Golfinho ameaçado de extinção é achado desnutrido, com bico lacrado e plástico no sistema digestório

Um golfinho ameaçado de extinção foi encontrado morto com um lacre plástico que o impedia de se alimentar. A toninha (Pontoporia blainvillei), golfinho de menor porte, foi resgatada próxima à orla de Praia Grande, no litoral de São Paulo.

O Instituto de Biopesca diz que o animal já estava sem vida e com sinais de desnutrição provocados por objetos plásticos no sistema digestório. O bicho foi resgatado por um pescador, que se espantou com a toninha, um macho adulto, presa na rede que ele havia jogado ao mar.

O animal estava desnutrido e com plástico no sistema digestório

Rodrigo Vale, veterinário responsável pelo instituto, afirma que essa espécie de golfinho sofre com o risco sério de ser extinto. O animal, de acordo com ele, estava magro e não conseguia se alimentar há algum tempo. Isso em razão do lacre em forma de argola preso ao seu rosto, com estrutura parecida com um bico.

O exame necroscópico aponta que não havia nenhum tipo de alimento no sistema digestório do animal. Foram retirados apenas pedaços de plástico, o que reforça os riscos gerados pelo impacto do homem na desregulação do ecossistema marinho.  

“Tivemos [ocorrências] com diferentes espécies. O lixo é principalmente plástico, e a situação é bem preocupante”, disse ao G1.

No litoral de SP, mais de 70 animais encalham em um raio de 80 quilômetros

O próprio Biopesca, responsável por monitorar a exploração do pré-sal na Bacia de Santos, revela ter encontrado, em apenas 48 horas, 110 brinquedos e 155 óculos na orla em períodos de alta temporada.

O problema é sério e aproximadamente 70 animais encalham, muitos já mortos, em um raio de 80 quilômetros de praia em apenas quatro cidades da região do litoral paulista. No caso das tartarugas, 90% foram achadas com plástico no estômago.

Fotos: foto 1:  Kaio Nunes/Instituto Biopesca/foto 2: Vanessa Ribeiro/Instituto Biopesca fonte:via

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União Europeia quer proibir uso do plástico descartável até 2021

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O parlamento europeu pretende dar um passo significativo na ofensiva contra o uso abusivo do plástico. A instituição aprovou uma proposta que prevê a proibição da venda de produtos de plástico descartáveis.

A ideia é que a medida entre em vigor já em 2021 e valha para toda a União Europeia. Foram 571 votos favoráveis e 53 contrários. Com isso, está vetada a comercialização de pratos, talheres, cotonetes, varas para balões e outros produtos de plástico de uso único.

Com a medida, o parlamento europeu espera diminuir em 70% a quantidade de poluentes de plástico presente nos oceanos. Vale destacar que, assim como acontece com os canudos, os itens barrados possuem alternativas menos nocivas disponíveis.

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“Nós estamos adotando a legislação mais ambiciosa contra o uso unitário do plástico. Precisamos agora conduzir as negociações da melhor forma possível para que consigamos colocar todas as medidas em prática”, declarou o belga Frederique Ries, responsável pelo projeto.   

As novas regras colocam indústria do tabaco em xeque. O objetivo transferir aos produtores de cigarros com filtros de plástico os custos de limpeza, transporte e tratamento do lixo. Em 32 anos, foram colhidas mais de 60 milhões de bitucas nos oceanos. O mesmo vale para os produtores de pesca, que vão precisar contribuir para reciclar pelo menos 15% do plástico produzido até 2025.

Agora, a lei segue para o Conselho da União Europeia, onde será debatida por representantes dos governos nacionais. Os planos dos europeus chegam em boa hora, pois ambientalistas dizem que até 2050, os oceanos terão mais plástico do que peixes. 

Fotos: Unsplash/fonte:via

Mergulhador ganha abraço inesperado de foca em vídeo repleto de amor

A amizade entre um mergulhador e uma foca foi captada pelas câmeras em um arquipélago na Inglaterra. Ben Burnville estava nas Ilhas Farne, que ficam na costa Leste de Northumberland, quando foi surpreendido com a manifestação de afeto do animal.

Ele conta que ‘ficou amigo’ das focas que navegam por essas águas. O mergulhador de 49 anos diz estar acostumado com o interesse dos bichos, mas que mesmo assim, ficou surpreso com o movimento de uma delas.

Enquanto nadava no fundo do mar, do nada, uma foca chega, começa a farejar seu rosto e, além de abraçá-lo carinhosamente, se aconchega em seu peito. A foca parecia feliz e fascinada com o equipamento de mergulho do britânico.

Ben atua como médico em tempo integral na cidade de Amble e costuma mergulhar há mais de 30 anos.

“Depois de ter mergulhado e observado focas cinzentas por mais de 18 anos, elas me ensinaram a mergulhar de forma com que elas se sintam amadas”, disse ele, que também é pesquisador na Universidade de Newcastle.

Aliás, o amor manifestado pela foca reafirma a assertividade do apelido de ‘cachorros do oceano’. Não precisa dizer muito para entender, na verdade basta assistir ao vídeo.

Fotos: Reprodução/fonte:via

Projeto dá novos e positivos usos para gaiolas apreendidas da caça ilegal

 

Você provavelmente concorda que a caça ilegal de animais deve ser combatida e que é importante libertar os animais enclausurados para prazer humano, certo? Mas já parou para pensar no que fazer com as gaiolas que (ainda bem) ficam vazias depois disso?

A questão foi levantada no Grupo de Escoteiros de Treviso, uma cidade de Santa Catarina. Foi assim que nasceu o projeto “Quem ama deixa voar”, em parceria com a Polícia Militar Ambiental do estado e com o Instituto do Meio Ambiente.

Em conjunto com o ateliê Maria Lamparina, os escoteiros pegam as gaiolas, que antes estavam abandonadas em depósitos, e as transformam em luminárias, porta-velas, floreiras, comedouros para animais, jardins suspensos ou o que mais a imaginação permitir.

As gaiolas reformadas serão expostas na praça da cidade e posteriormente distribuídas em estabelecimentos comerciais de Treviso, para que sua utilidade seja permanente.

Além do aspecto lúdico da transformação dos materiais, é uma ação de conscientização ambiental importante para as crianças e adolescentes do Grupo de Escoteiros, que, antes de colocar a mão na massa, recebem explicações sobre as origens das gaiolas apreendidas e a importância de preservar a vida silvestre.

Fotos via Maria Lamparina /fonte:via

Primeiro veleiro de expedições científicas oceanográficas do Brasil está prestes a zarpar de Florianópolis

O Veleiro ECO, construído pela Universidade de Santa Catarina demorou seis anos para ser construído. Mas, finalmente, o barco está pronto para seguir em expedições científicas oceanográficas pelo Brasil.

Precursor na prática, o Veleiro vai ser lançado na quarta-feira (10), no Trapiche da Beira-Mar Norte, em Florianópolis e ficará aberta para visitação até o próximo dia 20.

Antes de encarar em alto mar, o Veleiro vai passar por uma espécie de batismo, que consiste em uma bênção religiosa e a quebra de um espumante no mastro principal. O ritual é uma oferenda aos deuses do mar. Na sequência, uma coletiva de imprensa com os responsáveis pelo projeto inédito no país.

Participam da conversa com os jornalistas o professor Orestes Alarcon, coordenador do Veleiro, Andrea Piga, engenheiro responsável pela construção do barco, e Andrea Green, gerente de operações.

A programação de zelo pelos oceanos se encerra com um estande voltado para alertar sobre a importância do combate ao lixo marinho, uma das maiores ameaças ao ecossistema na atualidade.

O evento faz parte do projeto Juntos por um Oceano Saudável, que pretende debater os dilemas da sustentabilidade marinha para despertar a conscientização sobre a importância da preservação da biodiversidade.  

O Veleiro ECO foi inteiramente desenvolvido por professores, pesquisadores e estudantes da Universidade Federal de Santa Catarina. Além de ser o primeiro em expedições científicas oceanográficas no Brasil, o ECO se caracteriza como um verdadeiro laboratório marinho.

Durante as viagens, a embarcação levará pesquisadores de áreas diversas do conhecimento científico, tecnológico, ambiental e social. O barco tem casco de alumínio soldado do quilha retrátil, permitindo a navegação com segurança em águas rasas, como mangues e águas profundas.

Fotos: reprodução/fonte:via

As impactantes fotografias vencedoras do concurso Environmental Photographer 2018

O impacto do homem na natureza é coisa séria e precisa ser tratado abertamente. Estamos contribuindo para destruir os oceanos, aumentar o aquecimento global e exterminar diversas espécies. Porém, falar nem sempre é a melhor solução, já que uma imagem vale mais do que mil palavras. É por isso que, nos últimos anos, diversos concursos fotográficos vêm sendo organizados, com o objetivo de nos alertar sobre isso e, quem sabe, reverter a situação.

O concurso Environmental Photographer of Year existe desde 2007 e, é uma das premiações mais importantes de fotografia ambiental, organizado pela Chartered Institution of Water and Environmental Management (CIWEM), do Reino Unido.

Neste ano, fotógrafos de 89 países participaram do concurso e, o resultado é chocante e assustador. Conscientizando as pessoas de que precisamos mudar, as fotografias mostram desde uma criança sentada em uma terra completamente seca e morta, até escombros de um terremoto que matou mais de 600 pessoas, no Irã.

Foto 1: Saeed Mohammadzadeh

Foto 2: Chinmoy Biswas

Foto 3: Younes Khani Someeh Soflaei

Foto 4: Fardin Oyan

Foto 5: Ümmü Kandilcioğlu

Foto 6: Antonio Aragón Renuncio

Foto 7: Tapan Karmakar

Foto 8: Calvin Ke

Foto 9: Thigh Wanna

Foto 10: Jing Li /fonte:via

Brasil consegue acordo que garante proteção de baleias contra caça comercial

Baleia

O quarto dia da 67ª reunião da Comissão Baleeira Internacional foi recheado de tensões. Apesar do acirramento dos ânimos, é possível considerar a aprovação da Declaração de Florianópolis uma vitória para os defensores da manutenção da proibição da caça as baleias.

Com 67% dos votos, o acordo reafirma o banimento da caça comercial de baleias em águas internacionais. A declaração foi proposta pelo Brasil e contou com 40 votos favoráveis e 27 contrários. Seguiram ao lado do Brasil, Argentina, Colômbia, México, Chile, Costa Rica, Panamá e Peru. Os pró-caça Rússia e Japão, bateram o pé. Mas, pelo menos por enquanto, ficaram em desvantagem.

A Declaração de Florianópolis propõe a valorização das baleias e da própria comissão. O trato afasta a noção perpetuada ao longo do século passado de que caçar baleias poderia ser considerada uma atividade econômica como a pesca. Assim, segue em vigor o tratado assinado em 1986, permitindo apenas a caça para fins científicos e a caça aborígene – praticada por povos tradicionais em determinadas regiões.

O texto da Declaração de Florianópolis foi enfático ao defender a preservação das baleias. Entre os principais pontos está o entendimento de que a “caça comercial não é mais uma atividade econômica necessária e a caça com fins científicos não é mais uma alternativa válida para responder às questões científicas, dada a existência de abundantes métodos de pesquisa não letais.”

Ainda existem riscos de uma manobra dos países pró-caça. O comissário Deven Joseph, de Antígua e Barbuda, não aceitou a resolução proposta pelo país anfitrião, “uma resolução não vinculadora, irresponsável, anormal, inconsistente, enganosa e completamente errada. Eles podem pegar essa organização e enviá-la para o abismo para onde as baleias vão quando morrem!”, bradou durante a reunião.

A CBI confirmou ter debatido a proposta do Japão, que pretende criar um sistema que equilibre caça e preservação, que seria controlada por um Comitê Baleeiro Sustentável.

“A ciência é clara: há certas espécies de baleias cuja população é saudável o suficiente para ser colhida de forma sustentável”, declarou o comissário interino do Japão, Hideki Moronuki. O titular, Joji Morishita, é presidente da CBI. Islândia e Noruega simplesmente ignoraram a moratória.

A notícia foi recebida com alegria e alívio pelas entidades de defesa dos animais. Ao longo da semana, ONGs como o Greenpeace exerceram grande pressão nas redondezas do Costão do Santinho, onde é realizado o encontro da CIB.

Contudo, os ativistas se dizem atentos, especialmente com o forte lobby liderado pelo Japão. O Greenpeace manifestou pesar e confirmou que irá tentar de tudo para garantir a criação de um santuário de baleias na costa brasileira.

“Estamos começando a entender a importância das baleias no ecossistema, incluindo sua participação na ciclagem de nutrientes, e a valorizá-las pelo papel que desempenham ao longo de suas longas vidas, por exemplo capturando carbono e exportando-o para o fundo do oceano e sustentando a fauna de águas profundas”, escreveu no site do Greenpeace a bióloga da Universidade Leandra Gonçalves, representante do órgão na Comissão Baleeira Internacional.

O já citado Japão é um dos maiores interessados em autorizar a caça as baleias. O país asiático é acusado de oferecer dinheiro e cargos em troca de votos. Desde o final da Segunda Guerra Mundial, comer carne de baleia se tornou comum no país, entretanto nos últimos anos o número de consumidores caiu consideravelmente. Atualmente, menos 4% da população ingere carne de baleia de vez em quando.

Embora o uso do arpão esteja proibido há mais de 30 anos, Japão, Islândia e Rússia continuam caçando baleias nos oceanos e se escondendo atrás de supostos pesquisas científicas para vender sua carne. 

Fotos: Reprodução /fonte via