Mãe usa sêmen de filho morto para realizar sonho e a gente entende

Um dos países mais populosos do mundo, a Índia chama a atenção por suas características de cuidado com a alma e espiritualidade, representados pelo icônico Taj Mahal, tema de músicas e visitado por personalidades como o beatle George Harrison. Agora, o país asiático rouba a cena por um caso, digamos, peculiar. Aos 49 anos, a professora Rajashree Patil usou sêmem do filho morto e uma barriga de aluguel para se tornar avó.

Isso mesmo, com a ajuda de uma mãe de aluguel de 35 anos, Patil utilizou o esperma armazenado após a morte precoce do filho para gerar um casal de bebês gêmeos. Em entrevista publicada na BBC Brasil, a professora explica que esta foi a única maneira encontrada para “se manter perto do filho de alguma forma”.

Diagnosticado com câncer no cérebro em 2013, o jovem acabou falecendo em 2016, mas seguindo conselho da equipe médica, Prathamesh armazenou o sêmen antes do início do tratamento para em seguida fertilizar o óvulo de uma doadora anônima e implantado em uma parente próxima via fertilização in vitro. Para a Patil, o recurso foi uma forma de não prolongar o luto e “reviver” o filho morto por meio de netos.

Mas não vá achando que este se trata de um caso incomum e chocante, pelo menos não na opinião do médico Suriya Puranik, especialista em fertilização in vitro do hospital Sahyadri, onde o procedimento foi realizado.  “Se trata de uma ação de rotina, mas o caso virou único por se tratar de uma mãe entristecida que queria recuperar seu filho a qualquer custo”, analisa.

Ah! Os gêmeos nasceram em 12 de fevereiro e a avó deu nome do filho ao menino e a menina se chama Preesha, que significa presente de Deus. E aí, quem concorda e discorda desta mãe indiana? 

 

Foto: Sagar Casar/Reprodução/fonte:via

Fotógrafo faz lindo registro de vendedores de flores em Calcutá

As flores são uma parte extremamente importante da cultura indiana e, obviamente, são usadas em tudo, desde rituais de templos até festivais e festas. O mercado de flores de Malik Ghat, em Calcutá, é o maior desse tipo na Índia. Localizado ao lado do rio Hooghly, o local atrai mais de 2 mil vendedores por dia, que atentam atrair compradores em meio a cenas frenéticas.

Quando o fotógrafo Ken Hermann esteve no país passou pelo mercado e ficou fascinado com o lugar, especialmente com os vendedores de flores que chamaram demais sua atenção. ‘Eu realmente gostei da maneira como eles carregavam as flores lá, às vezes parecia que eles estavam vestindo grandes vestidos de flores. Eu gostei de todos aqueles homens fortes e masculinos que manipulam as flores com tanto cuidado como se fossem – e realmente são – suas coisas mais preciosas’, contou ao Bored Panda.

Então ele pediu a vários destes vendedores para que posassem para suas lentes segurando suas flores e, sem querer, juntou um lindo material que explora o equilíbrio frágil entre as pessoas e seu meio ambiente.

A maioria das pessoas não se importou em tirar fotos, desde que não demorasse muito. Todos são muito ocupados vendendo suas flores e o foco é não perder negócio enquanto as fotos eram tiradas’, disse. ‘Embora alguns vendedores de flores sejam pobres, eles são muito orgulhosos do que fazem e gosto muito disso e espero que as pessoas consigam ver isso’.

Imagens: Ken Hermann /fonte:via

14 fotos para você se apaixonar pela moda tradicional indiana

O fotógrafo Tarun Khiwal, de Matura, no norte da Índia, é reconhecido mundialmente por seus ensaios de moda e editoriais para as revistas mais populares de seu país.Com um estilo bastante peculiar, Tarun consegue captar a essência da sua cultura com um olhar especial.

Engenheiro de formação, a paixão pela fotografia aflorou logo após deixar seu primeiro emprego no interior e seu mudar para Nova Delhi, em 1989.

Seu grande tutor foi Hardev Singh, renomado fotógrafo de arquitetura e interiores, além de Atul Kasbekar e Prabuddha Dasgupta, estes fotógrafos especializados em moda.

E um dos seus mais incríveis trabalhos foi um catálogo para a label indiana Sabyasachi, do popular estilista Sabyasachi Mukherji, onde Tarun traduz toda a beleza, cores e cultura da Índia sem deixar de lado o mundo fashion que o trabalho exigiu.

Confira as belas imagens abaixo:

Imagens © Tarun Khiwal /fonte:via

O ar condicionado indiano que além de lindo não precisa de energia para funcionar

Quem vive em regiões quentes sabe que não é nada fácil aguentar a temperatura elevada. Mesmo assim, manter o ar condicionado sempre ligado não é uma solução ecológica e não ajuda a resfriar ambientes externos – a não ser que você tenha um sistema de resfriamento como este.

O ar condicionado ecológico criado pela indiana Ant Studio é a solução perfeita para enfrentar o verão gastando muito pouca (ou nenhuma) energia elétrica. O sistema foi construído para a fábrica da DEKI Electronics, em Uttar Pradesh, unindo sustentabilidade e um toque artístico ao ambiente.

Com formato de colmeia, o sistema é feito com tubos de argila sobrepostos e funciona em ambientes externos. Apesar do toque rústico, foram necessárias análises computacionais avançadas para desenvolver a técnica de resfriamento. Ele funciona de maneira bastante simples: quando um pouco de água é despejado na estrutura, a evaporação faz com que a temperatura do ar diminua. Esse processo é repetido apenas uma ou duas vezes ao dia e requer pouca energia para funcionar.

O equipamento também pode ser usado sem o uso de eletricidade. Para isso, no entanto, é necessário despejar a água no local manualmente, o que os designers indicam “não ser uma solução ideal”. Em um teste, a temperatura baixou de 50°C para 42°C após o resfriamento usando a técnica.

Todas as fotos: Reprodução Ant Studio /fonte:via

Fotógrafo registra os surreais rituais da tribo indiana que ‘dança com os mortos’

Entre o oeste da Índia e o leste de Bangladesh fica uma região conhecida como Bengala, onde há mais de dois mil anos vive o povo bengali. Seu calendário determina que os anos terminam quando, no calendário gregoriano, estamos entre março e abril, e uma espécie de ‘dança com os mortos’ faz parte da tradição de ano novo.

(Atenção: esse post contém imagens fortes)

A grande maioria da população bengali é Hindu, e participa de um festival conhecido como Gajan para fazer homenagens a Shiva. O princípio dos atos é obter satisfação a partir de dores não-sexuais, devoção e sacrifícios. Os rituais incluem jejuns e orações para pedir por chuvas e boas colheitas.

Avishek Das, fotógrafo indiano interessado pela cultura bengali, viajou até um vilarejo chamado Bardhaman para acompanhar a Dança dos Mortos, ritual que apenas algumas tribos da região praticam. Por lá, é comum queimar os corpos após a morte, mas as famílias que não têm dinheiro o suficiente optam por enterrá-los.

Durante o Gajan, cabeças de corpos que foram enterrados de um a dois meses antes são retiradas dos ‘cemitérios’ e utilizadas em rituais encarados como símbolos da vida e promessas de dedicação a Shiva. A população acredita que celebrar o Gajan ajuda a remover o sofrimento do ano que termina e a pedir prosperidade para o ciclo que vai começar em breve.

Avishek Das registrou imagens de um desses rituais, mas explicou que só obteve autorização para fotografar na principal rua do vilarejo. Há partes das festividades proibidas para quem é de fora, incluindo o processo pelo qual as cabeças são obtidas.

Fotos © Avishek Das fonte:via

Série de fotos documenta a rotina em uma escola para crianças com deficiência visual

O interesse pela cegueira como tema é algo profundo e natural para o fotógrafo indiano Sutirtha Chatterjee. Diagnosticado com daltonismo (que em inglês se diz ‘color blind’, ou ‘cegueira para cores’) aos 10 anos, e tendo se tornado fotógrafo em um país em que a cegueira enfrenta dificuldades sociais, educacionais e até religiosas como a Índia, Sutirtha sempre soube que precisava registrar de alguma forma a cegueira. Trabalhado para um jornal ele um dia visitou uma escola para cegos em Calcutá – e foi lá que teve certeza de que precisava fotografar o local.

A escola é a The Lighthouse for the blind (Farol para os cegos) uma escola para a educação dos cegos fundada em 1941. Ainda que céticos no início, os estudantes se interessaram pelo projeto, e rapidamente abriram as portas para o fotógrafo. O senso que os estudantes possuem a respeito dos seus arredores e dos locais na escola foi importante para a realização das fotos.

Na Índia, quase 3 milhões de pessoas desenvolvem catarata anualmente, e muitos terminam cegos parcial ou completamente. As doações médicas, como de córneas, muitas vezes não são bem vistas, por superstições religiosas, e os cegos, principalmente nas regiões mais pobres do país, acabam estigmatizados e desassistidos.

Batizadas de “O Sexto sentido”, as fotos de Sutirtha, portanto, visam registrar o cotidiano da escola e de vidas tão singulares quanto a dos que não enxergam, mas também combater essas superstições e incentivar a doação e a cura.

Todas as fotos © Sutirtha Chatterjee fonte:via