Este garotinho fundou seu próprio banco com 7 anos de idade e hoje o negócio prospera

Vivemos em um mundo cheio de possibilidades e, talvez por isso, algumas pessoas têm tanta dificuldade em escolher suas profissões. Não é fácil decidir o que fazer pelo resto da vida diante de tanta oferta e tantos questionamentos, porém, este não é o caso de Jose Adolfo Quisocala Condori, um garoto peruano, de 13 anos de idade.

Quando tinha apenas 7 anos, teve uma ideia que mudou completamente sua vida e das crianças de sua comunidade, criando um banco de poupança, que hoje já atende mais de 2000 crianças. A ideia surgiu quando ele percebeu que seus colegas gastavam toda a mesada em doces e brinquedos, sem guardar nada para compras mais significativas ou, simplesmente por guardar. Seguindo o exemplo de sua família, que sempre poupou dinheiro para as horas mais difíceis, Jose encontrou a fórmula perfeita para o seu empreendimento, na reciclagem.

O Bartselana Student Bank, foi fundado em 2012, em sua cidade natal – Arequipa – no Peru e, funciona com uma mentalidade de troca. Sua instituição só atende crianças, que podem se tornar clientes quando entregam pelo menos 5 kg de lixo reciclável. Para continuar sendo membro do banco, é preciso entregar, no mínimo, 1 kg de lixo todos os meses.

Ao abrir a conta, o banco e a criança estipulam uma meta de poupança e o dinheiro só poderá ser retirado quando a meta for atingida. Para garantir que somente as crianças se beneficiem deste dinheiro, somente elas podem fazer saques, nem mesmo os pais estão autorizados.

Entre 2012 e 2013, o Bartselana Student Bank coletou 1 tonelada de material reciclável e gerou economia para 200 crianças na escola de Jose. O sucesso é tanto, que hoje diversos bancos procuram o jovem para fecharem parcerias e, seu banco oferece cada vez mais serviços, como seguros, empréstimos e investimentos. O que o inspira é que as pessoas saibam administrar seu dinheiro desde a infância, para que no futuro não tenham maiores problemas.

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Esta empresa quer transformar lixo marinho em biocombustível

Hypeness

Desde 2000, a empresa canadense Enerkem se dedica a estudar e implementar maneiras de transformar lixo orgânico em biocombustível, ajudando ao mesmo tempo a diminuir a queima de combustíveis fósseis e a quantidade de detritos no planeta.

O mais novo projeto da companhia consiste em uma parceria com a The Ocean Legacy Foundation, que faz limpeza na costa do país, para aplicar a mesma tecnologia usada em detritos urbanos ao lixo que a organização retirar dos mares canadenses.

Hypeness

Marie-Hélène Labrie, vice-presidente da Enerkem, declarou que “A tecnologia inovadora que transforma lixo em biocombustível já aborda problemas relacionados ao lixo urbano, incluindo o plástico. Através dessa colaboração inovadora, o comprometimento é com iniciativas locais concretas para transformar resíduos plásticos de oceanos em produtos de valor”.

O chamado bioetanol produzido pela Enerkem é considerado até 3 vezes menos poluente que a gasolina, e a empresa também está trabalhando em alternativas para substituir o óleo diesel.

De acordo com o Fórum Econômico Mundial, há cerca de 150 milhões de toneladas de plástico flutuando nos oceanos do planeta. Mesmo com os esforços para reduzir a produção, consumo e descarte de materiais plásticos, estima-se que 8 milhões de toneladas cheguem aos oceanos a cada ano.

Fotos via The Ocean Legacy Foundation /fonte:via

O que é a gongocompostagem e como ela pode te ajudar a produzir adubo

As minhocas não são os únicos seres capazes de ajudar na compostagem dos alimentos.

Pesquisadores da Embrapa Agrobiologia, no Rio de Janeiro, descobriram que os gongolos são também ótimos nessa tarefa. Esses bichanos parecem com minhocas enroladinhas e também são chamados de piolhos-de-cobra ou embuás.

A boa notícia é que eles são ótimos trituradores de alimentos e já estão sendo usados em Rondônia para fazer a “gongocompostagem“.

Funciona assim: os gongolos trituram a matéria orgânica e, assim, ela é mais facilmente decomposta pelos microorganismos presentes no solo. Essa decomposição tem como resultado um adubo orgânico em um processo que pode levar entre 90 e 120 dias.

Um das vantagens em relação à compostagem com minhocas é que o adubo gerado pelos gongolos pode ser aplicado diretamente em mudas e hortas, enquanto o resultado de minhocários costuma precisar de outros elementos para melhorar sua textura antes do uso. Além disso, os também chamados embuás são encontrados facilmente na natureza, o que torna o processo muito mais econômico.

Fotos: Divulgação Embrapa/fonte:via

Dispositivo de limpeza do inventor de 24 anos deve remover 80 mil toneladas de plástico do Pacífico

Foram necessários apenas cinco anos para que o jovem Boyan Slat, de 24 anos, desenvolvesse um dispositivo de limpeza capaz de remover 80 mil toneladas de plástico do Oceano Pacífico.

O System 001 vai atuar entre a costa do Haiti e da Califórnia, considerada uma das áreas mais sensíveis na luta contra a poluição causada pelo despejo de objetos de plástico. O desastre ambiental se deu por causa do movimento provocado pelas correntezas, resultando em um acúmulo superior a 1 trilhão de pedaços de plástico.

A máquina criada pelo jovem holandês possui 600 metros de extensão e opera por meio de movimentos circulares – aproveitando os movimentos da correnteza para formar uma espécie de filtro capaz de concentrar e depois coletar os itens, que são levados por uma embarcação. O equipamento conta ainda com uma tela sólida em sua base, que vai concentrar os detritos.

Se der certo, a ideia é fabricá-lo em grande escala e se concentrar neste ponto do Oceano Pacífico pelos próximos cinco anos. Apesar do otimismo, oceanógrafos estão preocupados com os possíveis impactos na vida marinha. O receio é que os animais possam se prender em alguma parte do filtro.

Por isso, o System 001, em um primeiro momento, vai passar por uma fase de testes de duas semanas próximo da costa de São Francisco, antes de receber sinal verde para atuar no ponto pretendido no Oceano Pacífico.  

Boyan Slat está animado com as possibilidades de sucesso e por isso já criou a The Ocean Cleanup Foundation, organização sem fins lucrativos responsável pelo desenvolvimento das tecnologias. A expectativa é que a invenção auxilie no salvamento de centenas de milhares de animais aquáticos, além de diminuir os poluentes que se integram na cadeia alimentar.

Fotos: Reprodução /fonte via

Maior mutirão de limpeza da história faz com que tartarugas retornem à praia após 20 anos

Ninguém gosta de praia suja, nem mesmo a vida marinha.

Entre os animais mais ameaçados por essa poluição estão as tartarugas, muitas vezes pescadas por engano em redes buscando por camarões ou prejudicadas devido à grande quantidade de plástico nos mares. Se a vida não estava fácil para estes animais, a ação de um ambientalista está mudando esse cenário e trouxe de volta as tartarugas à praia de Versova, em Mumbai (Índia).

O maior mutirão de limpeza do mundo foi organizado pelo advogado Afroz Shah. Durante 85 semanas, ele foi responsável por remover 5 milhões de quilos de plástico da praia, com a ajuda de diversos voluntários.

Em pouco mais de um ano, a costa da praia que parecia um verdadeiro lixão a céu aberto se transformou em uma bela praia. A mudança não foi sentida apenas pelos humanos: após 20 anos, tartarugas voltaram ao local para fazer seus ninhos.

Segundo o jornal The Guardian, pelo menos 80 filhotes de tartarugas foram vistos a caminho do mar em Versova. Um grupo de voluntários, incluindo o próprio Afroz, protegeu a ninhada para que elas não fossem vítimas de outros  animais durante esse percurso.

Os impactos que um mutirão de limpeza pode ter em um ambiente natural são inúmeros, Melhor do que ficar apenas observando, uma boa alternativa é organizar o seu próprio mutirão. Entre os dias 16 e 24 de setembro, a ONU Meio Ambiente promove a Semana Mares Limpos. Para auxiliar pessoas interessadas em organizar o seu próprio mutirão, a organização lançou uma cartilha disponível gratuitamente online.

Entre as indicações, estão o uso de materiais retornáveis na coleta ao invés de sacolas plásticas, bem como o contato direto com cooperativas de catadores de lixo, buscando garantir que os resíduos recolhidos receberão o tratamento adequado. Afinal, não adianta recolher o lixo da praia se ele não tiver a destinação correta, né?

Clica aqui para acessar o conteúdo na íntegra.

Patinhos de plástico vagando nos oceanos 26 anos após acidente alertam sobre poluição

A Caça dos Patinhos navegantes expôs as preocupações sobre o acúmulo de lixo nos oceanos. Em janeiro de 1992, um carregamento com 28 mil bichinhos de brinquedo acabou derramado no meio do Oceano Pacífico.

Por serem projetados para flutuar, eles foram guiados pela correnteza e se esparramaram em áreas diversas dos mares. Alguns deles chegaram a percorrer um trajeto de mais de 3 mil quilômetros, chegando por exemplo na costa do Alasca. Outros patinhos foram encontrados na Austrália e Escócia.

O fenômeno intrigou os cientistas e gerou a abertura de uma longa investigação para rastrear os passos destes brinquedos vendidos para divertir crianças durante banhos de banheira. A história proporcionou inclusive, um entendimento melhor sobre os principais pontos acumuladores de lixo nos oceanos.

Os patinhos foram vistos pela última vez há mais de 10 anos, em uma praia de Massachusetts, no leste dos Estados Unidos e para profissionais voltados para a pesquisa em oceanos, é provável que muitos estejam vagando por aí quase 30 anos depois do acidente.

A explicação para esta história curiosa se dá pelo local do acidente. Trata-se de um ponto específico do Oceano Pacífico conhecido pelo encontro de correntes marítimas, que envolvem diversos continentes.

Ali se encontram correntezas com o Giro Subártico, que faz uma volta completa entre a América e Ásia e se une com outra corrente, que atravessa o Estreito de Behring para por fim chegar ao Atlântico.

Apesar do frisson em torno dos patinhos, sonho de consumo de uma série de colecionadores, a história evidencia o tamanho do problema causado pela poluição no oceano. O entrave vem provocando uma mudança de postura de gigantes da indústria, que aos poucos estão diminuindo a dependência de produtos feitos a partir do plástico, caso dos canudinhos.  

Foto: Reprodução/fonte:via

O milionário chinês que dedica seu tempo livre a recolher lixo das ruas

O compromisso com o meio ambiente é independente de nossa condição social, nível de estudos ou origem. Um grande exemplo nesse sentido é o do milionário chinês Zhong Congrong, que se dedica a recolher o lixo das ruas em seu tempo livre.

O hábito incomum começou há cerca de três anos, quando o empreendedor conheceu uma professora aposentada que recolhia o lixo das praias diariamente durante anos.  Zhong ficou tão impressionado que decidiu adotar a ideia.

A princípio, suas expedições de coleta de lixo eram vistas pela mídia chinesa como uma excentricidade ou mesmo uma jogada de marketing, segundo mostra um vídeo publicado pelo Sixth Tone. Com o tempo, entretanto, o milionário passou a ser reconhecido pelo seu comprometimento com o meio ambiente.

Quando está na missão de coletar lixo, Zhong utiliza uma camiseta laranja que busca conscientizar as pessoas sobre o impacto de despejar seus resíduos em qualquer lugar. Em seus negócios, que incluem empreendimentos imobiliários, na área automobilística e indústrias processadoras de materiais, os funcionários são multados caso joguem lixo no lugar errado.

Em entrevista, o milionário declara que sabe que sua atitude sozinha não irá resolver o problema do lixo no país. Mas, se cada um fizer a sua parte, pode ser que um dia consigamos diminuir significativamente o impacto destes resíduos.

Por sinal, espia só esses perfis do Instagram que vão te mostrar como produzir menos lixo só depende de nós.

Foto: Reprodução/SixthTone/fonte:via