A internet não soube lidar com o vídeo do CEO da Tesla fumando maconha ao vivo

Elon Musk atacou novamente. O polêmico CEO da Tesla, aquele mesmo que fez milhões de dólares com o lançamento de um lança chamas sem função aparente, provocou um intenso debate nas redes sociais por ter fumado maconha em um programa de rádio.

Durante entrevista ao apresentador Joe Rogan, o executivo sacou um cigarro de maconha. Os dois passaram mais de duas horas discutindo sobre inteligência artificial e seu impactos para a humanidade, mídias sociais e revelou inclusive que pretende construir um avião elétrico.

Daí que Musk resolveu acender um baseado tamanho família. “Isso é legal, né?”, questionou. “Totalmente legal”, respondeu Rogan. O apresentador aproveitou para perguntar se o CEO da Telsa já havia fumado maconha antes. “Eu acho que já fumei uma vez”.

A fala causou surpresa, já que em recente entrevista ao jornal The New York Times, Tusk admitiu não gostar de fumar a erva por causar sensações estranhas. Em todo o caso, o momento gerou uma enxurrada de GIFs e memes e um enorme debate no Photoshop Battle do Reddit. Mostrando, claro, que a internet não tem limites.

A atitude de Tusk não foi recebida com alegria pelo mercado financeiro. Depois do chefão ter fumado maconha ao vivo, as ações de Tesla caíram 10% na bolsa de Nova York.

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O dia em que Paul McCartney fumou o baseado mais forte de sua vida com Fela Kuti na Nigéria

Corria o ano de 1973 quando Paul McCartney decidiu que não gravaria o próximo disco do Wings, então sua banda – o histórico “Band On The Run” – em um estúdio habitual, nem em sua casa, nem em Londres. Paul decidiu que aproveitaria que sua gravadora, a EMI, tinha estúdio espalhados pelo mundo, e escolheu a mais exótica e excitante opção: as gravações aconteceriam em um estúdio em Lagos, na Nigéria.

Ao chegar no país, qual não foi sua surpresa quando viu nos jornais, que estava sendo acusado de ir ao país para roubar a música negra local. O acusador? Ninguém menos que o lendário músico, compositor, cantor e multi-instrumentista nigeriano Fela Kuti. Conforme contou em entrevista recente, foi com Fela que Paul fumou o mais forte baseado de sua vida.

Antes desse amigável e divertido encontro entre gigantes da música, porém, Paul precisou pedir licença e se explicar. Fela já era, como ainda é, uma verdadeira lenda no país, espécie de imperador da música e da cultura nigeriana, e nada podia acontecer na Nigéria sem a sua permissão – mesmo uma gravação de um ex-Beatle. Paul precisou ir até a casa de Fela que, entre suas 30 esposas e suas dezenas de seguranças, escutou as ideias e gravações que Paul iria fazer no país para compreender que ele não queria roubar sonoridade alguma – McCartney só queria mesmo um ambiente inspirador para gravar seu disco.

Os dois então tornaram-se amigos, e se frequentaram ao longo da estadia de Paul no país. Em um desses encontros, no qual juntou-se ao séquito de Fela o também mítico Ginger Baker, baterista do Cream que então vivia em Lagos, para todos juntos irem à Afrika Shrine, a boate de Fela. “Ele costumava marinar sua maconha dentro de uma garrafa de uísque”, contou Paul. “Então nós chegamos lá e eu disse [para seu grupo]: ‘Não vamos fumar essa maconha’. Era muito forte, estávamos no meio da floresta, tudo escuro”.

Paul, porém, foi de certa forma desafiado por Fela. “Estávamos lá com ele quando um dos seus amigos me ofereceu um baseado. Eu disse ‘Não, obrigado’, e ele então ofereceu ao Ginger Baker, que disse ‘Sim, claro!’”, seguiu Paul, na entrevista. “Então, Fela gritou: ‘Ginger Baker! A única pessoa que conheço que nunca recusa um baseado!’. Aí eu disse: ‘Ah, ok, eu aceito um’”. O efeito, porém, impactou até mesmo a Paul McCartney.

“Cara, eu viajei. Era muito forte. Mais forte do que qualquer coisa que eu já tinha fumado. Não sei se tinha alguma coisa na maconha”, ele disse. “Mas, ao fim, foi uma boa noite”.

De sua estadia na Nigéria o baixista dos Beatles levaria não só a amizade de Fela e esse grande encontro como como um disco brilhante e o maior sucesso de sua carreira solo: Band On The Run venderia mais de 6 milhões de cópias no mundo e se tornaria a grande afirmação da força de McCartney em carreira solo dali pra frente – e a memória do mais potente baseado de sua vida.

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O legado da mulher que distribuía brownies de maconha pra amenizar o sofrimento de pacientes com AIDS nos anos 80

Nos últimos anos o comércio de alimentos que incluem maconha em sua lista de ingredientes tem feito parte de um novo segmento econômico em estados norte-americanos como Colorado e Califórnia. Mas na década de 80, quando o consumo da erva ainda era ilegal mesmo com fins medicinais, uma senhora se destacou por produzir brownies espaciais.

Mary Jane Rathbun não ficou conhecida como Brownie Mary à toa. Nos anos 70, enquanto trabalhava como garçonete em um restaurante de São Francisco, ela começou a vender bolinhos temperados com maconha. Não demorou para ela perceber que os alimentos canábicos ajudavam pessoas com doenças crônicas a encontrar alívio para suas dores.

O sucesso de sua receita fez com que ela ficasse conhecida na cidade, e após algum tempo a polícia bateu à sua porta. Sua primeira visita à delegacia aconteceu em 1981, quando Mary já tinha 57 anos. Diz a lenda que ela recebeu os policiais em seu apartamento dizendo “Eu achava que vocês viriam”. Sentenciada a cumprir 500 horas de trabalho comunitário, sua relação com pacientes com AIDS se tornou mais próxima.

Ela passou os dois meses seguintes visitando instituições que ajudavam soropositivos a lidar com a doença e ouviu relatos positivos sobre os efeitos que os brownies canábicos surtiam nos pacientes. Os problemas com a lei não a impediram de voltar a cozinhar, com a ajuda de alguns cultivadores que doavam maconha – nessa época, ela bancava os outros custos do próprio bolso, e distribuía os brownies gratuitamente.

Mary se tornou um símbolo da luta para legalizar a maconha medicinal na Califórnia nos anos 90. Em uma entrevista à Associated Press em 1992, relatou os efeitos que via nos pacientes de AIDS e câncer: “Esses jovens não têm apetite, mas, depois de comer um brownie, até se levantam da cama para cozinhar alguma coisa. Os que passam por quimioterapia comem metade antes e metade depois de cada sessão e dizem que ajuda a aliviar as dores”.

A maconha seria legalizada para usos medicinais na Califórnia em 1996, quando Mary já havia parado de cozinhar os brownies por causa de seus próprios problemas de saúde – que incluíam artrites e fortes dores nos joelhos. Segundo ela, a maconha era um dos poucos remédios que a ajudavam a andar sem sentir tantas dores. Ela faleceu em 1999, aos 77 anos, mas seu legado de luta pelo reconhecimento das propriedades medicinais da cannabis é reconhecido até hoje.

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Empresa cannábica transforma cidade fantasma do século 19 num paraíso da maconha

A explosão do mercado legal de maconha nos Estados Unidos parece estar de fato operando milagres no país. Além de investimentos recorde em educação, infraestrutura e melhorias sociais em diversos estados onde a maconha é legalizada – através de verbas oriundas dos impostos sobre a venda – agora o mercado da erva provará ser capaz de trazer à vida uma cidade outrora fantasma no coração da Califórnia.

A cidade de Nipton, localizada no meio do nada californiano, consistia em cerca de 320 mil metros quadrados que, no passado, viviam lotados de mineradores atrás de ouro, prata e mineiras.

Hoje ela tem um hotel, uma agência dos correios, uma velha escola, algumas casas e um trilho de trem cruzando o local – tudo devidamente vazio e abandonado. Até que a American Green, uma das mais bem-sucedidas empresas de comércio de maconha nos EUA, pagou cinco milhões de dólares e adquiriu a cidade.

Agora Nipton irá se transformar em uma espécie de paraíso da maconha – um local de produção de CBD, uma das mais importantes substâncias químicas da maconha, utilizada principalmente para uso médico, e em um centro turístico ecológico, uma espécie de utopia para produtos diversos derivados da planta.

A cidade será sustentável, com atrações naturais, hotéis e lojas, mantendo a arquitetura e o clima da região. O uso recreativo da maconha já é legal em seis estados americanos, e o uso medicinal, em mais de 20 – os resultados econômicos, médicos e financeiros são tão visíveis quanto fogo, fumaça e óleo.

 

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