Gênio? Para filha, Steve Jobs foi só mais um homem a cometer abandono parental

É sabido que o talento e o carisma de Steve Jobs no comando da Apple eram proporcionais à dureza de seu temperamento e à exigência que mantinha com seus funcionários. O que não se sabia, no entanto, é que tal dureza também se fazia presente em sua vida familiar, e que sua relação com sua filha não era nada fácil. A revelação é um dos pontos mais agudos do livro Small Fry, livro de memórias de Lisa Brennan-Jobs, filha que o fundador da Apple teve aos 23 anos de idade, e que por anos negou tanto a paternidade quanto seu sustento.

Lisa e sua mãe, a artista Chrisann Brennan, viveram uma vida dura, contando com ajudas de vizinhos, até Jobs assumir a paternidade. “Eu era uma mancha em sua espetacular ascensão, já que a nossa história não se encaixava com a narrativa de grandeza e virtude que ele queria para si mesmo”, escreveu Lisa.

Acima, o jovem Steve Jobs; abaixo, ele com Lisa

A filha, no entanto, não condena o pai, dizendo que ele era “desajeitado” e extremamente sincero para tais situações, que estava tentando lhe passar o que lhe acreditava, e que, por fim, o perdoa. Ela passou a viver com ele na adolescência, e antes de morrer o pai lhe pediu perdão, ela conta.

Acima, o livro de Lisa; abaixo, ela com o pai

O restante da família que Jobs – que viria a se casar com Lauren Powell Jobs – afirmou que leu o livro com tristeza, por não se tratar da maneira com que recordam da relação. “Ele a amava e se arrependeu por não ter sido o pai que deveria ter sido em sua infância”, disse Mona Simpson, irmã de Steve. A mãe de Lisa, no entanto, não só defende o livro da filha como afirma que ela não incluiu todas as coisas ruins.

© fotos: reprodução/fonte:via

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O emocionante casamento da ex-escrava sexual do ISIS que se tornou símbolo global de luta

Aos 21 anos, Nadia Murad foi capturada e mantida como escrava sexual do ISIS. Tudo aconteceu em 2014, no Iraque, quando ela e mais 7 mil mulheres yazidi foram sequestradas pelo grupo terrorista islâmico.

Antes de ser mantida em cativeiro pelos radicais, a jovem enfrentava dificuldades no vilarejo em que vivia com a família. O fato de seguir uma religião minoritária, segundo Nadia, não era bem visto pelos vizinhos adeptos do islã. Cinco de seus oito irmãos e a mãe foram mortas no período.

“Não é fácil contar a nossa história. Cada vez que falamos, revivemos os terríveis momentos”, conta Murad.  

Depois da obscuridade nas mãos do ISIS, Nadia conseguiu escapar pelo jardim da casa de um dos sequestradores na cidade iraquiana de Mosul. Na sequência, obteve asilo na Alemanha e tempo para apresentar sua história nas Organização das Nações Unidas.

Desde a conquista da liberdade, Nadia Murad reúne esforços para livrar outras pessoas das mãos dos terroristas. A mulher está no comando de um grupo de reconstrução da cidade de Sinjar e mantém conversas com setores de direitos humanos da ONU.

Em postagem no Facebook, ela surpreendeu a todos aos anunciar que está noiva de Abid Shamdenn, ex-intérprete do exército dos Estados Unidos.

“Ontem foi dia especial para mim e Abid. Nós estamos muito gratos e felizes com todo o apoio recebido de nossa família e amigos. Nos encontramos durante tempos difíceis em nossas vidas, mas conseguimos encontrar o amor enquanto lutávamos em uma batalha árdua”, declarou.

Estima-se que mais de 5 mil pessoas da etnia yazidi tenham sido alvo do ISIS apenas em 2014. A ONU garante existir um genocídio em curso contra povos desta etnia no Iraque e Síria. Em 2016, o Conselho de Segurança da ONU aprovou a criação de uma comissão investigativa para a coleta de provas sobre a presença do ISIS em solo iraquiano.

Amal Clooney, advogada internacional de direitos humanos, está exercendo importante papel na luta contra práticas criminosas adotadas pelo ISIS. A norte-americana de ascendência libanesa está à frente de processo que exige a condenação do grupo islamista na Corte Internacional de Direitos Humanos. Amal é autora do prefácio do livro The Last Girl, escrito por Nadia Murad

“Devemos desconstruir o ISIS expondo sua brutalidade e levando os criminosos para enfrentar a justiça individualmente”, declarou Amal na sede da ONU, em Nova York.

Fotos: Reprodução /fonte:via

Kama Sutra ganha nova versão ilustrada por uma mulher e vai muito além do sexo

Kama Sutra de Vatsyayana ou simplesmente Kama Sutra é aquele livro que ficou conhecido no ocidente como um verdadeiro tratado sobre posições sexuais. Mas, na verdade, a obra vai muito além disso.

Escrito há cerca de 2 mil anos, o texto pode ser considerado como um livro de instruções sobre o sexo, o amor e a busca da felicidade na sociedade indiana da época. Entre seus conselhos, estão dicas para escolher um parceiro com quem possa viver de maneira virtuosa e como construir um lar feliz para ambos.

O que pouco se fala é sobre a parte mais “moralista” do livro, segundo a qual, homens e mulheres devem ser educados nas 64 artes e ciências antes de se entregarem aos prazeres da carne. Estes ofícios incluem tatuagem, magia e até mesmo ensinar papagaios a falar.

Pela primeira vez, a obra ganha ilustrações de uma mulher. Lançada pela Folio Society, a edição foi ilustrada por Victo Ngai. Natural de Hong Kong, ela já é considerada uma das melhores profissionais de sua área com menos de 30 anos e empresta seu estilo a esta edição limitada da obra. Ao invés de desenhos muito explícitos, a versão traz ilustrações que apenas sugerem o erotismo, segundo os editores.

Apenas 750 cópias do livro foram impressas. Cada uma delas é numerada e está sendo vendida pelo equivalente a £ 395 (cerca de R$ 2.000).

A obra é vendida em uma caixa própria e traz 25 ilustrações em preto e branco representando diferentes posições sexuais, além de uma impressão assinada pela própria artista. Veja abaixo algumas das imagens encontradas nas páginas deste novo Kama Sutra:

Imagens: Victo Ngai /fonte:via

A história da catadora de lixo que contou com o filho de 11 anos para aprender a ler e escrever

Mãe de sete filhos a catadora de lixo Sandra Maria de Andrade ficou sem saber ler e escrever até os 42 anos de idade. Abandonada pela mãe a mulher foi obrigada a priorizar o trabalho ante os estudos.

Ao longo da vida Sandra fez de tudo um pouco, atuou na lavoura, fazendo faxina e na fase adulta, depois de ter sido agredida pelo marido, se sentiu desconfortável por não saber escrever nem o próprio nome.

Após de ter frequentado sem sucesso uma turma de jovens adultos Sandra Maria, moradora da periferia de Natal, capital do Rio Grande do Norte, contou com a ajuda do filho de 11 anos para superar as dificuldades.

Dia após dia Damião Sandriano de Andrade Regio chegava da escola com livros emprestados pela biblioteca e lia ao lado da mãe. Com o avanço da leitura Sandra começou a escrever as primeiras letras e formar palavras.

“Eu tomava banho, deitava na rede, ele vinha e me chamava para ler. Eu queria ver os desenhos, mas também queria aprender as letras. Ficava curiosa”, conta em entrevista publicada pela BBC Brasil.

O tempo passou e hoje, quase dois anos depois do início da parceria, a dupla já leu mais de 100 livros e Sandra tirou uma nova carteira de identidade, desta vez com seu nome assinado.

Infelizmente o analfabetismo ainda é uma realidade que atinge 7,2% da população de 15 anos ou mais. Segundo o IBGE o Brasil possui 11,8 milhões de analfabetos. A desigualdade permanece como um dos fatores principais. No Sudeste a taxa de pessoas que não sabem ler e escrever é de 3,8%, já no Nordeste o número salta para 14,8%, a maior do Brasil.

O racismo estruturante também deixa sua contribuição no cenário. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística mostra que negras e negros respondem por quase 10% dos analfabetos, enquanto o déficit entre os brancos é de 4,2%.

Fotos: Reprodução/TV Globo/fonte:via

Os bizarros conselhos sexuais de um manual banido há 300 anos no Reino Unido

No começo da vida sexual, muita gente busca por conselhos sobre o que fazer ou não na cama. Com o tempo, a gente acaba descobrindo que não existe certo ou errado entre quatro paredes, desde que haja consentimento. Mesmo assim, os conselhos deste manual provavelmente parecerão estranhos para qualquer um.

Escrito há cerca de 300 anos por um autor desconhecido que usava o pseudônimo de Aristóteles, o livro “Aristotle’s Masterpiece Completed In Two Parts, The First Containing the Secrets of Generation” (que poderia ser traduzido como “A obra-prima de Aristóteles, feita em duas partes, contendo a primeira os segredos da procriação“) tem conselhos que nem a sua avó daria. As dicas são acompanhadas de xilogravuras explicativas para que ninguém fique em dúvidas sobre o que o autor pretendia dizer…

Confira algumas das preciosidades encontradas na obra, cheia de fundamento científico (só que ao contrário):

Segredos da alimentação

Para os homens que pretendem procriar, o manual recomenda uma dieta à base de raízes e aves que cantam. As mulheres, no entanto, deveriam evitar comidas gordurosas e temperos, pois isso deixaria seus corpos mais quentes – e, pelo visto, ninguém queria ver mulher fogosa por aí…

Sobre a aparência dos filhos

De acordo com as crenças do autor do manual, a aparência dos filhos não tem nenhuma relação com o nosso código genético. Ela depende mesmo é da imaginação da mãe que, portanto, deveria focar o pensamento no marido e encará-lo fortemente para que a criança se pareça ao pai. Também é importante que as mulheres “não deitem com animais”, já que assim poderiam dar à luz a monstros. Então tá, né?

O gênero dos bebês

Decidir o gênero dos futuros bebês de um casal é mais simples do que você imaginava. Segundo o manual, a mulher precisaria deitar-se sobre o lado esquerdo para ser mãe de uma menina após o sexo. Se desejasse um filho homem, bastaria fazer o contrário, virando-se para o lado direito.

Os atros também pesam nessa balança. Para engravidar de um menino, a melhor época é “quando o sol está em Leão e a Lua, em Virgem, Escorpião ou Sagitário”. Para as meninas, o melhor é quando a “a Lua está na fase minguante, em Libra ou em Aquário”.

Foto: Hanson’s Auction House/Divulgação/fonte:via

Livro explica como relação com os animais influenciou a vida de Frida Kahlo

Frida Kahlo é reconhecida por sua força e por uma vida marcada por incidentes de saúde – a artista sobreviveu à poliomelite quando criança e sofreu um grave acidente de ônibus aos 18 anos, que a deixou com diversas sequelas. Porém, pouco se fala sobre outro aspecto fundamental na vida de Frida: seu amor pelos animais.

Lançado recentemente, o livro “Frida Kahlo and Her Animalitos“, da escritora Monica Brown, com ilustrações de John Parra, busca retratar essa faceta da artista mexicana. Voltada para crianças, a obra explora a maneira como essa relação com diferentes espécies de animais ajudou a moldar o caráter e a personalidade de Frida.

Em sua Casa Azul, a artista convivia com um papagaio, uma águia, dois macacos, duas tartarugas, três cachorros, um gato e até um cervo. Em algumas das páginas da história, a autora conta que Frida era colorida como seu papagaio, enquanto outro trecho a retrata como uma mulher independente como um gato.

As ilustrações também são um show à parte e relembram o melhor da vida e da obra da artista. Espia só!

Fotos: Brain Pickings /fonte:[via]