Tartaruga ganha cadeira de rodas de Lego pra se movimentar

Em julho, uma tartaruga foi encontrada com várias fraturas no casco. Depois de ser submetidas a cirurgias, o animal selvagem ganhou uma cadeira de rodas feita de blocos de Lego.

A ideia foi do veterinário Garrett Fraess, que na falta de cadeiras de rodas produzidas especialmente para tartarugas, resolveu improvisar.

Entusiasta do Lego, o profissional de saúde conta que a cadeira permitirá que o animal ande enquanto se recupera.

Neste momento, a tartaruga está em recuperação no zoológico de Maryland, nos Estados Unidos. Sua história correu o mundo e mostra que existem sim muitas possibilidades para ajudar. A previsão é que a tartaruginha ande por aí com sua cadeira de rodas de Lego durante seis meses.

Foto: Sinclair Miller/Zoológico de Maryland/Reprodução/fonte:via

Anúncios

Uma em cada quatro mulheres é vítima de violência obstétrica no Brasil

Não há dúvidas, ser mulher no Brasil é uma missão arriscada. Morar em dos países mais machistas do mundo é conviver diariamente com todos os tipos de agressões. Entre elas está uma prática comum, mas silenciosa e que atinge cada vez mais mulheres.

Um levantamento feito pela pesquisa Mulheres Brasileiras e Gênero nos Espaços Público e Privado, comandado pela Fundação Perseu Abramo e o Sesc, aponta que uma em cada quatro mulheres já foi vítima de violência obstétrica.

Parte dos costumes de uma sociedade acostumada com métodos opressivos, ela atinge a paciente por meios e formas diversas e caracteriza-se pela apropriação do corpo e processos reprodutivos da mulher pelos profissionais da saúde. Desumanização, abuso de medicamentos, ofensas e até mesmo abusos sexuais, são tipificados como violência obstétrica.

Para jogar luz sobre o assunto, as advogadas Maria Luiza Gorga e Ana Paula Cury produziram um estudo acompanhado de um ensaio fotográfico registrando as formas de agressões obstétricas. Violência obstétrica: o que é e os direitos da parturiente mostra frases proferidas com frequência em consultórios médicos Brasil adentro.

“Cala a boca. Fica quieta senão eu vou te furar todinha”.

“Se você continuar com essa frescura, eu não vou te atender”.   

“Na hora de fazer, você gostou né?!”

Os exemplos acima fazem parte do estudo e são manifestações explícitas de casos de violência obstétrica. Entretanto, nem sempre é assim. Em muitas ocasiões, o método acontece de forma velada e travestido de supostos protocolos institucionais. O viés racial também se faz presente na história.

Entre mulheres negras, é comum ouvir relatos de médicos que recusam a aplicação de anestesias ou que realizam o exame de toque de forma dolorosa. Segundo elas, estes profissionais se valem de uma máxima racista de que a mulher negra “é mais forte”.

Cerca de 60% das mulheres vítimas de morte materna são negras. É necessário dizer que a morte materna, em 90% das situações, pode ser evitada com o atendimento correto. Em 2015, o caso de Rafaela Cristina Souza dos Santos, de 15 anos, chamou a atenção do país todo.

Mulher e negra, a adolescente acabou morrendo depois de dar à luz em uma maternidade do Rio de Janeiro. O atendimento (ou a falta dele) foi negligente, fazendo Rafaela esperar cinco horas pelos médicos. Ela foi forçada a escolher pelo parto normal e o método só foi descartado quando os médicos perceberam que Rafaela apresentava um quadro de eclampsia. Tarde demais para a cesariana.

“O espaço do cuidado e da assistência à saúde, assim como os seus profissionais, deveria garantir minimamente que as mulheres tivessem os seus riscos de adoecer e morrer reduzidos, no entanto, por conta de uma estrutura de sociedade opressora, desigual e preconceituosa, coloca a vida das mulheres em risco a cada momento que elas entram nos serviços de saúde”, afirma Emanuelle Goes – enfermeira e coordenadora do Programa de Saúde das Mulheres Negras – Odara Instituto da Mulher Negra.

Para denunciar, reúna o máximo de provas que puder, faça um Boletim de Ocorrência ou uma denúncia por escrito ao Conselho Regional de Medicina de sua cidade.

Fotos: Reprodução /fonte via

A comovente história da mulher mais jovem a transplantar a face

Reprodução / National Geographic

A National Geographic lançou um documentário contando a história de Katie Stubblefield, que passou por mais de 31 horas de cirurgia para a reconstituição facial. A jovem de 22 anos teve a face deformada após uma tentativa de suicídio com um tiro de rifle no queixo.

Na época, Katie tinha 18 anos e logo depois da tentativa frustrada de tirar a própria vida, foi encaminhada com urgência para um hospital em Cleveland, nos Estados Unidos. Ela precisava urgentemente passar por procedimentos cirúrgicos que garantissem a recuperação de seu rosto.

Foram diversas transferências para alguns dos principais hospitais dos EUA. De início as tentativas foram frustradas e ao longo de dois anos, os médicos trabalharam na construção de um novo rosto para Katie. Para a constituição da mandíbula e do rosto, foram usados partes dos ossos da perna e do calcanhar. Além disso, os profissionais de saúde remodelaram o tecido da coxa e recorreram aos implantes de titânio, por meio de uma impressão em 3D da face de sua irmã mais velha.

“Eu sou capaz de tocar o meu rosto e é incrível”, celebrou em conversa com a reportagem da edição de setembro da publicação.

Tudo isso aconteceu há mais de um ano, entretanto após o recebimento do novo rosto, Katie Stubblefield precisou passar por uma série de cirurgias de revisão e ser atendida por uma fonoaudióloga. A operação é considerada um dos cases de maior sucesso da história da medicina.

Além da substituição quase que total do tecido facial, a mulher de 22 anos recebeu ainda novas órbitas oculares, maxilar inferior, dentes, músculos e peles faciais. Partes dos nervoso do rosto, testa, couro cabeludo, pálpebras, nariz e bochecha, também foram implantados.  

No momento, ela segue em fase de ambientação com a nova face, por isso, os nervos responsáveis por conectarem seu cérebro aos novos músculos faciais ainda estão em crescimento. No caso da língua e boca, Katie vai ter que tomar medicamentos imunossupressores pelo resto da vida.

Mesmo com tantos desafios pela frente, ela se considera sortuda e se diz surpresa com o sucesso do trabalho realizado pelos médicos. Ainda falando à National Geographic, Katie revela que tudo surgiu em função de um grande acúmulo de raiva e mágoa.

Katie explica que quando cursava o ensino médio, a família se mudou da Flórida para o Kentucky e pouco mais de um ano depois, estavam se instalando no Mississippi. Então com 18 anos, ela sofria com problemas gastrointestinais, além de ter passado por cirurgias de remoção da vesícula e pâncreas.

A gota d’água veio ao descobrir a traição do namorado. Com raiva e bastante machucada, Katie conta que se trancou no banheiro e recorreu ao rifle de caça para dar um tiro no queixo. Parte da face foi arrancada pela força da bala e os olhos, apesar de permanecerem, estavam totalmente danificados.

As operações fizeram de Katie Stubblefield a pessoa mais jovem a receber um transplante facial nos Estados Unidos e uma das 40 a se beneficiada pelo método desde que o processo teve início em 2005.

Fotos: Reprodução/National Geographic/fonte:via

Orangotangos selvagens estão usando plantas medicinais, constatam cientistas

Se a medicina ainda parece ser uma exclusividade dos humanos, então talvez esteja na hora de observar de perto outras espécies. De acordo com cientistas, alguns orangotangos parecem estar usando plantas medicinais para aliviar dores.

Orangotangos que vivem na ilha de Bornéu, na Ásia, mascavam folhas de uma planta da espécie Dracaena cantleyi. A princípio, os cientistas imaginavam que os animais estavam tentando comer a planta. Recentemente, eles perceberam que os orangotangos estavam, na verdade, fazendo uso das suas propriedades anti-inflamatórias.

De acordo com a pesquisa, publicada pela revista Nature, os símios da espécie Pongo pygmaeus mascam a planta para criar uma pasta que é usada em seus braços para aliviar a dor, como se fosse uma pomada. A planta também é usadas como anti-inflamatório por humanos que vivem na região – resta saber quem descobriu suas propriedades medicinais primeiro.

 

Foto destaque: Natalie S /fonte:[via]

Fotos: Thomas QuineSeneca Park Zoo

Sho Timothy Yano , aos 21 anos o prodígio chegou a médico

Jovem americano, filho de pai japonês e de mãe sul-coreana, preferia que não o vissem como um génio. Mas os holofotes dificilmente o largam. Começou agora o internato em neurologia pediátrica

Começou a ler aos dois anos, a escrever aos três, a compor música aos cinco. Um teste de QI feito aos quatro anos dizia que o grau era demasiado alto para ser medido – estava perto do nível de génio.

Eram sinais de uma vida que seria levada em “fast-forward”: aos 12 anos, Sho Yano entrou no curso de Medicina na Loyola University e agora, com 21, tornou-se no mais novo aluno a completar o curso na mesma área na Pritzker School of Medicine, na Universidade de Chicago, onde também já concluiu um doutoramento em genética molecular e biologia celular.

Sho Yano preferia “não ser reconhecido como um génio”, gostava que o aceitassem apenas como ele mesmo. “Decidi que ser um menino prodígio não podia ser o centro daquilo que eu sou. Se fosse, não acho que pudesse ser uma pessoa feliz”, disse numa entrevista ao Chicago Tribune.

Universidades não o aceitavam

A verdade é que, mesmo com provas de inteligência invulgar dadas, não foi fácil convencer algumas escolas a aceitar Sho Yano tão precocemente – nos Estados Unidos os estudantes entram na faculdade de Medicina aos 23 anos, em média, e as faculdades alegavam que o rigor do curso podia impedir o jovem prodígio de ter uma adolescência normal.

Sho Yano recusava-o (“nunca percebi porque é que ter a possibilidade de desafiar era considerado mais prejudicial do que ficar completamente entediado”). Continua a recusar que exista qualquer particularidade relacionada com a idade que o faça “agir de forma diferente” dos outros: “Tendo a ser impulsivo, mas acho que isso é uma característica da minha personalidade”, avalia.

Com 9 anos, na Loyola University

O jovem americano é filho de pai japonês e de mãe sul-coreana. Sayuri, a irmã e confidente, é também uma “menina prodígio”: aos 15 anos já completou uma licenciatura em Biologia na Universidade de Roosevelt e está agora em Baltimore, na Universidade Johns Hopkins, a estudar violino.

A música é também uma paixão para Sho Yano, que chegou mesmo a “considerar seriamente” optar por seguir esse caminho como carreira. A ideia de falar com as pessoas e fazer a diferença na vida delas” acabou por pesar mais e levá-lo a optar pela área médica. Vai agora iniciar o internato em “neurologia pediátrica”, uma escolha óbvia para o jovem americano (“a maior [razão] é porque gosto de brincar com crianças”, explicou ao Chicago Tribune). 

Doce e humilde, muito esforçado, “geek” e amante de literatura. Colegas e docentes garantem que Sho Yano pode agora respirar de alívio: as dúvidas à volta da sua maturidade e da capacidade para completar um curso como Medicina estão completamente dissipados. Os cognomes que Yano dispensa – génio, prodígio, sobredotado – é que dificilmente o vão largar. 

Sho Yano no primeiro dia em que frequentou a Universidade de Chicago, em 2004

Sho Yano no primeiro dia em que frequentou a Universidade de Chicago, em 2004 DR

O jovem de 21 anos trabalha com crianças na área neurológica

O jovem de 21 anos trabalha com crianças na área neurológica DR