O que é a gongocompostagem e como ela pode te ajudar a produzir adubo

As minhocas não são os únicos seres capazes de ajudar na compostagem dos alimentos.

Pesquisadores da Embrapa Agrobiologia, no Rio de Janeiro, descobriram que os gongolos são também ótimos nessa tarefa. Esses bichanos parecem com minhocas enroladinhas e também são chamados de piolhos-de-cobra ou embuás.

A boa notícia é que eles são ótimos trituradores de alimentos e já estão sendo usados em Rondônia para fazer a “gongocompostagem“.

Funciona assim: os gongolos trituram a matéria orgânica e, assim, ela é mais facilmente decomposta pelos microorganismos presentes no solo. Essa decomposição tem como resultado um adubo orgânico em um processo que pode levar entre 90 e 120 dias.

Um das vantagens em relação à compostagem com minhocas é que o adubo gerado pelos gongolos pode ser aplicado diretamente em mudas e hortas, enquanto o resultado de minhocários costuma precisar de outros elementos para melhorar sua textura antes do uso. Além disso, os também chamados embuás são encontrados facilmente na natureza, o que torna o processo muito mais econômico.

Fotos: Divulgação Embrapa/fonte:via

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Dispositivo de limpeza do inventor de 24 anos deve remover 80 mil toneladas de plástico do Pacífico

Foram necessários apenas cinco anos para que o jovem Boyan Slat, de 24 anos, desenvolvesse um dispositivo de limpeza capaz de remover 80 mil toneladas de plástico do Oceano Pacífico.

O System 001 vai atuar entre a costa do Haiti e da Califórnia, considerada uma das áreas mais sensíveis na luta contra a poluição causada pelo despejo de objetos de plástico. O desastre ambiental se deu por causa do movimento provocado pelas correntezas, resultando em um acúmulo superior a 1 trilhão de pedaços de plástico.

A máquina criada pelo jovem holandês possui 600 metros de extensão e opera por meio de movimentos circulares – aproveitando os movimentos da correnteza para formar uma espécie de filtro capaz de concentrar e depois coletar os itens, que são levados por uma embarcação. O equipamento conta ainda com uma tela sólida em sua base, que vai concentrar os detritos.

Se der certo, a ideia é fabricá-lo em grande escala e se concentrar neste ponto do Oceano Pacífico pelos próximos cinco anos. Apesar do otimismo, oceanógrafos estão preocupados com os possíveis impactos na vida marinha. O receio é que os animais possam se prender em alguma parte do filtro.

Por isso, o System 001, em um primeiro momento, vai passar por uma fase de testes de duas semanas próximo da costa de São Francisco, antes de receber sinal verde para atuar no ponto pretendido no Oceano Pacífico.  

Boyan Slat está animado com as possibilidades de sucesso e por isso já criou a The Ocean Cleanup Foundation, organização sem fins lucrativos responsável pelo desenvolvimento das tecnologias. A expectativa é que a invenção auxilie no salvamento de centenas de milhares de animais aquáticos, além de diminuir os poluentes que se integram na cadeia alimentar.

Fotos: Reprodução /fonte via

Maior mutirão de limpeza da história faz com que tartarugas retornem à praia após 20 anos

Ninguém gosta de praia suja, nem mesmo a vida marinha.

Entre os animais mais ameaçados por essa poluição estão as tartarugas, muitas vezes pescadas por engano em redes buscando por camarões ou prejudicadas devido à grande quantidade de plástico nos mares. Se a vida não estava fácil para estes animais, a ação de um ambientalista está mudando esse cenário e trouxe de volta as tartarugas à praia de Versova, em Mumbai (Índia).

O maior mutirão de limpeza do mundo foi organizado pelo advogado Afroz Shah. Durante 85 semanas, ele foi responsável por remover 5 milhões de quilos de plástico da praia, com a ajuda de diversos voluntários.

Em pouco mais de um ano, a costa da praia que parecia um verdadeiro lixão a céu aberto se transformou em uma bela praia. A mudança não foi sentida apenas pelos humanos: após 20 anos, tartarugas voltaram ao local para fazer seus ninhos.

Segundo o jornal The Guardian, pelo menos 80 filhotes de tartarugas foram vistos a caminho do mar em Versova. Um grupo de voluntários, incluindo o próprio Afroz, protegeu a ninhada para que elas não fossem vítimas de outros  animais durante esse percurso.

Os impactos que um mutirão de limpeza pode ter em um ambiente natural são inúmeros, Melhor do que ficar apenas observando, uma boa alternativa é organizar o seu próprio mutirão. Entre os dias 16 e 24 de setembro, a ONU Meio Ambiente promove a Semana Mares Limpos. Para auxiliar pessoas interessadas em organizar o seu próprio mutirão, a organização lançou uma cartilha disponível gratuitamente online.

Entre as indicações, estão o uso de materiais retornáveis na coleta ao invés de sacolas plásticas, bem como o contato direto com cooperativas de catadores de lixo, buscando garantir que os resíduos recolhidos receberão o tratamento adequado. Afinal, não adianta recolher o lixo da praia se ele não tiver a destinação correta, né?

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Patinhos de plástico vagando nos oceanos 26 anos após acidente alertam sobre poluição

A Caça dos Patinhos navegantes expôs as preocupações sobre o acúmulo de lixo nos oceanos. Em janeiro de 1992, um carregamento com 28 mil bichinhos de brinquedo acabou derramado no meio do Oceano Pacífico.

Por serem projetados para flutuar, eles foram guiados pela correnteza e se esparramaram em áreas diversas dos mares. Alguns deles chegaram a percorrer um trajeto de mais de 3 mil quilômetros, chegando por exemplo na costa do Alasca. Outros patinhos foram encontrados na Austrália e Escócia.

O fenômeno intrigou os cientistas e gerou a abertura de uma longa investigação para rastrear os passos destes brinquedos vendidos para divertir crianças durante banhos de banheira. A história proporcionou inclusive, um entendimento melhor sobre os principais pontos acumuladores de lixo nos oceanos.

Os patinhos foram vistos pela última vez há mais de 10 anos, em uma praia de Massachusetts, no leste dos Estados Unidos e para profissionais voltados para a pesquisa em oceanos, é provável que muitos estejam vagando por aí quase 30 anos depois do acidente.

A explicação para esta história curiosa se dá pelo local do acidente. Trata-se de um ponto específico do Oceano Pacífico conhecido pelo encontro de correntes marítimas, que envolvem diversos continentes.

Ali se encontram correntezas com o Giro Subártico, que faz uma volta completa entre a América e Ásia e se une com outra corrente, que atravessa o Estreito de Behring para por fim chegar ao Atlântico.

Apesar do frisson em torno dos patinhos, sonho de consumo de uma série de colecionadores, a história evidencia o tamanho do problema causado pela poluição no oceano. O entrave vem provocando uma mudança de postura de gigantes da indústria, que aos poucos estão diminuindo a dependência de produtos feitos a partir do plástico, caso dos canudinhos.  

Foto: Reprodução/fonte:via

O milionário chinês que dedica seu tempo livre a recolher lixo das ruas

O compromisso com o meio ambiente é independente de nossa condição social, nível de estudos ou origem. Um grande exemplo nesse sentido é o do milionário chinês Zhong Congrong, que se dedica a recolher o lixo das ruas em seu tempo livre.

O hábito incomum começou há cerca de três anos, quando o empreendedor conheceu uma professora aposentada que recolhia o lixo das praias diariamente durante anos.  Zhong ficou tão impressionado que decidiu adotar a ideia.

A princípio, suas expedições de coleta de lixo eram vistas pela mídia chinesa como uma excentricidade ou mesmo uma jogada de marketing, segundo mostra um vídeo publicado pelo Sixth Tone. Com o tempo, entretanto, o milionário passou a ser reconhecido pelo seu comprometimento com o meio ambiente.

Quando está na missão de coletar lixo, Zhong utiliza uma camiseta laranja que busca conscientizar as pessoas sobre o impacto de despejar seus resíduos em qualquer lugar. Em seus negócios, que incluem empreendimentos imobiliários, na área automobilística e indústrias processadoras de materiais, os funcionários são multados caso joguem lixo no lugar errado.

Em entrevista, o milionário declara que sabe que sua atitude sozinha não irá resolver o problema do lixo no país. Mas, se cada um fizer a sua parte, pode ser que um dia consigamos diminuir significativamente o impacto destes resíduos.

Por sinal, espia só esses perfis do Instagram que vão te mostrar como produzir menos lixo só depende de nós.

Foto: Reprodução/SixthTone/fonte:via

Programa troca lixo reciclável por dinheiro em Santos

Quase todo mundo sabe da importância da reciclagem de lixo, mas, na prática, pouca gente adere ao hábito de separar os resíduos secos (sem falar nas áreas onde não há coleta seletiva): um estudo de 2017 aponta que apenas 13% do lixo que poderia ser reciclado no Brasil realmente tem esse destino.

Por isso é necessário destacar iniciativas que contribuem para mudar esse quadro. É o caso do Club do Condomínio, criado em Santos, no litoral de São Paulo, para incentivar síndicos de prédios a convencer os moradores a separar os resíduos.

Para isso foi criada uma espécie de moeda virtual, chamada bio-coin. A cada quilo de material recolhido por recicladores parceiros da iniciativa o prédio recebe 1 bio-coin, que equivale a 20 centavos. A cada 5000 bio-coins acumulados, o condomínio pode fazer o resgate de mil reais para ser usado nos serviços que o síndico considerar necessários.

O projeto foi lançado em julho deste ano e já conta com 372 condomínios cadastrados – a meta é chegar até 500 ao final de 2018 e 1000 antes de o Club completar um ano.

De acordo com o Club do Condomínio, prédios com 100 moradores geram 40 quilos de material reciclável por dia. Assim, em um mês o condomínio separaria 1200 kg de resíduo sólido, o equivalente a 1200 bio-coins. Em um ano, a quantia chegaria a 14.400 bio-coins, equivalente a R$2880.

Imagens: Marcelo Martins/Prefeitura de Santos/fonte:via

Projeto oferece coleta de lixo orgânico por assinatura e devolve adubo ou hortaliças

Manejar todo o lixo que é produzido é um dos grandes desafios da nossa sociedade. Ainda que a reciclagem não atinja níveis tão bons no Brasil, é um caminho a seguir. Mas e o que fazer com os resíduos orgânicos?

Montanhas de detritos se acumulam por lixões e aterros sanitários Brasil afora. Em Brasília, o Projeto Compostar tenta achar uma solução diferente, mostrando que resíduo orgânico não é lixo, e pode ser útil se for destinado corretamente.

Para isso, o projeto converte os resíduos em adubo através da compostagem, um conjunto de técnicas que estimulam a decomposição do material orgânico, criando fertilizantes ricos em nutrientes.

O Compostar oferece planos doméstico e empresarial. No primeiro, o assinante paga uma taxa mensal de R$65 através da Benfeitoria (contribuição que pode variar de acordo com as possibilidades do interessado), recebe um baldinho e uma sacolinha e instruções para separar o material que gera em casa.

A cada semana, a equipe do projeto recolhe o material e realiza a compostagem no pátio. Como recompensa, o assinante recebe, por mês, uma muda de planta ou um quilo de adubo orgânico.

Já no plano empresarial, os contratantes recebem tambores de 60 litros para fazer a separação dos resíduos e a equipe do estabelecimento é treinada sobre separação e descarte de resíduos. Frequência de coleta e recompensa variam de acordo com o perfil de cada cliente, mas o processo de compostagem no pátio do Projeto é basicamente o mesmo.

De acordo com o site do Projeto, com as 90 residências atendidas atualmente, são cerca de 80 kg de resíduos orgânicos que iriam para os lixões e aterros todos os dias, mas acabam se tornando adubo. Mais de 1200 mudas de hortaliças já foram entregues, e há potencial para muito mais.

Fotos: reprodução/fonte:via