Contra poluição de oceanos, cervejaria Corona bloqueia praia de Ipanema com ‘muro de lixo’




Mesmo em uma das mais belas e celebradas praias do planeta, um dia de sol intenso lamentavelmente pode ser medido pela quantidade de lixo que se acumula enquanto o pôr-do-sol recebe aplausos na Praia de Ipanema. Para ilustrar tal barbárie cometida não só pelos cariocas, mas em toda orla brasileira, a cerveja Corona, em parceria com a ONG Parley For The Oceans, deu início a uma série de ações para combater o plástico nos mares – e a mais recente dispôs um “muro de lixo” bloqueando a entrada para as areias de Ipanema.

“Um dia o lixo deixado na praia vai ter impedir de entrar nela”, dizia a placa em frente ao muro, com 15 metros de comprimento e 2 metros de altura feito com plásticos deixados na praia ao longo de somente 3 dias. Junto do muro o projeto ofereceu também um bate-papo com especialistas sobre o tema, a fim de mostrar como na luta contra a poluição no oceano cada um de nós possui papel determinante.

As ações aconteceram em Fernando de Noronha antes de descerem para a faixa de areia que contorna o Rio de Janeiro.

Além dessas ações ilustrativas o projeto também pretende promover a conscientização, a educação e o engajamento da população local. A parceria entre a Corona e a Parley For The Oceans realizará mais de 20 limpezas de praias e outras ações para nos lembrar da gravidade criminosa de um gesto supostamente tão banal quanto largar seu lixo nas areias após um dia de sol em que justamente você aproveitou o imenso prazer que o plástico está destruindo.

Acima, ação de limpeza em Ipanema

© fotos: reprodução/fonte:via

Baleia é encontrada com 40 quilos de plástico no estômago nas Filipinas

Não é a primeira, mas podemos lutar para que seja a última vez  que uma baleia é encontrada morta devido à ingestão de plástico. Em abril do ano passado, uma cachalote faleceu na Espanha após comer 29 kg do material. Mesmo antes disso, um vídeo emocionante divulgado pela BBC já mostrava uma mãe-baleia carregando seu filhote morto depois de ingerir plástico. Agora, um animal da espécie foi encontrado nas Filipinas com 40 kg de resíduos no estômago.

Encontrada no último sábado, 16 de março, a baleia estava na costa da cidade de Davau, na ilha filipina de Mindanao. O corpo do animal foi resgatado pelos biólogos e voluntários do D’ Bone Collector Museum, um museu aberto em 2012 com o objetivo de educar as pessoas a cuidar do meio ambiente.

A causa final da morte desta jovem baleia-bicuda-de-cuvier que resgatamos no dia 16 de março de 2019 são 40 quilos de sacos plásticos, incluindo 16 sacos de arroz, quatro sacos utilizados na plantação de banana e várias sacolas de compras”, diz uma publicação na página do Facebook do museu. A organização informa ainda que uma lista completa dos resíduos encontrados no corpo do animal será divulgada nos próximos dias.

fonte:via Fotos: D’ Bone Collector Museum Inc/Reprodução Facebook

O que esse artista encontra na praia é incrível, surpreendente e trágico ao mesmo tempo

Há quatros anos se dedicando a recolher lixo nas praias de Cornwall, no sudoeste da Inglaterra, Rob Arnold dificilmente se surpreende com a quantidade de plástico que pode ser encontrada na areia. Mas até alguém experiente como ele ficou atônito com o que estava acumulado em Tregantle.

Rob saiu para uma missão da Rame Peninsula Beach Care e encontrou tanto plástico que mais parecia um grande lençol de conchas. Depois de várias horas de trabalho, ele e alguns colegas retiraram nada menos que 35 sacos de lixo da praia! Entre o material estavam milhares de peças de Lego.

Em 1997, um navio que carregava um contêiner cheio dos brinquedos com destino aos EUA foi atingido por uma onda gigante. Já faz 20 anos, mas várias peças ainda são encontradas nas praias de Cornwall. O problema maior é que, além do Lego, Rob e seus colegas encontraram muito mais lixo, provavelmente jogado nos oceanos há pouco tempo.

Rob tem 59 anos e vem se dedicando à limpeza das praias desde os 55. Para chamar atenção para o problema, ele criou uma máquina capaz de separar resíduos da areia e das algas. Depois, Rob os categoriza e cria espécies de esculturas para mostrar a gravidade do descarte de plástico nos oceanos.

De acordo com a ONU, o plástico corresponde a 80% do lixo encontrado nos oceanos. Cerca de oito toneladas são lançadas nos mares todos os anos, causando problemas para vários animais que ingerem o material. Aves, tartarugas e peixes podem morrer por causa disso, e estima-se que, em 2050, haja mais plástico do que peixes no oceano.

Todas as fotos © Rame Peninsula Beach Care fonte:via

Catadores ganham bikes para combater crueldade com cavalos

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Os catadores de lixo realizam um trabalho fundamental para impulsionar a coleta seletiva de materiais recicláveis, especialmente em cidades cujas prefeituras não dispõem de caminhões e lixeiros para cumprir a tarefa, capaz de evitar que várias toneladas de lixo reaproveitável parem em lixões.

Um dos pontos negativos da atividade é o uso frequente de animais, especialmente cavalos, para carregar as pesadas carroças que acumulam vários quilos de material reciclável. Pensando nisso, um projeto alagoano doou trinta bikes adaptadas especialmente para os catadores.

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As chamadas Ciclolix fazem parte do projeto Relix, uma iniciativa do Sesi que propõe de ações de educação e arte para conscientizar sobre a importância da sustentabilidade.

Cada Ciclolix tem capacidade para armazenar até 450 kg de material, e conta com sinalização e cores chamativas para aumentar a segurança dos catadores durante a atividade, além de amassador de latinha e de garrafas PET. As bicicletas adaptadas foram entregues a cooperativas e associações de catadores de Maceió e mais sete cidades alagoanas.

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fonte:via

Este garotinho fundou seu próprio banco com 7 anos de idade e hoje o negócio prospera

Vivemos em um mundo cheio de possibilidades e, talvez por isso, algumas pessoas têm tanta dificuldade em escolher suas profissões. Não é fácil decidir o que fazer pelo resto da vida diante de tanta oferta e tantos questionamentos, porém, este não é o caso de Jose Adolfo Quisocala Condori, um garoto peruano, de 13 anos de idade.

Quando tinha apenas 7 anos, teve uma ideia que mudou completamente sua vida e das crianças de sua comunidade, criando um banco de poupança, que hoje já atende mais de 2000 crianças. A ideia surgiu quando ele percebeu que seus colegas gastavam toda a mesada em doces e brinquedos, sem guardar nada para compras mais significativas ou, simplesmente por guardar. Seguindo o exemplo de sua família, que sempre poupou dinheiro para as horas mais difíceis, Jose encontrou a fórmula perfeita para o seu empreendimento, na reciclagem.

O Bartselana Student Bank, foi fundado em 2012, em sua cidade natal – Arequipa – no Peru e, funciona com uma mentalidade de troca. Sua instituição só atende crianças, que podem se tornar clientes quando entregam pelo menos 5 kg de lixo reciclável. Para continuar sendo membro do banco, é preciso entregar, no mínimo, 1 kg de lixo todos os meses.

Ao abrir a conta, o banco e a criança estipulam uma meta de poupança e o dinheiro só poderá ser retirado quando a meta for atingida. Para garantir que somente as crianças se beneficiem deste dinheiro, somente elas podem fazer saques, nem mesmo os pais estão autorizados.

Entre 2012 e 2013, o Bartselana Student Bank coletou 1 tonelada de material reciclável e gerou economia para 200 crianças na escola de Jose. O sucesso é tanto, que hoje diversos bancos procuram o jovem para fecharem parcerias e, seu banco oferece cada vez mais serviços, como seguros, empréstimos e investimentos. O que o inspira é que as pessoas saibam administrar seu dinheiro desde a infância, para que no futuro não tenham maiores problemas.

Esta empresa quer transformar lixo marinho em biocombustível

Hypeness

Desde 2000, a empresa canadense Enerkem se dedica a estudar e implementar maneiras de transformar lixo orgânico em biocombustível, ajudando ao mesmo tempo a diminuir a queima de combustíveis fósseis e a quantidade de detritos no planeta.

O mais novo projeto da companhia consiste em uma parceria com a The Ocean Legacy Foundation, que faz limpeza na costa do país, para aplicar a mesma tecnologia usada em detritos urbanos ao lixo que a organização retirar dos mares canadenses.

Hypeness

Marie-Hélène Labrie, vice-presidente da Enerkem, declarou que “A tecnologia inovadora que transforma lixo em biocombustível já aborda problemas relacionados ao lixo urbano, incluindo o plástico. Através dessa colaboração inovadora, o comprometimento é com iniciativas locais concretas para transformar resíduos plásticos de oceanos em produtos de valor”.

O chamado bioetanol produzido pela Enerkem é considerado até 3 vezes menos poluente que a gasolina, e a empresa também está trabalhando em alternativas para substituir o óleo diesel.

De acordo com o Fórum Econômico Mundial, há cerca de 150 milhões de toneladas de plástico flutuando nos oceanos do planeta. Mesmo com os esforços para reduzir a produção, consumo e descarte de materiais plásticos, estima-se que 8 milhões de toneladas cheguem aos oceanos a cada ano.

Fotos via The Ocean Legacy Foundation /fonte:via

O que é a gongocompostagem e como ela pode te ajudar a produzir adubo

As minhocas não são os únicos seres capazes de ajudar na compostagem dos alimentos.

Pesquisadores da Embrapa Agrobiologia, no Rio de Janeiro, descobriram que os gongolos são também ótimos nessa tarefa. Esses bichanos parecem com minhocas enroladinhas e também são chamados de piolhos-de-cobra ou embuás.

A boa notícia é que eles são ótimos trituradores de alimentos e já estão sendo usados em Rondônia para fazer a “gongocompostagem“.

Funciona assim: os gongolos trituram a matéria orgânica e, assim, ela é mais facilmente decomposta pelos microorganismos presentes no solo. Essa decomposição tem como resultado um adubo orgânico em um processo que pode levar entre 90 e 120 dias.

Um das vantagens em relação à compostagem com minhocas é que o adubo gerado pelos gongolos pode ser aplicado diretamente em mudas e hortas, enquanto o resultado de minhocários costuma precisar de outros elementos para melhorar sua textura antes do uso. Além disso, os também chamados embuás são encontrados facilmente na natureza, o que torna o processo muito mais econômico.

Fotos: Divulgação Embrapa/fonte:via