Série fotográfica desafia sua percepção das cores usando infravermelho

O diretor do estúdio de criação FIELD, Markus Wendt, viajou até as Ilhas Canário para fazer ao mundo uma pergunta: Será as cores uma propriedade ou uma sensação? São parte do objeto ou do espectador? Para se aproximar de tal tema, ao mesmo tempo objetivo e filosófico, que tanto pode nos inspirar questionamentos, ele decidiu realizar um experimento, fotografando a flora das Ilhas através de lentes com máxima aproximação. Depois, ele digitalmente transformou-as em imagens em infravermelho – e o resultado é tão psicodélico quanto científico.

Até o grande físico inglês Sir Isaac Newton, em seu aprofundado estudo sobre as cores, afirmou que a tonalidade das coisas nada mais é do que uma força e disposição a alcançar certa sensação dessa ou daquela cor. Assim, a partir dessa inspiração, Wendt se perguntou como seriam as plantas se estivéssemos em um plano com um sol de outra cor – e foi então que nasceu a ideia de transformar a flora canária em uma natureza abstrata, surreal e quase alienígena.

O desejo, por fim, é o de convidar os espectadores a reconsiderarem o que veem com seus próprios olhos como verdade – e perceberem que uma mínima mudança na tonalidade de uma cor é capaz de fazer o mundo ao nosso redor enlouquecer.

© fotos: Markus Wendt/fonte:via

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As sinistras fotografias infravermelho de Chernobyl

Mesmo passados mais de 3o anos do acidente nuclear, poucos são os que se atrevem a fotografar Chernobyl. Talvez por isso mesmo as imagens capturadas em infravermelho por Vladimir Migutin soem ainda mais sinistras.

O fotógrafo nasceu em Belarus em 1986, no mesmo ano do desastre, porém deixou o país aos cinco anos. Recentemente, ele decidiu visitar sua cidade natal para encontrar alguns amigos que ainda viviam na região e pensou que seria uma boa ideia conhecer Chernobyl.

Antes de encarar a viagem, Vladimir pesquisou sobre a segurança na área. Além disso, todo o passeio foi realizado com um grupo certificado, acompanhado de um instrutor.

Embora em algumas áreas de Chernobyl, entrada é proibida, os níveis de radiação sejam letais, o fotógrafo contou ao Bored Panda que, segundo suas pesquisas, a radiação média enfrentada por ele durante a viagem foi semelhante à de um voo a 10 mil metros do chão.

Suas fotos em infravermelho são de arrepiar. Confere só!

 

Todas as fotos: Vladimir Migutin /fonte:via