Alguém notou que as botas espaciais de Louis Armstrong não batem com pegadas na Lua

A primeira missão tripulada à Lua vai completar cinco décadas no ano que vem, e, junto com o aniversário, serão cinquenta anos de teorias conspiratórias que duvidam que Louis Armstrong e Buzz Aldrin (e dez outros astronautas) realmente pisaram no satélite.

E, mesmo após tanto tempo de debates com argumentos dos dois lados, ainda é possível que surjam novos fatos para dar suporte à tese de que tudo não passou de uma grande fraude. Mas talvez eles não sejam tão factuais assim.

A teoria, que tem circulado na internet, compara uma foto das botas de Neil Armstrong, que foram exibidas junto de outras partes do traje no Museu do Ar e Espaço, em Washington, às famosas imagens das pegadas de Neil e Buzz na Lua.

As imagens são claras: não é possível que as botas de solas lisas de Armstrong tenham deixado marcas com listras, como são as pegadas (que, diga-se, estão na Lua há quase 50 anos e só sairão de lá caso outra pessoa mexa nelas, já que não há vento para mover o material da superfície lunar).

Mas há mais sobre essa história do que as duas fotos indicam: na verdade, o traje espacial exibido no museu não está completo. Para voltar à Terra, os astronautas deixaram para trás alguns objetos que significariam um peso desnecessário na nave espacial.

Foram mais de cem itens deixados, incluindo lentes de câmeras (usadas para transmitir a chegada à Lua na Terra), fluídos corporais (isso mesmo que você está pensando) e… um complemento das botas, chamado Overboot.

Se trata de nada mais que uma bota usada sobre outra bota para dar mais proteção contra o risco de rasgos ou a entrada de poeira da superfície lunar no traje espacial. Tudo devidamente documentado por relatórios da NASA desde a década de 60.

Fotos via NASA/fonte:via

Projeto entre artistas e arquitetos imagina como seria a vida na lua

A vida fora do planeta Terra sempre despertou curiosidade, porém agora o questionamento é outro. Se antes, nos perguntávamos sobre a possível vida extraterrestre, agora o homem tem planos reais de visitar e, quem sabe, morar em outro planeta. Depois de Elon Musk – CEO da Tesla Motors, anunciar o primeiro voo comercial da SpaceX, muitas empresas e pessoas começaram a ‘desenhar’ a vida no espaço e, isso tem tomado proporções inimagináveis.

O projeto de turismo lunar financiado pelo bilionário japonês, Yusaku Maezawa, chamado de Dear Moon, imagina e tem real interesse em levar a vida humana para habitar na lua. E, em resposta a isso, o jornal norte americano, New York Times, conversou com importantes nomes da arquitetura e da arte, para juntos tentarem imaginar e planificar a vida na lua. As respostas são surpreendentes. Vem ver!

Daniel Libeskind – arquiteto – Nova York

Minha proposta é transformar a própria Lua em um projeto de arte: é uma esfera e quero transformá-la em um quadrado perfeito. Esse é o sonho […] Pensamos que o melhor seria pintar seções de preto, para que não refletissem mais a luz do sol. Para dar conta da curvatura, você precisa pintar quatro tampas esféricas na superfície da lua […] Eu gosto da maneira como podemos transformar a lua em uma obra de arte contemporânea.”

Ai Weiwei – artista – Berlim

A intensidade da falta de vida na Lua, a impossibilidade das espécies existentes ali, é um espelho. Isso nos faz apreciar ainda mais o precioso milagre da vida neste planeta. Então, o que eu posso colocar na lua é uma observação: minha insignificância em relação ao universo, e usar isso como um ponto de vista do planeta Terra.”

Kara Walker – artista – Nova York

Eu comecei a pensar em uma colônia lunar, sobre a qual muita gente falou seriamente ao longo dos anos. Então, o que eu faço é isto: para cada criança nascida na Terra, um macho sexista, supremacista branco, seria enviado para a lua. Eles poderiam colonizá-lo para o conteúdo de seu coração e olhar para baixo a uma distância de um quarto de milhão de milhas. É um mundo monocromático lá em cima; Provavelmente eles adorariam.”

Eu participei das comemorações do centenário de John F. Kennedy no Kennedy Center no ano passado, e pensei muito sobre seus escritos sobre o programa espacial. Ele disse as coisas mais bonitas: “Estou ansioso para uma América que não tenha medo da graça e da beleza”. Eu mantenho isso em meu coração. É tão antiético o que está acontecendo agora“.

Minha ideia seria pegar os outros sete artistas e convencê-los a não decolar para a lua, mas criar um habitat espacial aqui mesmo na Terra. Há tantos lugares que atualmente não são habitáveis: zonas de conflito, áreas que sofrem com grande pobreza e devastação ambiental […] Nós criamos um ambiente rico em oxigênio, temos plantas crescendo, e os outros artistas e eu poderíamos trabalhar e crio. Trata-se de reciclar civilizações disfuncionais como habitats habitáveis.”

Eric Fischl – pintor e escultor – Nova York

A única maneira de entender o absurdo de ter pensado que eu queria estar lá em primeiro lugar é recorrer ao humor. Acho que meu primeiro ato criativo depois de pousar na lua seria abrir o zíper de meu traje espacial e fazer xixi em um espaço sem gravidade, em um esforço fútil para marcar meu território.”

Thomas Ruff – fotógrafo – Düsseldorf

“Para mim, a coisa mais interessante sobre a lua é o lado negro: o lado que nunca vemos da Terra. Os primeiros astronautas ficaram nervosos quando passaram pela lua, porque você perde o contato de rádio até que reapareça do outro lado. Então, eu gostaria de fotografar isso e continuar fotografando quando chegamos e quando a Terra ressurgiu.

Tacita Dean – artista e cineasta – Los Angeles

Eu coleciono pedras, então se eu chegasse na lua em vez de apenas orbitar, a superfície imediatamente me excitaria: a própria rocha da lua; todos esses meteoritos, bilhões de anos. Eu gostaria de fazer um filme sobre a experiência simplesmente de estar na lua, concentrando-se nos detalhes, exatamente como era. Eu não tentaria pré-imaginar a experiência; Eu apenas observaria. Absorva o máximo que puder.”

Foto 1: Daniel Libeskind

Foto 2: Ai Weiwei

Foto 3: Kara Walker

Foto 4: Laurie Anderson

Foto 5: Hito Steyerl

Foto 6: Thomas Ruff

Foto 7: Tacita Dean /fonte:via

Museu da Lua: Artista cria réplica gigante e perfeita da Lua que vai rodar o mundo

E se você pudesse ver a Lua de pertinho?

É o que propõe este museu incrível, que exibe uma réplica de nosso satélite natural com sete metros de diâmetro.

O Museu da Lua foi criado pelo artista britânico Luke Jerram e já foi exibido tanto em áreas internas quanto em ambientes externos. Cada localidade cria seus próprios eventos em torno da exposição, que já passou por diversas cidades na Europa, além de ser exibida nos Estados Unidos, Austrália e na China.

A obra expressa todos os detalhes do satélite, recriados através de imagens do Centro de Ciências Astrológicas da NASA. Cada centímetro da réplica representa cerca de 5 km da superfície lunar.

Em um vídeo de apresentação do projeto, Luke conta que seu fascínio pela Lua vem do fato de que cada cultura possui diferentes histórias e lendas a respeito dela. Dá o play para ver!

Para saber os próximos lugares em que a exposição irá acontecer, clica aqui e confira a agenda do Museu da Lua.

Milionário japonês seleciona artistas para irem com ele à lua sem gastar nada

Elon Musk durante o comunicado nesta segunda-feira (Foto: Reprodução/YouTube)

Algumas vezes podemos nos esquecer, mas sim, estamos no futuro. A afirmação se comprova com os planos da SpaceX de levar oito artistas para a lua. De graça.

O anúncio da missão foi feito pelo milionário japonês Yusaku Maezawa, que marcou a viagem ao espaço para 2023. Logo ali. Os viajantes terão a chance de conhecer a lua de perto, entretanto, não há previsão de pouso no satélite natural.

Segundo Yusaku, que vai bancar o passeio com sua fortuna, os artistas selecionados devem usar a inspiração lunar para a produção de obras que vão ficar para a posteridade.

Elon Musk divulgou o protótipo do modelo que levará turistas à Lua (Foto: Divulgação)

“Se Pablo Picasso tivesse visto a lua de perto, que tipo de pinturas teria feito? Se John Lennon tivesse prestado atenção nas curvas da Terra, que tipo de músicas teria composto? Se eles tivessem ido ao espaço, como seria o mundo hoje?”, escreveu Maezawa no site do projeto Dear Moon (Querida lua, em inglês).

Por isso, ele está em busca de um dançarino, um estilista, um escritor, um escultor, um fotógrafo e um arquiteto. Os custos da empreitada não foram revelados, mas veículos da imprensa japonesa dizem que Yusaku possui uma fortuna equivalente a do presidente dos Estados Unidos Donald Trump.

A viagem para a lua será feita a bordo de uma nave reutilizável, que transportará os artistas durante uma semana. No período, eles vão dar voltas em torno da lua e depois retornar para a Terra.

Foto: Reprodução/fonte:via