Ex-vendedora de trufas fica milionária com negócio de lancheiras saudáveis

Visão empreendedora foi tudo o que a ex-vendedora de trufas e assistente social Larissa Souza precisou para construir um negócio milionário.

Sua trajetória no mundo dos negócios começou quando ela ainda revendia cosméticos e conheceu uma menina que fazia trufas para vender. Logo, trocou a área da beleza pela de alimentação e passou a revender os doces.

Anos depois, com duas filhas, Larissa dividia seu tempo entre as meninas e dois empregos, em Rondônia. Entre um trabalho e outro, passava em casa para preparar o lanche das crianças e, assim, permitir que elas tivessem uma alimentação balanceada.

Além da falta de tempo, ela esbarrava na falta de opções de lanches saudáveis. Foi quando decidiu conversar com outros pais para saber como eles faziam. A surpresa foi perceber que grande parte das famílias enviava lanches industrializados para seus filhos – mas Larissa estava disposta a mudar isso.

Três meses depois, ela pedia demissão de seu emprego para lançar a empresa Snack Saudável. As lancheiras das crianças eram produzidas por ela e entregues durante o intervalo da escola, sempre frescas. Embora embalados, os lanches fugiam do industrializado e traziam alimentos como frutas, sucos naturais e até bolos caseiros ou sanduíches.

Em uma semana, o negócio já havia acumulado seus primeiros 60 clientes – e o primeiro mês contou com 1.400 lanches vendidos. Após o primeiro ano de atuação, surgiu a oportunidade de expandir o modelo e transformá-lo em uma franquia.

Hoje, a Snack Saudável já conta com 29 lojas em nove estados brasileiros. O faturamento em 2017 bateu a casa de R$ 1 milhão, com um total de 70 mil lanches produzidos, mostrando que é possível sim impactar positivamente a vida das crianças e ainda lucrar com isso.

Fotos: reprodução/fonte:via

Refugiado sírio abre 2 restaurantes em São Paulo e fatura R$ 1 milhão

eyad, sírio (Foto: Arquivo Pessoal)

Eyad Abou Harb tem apenas 24 anos e muita história para contar. Em 2011, o jovem sírio teve que deixar o seu país e família para trás, em busca de uma nova vida longe da guerra e da triste realidade que ele vivia. Passou 2 anos na Jordânia, onde trabalhou em um restaurante e, em 2013, quando soube que o Brasil estava aceitando refugiados, decidiu atravessar o mundo para viver no ocidente.

Chegou em São Paulo sem conhecer a língua e ninguém, porém foi aconselhado a viver no bairro do Brás, lar de uma grande comunidade árabe. Conseguiu emprego em um restaurante árabe e passou um ano morando na casa de uma família brasileira, que o ensinou português e o ajudou a economizar o suficiente para que ele conseguisse abrir o seu próprio restaurante.

Sua especialidade é o shawarma, lanche típico do oriente médio, que faz sucesso nas movimentadas ruas da maior cidade do Brasil. Na icônica Avenida São João, bem em frente ao monumento da Mãe Preta, Eyad prepara diariamente o suculento  shawarma, que fez tanto sucesso, que ele precisou abrir uma outra unidade para dar conta do recado, no bairro da Penha, zona leste de São Paulo.

Hoje, ele vende cerca de 200 unidades por dia, por 10 reais cada, faturando 1 milhão ao ano. Uma história que começou mal, porém após muita força de vontade, determinação e generosidade daqueles que cruzaram seu caminho, é um verdadeiro relato de superação.

Fotos: arquivo pessoal/fonte:via