Conheça o incrível Surf Park, que produz ondas oceânicas em uma imensa piscina

Ser surfista para quem mora longe da praia é um pouco complicado, porém não para os habitantes do País de Gales – Reino Unido. Depois de uma década de construção, o Surf Snowdonia possui com um imenso lago artificial que produz as ondas artificiais mais longas do mundo. Considerado o mais próximo possível de um oceano de verdade, o parque é um verdadeiro sucesso entre surfistas, body boarders e praticantes de caiaque.

Inaugurado em 2015, ele foi construído em uma antiga fábrica de alumínio e, a piscina artificial foi feita a partir de uma imensa estrutura que utilizou um arado submarino para criar a sensação de que estamos no mar. Capaz de fazer a diversão de 36 participantes por vez, para os mais radicais ainda é possível acampar no local, que oferece camping, restaurante e até cursos de surf.

A empresa responsável por este incrível empreendimento, a Wavegarden, também construiu um parque no mesmo estilo, em Austin – Texas, o NLand Surf Park e tem planos de construir mais. Agora é torcer para que façam um pertinho de nós!

Fotos: Wavegarden /fonte:via

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Mergulhador ganha abraço inesperado de foca em vídeo repleto de amor

A amizade entre um mergulhador e uma foca foi captada pelas câmeras em um arquipélago na Inglaterra. Ben Burnville estava nas Ilhas Farne, que ficam na costa Leste de Northumberland, quando foi surpreendido com a manifestação de afeto do animal.

Ele conta que ‘ficou amigo’ das focas que navegam por essas águas. O mergulhador de 49 anos diz estar acostumado com o interesse dos bichos, mas que mesmo assim, ficou surpreso com o movimento de uma delas.

Enquanto nadava no fundo do mar, do nada, uma foca chega, começa a farejar seu rosto e, além de abraçá-lo carinhosamente, se aconchega em seu peito. A foca parecia feliz e fascinada com o equipamento de mergulho do britânico.

Ben atua como médico em tempo integral na cidade de Amble e costuma mergulhar há mais de 30 anos.

“Depois de ter mergulhado e observado focas cinzentas por mais de 18 anos, elas me ensinaram a mergulhar de forma com que elas se sintam amadas”, disse ele, que também é pesquisador na Universidade de Newcastle.

Aliás, o amor manifestado pela foca reafirma a assertividade do apelido de ‘cachorros do oceano’. Não precisa dizer muito para entender, na verdade basta assistir ao vídeo.

Fotos: Reprodução/fonte:via

O barco movido a energia solar que é também um coworking para aventureiros

O sucesso de diversos espaços de coworking se dá justamente pela iniciativa de transformar espaços de trabalho em locais mais agradáveis e humanos. E se os melhores locais de coworking trazem um pouco da natureza para nossa antiga noção de “escritório”, o mais novo projeto de local de trabalho colaborativo leva essa máxima a novos patamares: que tal trabalhar em pleno mar? É essa a proposta do Coboat, um barco oferecendo espaço não só de coworking, mas de coliving, para além de trabalhar à deriva, se aplicar em diversas atividades oferecidas pelo serviço.

Além de ser equipado com wi-fi, o Coboat oferece yoga, aulas diversas e mergulho monitorado em seu pacote. Segundo o cofundador Gerald Schömbs, o projeto é mais um “acampamento de coworking” e colaboração, e melhor: o Coboat é todo movido por energia solar. Há também um equipamento no barco que transforma a água do mar em água potável através da dessanilização. A capacidade do barco é de até 20 pessoas por vez.

O Coboat já saiu de diversos portos do mundo, como a Tailândia e as Maldivas, e em novembro percorrerá a Espanha, Sardinha e Grécia. O preço não é barato: uma semana no barco sai por cerca de 2.500 reais. A colaboração, o encontro com pessoas do mundo todo, e a experiência de trabalhar em cenários espetaculares, porém, vale ouro.

© fotos: reprodução/fonte:via

Revolta da natureza: Foca pistola dá uma ‘polvada’ no rosto de canoísta

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Um homem estava navegando tranquilamente em seu caiaque, quando foi surpreendido por uma foca, que lhe deu uma bofetada pra ninguém botar defeito. Kyle Mulinder tomou um tapa de uma foca. Bizarro, não? Calma, que piora, porque a foca usou um polvo para ‘agredir’ o homem.

O vídeo foi feito na costa de Kaikoura, na Nova Zelândia. Ao lado do amigo Taiyo Masuda, Kyle estava testando a câmera GoPro HERO 7, quando booom, levou um tabefe da foca segurando um polvo.

“Nós estávamos navegando tranquilamente pelo oceano quando essa foca macho gigante apareceu destroçando um polvo”, disse Mulinder ao Yahoo 7 News.

A hipótese mais provável é que os canoístas estavam no lugar errado e na hora errada, pois a foca estava no meio de um embate com o polvo e quando emergiu deu de cara com o caiaque.

“Eu fiquei tipo, cara o que aconteceu? Foi estranho, porque tudo aconteceu muito rápido e eu consegui sentir as partes do polvo na minha cara”. Apesar de ter resistido bravamente, o polvo acabou sendo derrotado.

Fotos: Taiyo Masuda/Reprodução /fonte:via

O incrível caso do jovem que sobreviveu 49 dias à deriva no mar

Jovem indonésio sobreviveu após ficar 49 dias à deriva em cabana flutuante no Oceano Pacífico — Foto: Reprodução/Facebook/Consulado da Indonésia em Osaka

Parece história de cinema, mas aconteceu mesmo na vida real: o indonésio Aldi Novel Adilang, de 18 anos, passou 49 dias em uma plataforma de pesca à deriva no oceano até ser resgatado a milhares de quilômetros de distância.

O jovem trabalha em uma rompong, uma espécie de plataforma de pesca que fica isolada no meio do mar, a cerca de 125 quilômetros da costa. Sua função é manter acesas as luzes que servem de isca para atrair os peixes, e a cada semana um funcionário da empresa vai até o local, recolhe os peixes das armadilhas e deixa comida e água para o responsável pela rompong.

Jovem indonésio sobreviveu após ficar 49 dias à deriva em cabana flutuante no Oceano Pacífico — Foto: Reprodução/Facebook/Consulado da Indonésia em Osaka

A plataforma fica presa à areia no fundo do mar graças a um conjunto de âncoras, mas, no meio de julho, uma tempestade fez com que a rompong de Adilang se soltasse, flutuando livremente conforme as correntes marítimas determinavam. A plataforma não tem motor ou remos para ser guiada.

De acordo com a imprensa local, após poucos dias o estoque de água e comida do jovem acabou. Ele sobreviveu pescando, queimando madeira da plataforma para assar os peixes e usando suas próprias roupas para ‘filtrar’ a água do mar e minimizar a ingestão de sal.

Mapa mostra trajetória do jovem indonésio que ficou à derica — Foto: Infografia: Karina Almeida/G1

De acordo com as autoridades da Indonésia, ao menos 10 embarcações passaram perto da rompong até que, depois de 49 dias, um barco com bandeira do Panamá resgatou Adilang nas águas de Guam, bem longe de onde ele trabalhava.

O capitão do barco contatou a guarda costeira de Guam, que o instruiu a levar o jovem até o Japão, destino programado da embarcação. De lá, ele viajou de avião até a Indonésia, onde está se recuperando – seu estado de saúde já é considerado bom. Adilang vai completar 19 anos no dia 30 de setembro, e a família está planejando uma celebração especial em comemoração à vida do rapaz.

Jovem indonésio sobreviveu após ficar 49 dias à deriva em cabana flutuante no Oceano Pacífico — Foto: Reprodução/Facebook/Consulado da Indonésia em Osaka

Jovem indonésio sobreviveu após ficar 49 dias à deriva em cabana flutuante no Oceano Pacífico. ele está bem de saúde — Foto: Reprodução/Facebook/Consulado da Indonésia em Osaka

Brasil consegue acordo que garante proteção de baleias contra caça comercial

Baleia

O quarto dia da 67ª reunião da Comissão Baleeira Internacional foi recheado de tensões. Apesar do acirramento dos ânimos, é possível considerar a aprovação da Declaração de Florianópolis uma vitória para os defensores da manutenção da proibição da caça as baleias.

Com 67% dos votos, o acordo reafirma o banimento da caça comercial de baleias em águas internacionais. A declaração foi proposta pelo Brasil e contou com 40 votos favoráveis e 27 contrários. Seguiram ao lado do Brasil, Argentina, Colômbia, México, Chile, Costa Rica, Panamá e Peru. Os pró-caça Rússia e Japão, bateram o pé. Mas, pelo menos por enquanto, ficaram em desvantagem.

A Declaração de Florianópolis propõe a valorização das baleias e da própria comissão. O trato afasta a noção perpetuada ao longo do século passado de que caçar baleias poderia ser considerada uma atividade econômica como a pesca. Assim, segue em vigor o tratado assinado em 1986, permitindo apenas a caça para fins científicos e a caça aborígene – praticada por povos tradicionais em determinadas regiões.

O texto da Declaração de Florianópolis foi enfático ao defender a preservação das baleias. Entre os principais pontos está o entendimento de que a “caça comercial não é mais uma atividade econômica necessária e a caça com fins científicos não é mais uma alternativa válida para responder às questões científicas, dada a existência de abundantes métodos de pesquisa não letais.”

Ainda existem riscos de uma manobra dos países pró-caça. O comissário Deven Joseph, de Antígua e Barbuda, não aceitou a resolução proposta pelo país anfitrião, “uma resolução não vinculadora, irresponsável, anormal, inconsistente, enganosa e completamente errada. Eles podem pegar essa organização e enviá-la para o abismo para onde as baleias vão quando morrem!”, bradou durante a reunião.

A CBI confirmou ter debatido a proposta do Japão, que pretende criar um sistema que equilibre caça e preservação, que seria controlada por um Comitê Baleeiro Sustentável.

“A ciência é clara: há certas espécies de baleias cuja população é saudável o suficiente para ser colhida de forma sustentável”, declarou o comissário interino do Japão, Hideki Moronuki. O titular, Joji Morishita, é presidente da CBI. Islândia e Noruega simplesmente ignoraram a moratória.

A notícia foi recebida com alegria e alívio pelas entidades de defesa dos animais. Ao longo da semana, ONGs como o Greenpeace exerceram grande pressão nas redondezas do Costão do Santinho, onde é realizado o encontro da CIB.

Contudo, os ativistas se dizem atentos, especialmente com o forte lobby liderado pelo Japão. O Greenpeace manifestou pesar e confirmou que irá tentar de tudo para garantir a criação de um santuário de baleias na costa brasileira.

“Estamos começando a entender a importância das baleias no ecossistema, incluindo sua participação na ciclagem de nutrientes, e a valorizá-las pelo papel que desempenham ao longo de suas longas vidas, por exemplo capturando carbono e exportando-o para o fundo do oceano e sustentando a fauna de águas profundas”, escreveu no site do Greenpeace a bióloga da Universidade Leandra Gonçalves, representante do órgão na Comissão Baleeira Internacional.

O já citado Japão é um dos maiores interessados em autorizar a caça as baleias. O país asiático é acusado de oferecer dinheiro e cargos em troca de votos. Desde o final da Segunda Guerra Mundial, comer carne de baleia se tornou comum no país, entretanto nos últimos anos o número de consumidores caiu consideravelmente. Atualmente, menos 4% da população ingere carne de baleia de vez em quando.

Embora o uso do arpão esteja proibido há mais de 30 anos, Japão, Islândia e Rússia continuam caçando baleias nos oceanos e se escondendo atrás de supostos pesquisas científicas para vender sua carne. 

Fotos: Reprodução /fonte via

Erosão provoca avanço do mar e reduz território de São Paulo

A Ilha do Cardoso fica no extremo sul do litoral de São Paulo. O local atrai turistas pela presença abundante de golfinhos e claro, suas praias paradisíacas. Talvez os visitantes e moradores da região não tenham percebido, mas o avanço do mar – em curso há cerca de 60 anos, engoliu 1 quilômetro do estado de São Paulo.

O fenômeno se dá por um processo de erosão considerado natural e que está extinguindo a Enseada da Baleia. Os efeitos causaram redução de dois metros na largura da faixa de areia, além do isolamento de um vilarejo com 15 famílias.

Estudos feitos por pesquisadores estimam que em um mês, a nova barra, responsável pela conexão entre o Estuário de Ararapira ao Oceano Atlântico, vá atingir um quilômetro de extensão. O que deve alterar o ecossistema da região e isolar definitivamente os moradores.

Membros do Departamento de Geologia da Universidade Federal do Paraná (UFPR) emitiram os primeiros alertas em 2009, atestando a probabilidade da consolidação das erosões para 2018. Os apontamentos foram feitos baseados em imagens de satélite.

As fotografias impressionam e dão clareza sobre a diminuição da faixa de areia dividindo a enseada do oceano, agravada pelo avanço de uma frente-fria nos últimos dias. Em entrevista ao G1, a professora Maria Cristina de Souza afasta possíveis interferências provocadas pela ação do homem.

“A dinâmica daquela região é instável, da água do estuário avançando para o mar. No passado, já ocorreram outras aberturas e acreditamos que, em breve, ocorrerá o assoreamento [deposição de sedimentos] na antiga barra, na divisa com o Paraná”, encerra.

A Defesa Civil disse estar monitorando a situação e que criou um plano de emergência para a mudança das casas habitadas pelas 50 pessoas. O Parque Estadual da Ilha do Cardoso, a Fundação Florestal e o Instituto Geológico, estes dois últimos subordinados à Secretaria de Meio Ambiente de São Paulo, também avaliam os impactos no ecossistema.

“Por terra, não tem como chegar mais até elas [moradores da região]. Entretanto, todas as 15 famílias que moram naquela comunidade se movimentam de barco, são autossustentáveis e já estão acostumadas às distâncias da região”, pontuou Edison Nascimento, gestor do Parque Estadual Ilha do Cardoso.

De qualquer maneira, Cananéia, cidade histórica localizada no continente, está em alerta. O secretário do Meio Ambiente Erick Willy disse ter mobilizado sua equipe para atuar caso a situação fuja do controle.

Fotos: foto 1: Divulgação/Defesa Civil /foto 2: Edison Nascimento/Fundação Florestal/fonte:via