Turista compra ayahuasca para dor nas costas e é condenado a 11 anos de prisão

O artista russo Maxim Gert esteve recentemente visitando o Peru. Durante a viagem, o jovem sofreu com a intensificação de dores nas costas e para atenuar os efeitos, resolveu levar pra casa duas garrafinhas de ayahuasca.

Conhecida por seus poderes medicinais e espirituais, a planta é bastante comum na América do Sul, inclusive no Brasil. Entretanto, alguns psicoativos presentes em sua composição são proibidos em determinados países, caso da própria Rússia.

Sem ter a menor ideia de estar cometendo um crime, Maxim foi surpreendido ao desembarcar no aeroporto de Domodedovo com a abordagem dos oficiais. Durante consulta de rotina, as garrafas foram alvo de uma série de testes que indicaram a presença do dimethyltryptamine, forte composto psicoativo ilegal em solo russo.  

O artista foi imediatamente preso e acusado por posse de drogas com a intenção de vendê-las. De acordo com o advogado de defesa, Maxim estava em estado de choque com as alegações e nunca imaginou que a ayahuasca poderia causar tantos problemas. Gert, segundo a defesa, acreditava estar carregando um remédio natural para acabar com as dores nas costas.

“Esta bebida é legalmente vendida em solo peruano. É um tesouro nacional. Maxim trouxe duas garrafas certo de que não estava cometendo nenhum crime”, explicou Vladimir Brigadin à 1tv.

As alegações não foram suficientes para evitar uma dura condenação de 11 anos e meio de prisão por carregar ayahuasca. Nem mesmo a ausência de antecedentes criminais ou os depoimentos de amigos e familiares conseguiram convencer o juiz.

Apesar da ayahuasca ser liberada no Peru, seu consumo é proibido em outros países. Entretanto, colocar um descuido no mesmo nível de um traficante de drogas pode ser uma atitude equivocada. Os advogados disseram que vão recorrer da sentença.

Foto: Reprodução/fonte:via

Anúncios

Lei anti-plástico reduz em 67% morte de animais marinhos por sufocamento no Quênia

São muitas as notícias sobre a adoção de políticas anti-plástico por países europeus. Contudo, pouco se fala sobre medidas aplicadas por nações fora do ciclo priorizado por redes de notícias internacionais.

O exemplo desta vez chega direto do Quênia, que há um ano intensificou o combate a um dos maiores poluentes do meio ambiente. Por meio de uma lei em vigor desde agosto proibindo a fabricação, venda e o uso de sacolas plásticas, o país da África Oriental está colhendo bons frutos.

Um dos principais exemplos é a redução do número de mortes de animais marinhos por sufocamento provocados por sacolas. Para se ter ideia, antes do veto 3 a cada 10 animais eram encontrados mortos nos oceanos. Desde abril os níveis haviam caído para 1 entre 10. Decréscimo de 67% nos índices.

A fiscalização do governo queniano é dura e prevê multa de mais de 100 mil reais, além de quatro anos de prisão para quem fabricar, comercializar ou usar sacolas plásticas no país.

O avanço é digno de elogios, pois o Quênia já esteve entre os maiores exportadores de sacolas plásticas do mundo. Os objetos são nocivos ao ambiente por dependerem de recursos naturais não-renováveis, como petróleo e gás natural, além de precisarem de cerca de 450 anos para se decompor.

No Brasil o assunto também está em pauta e o Rio de Janeiro já anunciou o banimento dos canudinhos plásticos em bares e restaurantes. Quem desobedecer vai arcar com punição de R$ 3 mil.

“A gente acha que é uma coisa bem simbólica e fizemos pressão para essa matéria ser votada na Semana do Meio Ambiente. É um grande presente a cidade vai receber”, disse ao Globo João Senise, coordenador de mobilização da Meu Rio.

Foto: Pixabay/fonte:via