Frio é pouco: fotógrafa registra o incrível festival em um lago congelado na Mongólia

Existem diversas maneiras de se contar uma história. Se algumas pessoas possuem facilidade para encontrar as palavras certas e construir uma narrativa, outras possuem o dom de comunicar através das imagens, como a fotógrafa francesa Céline Jentzsch. Viajando o mundo com o objetivo de conhecer novas culturas e pessoas diferentes, a fotógrafa enxerga o mundo com os olhos de um boa contadora de histórias e, suas imagens transparecem isso.

Seu trabalho funciona como se fosse um documentário e, sua última série foi realizada em um festival de gelo em um lago congelado, na Mongólia. O festival, que já existe há bastante tempo, foi criado com o intuito de incentivar o turismo na região, mostrando as pessoas que mesmo no frio é possível se reunir com os amigos, sair de casa e se divertir.

O frio é grande, mas não é impedimento para que as pessoas participem de atividades ancestrais, como luta livre mongol, arco e flecha e shuffleboard. Apaixonada pela região e pela naturalidade das pessoas que lá habitam, Céline também organiza viagens para o país, através de uma parceria com a Photographers of the World.

Fotos: Céline Jentzsch /fonte:via

Garota encontra espada pré-viking de 1,5 mil anos enquanto nadava em lago

A espada retirada da água

Uma garota de oito anos fez uma descoberta incrível. Saga Vanecek encontrou uma espada da era pré-Viking, que pode datar de cerca de 1,5 mil anos atrás. A menina estava nadando em um lago na Suécia quando se deparou com o objeto histórico.  

O achado foi facilitado pelo baixo nível da água do lago. O pai de Saga, Andy Vanecek, disse ter pensado que a filha tivesse encontrado um bastão ou um galho.

Escavações podem revelar outros itens antigos escondidos no fundo do lago — Foto: Jönköpings Läns Museum/BBC

Já os especialistas ficaram surpresos pela excelente conservação da espada e sua representação histórica. De início se pensava que o objeto poderia ter mil anos, mas pesquisadores do Jönköpings Läns Museum apostam em pelo menos 1,5 mil anos de história.

“Não é todo dia que você pisa em uma espada no lago!”, diz Mikael Nordström, que trabalha no museu.

Saga conta que “sentiu algo na água e levantei. Tinha uma alça e contei ao meu pai que parecia uma espada”.

Fotos: Jönköpings Läns Museum/Reprodução/fonte:via

Cientistas voltam a pesquisar a existência do Monstro do Lago Ness

O monstro do Lago Ness, Monstro de Loch ou simples e fofamente Nessie, confundiu os cientistas durante séculos. Agora, um novo grupo de especialistas espera que a tecnologia moderna revele o que realmente vive nas profundezas escuras do lago escocês.

O professor Neil Gemmell, pesquisador da Nova Zelândia, liderará a equipe internacional na busca por Nessie usando técnicas de amostragem de DNA para descobrir os segredos do Lago Ness. O código genético será extraído da água do lago, coletado ao longo de um período de duas semanas, para determinar os tipos de criaturas que fazem do lago sua casa.

Mais de mil pessoas já relataram terem visto o Monstro do Lago Ness

Falando com a Associação de Imprensa, o Professor Gemmell afirma que, embora ele ainda não esteja convencido de que o Monstro do Lago Ness exista, ele está certo de que a missão ainda pode oferecer algumas surpresas interessantes.  “Eu não acredito na ideia de um monstro”, disse ele. “Mas estou aberto à idéia de que ainda há coisas a serem descobertas e não totalmente compreendidas. Talvez haja uma explicação biológica para algumas das histórias”.

O DNA pode ser coletado no lago através de minúsculos fragmentos – da pele e das escamas, por exemplo – deixados pelas criaturas enquanto nadam através das águas.

As escuras e profundas águas do Lago Ness ainda escondem segredos

Após os esforços da equipe em junho, as amostras serão enviadas para laboratórios na Nova Zelândia, Austrália, Dinamarca e França para serem analisadas contra um banco de dados genético. “Não há absolutamente nenhuma dúvida de que vamos encontrar coisas novas”, explica Gemmell, que trabalha na Universidade de Otago em Dunedin, “e isso é muito emocionante”.

Ainda segundo o professor, “embora a perspectiva de procurar evidências do monstro de Loch Ness seja o gancho para este projeto, há uma quantidade extraordinária de novos conhecimentos que ganharemos com o trabalho sobre organismos que habitam o Loch Ness – o maior lago de água doce do Reino Unido”.

A lenda do monstro do Lago Ness está inserida no folclore escocês, com a primeira observação de uma “fera da água” sendo relatada por um monge irlandês em 565 a.c. Dizem que Nessie tem um pescoço longo, com corcovas semelhantes a camelos que se projetam da água – e mais de mil pessoas afirmam tê-lo visto.

Cena de 'A Vida Íntima de Sherlock Holmes' em que personagens encontram o monstro

No entanto, muitos acreditam que o “monstro” poderia ser apenas um peixe grande como um peixe-gato ou um esturjão – teorias que os cientistas poderão explorar durante suas investigações.

Embora os cientistas esperem que sua viagem responda a algumas perguntas sobre Nessie, mesmo que não encontrem evidências para explicá-la, é provável que o mito perdure nos próximos anos.

Foto destaque: AD MESKENS/CC BY-SA 3.0
Foto/Desenho Monstro: HEINRICH HARDER_PUBLIC DOMAIN
Foto Lago Ness: DAVE CONNER_CC BY 2.0
Foto filme: Reprodução “A Vida Íntima de Sherlock Holmes”/fonte:via

O lago mais profundo e limpo do mundo tem registros impressionantes de sua fase congelada

A fotógrafa russa Kristina Makeeva, que vive em Moscou, fez duas visitas ao Baikal, o lago mais profundo e limpo da Terra. Quando estava planejando a viagem, ela não tinha ideia que o lugar fosse tão maravilhoso, majestoso e encantado. “Nós fomos tão arrebatados por sua beleza, que quase não dormimos durante os 3 dias que estivemos aqui”, conta.

O Lago Baikal tem cerca de 600 km de comprimento. A espessura atinge de 1,5 a 2 metros, podendo suportar cerca de 15 toneladas nos lugares mais firmes. O gelo tem padrões diferentes em cada parte do lago, já que a água vai congelando camada por camada. “O gelo no Baikal é o mais transparente do mundo! Você pode ver tudo até o fundo: peixes, pedras e plantas. A água no lago é tão clara, que você pode ver tudo que está até 40 metros de profundidade.

Baikal também é o lago mais profundo do mundo. Sua idade certa ainda provoca debates entre cientistas, mas o certo é que este é o maior reservatório de água doce do planeta e sua profundidade é de 1.642 metros. Além de Baikal, existem apenas dois lagos com mais de 1000 metros de profundidade: o lago Tanganica, com 1.470 metros e o mar Cáspio, com 1.025 metros.

“Em algumas partes, o gelo é escorregadio como o espelho. Você pode fotografar reflexos ideais e capturar viajantes andando de patins, bicicleta ou trenó. Lugar maravilhoso”, conta Kristina.

Confira as imagens:












 

Fotos: Kristina Makeeva/fonte:via

Misterioso castelo antigo é encontrado no fundo de um lago na Turquia

Arqueólogos da Universidade Yüzüncü Yil encontraram um castelo de 3 mil anos escondido no fundo do Lago Van, na Turquia, centenas de metros abaixo da superfície.A descoberta incrível foi preservada dentro do lago em uma qualidade surpreendente. O castelo abrange cerca de um quilometro, com paredes de até 3 ou 4 metros, mantidas em boas condições pelas águas alcalinas turcas.

Urartu

Os pesquisadores, liderados por Tahsin Ceylan, acreditam que a construção é uma relíquia da civilização Urartu, da Idade do Ferro, também chamada de Reino de Van, que prosperou na região dos séculos IX a VI aC.

O nível de água do lago flutuou de forma bastante dramática ao longo dos milênios, e os cientistas acreditam que era muito menor no auge da sociedade urartiana do que é hoje, aumentando lentamente ao longo do tempo até cobri-la parcialmente.Os arqueólogos, inclusive, estão estudando outras partes do antigo assentamento, mesmo acima da linha da costa atual.

 

“Muitas civilizações e pessoas se instalaram em torno do Lago Van”, disse Ceylan. “Eles chamavam o lago de ‘mar superior’ e acreditavam que ele tinha muitas coisas misteriosas. Com esta crença em mente, estamos trabalhando para revelar seus ‘segredos’”.

Mistérios de Van

A equipe ainda não conseguiu verificar quão profundamente as paredes do castelo estão enterradas sob o sedimento no lago, e mais trabalho de campo será necessário para aprender mais sobre a estrutura, e as pessoas que viviam dentro dela.

No ano passado, a equipe de pesquisa também descobriu um campo de estalagmites de 4 quilômetros quadrados, que eles chamaram de “chaminés de fadas subaquáticas”, sob o lago. As lápides parecem ser da época dos seljuques, um povo nômade turco, de cerca de 1.000 anos atrás.

No início deste ano, anunciaram ainda a descoberta de um navio russo que deve ter afundado no lago em 1948.

Permanecemos curiosos para saber o que os pesquisadores vão desvendar das vidas e épocas registradas nesse incrível lago.fonte:[via] [ScienceAlert, IFLS]

O surpreendente lago a 30 minutos de Budapeste onde ainda vivem cerca de 70 famílias

Quem mora no interior do Brasil já deve ter passado as férias em lagos artificiais, formados com a inundação criada pelas usinas hidrelétricas. Na falta de uma praia mais próxima, é uma ótima opção para passar o verão e não é raro encontrar belas casas em suas margens ou barcos e jet skis navegando pelas águas calmas. Mas ainda que nossos lagos tenham seu charme, nenhum chega perto desta preciosidade localizada na Hungria.

Apenas 2km ao sul da capital Budapeste, o Lago Kavicsos era, originalmente, uma pedreira. Mas aproximadamente 20 anos atrás as atividades foram encerradas e a natureza tomou conta. A água da chuva e pequenos afluentes inundaram a cratera, dando origem a esse encantador destino.

Apesar do fácil acesso pelas estradas ou trem (está a apenas 30 minutos do centro da capital), poucas pessoas vivem nesse cartão postal. Aproximadamente 70 famílias chamam o Lago Kovicsos de casa, enquanto o restante das moradias são residências de veraneio ou base para pesca. Um verdadeiro desperdício, não acham?

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Todas as imagens © Alexander H. Szabo/Aerial National Police/fonte:via