ONG denuncia condições ‘brutais’ de frangos criados pela indústria

A ONG internacional Mercy for Animals acaba de divulgar vídeos e fotografias tiradas em granjas pelo Brasil mostrando frangos em condições consideradas ‘brutais’.

De acordo com BuzzFeed, a ONG não revela como as imagens foram feitas, por isso, a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) afirmou que não irá se manifestar enquanto não tiver acesso ao conteúdo.

A Mercy for Animals revela apenas que as imagens foram realizadas em cinco granjas, três na cidade de São Paulo e duas em Santa Catarina, no Sul do país. Os registros são de maio de 2017, entretanto, de acordo com o membros da organização, foram divulgados agora para evitar rastreamento das fotografias.

“Não é uma prática isolada de uma ou outra granja, mas de toda a indústria. Surpreendentemente, esse tratamento flagrado é praticado dentro do que é aceito pela legislação brasileira”, declarou Lucas Alvarenga, membro da ONG.

A ONG afirma que as imagens de maus-tratos foram feitas em criadouros da JBS, BRF, Friaves e Ad’oro. Até o momento, as empresas não se manifestaram sobre as acusações.

Segundo a FAO, órgão ligado à ONU, porcos, aves e vacas, são as maiores vítimas de maus-tratos no mundo. A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação atesta que, ao menos 67 bilhões de animais são expostos, todos os anos, a condições de crueldade.

No Brasil, mais de 70 milhões de galinhas são mantidas em cativeiro, nas chamadas “gaiolas em bateria”, espaços superlotados, que não permitem nem a abertura das asas das aves.

Fotos: reprodução/fonte:via

Cientistas fazem grande descoberta, mas causam polêmica por drogas em experimento com polvos

A revista Current Biology resolveu entender o que se passa na cabeça dos polvos. Os animais são conhecidos por serem antissociais e apenas procuram companhia para procriar.

Entretanto, o neurocientista Gul Dölen e o biólogo Eric Edsinger conseguiram descobrir uma parte mais oculta, mostrando que os polvos não são assim tão reclusos. Na verdade, eles possuem um lado sociável armazenado em seus genes.

“Acreditamos que, no caso dos polvos, era vantajoso ser associal, então esse mecanismo é suprimido, exceto quando se acasalam”, conta Dölen.

Embora a descoberta seja importante para o entendimento das mentes destes animais chamados no passado pelo filósofo australiano Peter Godfrey-Smith de a coisa “mais próxima de uma inteligência extraterrestre que podemos encontrar na Terra”, o método utilizado pelos cientistas está causando polêmica.

Para entender como a mente dessas criaturas funciona, os cientistas recorreram ao MDMA, popularmente conhecido como ecstasy. A droga é usada pelos seres humanos com frequência e ficou famosa pelos efeitos pró-sociais.

Entre pessoas, o ecstasy contribui para o aumento da serotonina, dopamina e ocitocina, produzindo a necessidade de se aproximar e interagir. Isso também aconteceu com os polvos, que ao entrar em contato com a substância diluída junto com a água do aquário, intensificaram o contato com um polvo preso dentro de uma câmara.

Os resultados geraram mais uma polêmica. Após resultados animadores, os pesquisadores pretendem utilizar polvos para testes de drogas experimentais, assim como é feito com os roedores.

Foto: Reprodução/fonte:via

MPF pede proibição de exportação de animais vivos para serem abatidos

A relação do Brasil com consumo de carne está na berlinda. Com o estouro de operações como a Carne Fraca, que investiga o trato dos animais em grande frigoríficos do país, todas as atenções estão voltadas para o setor.

Recentemente quem se manifestou foi o Ministério Público Federal, que por meio do Procurador Regional da República na 3ª Região, Sérgio Monteiro, quer proibir a exportação de cargas de animais vivos para o abate.

Segundo o texto do MPF, “a exportação de animais vivos para serem abatidos no exterior viola a constituição, é um ato de crueldade e, portanto, deve ser proibida”. A movimentação do órgão federal pede ainda a revalidação de liminar que impediu a saíde de carga viva de todos os portos do Brasil, suspensa pelo mesmo TRF3.

O impedimento foi fruto de Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal, realizado em janeiro em função da descoberta de 27 mil bois aglomerados no navio MV Nada, atracado no porto de Santos com destino à Turquia, lá seriam mortos e vendidos para alimentação.

Para ativistas e defensores dos direitos animais a manifestação do Ministério Público Federal vem em boa hora e dialoga diretamente com suas exigências contrárias ao que batizaram de ‘Porto da Vergonha’.

A descoberta do navio MV Nada coloca por terra o argumento dos favoráveis a exportação de cargas vivas, que dizem não haver crueldade com os animais e que o negócio é fundamental para a economia brasileira.

Para o MPF o cenário é outro e não existem até aqui evidências plausíveis de que a exportação de animais seja um aditivo para a economia. “Essa modalidade de comércio representa uma parcela ínfima do agronegócio”, completa a nota.

Agora é esperar o julgamento da ação pelo Órgão Especial do Tribunal Regional Federal da 3ª Região. Sem data definida até o momento.

Foto: Reprodução/Ministério Público/Pulsar Imagens/fonte:via