Obra de arte mais valiosa já vendida foi quase toda pintada por ajudante de Da Vinci, diz especialista

Salvator Mundi, é a obra mais cara da história. A peça foi arrematada em leilão realizado em Nova York por um colecionador russo por mais de 1 bilhão de reais, o dobro do valor anterior.

Contudo, surge agora a informação de que uma das criações mais célebres de Leonardo da Vinci tenha sido feita por um de seus ajudantes. Segundo o historiador Matthew Landrus, Salvator Mundi teve entre 5 e 20% de contribuição do pintor símbolo do Alto Renascimento.

Bernardino Luini trabalhou como assistente de estúdio do pintor italiano e suas obras foram vendidas por valores infinitamente menores ao longo dos séculos. Matthew Landrus, que atua como professor da universidade britânica de Oxford, embasa sua tese em uma simples comparação entre a pintura mais cara da história e outros trabalhos de Luini.

A convicção de Landrus sobre a autoria de Salvator Mundi é refutada por colegas historiadores, caso do acadêmico Martin Kemp, professor de história e artes do Trinity College e responsável pela curadoria de uma exibição sobre Da Vinci na Galeria Nacional de Londres.

A obra-prima de Leonardo da Vinci é cercada de controvérsias. Por muito tempo acreditou-se que o quadro finalizado em 1500 tivesse sido destruído. A pintura em óleo mostra Jesus Cristo como salvador do mundo e é considerada a maior redescoberta artística do século 21. Sua importância é tão grande, que no mundo das artes ganhou o apelido de Santo Graal.

O leilão da peça, última do catálogo de Leonardo da Vinci em posse de um colecionador particular, foi sacramentado pela bagatela de 450,3 milhões de dólares, cerca de 1,47 bilhão de reais.

Até então, o recorde pertencia ao quadro Mulheres de Argel, de Pablo Picasso – vendido por quase 540 milhões de reais há pouco mais de dois anos.

Foto: Reprodução /fonte:via

Restauração de estátua de 300 anos de Jesus descobre mensagem de 300 anos

Durante o manuseio de uma estátua de Jesus Cristo do século XVIII na Espanha, restauradores encontraram um bilhete escondido em seu “bumbum”.

A mensagem, escrita cuidadosamente a mão por um padre, remonta ao ano de 1777 e foi escondida na parte traseira da estátua para preservá-la como uma cápsula do tempo.

Conteúdo

A nota contém informações importantes sobre o período, incluindo detalhes sobre passatempos infantis, situação econômica, questões políticas e religiosas, pessoas famosas e outros tópicos.

Também nomeia o escultor da estátua e inclui dados locais que vão desde questões agrícolas até assuntos comunitários, destacando ainda doenças comuns e até nomes de toureiros populares da época.

O documento é assinado por Joaquin Minguez, sacerdote da catedral de Burgo de Osma na época.

 

A estátua de madeira é mantida na igreja de Santa Agueda, em Sotillo de la Ribera, na província espanhola de Burgos.

Cápsula do tempo

O documento de duas páginas, preenchidas em frente e verso, foi encontrado quando os trabalhadores da empresa Da Vinci Restauro removeram um pedaço de tecido usado para cobrir as partes de Cristo, o que expôs uma pequena lacuna.

O historiador local Efren Arroyo afirmou ao portal New York Post que a descoberta é incrível e única, pois não é comum encontrarmos documentos manuscritos escondidos dentro de tais estátuas.

De acordo com especialistas, todas essas referências indicam que a intenção de Joaquin Minguez era fazer uma das primeiras cápsulas do tempo, ou seja, uma mensagem de fato deixada para futuras gerações a descobrirem.

fonte:[via][NYPost]