Ex-vendedora de celular, top model maranhense conquista NY e Milão

modelo maranhense

A beleza singular e a elegância do alto de seus 1,80 m de altura já estavam lá, mas a realidade da maranhense Amira Pinheiro há alguns anos era radicalmente da que hoje vive: seu passado como vendedora de celulares e recepcionista em São Luís foi hoje substituído pelo protagonismo em algumas das principais passarelas da moda no mundo. Trabalhando hoje como modelo contratada da agência Way, Amira vem se destacando em trabalhos para as mais importantes marcas do universo fashion, em cenários como Nova York e Milão.

Amira Pinheiro modelo maranhense

Além de ter sido estrela da MAC Cosmetics, Amira já desfilou para grifes como Marc Jacobs, Ulla Johnson, Byblos e Oscar de La Renta. E esse é só o começo: com apenas 22 anos, a modelo maranhense ainda tem muito sucesso pela frente. Apesar da pouca idade, porém, o caminho até aqui já foi de muito trabalho e acumulo de experiência, conquistando seu espaço, segundo a própria, abraçando com toda força as oportunidades que apareceram.

Amira afirma que nunca sonhou em ser modelo, mas que sempre procurou trabalhar para encontrar meios que a permitisse alcançar seus objetivos. Inspirando-se e nomes como Gigi Hadid e Gisele Bündchen, Amira vê a desconstrução dos padrões e a presença maior de modelos negras como algo natural – um processo no qual as pessoas passam a ser reconhecidas por suas capacidades antes de tudo.

© fotos: reprodução fonte:via

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‘Black Mirror’ do dia: Moda já tem influenciadora robô com 1,4 milhão de seguidores

Se as modelos e os editoriais de moda tornaram-se ao longo dos anos amplificadores de padrões de beleza irreais e do estabelecimento de corpos, figuras e faces impossíveis na realidade, a mais nova tendência no meio parece, de forma ao mesmo tempo interessante, divertida e assustadora, tornar tal processo ainda mais agudo. São as modelos virtuais, personagens criados por uma mistura de fotografia, arte e computação, que se tornam supermodelos irretocáveis e perfeitas, com somente um detalhe nada mero: elas não existem.

Shudu, a primeira supermodelo virtual

O uso vem sendo feito por estilistas de vanguarda, como numa criativa interseção entre arte e moda. As modelos virtuais, no entanto, vem ganhando popularidade e trabalhos feito fossem de verdade – e muitas vezes é de fato difícil notar a diferença. A empresa Clo Co. é uma das mais atuantes em tal tendência, e a Looklet Co. vem desenvolvendo softwares para ajudar designers e artistas a construírem tais personagens e trabalhos.

Lil Miquela

Algumas das “modelos” já possuem milhares ou mesmo milhões de seguidores – como Shudu, a primeira e mais impressionante das supermodelos virtuais. Além dela, Lil Miquela e Perl também vem fazendo bastante sucesso nas redes sociais e plataformas em geral – assim como no próprio mundo da moda. Quem diria que a tecnologia acabaria por ameaçar até mesmo o emprego das supermodels?

Perl

© fotos: reprodução/fonte:via

Idosas que vivem com paixão são as estrelas de campanha da Helmut Lang

A Helmut Lang quer mostrar que não há idade para gostar de se vestir com muito estilo: desafiando um dos padrões de beleza mais persistentes da indústria da moda, a nova campanha da grife é estrelada por idosas para lá de fashion.

Mulheres de idade avançada que vivem no País de Gales foram selecionadas para estrelar a campanha que mostra a linha de outono e inverno da grife austríaca. A escolha do País de Gales se deu por causa da relação de membros da produção, incluindo o diretor do ensaio, com o local.

Alexandra Leese, a fotógrafa, contou ao Independent que “quis celebrar mulheres de uma idade que costuma ser ignorada pela grande mídia”. “É importante mostrar que estilo e paixão não são exclusividades dos jovens”, completou.

Alexandra explicou ainda que o objetivo foi retratar mulheres com grandes histórias para contar, capazes de inspirar as pessoas e colocar sorrisos em seus rostos.

Um exemplo é Dilys Price (foto acima), de 86 anos, que é atual detentora do recorde de mulher mais velha a saltar de paraquedas e cujo lema é “Faça o que quiser e não sinta medo”.

Outra modelo é Puleng (foto abaixo), de 66 anos, que nasceu na África do Sul mas vive no País de Gales. Ela conheceu o marido nos anos 70, mas perdeu o contato com ele após voltar para seu país natal. Há seis anos os dois se reencontraram e têm vivido juntos na cidade galesa de Merthyr.

Imagens: Divulgação/Helmut Lang/fonte:via

‘Pensava que era a única pessoa com vitiligo’: Winnie Harlow e a representatividade

A modelo canadense Winnie Harlow é um ícone da representatividade na moda: em 2014 ela participou do programa America’s Next Top Model e desde então desfilou para grifes conhecidíssimas. 

A importância de ter alguém como Winnie estrelando grandes campanhas é simples: se a moda ajudou a perpetuar vários padrões de beleza capazes de abalar as mentes de mulheres mundo afora, ela também é responsável por desconstrui-los. 

A modelo, que começou a manifestar o vitiligo (doença que muda a coloração de alguns pontos da pele) ainda criança e até viu amigas se afastarem dela durante a infância, deu uma entrevista à Marie Claire em que deixou claro como a representatividade é importante. 

“Quando era jovem, não sabia nada sobre moda, mas, definitivamente, não me via representada em nenhuma campanha. Durante muito tempo pensei que era a única pessoa na Terra com vitiligo”, contou à revista. 

Winnie chegou a abandonar brevemente a escola aos 14 anos por causa das constantes brincadeiras de mal gosto a respeito de sua doença – colegas chegavam a chama-la de ‘vaca’ e ‘zebra’. Hoje, ela é uma modelo de sucesso e fonte de inspiração para jovens do mundo todo que também precisam enfrentar padrões para terem sua beleza reconhecida. 

Imagens: Reprodução/Instagram/fonte:via

Ela transforma roupas velhas e sem caimento em peças estilosas e exclusivas

Você sabia que a indústria da moda é a segunda maior poluidora industrial, perdendo apenas para o petróleo e que o norte americano costuma jogar fora cerca de 70 quilos de roupas todos os anos? Foi essa preocupação, somada com a necessidade de economizar dinheiro, que fizeram com que a norte americana Sarah Tyau passasse a dar nova vida às roupas velhas, que já tinham o lixo como destino certo.

Ela, que é mãe de 3, começou a reciclar as peças de roupa antigas que encontrava em brechós e com a sua família, logo que sua primeira filha nasceu e, desde então essa tornou-se sua ideologia. Com o tempo escasso e sem nunca ter feito um curso de corte e costura, Sarah já conquistou mais de 135 mil seguidores no Instagram e tem mostrado que suas habilidades não são poucas.

Escandalizada com o fato de que as marcas de fast fashion costumam lançar cerca de 52 mini coleções todos os anos (uma por semana), ela decidiu diminuir seu impacto no meio ambiente e inspira as pessoas a fazerem o mesmo. Sua dica? “Comprar peças clássicas mais intemporais e misturá-las com algumas peças da moda aqui e ali. Dessa forma, você não joga fora tantas roupas e nem sempre precisa comprar constantemente para continuar na moda”, disse ao site Bored Panda.

Com um canal no Youtube onde ensina a fazer transformações geniais em roupas que ninguém daria nada, ela já possui quase 5o mil inscritos e agora planeja sua própria linha de roupas, sempre mantendo a mesma ideologia e, com os lucros destinados às crianças carentes.

Autodidata, consciente e direta, Tyau deixa um recado: As roupas, como qualquer outra coisa materialista, não lhe dão felicidade duradoura, mas apenas um momento fugaz de excitação. Em vez de dar tanta importância ao que você veste, quanto custa ou qual marca de grife você está usando, concentre-se em ser gentil, ter integridade e moral e você sempre estará na moda”.

Fotos: Sarah Tyau /fonte:via

Modelo dá show de beleza e aceitação com suas sardas na Semana de Moda de NY

Assim como outros eventos do calendário, a Semana de Moda de Nova York chamou a atenção por uma prática que está tomando conta das passarelas mundo afora, a aceitação da diversidade. Talvez seja preciso remar um pouco mais para que este meio abra espaço para todas as formas de ser, contudo é fato que o universo fashion já não é apenas um local de criação de padrões de belezas.

Afinal existe algo mais bonito do que a diferença? Esta beleza se confirmou com o desfile da supermodelo Maeva Giani Marshall, que foi um dos destaques mais comentados do desfile. Portadora da hiperpigmentação, uma condição rara na pele provocada por problemas renais, a top possui sardas na região dos olhos e do nariz.

Diferente do que naturalmente aconteceria em outros tempos, isto não foi um impeditivo para que ela desfilasse a coleção outono/inverno da Zadig & Voltaire. Ao contrário, Maeva foi recebida com carinho pelos presentes ao desfile e nas redes sociais, onde já acumula mais de 21 mil seguidores.

Outro exemplo pertinente é o de Chantelle Brown-Young. A canadense de 19 anos tem vitiligo, condição que provoca a morte de células responsáveis pela pigmentação da pele. Entretanto, o que poderia ser um problema aos olhos de uma sociedade preconceituosa, se tornou uma característica única de seu trabalho.

Além de se tornar uma modelo de sucesso internacional, Winnie Harlow, como gosta de ser chamada, promove um debate importante sobre a diversidade e conscientização acerca do próprio vitiligo.

Fotos: Reprodução/Instagram/fonte:via

Trança em forma de rosa se torna nova tendência de penteado e o Instagram está enlouquecido

Hoje em dia não é preciso ser hippie para usar tranças e nem estar prestes a ir a um festival de música para usar flores nos cabelos. A tendência de cabelo mais quente do momento são tranças organizadas de tal forma que se assemelham a uma rosa e estão tomando conta do Instagram.

O penteado criado por Alison Valsamis, cabeleireira de Fairfield, Connecticut, Estados Unidos, tem tema primaveril e pode parecer muito complexo e difícil de ser feito em casa. No entanto, felizmente para nós, Alison explicou o passo a passo em uma entrevista à Allure.

Para criar essas rosas, começo com uma pequena trança de três mechas enrolada para servir como a parte mais central”, disse ela ao site de moda e beleza. “Em seguida, eu alterno entre tranças escama de peixe e tranças comuns separadas para criar volume. Eu termino com uma trança holandesa de três mechas, apenas puxada para o lado mais externo para criar a pétala grande de uma rosa em flor.”

Parece bem simples, não é? Para um guia mais aprofundado de visual, basta conferir algumas das fotos abaixo e dar uma olhada no Instagram de Alison para se inspirar.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Imagens: Reprodução/fonte:via