Conheça o incrível Surf Park, que produz ondas oceânicas em uma imensa piscina

Ser surfista para quem mora longe da praia é um pouco complicado, porém não para os habitantes do País de Gales – Reino Unido. Depois de uma década de construção, o Surf Snowdonia possui com um imenso lago artificial que produz as ondas artificiais mais longas do mundo. Considerado o mais próximo possível de um oceano de verdade, o parque é um verdadeiro sucesso entre surfistas, body boarders e praticantes de caiaque.

Inaugurado em 2015, ele foi construído em uma antiga fábrica de alumínio e, a piscina artificial foi feita a partir de uma imensa estrutura que utilizou um arado submarino para criar a sensação de que estamos no mar. Capaz de fazer a diversão de 36 participantes por vez, para os mais radicais ainda é possível acampar no local, que oferece camping, restaurante e até cursos de surf.

A empresa responsável por este incrível empreendimento, a Wavegarden, também construiu um parque no mesmo estilo, em Austin – Texas, o NLand Surf Park e tem planos de construir mais. Agora é torcer para que façam um pertinho de nós!

Fotos: Wavegarden /fonte:via

O Airbnb criou um quarto na Muralha da China e ele é simplesmente incrível

A Grande Muralha da China é um dos monumentos mais icônicos da história da humanidade. Construída por volta do ano 220 a.C., possui mais de 8 mil quilômetros de extensão, tendo demorado quase 20 séculos para ser finalizada.

A construção foi ideia do imperador Qin Shihuang, que resolveu erguê-la para proteger a região da invasão de nômades vindos do norte.

Se as informações iniciais são de tirar o fôlego, imagine só passar a noite em um quarto montado em uma de suas torres? Loucura? Que nada, o Airbnb acaba de firmar parceria com  arquitetos e historiadores para construir um quarto luxuoso dentro da Muralha da China.

“É uma honra trabalhar com historiadores e outros entusiastas de Pequim para criar esta experiência única. Estamos muito orgulhosos com os resultados deste esforço coletivo”, declarou o co-fundador do Airbnb na China Nathan Blecharczyk.

A ideia é aproveitar o máximo da arquitetura rústica do espaço, por isso são poucas as intervenções. Com capacidade para um casal, o quarto oferece uma cama espaçosa, mesa de jantar e aposta na luz baixa para que os clientes possam aproveitar o máximo da luminosidade do céu.  Por isso nada de teto, você vai dormir ao relento, olhando para as estrelas. 

A cultura chinesa também está no pacote. Além de noções sobre costumes tradicionais do país oriental, os vencedores vão viver a experiência de um jantar de comida gourmet da China.

Por se tratar de um patrimônio da humanidade, os interessados vão ter que respeitar uma série de regras. Nem pense em colocar música alta e muito menos escalar a parte de fora do muro.

Ficou interessado? Para ser selecionado é preciso acessar a página do Airbnb e responder porque você acredita ser importante romper barreiras entre culturas. Respostas são aceitas até dia 11 de agosto. A suíte de luxo vai ser aberta a partir de setembro. O prazo máximo de hospedagem é de quatro noites.

Fotos: reprodução/fonte:via

Chilenos criam sacola solúvel em água e vão estagiar no Vale do Silício

Uma dupla de engenheiros chilenos apresentou ao mundo mais uma alternativa para conter o uso excessivo de produtos derivados do plástico. Roberto Astete e Cristian Olivares realizaram uma série de experimentos para enfim chegarem ao saco plástico solúvel em água livre de contaminação.

A combinação foi possível por meio de uma fórmula química à base de PVA (álcool polivinílico, solúvel em água) e que toma o lugar de derivados do petróleo, diga-se, um dos  elementos mais nocivos ao meio ambiente, pois ele contribui para a alta durabilidade das sacolas.

“Nosso produto deriva de uma pedra calcária que não causa danos ao meio ambiente. É como fazer pão. Para fazer pão é preciso farinha e outros ingredientes, nossa farinha é de álcool de polivinil e outros ingredientes”, explicou Roberto Astete, diretor-geral da empresa SoluBag, que pretende comercializar os produtos a partir de outubro no Chile.

Enquanto apresentavam a novidade, a dupla demonstrou com funciona o processo de decomposição. Basta diluir a sacola em um copo com água. Para provar que a água, mesmo turva, não é tóxica, Roberto e Cristian ingeriram o líquido, que segundo eles contêm apenas carbono e não oferece riscos aos humanos.

A notícia está em consonância com a preocupação de líderes mundiais com os altos índices de produção de plástico. Apenas em 2014 foram fabricadas 311 milhões de toneladas de plástico, ou seja, se continuar neste ritmo, até 2050 vão ser produzidas mais de 1 bilhão de toneladas.

Por causa da iniciativa inovadora, Roberto e Cristian Olivares ganharam uma bolsa a partir de setembro no Vale do Silício. A dupla também levou para casa o prêmio SingularityU Chile Summit 2018, pelo potencial transformador da invenção.

Foto: Pixabay/fonte:via

A maravilhosa mesa que vira prateleira em apenas dois segundos

Com a tendência cada vez maior de as pessoas morarem em apartamentos cada vez menores, aproveitar ao máximo os espaços é fundamental. Designers de todo o mundo se esforçam para criar produtos que atendam a mais de uma necessidade ao mesmo tempo, e essa mesa-prateleira é um exemplo perfeito disso.

Criada pelos alemães da EVE Collection, a novidade se transforma de mesa em prateleira e vice-versa em questão de segundos, precisando apenas de um empurrãozinho manual.

Batizado de Swing, o produto une a praticidade à elegância da madeira, podendo ser comprado em versões para uso interno (em madeira, feita de carvalho selvagem, ou de melamina) ou externo (em madeira termotratada). As articulações metálicas podem ser pretas ou cor de níquel.

A novidade foi apresentada em um evento de design alemão em janeiro e tem feito chamado atenção na internet (vendo o vídeo fica fácil entender o porquê). O preço não é lá tão convidativo (599 euros, equivalente a cerca de R$2400), e as entregas, no momento, se restringem à Europa.

 

Fotos: Reprodução/EVE Collection /fonte:via

Primeiro trem 100% movido a energia solar é lançado na Austrália

O primeiro trem do mundo movido 100% a energia solar já existe e está circulando em fase de testes pelos trilhos de Byron Bay, na Austrália. A companhia ferroviária da cidade remodelou um trecho de três quilômetros e restaurou uma antiga locomotiva dos anos 70, equipando-a com painéis solares flexíveis de 6,5 kilowatts (kW).

O passeio foi inaugurado em dezembro de 2017, com serviço parcial. O funcionamento total começou em janeiro de 2018 e já é um sucesso. Já nos primeiros 19 dias, a novidade já tinha transportado 10 mil pessoas.

O trem comporta 100 passageiros sentados, com espaço para outros tantos em pé, além de bagagem, motos e pranchas de surfe. A tarifa para uma viagem de ida é de US $ 3 para pessoas maiores de 14 anos, US $ 2 crianças de 6 a 13 anos e gratuita para crianças até cinco anos.

O serviço funciona das 10h às 17h, de segunda a sábado, com saídas de hora em hora. Este cronograma está programado para se expandir, dizem os organizadores, quando os novos motoristas e atendentes recebem treinamento.

A Byron Bay Railroad Company gastou US $ 4 milhões para entrar em operação, incluindo US $ 1,8 milhão para restaurar os trilhos de 3 km e reconstruir a ponte sobre Belongil Creek. Mais US $ 1 milhão foi gasto nas duas plataformas e galpão de trem, como $ 750 mil na restauração do trem e sua conversão para energia solar.

 

Foto 1 e 2: Divulgação/ Byron Bay Railroad Company
Foto 3: Bob Richardson/fonte:via

Mochila criada na África do Sul gera luz própria e ajuda crianças a estudarem à noite

Na África, onde muitas comunidades não têm acesso a energia elétrica, uma dupla empreendedora formada por Reabetswe Ngwane e Thato Kgatlhanye desenvolveu uma solução criativa para este problema. Através de sua empresa, Rethaka, eles criaram a Repurpose Schoolbags, uma mochila escolar que faz bem mais do que acomodar livros e cadernos – ela também ajuda as crianças a ler e a voltar para casa durante a noite.

A Rethaka recicla sacolas de plástico – material fácil de ser encontrado em toda a paisagem sul-africana – transformando-as em mochilas escolares movidas a energia solar. Estas mochilas possuem painéis solares que são carregados durante todo enquanto as crianças estão na escola e, quando o sol se põe, já estão completamente cheios, fornecendo muita luz para ler, fazer a lição, ou voltar para casa com segurança.

Esta solução inteligente e simples para um problema persistente surgiu através de um trabalho de escola em 2014. Thato Kgatlhanye teve a ideia e acabou sendo premiada com o Prêmio Anzhisha – que premia jovens da África que desenvolveram e implementaram soluções inovadoras para desafios sociais ou iniciaram empresas bem-sucedidas em suas comunidades.

Agora, ao lado de seu parceiro comercial, Ngwane, seus negócios não estão apenas iluminando o caminho dos alunos, mas também estão criando empregos para sua comunidade na província do noroeste da África do Sul. Três problemas sociais estão sendo abordados com uma solução – crianças têm recebido ajuda para aprender, empregos têm sido criados na região e, o plástico que antes estava apenas entulhando o meio ambiente, tem sido reciclado para algo útil gerando assim menos impacto ambiental.

Atualmente, são oito funcionários responsáveis por todo o processo desde a coleta, lavagem e classificação das mochilas, até a costura final e entrega das Repurpose Schoolbags.

 

Imagens: Reprodução/fonte:via

Uma cidade inteira na Inglaterra que pode ser comida de graça

Em Todmorden, a alimentação saudável é mais do que barata, ela pode ser gratuita. Mas isso nem sempre foi assim.

Localizada na região de West Yorkshire, Inglaterra, a cidade é exemplo de como a iniciativa de um pequeno grupo de pessoas pode transformar completamente a vida de toda uma comunidade. Essa mudança começa com duas mulheres que souberam transformar um sonho em realidade: Pamela Warhurst e Mary Clear.

Pamela, ou Pam, participava de uma conferência sobre as mudanças climáticas em 2007 quando o palestrante, o professor Tim Lang, sugeriu que a humanidade deveria começar a plantar mais comida pelo bem do planeta. A ideia criou raízes na cabeça de Pam, que passou a refletir sobre como cultivar mais alimentos poderia ser um gatilho para a mudança social.

A semente para a criação de uma cidade comestível foi a primeira a ser plantada.

Após conversar com sua amiga Mary, a ideia se espalhou. Mary plantou alguns vegetais em seu jardim e colocou uma placa: “Sirva-se“. Em uma cidade com apenas 17 mil habitantes, esse pequeno gesto foi suficiente para que as pessoas começassem a falar – e refletir – sobre o assunto. Logo novas plantações começaram a surgir em diferentes áreas de Todmorden.

Quando começou, nós não tínhamos ideia de onde nossos sonhos iriam nos levar. Isso prova que qualquer pessoa com energia e paixão pode contribuir para um mundo melhor. Ligando os pontos e com o poder das pequenas ações, nós conquistamos em 10 anos o que muitos pensariam que é impossível e temos pesquisas para provar isso.“, contou Mary ao Hypeness.

A semente que mais cresceu durante esse tempo foi a do projeto Incredible Edible Todmorden (ou a “Incrivelmente Comestível Todmorden“). Não se trata apenas de oferecer comida gratuitamente a qualquer pessoa, mas de transformar isso em um motor de questionamento e participação popular.

Hoje quem caminha pela cidade encontra um cenário completamente transformado. Há plantações comunitárias em centros de saúde com apoio de médicos e enfermeiros. Há jardins comestíveis na área da estação policial. Até mesmo residências sociais convidaram o grupo para plantar em seus terrenos, trazendo benefícios aos inquilinos. As escolas também ganharam suas próprias hortas, além de aulas de educação ambiental. Tudo isso contando apenas com o trabalho de voluntários.

Para chegar a esse ponto, o projeto se baseia no que são chamados três pratos. O prato da comunidade busca unir e empoderar a população ao fazer com que as pessoas se sintam parte dos espaços públicos. O prato da aprendizagem tem como objetivo educar os cidadãos sobre a alimentação e desenvolver habilidades culinárias. Por último, o prato dos negócios é focado em fortalecer a economia local.

Este último ponto foi o que mais causou receio na população a princípio. Muitas pessoas se perguntavam se a oferta de alimentos gratuitos não iria atrapalhar negócios locais. A dúvida, no entanto, foi podada por um estudo de 2013 denominado “Small actions – big change: Delivering regeneration in the age of austerity”. A pesquisa apontava que 67% dos empreendimentos da cidade haviam visto um aumento na procura por alimentos produzidos localmente, enquanto 46% destes relatavam um impacto positivo nas vendas.

No mesmo ano, um estudo indicou que 97% dos residentes de Todmorden estavam comprando mais alimentos produzidos localmente do que antes do início do projeto –  e 57% deles passaram a cultivar seus próprios alimentos. Junto a isso, a cidade também experimentou uma queda nos casos de vandalismo desde que suas ruas se tornaram “comestíveis”.

Os benefícios da iniciativa não param aí. De acordo com uma pesquisa de 2017 sobre o retorno social sobre o investimento (SROI, na sigla em inglês) realizada em uma parceria entre a University of Central Lancashire e a Manchester Metropolitan University, a cada £ 1 gasto pelo grupo, £ 5,51 retornaram para a comunidade de Todmorden.

Não se trata apenas de um retorno financeiro, mas também social. O mesmo estudo aponta que o envolvimento com o Incredible Edible aumentou o nível de atividade física da população e que o projeto também é um propulsor do turismo local – que hoje gera mais de £ 80 mil anuais para a cidade.

Com tantos resultados, a ideia de depender menos das relações econômicas e mais das relações humanas se polinizou. Estelle Brown, diretora de comunicação da Incredible Edible, estima que existam cerca de 400 grupos similares ao redor do mundo – nenhum deles, infelizmente, no Brasil.

Fotos cedidas pela equipe Incredible Edible Todmorden/fonte:via