Esses 10 dos destinos mais misteriosos, aterrorizantes e proibidos do planeta

Tudo que é proibido parece mais gostoso, nada atiça mais nossas curiosidades do que um bom mistério, e conhecer novos lugares é um dos maiores prazeres da vida. Essas três verdades se misturam em um bomba atômica de curiosidade diante de alguns dos lugares mais misteriosos, interessantes e proibidos do mundo. Alguns deles são simplesmente impossíveis de serem visitados, enquanto outros colocam a vida dos visitantes em risco no instante em que lá se pisa. A viagem para saciar tais desejos pode ser, afinal, realmente perigosa.

Se desejar conhecer esses locais para os curiosos de plantão é inevitável, realizar tal desejo de fato é radicalmente não recomendado. Por aqui, no entanto, a visita é permitida. Prepare sua curiosidade e coragem virtual, pois aqui estão alguns dos mais misteriosos, perigosos e proibidos locais do planeta – a viagem é por sua conta e risco.

1. Ilha Sentinela do Norte

Localizada na baia de Bengala, na Índia, essa pequena e paradisíaca ilha é habitada pelos Sentineleses, uma população nativa entre 40 e 500 indivíduos. Sem qualquer contato com o mundo dito “moderno”, os sentineleses já mataram dois pescadores que tentaram se aproximar. A aproximação à ilha é proibida pelo governo indiano, e pelo que demonstrou a população, a sentença de uma visita pode mesmo ser a morte.

2. Portal de Plutão

Segundo a mitologia greco-romana, o Portal de Plutão, local na Turquia onde se adorava esse deus da morte, era uma espécie de passagem para a outra vida, ou mais precisamente para o inferno. Acontece que a descrição mítica nesse caso era de fato literal e verdadeira, e não somente um mito: quando foi descoberto, em 1965, cientistas perceberam que a alta concentração de dióxido de carbono faz com que o local, durante a noite, seja capaz de envenenar à morte animais de pequeno porte e crianças. Durante o dia, no entanto, o sol dissipa o gás e o local se torna seguro.

3. Ilha de Poveglia

A ilha mais assombrada do mundo fica na Itália, e o mistério e pavor ao seu redor vem desde tempos realmente antigos. Durante o império romano, Poveglia foi utilizada como local para isolamento de infectados com a peste, assim como para carbonizar e enterrar os mortos pela doença. Na era medieval, quando a peste retornou, a ilha também voltou à sua função original, tornando-se casa e tumba para milhares de contaminados ou mortos. Foram tantos os incinerados e enterrados por lá que a lenda ao redor de Poveglia sugeria que metade do solo do local era composto de cinza humana. Em 1922 um hospital psiquiátrico foi fundado no local – e o clima por lá provavelmente não ajudou à saúde mental dos pacientes. Reza a lenda que ainda é possível encontrar ossos humanos pelas matas ou costas da ilha, e a visita à ilha é irrestritamente ilegal.

4. Ilha da Queimada Grande

A presença brasileira nessa lista medonha fica por conta da Ilha da Queimada Grande, única casa em todo o planeta da Jararaca-ilhoa, um tipo de cobra de veneno potente que só existe no local e que se adaptou e se multiplicou de tal forma por lá que estima-se que exista uma serpente por metro quadrado na ilha. Localizada a 35km do litoral de São Paulo, o acesso pela população geral é totalmente proibido, sendo permitido somente aos analistas ambientais do Instituto Chico Mendes. A ilha já foi escolhida como “o pior lugar do mundo para se visitar”, e é reconhecida como o maior serpentário natural do mundo.

5. Zona de exclusão de Chernobyl

Com nome oficial de Zona de Alienação da Usina Nuclear de Chernobyl, a zona ao redor do local onde aconteceu o maior desastre nuclear da história, em 1986, próximo de onde hoje fica a cidade fantasma de Pripyat, ao norte da Ucrânia. Com cerca de 2600 quilômetros quadrados ao redor de onde ficava a usina, os níveis de contaminação por radiação no local ainda são altos, e o acesso ao público é de modo geral proibido. Trata-se, afinal, de uma das áreas mais contaminadas do mundo, o que tornou o local um imenso cenário fantasma.

6. Área 51

O mais famoso local proibido e misterioso do mudo é provavelmente a Área 51, uma instalação militar localizada no estado de Nevada, nos EUA. A utilização e função do local é desconhecida e sigilosa, e a suposição oficial sugere que sirva como ponto de desenvolvimento e teste de aeronaves e sistemas de armas e defesa experimentais. O sigilo profundo com relação ao lugar fez se desenvolverem ao longo da segunda metade século XX um sem-fim de teorias da conspiração e folclore sobre a Área 51 ser, em verdade, local onde o governo guardaria e estudaria OVNIs e ETs encontrados pelo exército americano. O acesso ao local é proibido, assim como são confidenciais as informações a seu respeito.

7. Zona de Exclusão de Fukushima

Quando, em 2011, o acidente na Usina Nuclear de Fukushima aconteceu, os moradores da região tiveram de abandonar tudo com urgência, largando literalmente tudo como estava, fundando assim uma região fantasma com cerca de 30 km ao redor da usina. O acesso ao local hoje é completamente proibido, ainda que o fotógrafo Keow Wee Loong o tenha visitado e fotografado o local. Trata-se de uma perfeita cidade fantasma, e suas fotos mostram como as pessoas parecem literalmente ter saído correndo de um instante para o outro, deixando tudo como antes estava.

8. Arquivos do Vaticano

Se muita coisa ao redor do Vaticano e da Igreja Católica é rodeado de mistério e proibição, nenhum local é mais restrito do que os arquivos secretos do Vaticano. Estão lá todos os documentos e o registro de cada ato promulgado pela Santa Sé, incluindo correspondências e registros de excomunhão. Estima-se que os arquivos do Vaticano tenham 84 km de prateleiras, e cerca de 35 mil volumes em seu catálogo. O acesso é permitido a eventuais acadêmicos, para exame de documentos específicos. A maior parte dos documentos, assim como qualquer publicação, é totalmente proibida.

9. Cavernas de Lascaux

Descoberto em 1940 por quatro adolescentes, o complexo de cavernas de Lascaux, no sudoeste da França, tem, em suas paredes, alguns dos mais antigos registros de arte rupestre da história. Com cerca de 17 mil anos, os desenhos nas paredes da caverna mostram bovídeos, cavalos, cervos, cabras, felinos e outros animais. Nos anos 1950 cientistas perceberam que a intensa visitação ao local – uma média de 1200 pessoas por dia – estava alterando a circulação de ar e aumentando a intensidade da luz, deteriorando as pinturas. Com isso, desde 1963 que as visitações a um dos mais famosos sítios de arte rupestre do mundo é proibida.

10. Ilha de Surtsey

Depois de uma imensa erupção vulcânica que se sucedeu na costa sul da Islândia, começando a 130 metros abaixo da superfície do oceano, a ilha de Surtsey começou a ser formada. Cinco dias após o início da erupção, no dia 14 de novembro de 1963, a ilha enfim emergiu. A erupção, no entanto, durou até 5 de junto de 1967, fazendo com que a ilha atingisse a extensão de 2,7 quilômetros quadrados. Com a erosão marinha e o vento seu tamanho já diminuiu em mais da metade e, por se tratar de um dos locais mais jovens do mundo, a presença humana é proibida, a fim de que se possa estudar in loco o surgimento e desenvolvimento de um ecossistema. Somente alguns cientistas podem visitar o local, sem poder levar nenhuma semente nem deixar qualquer rastro, unicamente para fins de pesquisa.

© fotos: reprodução/fonte:via

Mistério de astronauta em foto de garotinha britânica já tem mais de 50 anos sem resposta

Era um belo dia do verão de 1964 em Carlisle, no norte da Inglaterra, e a família Templeton decidiu dar uma volta pela cidade, terminando no lugar favorito do pai, Jim, da mãe, Annie, e da pequena Elizabeth.

Foi lá que Jim tirou a fotografia que faria seu nome percorrer o mundo: ele registrou a filha usando um vestido recém-comprado, mas só ao receber as fotos reveladas é que ele percebeu a presença de outra criatura na imagem.

Jim, que faleceu em 2011, passou a vida jurando que não havia mais ninguém por ali além de si, de Elizabeth e de Annie, que estava atrás dele. Duas senhoras conversavam dentro de um carro, mas distantes do local onde a família estava sentada.

Jim achou estranho e levou a fotografia até a polícia, suspeitando de alguma manipulação – os policiais não encontraram nenhum indício que indicasse isso. A história ficou famosa na região e logo chegou até os grandes jornais britânicos, que chamaram a atenção de veículos de todo o planeta.

A Kodak, empresa que fabricara todo o equipamento envolvido na fotografia, fez uma perícia e constatou não haver nenhuma alteração, inclusive oferecendo um prêmio a alguém que provasse se tratar de uma fraude – algo que nunca ocorreu.

Os ufólogos não tiveram dúvidas: o traje branco e o capacete com um visor preto só poderiam significar que se tratava de um astronauta. Vale lembrar que a corrida espacial entre EUA e URSS estava a todo vapor, e aparições de supostos OVNIs eram assunto frequente.

 

Jim contou que, após a fotografia ficar famosa, ele foi visitado por dois homens que diziam ser do governo e não contaram seus nomes, afirmando que suas identificações eram os números 9 e 11.

Eles o levaram até o local da imagem e começaram a fazer perguntas, mas ficaram bravos quando ele explicou que não tinha visto a criatura enquanto fazia a foto. Foram embora e o deixaram lá mesmo. Meses depois, Jim confessou achar que se tratou de uma fraude, e que ele caiu em uma pegadinha de dois homens se passando por agentes do governo.

De qualquer forma, a fotografia continua sendo um mistério difícil de explicar. Há quem fale na aparição de um espírito, outros afirmam que Jim ou Elizabeth tinham poderes psíquicos.

Uma outra fotografia tirada no mesmo dia mostra Elizabeth sentada e a mãe, Annie, agachada ao lado, com um vestido azul. Isso levou os céticos a teorizar que provavelmente Annie saiu de trás de Jim e ele não percebeu por causa da câmera.

Ela seria o suposto astronauta, estando de costas para as lentes de Jim. A superexposição à luz teria feito com que ela aparecesse como alguém toda de branco, e não de azul.

Mesmo assim, a teoria não convence a todos, e o mistério da fotografia segue causando a curiosidade de pessoas de todo o mundo.

 

Fotos: Jim Templeton/fonte:via

Mergulhador explica como seu corpo começou a inchar após acidente a 30 metros de profundidade

O peruano Alejandro Ramos não chega a ter 1,60 metro de altura, mas possui braços com medidas altamente desproporcionais ao formato de corpo que possui.

Seus ombros mal cabem na jaqueta azul que um amigo adaptou com tecido nas mesma cor para que seus braços pudessem entrar, isso porque roupas comuns não servem mais.

Ramos, conhecido como Willy, foi vítima de um caso até então inédito no ramo em que trabalha. Ele é mergulhador e, há quatro anos, minutos após ter emergido da água, seu corpo começou a inchar, mantendo-se assim desde então.

Seus bíceps possuem 62 e 72 cm. Junto dos ombros e do peitoral, estão enormes e acima das medidas do restante do braço. Suas costas, cintura e coxas também têm um volume mais elevado que o normal. Além do fator estético, que lhe causa constrangimento e até depressão, ele sente dor nos ossos e chiado no peito toda vez que respira.

Para Willy, tudo isso é reflexo de um acidente sofrido no final de 2013, quando mergulhava a mais de 30 metros de profundidade em busca de mexilhões presos a penhascos e barrancos submarinos.

Os mergulhadores como ele trabalham de forma artesanal e passam horas desprendendo mexilhões de onde são encontrados. O tempo que passam submersos na água congelante é determinado pela “necessidade de urinar“, como explicam profissionais de Pisco, cidade 230 km ao sul de Lima, capital do Peru.

“Subia para urinar às vezes, mas achava que era uma perda de tempo”, recorda-se Willy, que já chegou a ficar até oito horas lá dentro sem ter que ir ao banheiro.

Os trajes usados por Willy são feitos de câmara de pneu de caminhão e custam 183 dólares (cerca de 596 reais), durando por até quatro anos. Eles são grandes e largos, cabendo várias camadas de roupas protegidas por baixo, o que ajuda a proteger das baixas temperaturas da água.

Como foi o acidente

Willy estava protegido e trabalhando normalmente quando, quase no fim da jornada, ele notou que a mangueira em sua boca estava lhe roubando ar ao invés de fornecê-lo.

Os tripulantes que estavam na superfície se encarregavam de receber o produto coletado e colocar gasolina em uma máquina a cada 90 minutos. Essa máquina comprime o ar e o envia ao mergulhador por meio de uma mangueira. Pescadores de marisco como Willy não usam reguladores, o que garante oxigênio por até 15 minutos em caso de emergência.

Naquela tarde, uma lanche se aproximou muito da embarcação de Willy e a hélice deste barco rompeu a mangueira e obrigou o mergulhador a subir 36 metros de uma só vez e em poucos minutos.

Qual o problema nisso? 

O ar nessa profundidade sofre alterações físicas por conta da alta pressão, passando a ser 78% composto por um gás que o corpo humano não usa: o nitrogênio. A pressão faz com que ele se dissolva e se abrigue no tecido adiposo. Porém, no retorno à superfície, o nitrogênio entra no sistema sanguíneo e volta ao sistema gasoso.

Por conta disso, o mergulhador precisa subir em etapas, parando de tempos em tempos, em um trajeto que pode levar horas para ser concluído. Isso tudo para dar tempo do gás viajar pelos vasos enquanto ainda tem pouco volume até chegar aos pulmões, por onde são expelidos do organismo.

Ao não seguir a recomendação, o mergulhador corre o risco de ver o gás se espalhar por seus ossos, gerando necrose, a morte de um tecido por falta de irrigação.

No dia do acidente, quando chegou na superfície, Willy teve de recorrer a uma manobra arriscada para retomar a descompressão que não foi feita: voltar a submergir à mesma profundidade e subir respeitando as paradas de segurança.

Ele assumiu o risco e foi. Uma lancha próxima emprestou um compressor para que ele tivesse oxigênio. Mas os tripulantes deste barco estavam com pressa, pois haviam terminado a jornada de trabalho e queriam ir ao porto vender a mercadoria.

A pressa falou mais alto que a solidariedade e eles foram embora, deixando Willy sem ar. Assim, ele conseguiu cumprir apenas 30 minutos das duas horas de percurso. O mergulhador chegou ao hospital “inchado como uma batata”, segundo ele mesmo. “Foi um milagre eu ter me salvado. Agradeço a Deus que, bem, fiquei deformado, mas estou vivo… Ainda que, às vezes, eu fique triste porque não queria estar nesta situação”, disse.

O tratamento

Willy buscou ajuda médica, mas os profissionais jamais haviam visto algo semelhante. Pediram uma ressonância magnética, mas o exame é caro e precisa ser feito em uma parte do corpo por vez. Só o ombro custa, ao menos, 488 reais, valor muito alto para alguém sem renda. Mesmo trabalhando, Willy teria dificuldades, pois não ganhava mais de 97 reais por dia.

A repercussão do caso, porém, fez com que a solidariedade tomasse o país. O mergulhador apareceu em programas de TV e o Centro Médico Naval resolveu bancar seu tratamento.

Nas últimas semanas, Willy fez ressonâncias magnéticas, ultrassons e exames de medicina nuclear que tanto precisava. Ainda não é certo que a deformação tenha sido causada pelo acidente de mergulho. Há médicos que acreditam na possibilidade de um tumor que, coincidentemente, tenha se manifestado naquele momento. Para isso, os exames precisam ser extensos.

Por enquanto, seu tratamento se resume a controlar dores e realizar uma cirurgia no quadril, porque a necrose dos ossos na região está em estágio muito avançado.

Ele será operado gratuitamente, mas precisa bancar a prótese. Willy, porém, não perde a esperança e acredita que uma ONG ou empresa possam se sensibilizar a fazer uma doação ao tomarem conhecimento do caso.

Com informações da BBC. 

Fotos: foto 1: Feliciano Herrera/Reprodução; foto 2: V. M. Vásquez/Reprodução; foto 3: V. M. Vásquez/Reprodução; foto 4: Feliciano Herrera/Reprodução/ fonte:[via]