Templo asteca secreto é descoberto graças a terremoto de grande proporção

Do coração da tragédia que se sucedeu no México com o terremoto de magnitude 7,1 que atingiu o país no final do ano passado surgiu uma grande descoberta arqueológica. Cerca de 370 pessoas morreram com abalo, que também danificou a pirâmide principal do sítio arqueológico de Teopanzolco, em Morelo, a 85 quilômetros da capital. Foi para avaliar os danos nas construções astecas do sítio, em especial o impacto estrutural sobre a pirâmide, que pesquisadores encontraram um templo até então secreto, no interior da estrutura principal.

Indícios sugerem que o templo tenha sido construído em tributo a Tláloc, o deus asteca da chuva. A importância da descoberta se dá não somente pelo templo propriamente, mas por sua idade: a estrutura remonta ao período entre os anos 1150 e 1200, tornando-se assim a mais antiga construção descoberta naquele sítio, e evidenciando que a presença humana na região se deu pelo menos dois séculos antes do que havia até então sido comprovada. A pirâmide principal data do século XIII.

O local descoberto após o terremoto

O templo descoberto mede, segundo os arqueólogos, cerca de 6 metros por 4 metros, e no local foram também encontrados artefatos de cerâmica e um queimador de incenso. Infelizmente os danos provocados na estrutura principal da construção fez com que o chão do santuário afundasse por conta do terremoto, deformando-o e tornando-o instável.

Arqueólogo trabalhando no local

Por enquanto os danos estão sendo avaliados e os planos para restauração começam a ser traçados – até lá infelizmente a visitação no local tornou-se impossível.

© fotos: reprodução/fonte:via

Artistas mexicanos e norte-americanos se unem na fronteira para criar mega-mural de graffiti

Esperava-se que a fronteira entre os Estados Unidos e o México se transformasse em mais um campo de batalha em um mundo repleto de guerras.

Isso em função da agressividade do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que desde os primeiros momentos de sua campanha à Casa Branca colocou os imigrantes, em especial os mexicanos, como um de seus principais inimigos.

Em comícios espalhados por todos o país, o então candidato do partido republicano prometeu inclusive a construção de um muro para impedir a entrada de cidadãos mexicanos pela fronteira.

“Eles não estão nos enviando as suas melhores pessoas. E são pessoas provenientes de outros países, não só do México. Temos traficantes de drogas vindos de outros países, temos estupradores, temos assassinos. Você acha que eles vão nos enviar suas melhores pessoas? A resposta é não.”

Enquanto a medida, vista por muitos como xenofóbica e preconceituosa não é aplicada, artistas mexicanos e norte-americanos se uniram para criar um mega-mural com grafites por mais de dois quilômetros.

Os desenhos foram pensados para celebrar a paz e a união entre as duas nações. Liderado por Enrique Chiu, nascido no México e criado nos Estados Unidos, o esforço além de propagar o respeito, tem como objetivo constar no Livro dos Recordes e se transformar em uma das maiores respostas ao pensamento nacionalista e as políticas anti-imigração defendidas por Trump.

O Mural da Irmandade foi lançado em dezembro passado e já contou com a participação de mais de 2.600 voluntários e a expectativa é que ele cruze as cidades de Tijuana, Mexicali, Cuidad Juarez, Naco e Reynosa.

 

Fotos: Reprodução/fonte:[via]

O último desses simpáticos golfinhos pode morrer em 2018

Cientistas estimam que já menos de 30 vaquitas no mundo. Com nome científico de Phocoena sinus, este golfinho raro é encontrado nas águas do norte do Golfo da Califórnia, no México. Em 2014 seu número estimado era de 100 indivíduos, e apenas três anos depois este número caiu 70%.

“Se não fizermos nada hoje, as vaquitas podem se extinguir em 2018. Perdê-los seria como perder um pedaço do México”, alerta a diretora de estratégia e ciência da WWF México, Maria José Villanueva.

A Phocoena sinus é os cetáceo mais ameaçado do mundo, conquistando o primeiro lugar desta triste lista quando o golfinho-de-Yang-Tsé (Lipotes vexillifer) entrou em extinção em 2007. Além de ser o cetáceo mais raro do mundo, as vaquitas também são as menores de todos, com menos de 1.5m de comprimento.A espécie é tão discreta que só foi descoberta em 1958, quando chamou a atenção com suas marcações faciais únicas. Ela tem um círculo preto ao redor dos olhos que renderam o apelido “panda do mar”.

Em 1997, havia cerca de 560 vaquitas no mundo, mas em 2007 havia apenas 150. Este declínio coincide com o aumento de “pangas” na região, embarcações de caça de peixes que usam uma rede de pesca vertical que captura os peixes pelas guelras conforme eles nadam.

Esse tipo de rede é um método de pesca indiscriminado que mata acidentalmente 700 mil mamíferos marinhos e pássaros por ano no mundo todo. Por isso, este modelo é proibido no Golfo da Califórnia, mas mesmo assim as redes são lançadas de forma ilegal para pescar um peixe ameaçado chamado totoaba que tem o tamanho aproximado das vaquitas. Redes com até 2 km de comprimento já foram retiradas por protetores ambientais.Os totoabas também estão em péssima situação. Suas bexigas natatórias são consideradas valiosas no mercado chinês, e chegam a ser vendidas por US$15 mil por quilo. Essas bexigas são chamadas de “cocaína aquática” por conta do preço e demanda.

Como salvá-las

Outro problema enfrentado pelos protetores ambientais é que uma proibição do uso desse tipo de rede pelo governo do México vence no mês de junho de 2017, o que significa que grupos ambientais estão correndo contra o relógio para tentar mover os golfinhos sobreviventes para algum santuário temporário.

“Vemos isso como medida desesperada”, diz o diretor geral do WWF México, Jorge Rickards. “Consideramos essa uma medida de alto risco porque nada desse tipo já foi feito antes”.

Fonte; [Science Alert]