Bulgária cria biblioteca ‘portátil’, aberta e de madeira para ser instalada na rua

As pessoas estão cada vez menos lendo livros, seja pela altíssima oferta de informações que a internet  oferece, falta de tempo ou até mesmo, de incentivo. A questão ainda é mais evidente quando eles são impressos, já que muita gente hoje em dia prefere ler em tablets ou smartphones, mas se depender da cidade de Varna – na Bulgária, a realidade não precisa ser exatamente esta.

Uma equipe de arquitetos e designers desenvolveu uma biblioteca de rua simplesmente incrível, com um design moderno e prático, facilitando o acesso para os leitores, que podem até se sentar e, de vez em quando, assistir a um show, já que o local também possui um pequeno palco para apresentações de artistas de rua.

O formato é vazado e semicircular, feito para entrar a quantidade perfeita de luz, proporcionando um ambiente agradável e convidativo à leitura. A estrutura é portátil e tem capacidade para até 1500 exemplares, que serão muito bem aproveitados pela sortuda população da cidade.

Apelidada de ‘Rapana’, a equipe chegou a testar mais de 20 variações antes de decidir por este modelo, que se assemelha a um caracol marinho, já que a cidade está próxima ao mar e é conhecida por ser a capital marítima da Bulgária.

Quem não gostaria de ter a sua disposição uma biblioteca dessa?

Fotos: Rapana Library  /fonte via

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A história da catadora de lixo que contou com o filho de 11 anos para aprender a ler e escrever

Mãe de sete filhos a catadora de lixo Sandra Maria de Andrade ficou sem saber ler e escrever até os 42 anos de idade. Abandonada pela mãe a mulher foi obrigada a priorizar o trabalho ante os estudos.

Ao longo da vida Sandra fez de tudo um pouco, atuou na lavoura, fazendo faxina e na fase adulta, depois de ter sido agredida pelo marido, se sentiu desconfortável por não saber escrever nem o próprio nome.

Após de ter frequentado sem sucesso uma turma de jovens adultos Sandra Maria, moradora da periferia de Natal, capital do Rio Grande do Norte, contou com a ajuda do filho de 11 anos para superar as dificuldades.

Dia após dia Damião Sandriano de Andrade Regio chegava da escola com livros emprestados pela biblioteca e lia ao lado da mãe. Com o avanço da leitura Sandra começou a escrever as primeiras letras e formar palavras.

“Eu tomava banho, deitava na rede, ele vinha e me chamava para ler. Eu queria ver os desenhos, mas também queria aprender as letras. Ficava curiosa”, conta em entrevista publicada pela BBC Brasil.

O tempo passou e hoje, quase dois anos depois do início da parceria, a dupla já leu mais de 100 livros e Sandra tirou uma nova carteira de identidade, desta vez com seu nome assinado.

Infelizmente o analfabetismo ainda é uma realidade que atinge 7,2% da população de 15 anos ou mais. Segundo o IBGE o Brasil possui 11,8 milhões de analfabetos. A desigualdade permanece como um dos fatores principais. No Sudeste a taxa de pessoas que não sabem ler e escrever é de 3,8%, já no Nordeste o número salta para 14,8%, a maior do Brasil.

O racismo estruturante também deixa sua contribuição no cenário. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística mostra que negras e negros respondem por quase 10% dos analfabetos, enquanto o déficit entre os brancos é de 4,2%.

Fotos: Reprodução/TV Globo/fonte:via