Cientistas voltam a pesquisar a existência do Monstro do Lago Ness

O monstro do Lago Ness, Monstro de Loch ou simples e fofamente Nessie, confundiu os cientistas durante séculos. Agora, um novo grupo de especialistas espera que a tecnologia moderna revele o que realmente vive nas profundezas escuras do lago escocês.

O professor Neil Gemmell, pesquisador da Nova Zelândia, liderará a equipe internacional na busca por Nessie usando técnicas de amostragem de DNA para descobrir os segredos do Lago Ness. O código genético será extraído da água do lago, coletado ao longo de um período de duas semanas, para determinar os tipos de criaturas que fazem do lago sua casa.

Mais de mil pessoas já relataram terem visto o Monstro do Lago Ness

Falando com a Associação de Imprensa, o Professor Gemmell afirma que, embora ele ainda não esteja convencido de que o Monstro do Lago Ness exista, ele está certo de que a missão ainda pode oferecer algumas surpresas interessantes.  “Eu não acredito na ideia de um monstro”, disse ele. “Mas estou aberto à idéia de que ainda há coisas a serem descobertas e não totalmente compreendidas. Talvez haja uma explicação biológica para algumas das histórias”.

O DNA pode ser coletado no lago através de minúsculos fragmentos – da pele e das escamas, por exemplo – deixados pelas criaturas enquanto nadam através das águas.

As escuras e profundas águas do Lago Ness ainda escondem segredos

Após os esforços da equipe em junho, as amostras serão enviadas para laboratórios na Nova Zelândia, Austrália, Dinamarca e França para serem analisadas contra um banco de dados genético. “Não há absolutamente nenhuma dúvida de que vamos encontrar coisas novas”, explica Gemmell, que trabalha na Universidade de Otago em Dunedin, “e isso é muito emocionante”.

Ainda segundo o professor, “embora a perspectiva de procurar evidências do monstro de Loch Ness seja o gancho para este projeto, há uma quantidade extraordinária de novos conhecimentos que ganharemos com o trabalho sobre organismos que habitam o Loch Ness – o maior lago de água doce do Reino Unido”.

A lenda do monstro do Lago Ness está inserida no folclore escocês, com a primeira observação de uma “fera da água” sendo relatada por um monge irlandês em 565 a.c. Dizem que Nessie tem um pescoço longo, com corcovas semelhantes a camelos que se projetam da água – e mais de mil pessoas afirmam tê-lo visto.

Cena de 'A Vida Íntima de Sherlock Holmes' em que personagens encontram o monstro

No entanto, muitos acreditam que o “monstro” poderia ser apenas um peixe grande como um peixe-gato ou um esturjão – teorias que os cientistas poderão explorar durante suas investigações.

Embora os cientistas esperem que sua viagem responda a algumas perguntas sobre Nessie, mesmo que não encontrem evidências para explicá-la, é provável que o mito perdure nos próximos anos.

Foto destaque: AD MESKENS/CC BY-SA 3.0
Foto/Desenho Monstro: HEINRICH HARDER_PUBLIC DOMAIN
Foto Lago Ness: DAVE CONNER_CC BY 2.0
Foto filme: Reprodução “A Vida Íntima de Sherlock Holmes”/fonte:via

Mistério de astronauta em foto de garotinha britânica já tem mais de 50 anos sem resposta

Era um belo dia do verão de 1964 em Carlisle, no norte da Inglaterra, e a família Templeton decidiu dar uma volta pela cidade, terminando no lugar favorito do pai, Jim, da mãe, Annie, e da pequena Elizabeth.

Foi lá que Jim tirou a fotografia que faria seu nome percorrer o mundo: ele registrou a filha usando um vestido recém-comprado, mas só ao receber as fotos reveladas é que ele percebeu a presença de outra criatura na imagem.

Jim, que faleceu em 2011, passou a vida jurando que não havia mais ninguém por ali além de si, de Elizabeth e de Annie, que estava atrás dele. Duas senhoras conversavam dentro de um carro, mas distantes do local onde a família estava sentada.

Jim achou estranho e levou a fotografia até a polícia, suspeitando de alguma manipulação – os policiais não encontraram nenhum indício que indicasse isso. A história ficou famosa na região e logo chegou até os grandes jornais britânicos, que chamaram a atenção de veículos de todo o planeta.

A Kodak, empresa que fabricara todo o equipamento envolvido na fotografia, fez uma perícia e constatou não haver nenhuma alteração, inclusive oferecendo um prêmio a alguém que provasse se tratar de uma fraude – algo que nunca ocorreu.

Os ufólogos não tiveram dúvidas: o traje branco e o capacete com um visor preto só poderiam significar que se tratava de um astronauta. Vale lembrar que a corrida espacial entre EUA e URSS estava a todo vapor, e aparições de supostos OVNIs eram assunto frequente.

 

Jim contou que, após a fotografia ficar famosa, ele foi visitado por dois homens que diziam ser do governo e não contaram seus nomes, afirmando que suas identificações eram os números 9 e 11.

Eles o levaram até o local da imagem e começaram a fazer perguntas, mas ficaram bravos quando ele explicou que não tinha visto a criatura enquanto fazia a foto. Foram embora e o deixaram lá mesmo. Meses depois, Jim confessou achar que se tratou de uma fraude, e que ele caiu em uma pegadinha de dois homens se passando por agentes do governo.

De qualquer forma, a fotografia continua sendo um mistério difícil de explicar. Há quem fale na aparição de um espírito, outros afirmam que Jim ou Elizabeth tinham poderes psíquicos.

Uma outra fotografia tirada no mesmo dia mostra Elizabeth sentada e a mãe, Annie, agachada ao lado, com um vestido azul. Isso levou os céticos a teorizar que provavelmente Annie saiu de trás de Jim e ele não percebeu por causa da câmera.

Ela seria o suposto astronauta, estando de costas para as lentes de Jim. A superexposição à luz teria feito com que ela aparecesse como alguém toda de branco, e não de azul.

Mesmo assim, a teoria não convence a todos, e o mistério da fotografia segue causando a curiosidade de pessoas de todo o mundo.

 

Fotos: Jim Templeton/fonte:via