mas o australiano Russell O’Grady passou por cima delas e já acumula mais de três décadas de trabalho em uma filial do McDonald’s.

De acordo com seu pai, Russell é a pessoa mais conhecida da cidade de Northmead, perto de Sydney. “As pessoas o param na rua para cumprimenta-lo. Ele é muito afetuoso, muito amado e estimado. Chega a um ponto que nem podemos acreditar”, conta.

Russell começou no emprego quando tinha 18 anos, como uma forma de estágio, mas logo ele mostrou seu valor e passou a ser contratado para embalar caixas para festas. Desde então ele passou por outras funções, entre limpeza, cozinha e a sua favorita: cumprimentar os clientes.

O pai de Russell conta que o emprego mudou a forma como o filho vê a vida: “Quando perguntavam se ele tinha alguma deficiência ele respondia que costumava ser quando ia para a escola, mas que agora trabalhava no McDonald’s. Ele percebeu que era tão normal como as outras pessoas que trabalhavam lá”.

Ele está há tanto tempo no emprego que os filhos de um antigo colega agora trabalham junto com ele. Em 2016, Russell ganhou uma festa para comemorar os 30 anos de serviços prestados, além de poder inspirar e abrir as mentes de todos que cruzam seu caminho.

Fotos: Reprodução/fonte:via

O ‘Restaurante dos Pedidos Errados’ só contrata pessoas com demência e isso é muito maravilhoso

Já pensou ir até um restaurante e, ao chegar seu pedido, ter a desagradável surpresa dele estar errado? Pois essa é a premissa do “Restaurante dos Pedidos Errados”, que funcionou em formato pop-up na última semana, em Tóquio.

Com o objetivo de chamar a atenção para a demência, deficiência cognitiva persistente e progressiva que afeta a memória e a capacidade de resolver problemas simples, além de interferir nos relacionamentos e atividades do dia a dia, o quadro de funcionários do local era formado apenas por garçons que sofrem da síndrome.

Com isso, eles provavelmente errariam o pedido do cliente, trazendo um prato diferente do esperado. Fato que não necessariamente foi uma experiência ruim, como explicou Mizuho Kudo, que pediu um hambúrguer mas recebeu deliciosas guiozas no lugar, e adorou.

Agora, a ideia é reabrir o restaurante em setembro, para chamar a atenção para outra causa, o Mal de Alzheimer.

Imagens © Mizuho Kudo/Yahoo Japão/fonte:via