Este homem quer transformar um navio de cruzeiro em lar para sem-teto

Apenas no Brasil, 33 milhões de pessoas não têm onde morar. A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) revela que entre 2016 e 2017, subiu em 1,4% o número de invasões no país.

Nos Estados Unidos e Europa o cenário não é diferente e acaba se agravando pela postura anti-imigratória de governantes como Donald Trump, que insistem na aplicação de medidas discriminatórias para evitar o desembarque de famílias em situação de vulnerabilidade social.

No caminho contrário, Kenneth Capron está determinado em pensar métodos eficazes para auxiliar a vida dos sem-teto. Durante fala no conselho da cidade de Portland, nos Estados Unidos, o rapaz revelou a existência de um projeto que pretende transformar em lar um navio de cruzeiro abandonado.

“Estamos de olho nas pessoas sem-teto, com baixo poder aquisitivo e imigrantes que precisam de uma casa. Eles necessitam de oportunidades de emprego e treinamento. Por isso, pretendemos oferecer tudo isso dentro do navio”, ressaltou.

Assim que conseguiu permissão de representantes da prefeitura do município, Capron viabilizou a injeção de 250 mil dólares feita pela Fundação Robert Wood para estimular os estudos que transformarão o navio em casa.

Por hora, o navio de cruzeiro não é visto como uma solução definitiva, entretanto seu valor se dá pelo fato de poder proporcionar abrigo para os que precisam com urgência. Portland registra um déficit habitacional de 1 mil unidades e o navio pode oferecer pelo menos 800 apartamentos e serviços de apoio social.

“Não sei se esta é a ideia mais louca ou mais brilhante que já ouvi. Porém, o que mais me atrai é o aspecto criativo para conseguir uma saída para este problema crônico”.

Foto: Reprodução/fonte:via

Usando tutoriais do Youtube, casal construiu uma casa de dois andares sem experiência prévia

Foram três anos, do primeiro tijolo até os últimos retoques no acabamento, mas o casal Evandro Balmant e Ane Caroline Balmant conseguiram construir, a partir de consultas a tutoriais no YouTube, a própria casa, gastando 50% menos do que seria necessário contratando pessoas para fazer o serviço.

Os dois vivem em Almirante Tamandaré, na região metropolitana de Curitiba (PR), e estão morando na casa recém-construída, um sobrado de 200 metros quadrados – e ainda é preciso finalizar o andar superior.

Evandro, que é analista de sistemas, contou também com o auxílio de uma tia, técnica em edificações, e uma prima, arquiteta, para tirar o projeto do papel. O motivo da empreitada foi o orçamento curto que o casal possuía para comprar ou construir a própria casa.

Foram muitas manhãs antes do expediente e finais de semana que o casal dedicou a bater massa, empilhar tijolos e tudo mais que fosse necessário. Eles estão morando na casa há um ano e meio e, conforme o dinheiro possibilita, vão terminando de fazer o andar superior, onde ficará a suíte do casal.

O projeto custou, até agora, 150 mil reais, metade do que eles haviam orçado com arquitetos e construtoras. O pai de Evandro e um pedreiro também deram uma forcinha para que alguns detalhes pontuais não fossem prejudicados pela empreitada individual do analista de TI.

Créditos das fotos: Denis Ferreira Netto/Tribuna do Paraná

Com informações da Tribuna do Paraná /fonte:via

São Paulo ganha escola de hortas para pessoas em situação de rua

O Brasil tem mais de 100 mil pessoas oficialmente registradas como ‘Em situação de rua’. Só em São Paulo são ao menos 15 mil. Ao mesmo tempo, há um potencial pouco explorado nas grandes cidades: a agricultura urbana é capaz de empregar pessoas e fornecer alimento de qualidade a um preço acessível para a população.

Um projeto na capital paulista que tem como objetivo unir as duas pontas acaba de ser lançado: trata-se da Horta Social Urbana, que oferece formação em agricultura urbana para pessoas em situação de rua, atendidas nos Centros Temporários de Acolhimento (CTAs) e Centros de Acolhida.

O curso, cuja primeira turma terá aulas na Horta Escola Lucy Montoro, inclui capacitações em técnicas de permacultura e agroecologia, unindo os conhecimentos mais modernos em relação à cultura de alimentos à necessidade de usar a terra de forma sustentável e maximizar o uso de recursos naturais para evitar desperdício.

Além das aulas, o projeto também prevê a criação de hortas urbanas em terrenos baldios e telhados de condomínios comerciais e residenciais, sempre de forma orgânica e gerando renda para os trabalhadores.

O programa Horta Urbana Sustentável foi proposto pelo ex-prefeito Joao Dória e segue o modelo de parceria com empresas privadas, permitindo que o projeto saia do papel sem que a prefeitura precise investir recursos próprios.

Fotos: reprodução/Prefeitura de São Paulo /fonte via

Vila de mini casas erguidas por voluntárias para abrigar mulheres em situação de rua

Mulheres em situação de rua ficam expostas a diversos tipos de violência. Embora em menor número, elas são mais propensas a se tornarem vítimas de estupros e agressões do que os homens.

Para auxiliar essas pessoas, um grupo de voluntárias decidiu erguer uma vila com mini-casas em Seattle. A vila ganhou o nome de Whittier Heighs e conta com 15 casinhas exclusivamente para uso de mulheres que não têm um lar.

Idealizado pelo Low Income Housing Institute (LIHI), o projeto deve oferecer moradia temporária para até 20 mulheres por vez. O ojetivo é oferecer privacidade, segurança e estabilidade para que as mulheres possam se reerguer e, com isso, consigam reestabelecer suas vidas.

Segundo uma reportagem publicada pelo ABC News, cada casa tem cerca de 9 m². As construções contam com energia elétrica e aquecimento e espera-se que as estruturas durem pelo menos oito anos.

A vila conta ainda com banheiros em uma área comum, com produtos de higiene íntima disponíveis para as moradoras. Além disso, a área é cercada, o que aumenta a segurança das mulheres que vivem no local.

A iniciativa é a primeira voltada exclusivamente para mulheres criada pelo LIHI, que espera replicar o projeto em outras localidades caso ele seja bem sucedido. A instituição desenvolve casas para beneficiários de auxílios do governo, pessoas em situação de rua e pessoas que já estiveram nessa situação no passado.

Fotos: reprodução/fonte:via

Primeira vila de casas feitas com impressão 3D está prestes a ficar pronta na Holanda

A Holanda parece estar sempre na frente quando o assunto é ter uma vida mais sustentável.

Depois de se tornar o país das bicicletas, ele também deverá abrigar a primeira vila feita apenas com casas impressas em 3D. As construções do estilo utilizam menos materiais e, portanto, tendem a ser mais ecológicas do que empreendimentos convencionais.

As moradias serão localizadas em Bosrijk, um vilarejo em Eindhoven. Inicialmente, cinco residências serão contruídas como parte de um projeto apelidado de Milestone.

Para mostrar a flexibilidade da tecnologia, cada casa será feita com um formato e tamanho diferente. Além disso, cada residência será construída após o término da anterior, de forma que os arquitetos possam aprender com os erros do processo. Estima-se que os primeiros moradores poderão se mudar para o bairro futurista já no próximo ano.

De acordo com o Ciclo Vivo, este é o primeiro programa de habitação comercial do mundo que utiliza a tecnologia de impressão de concreto em 3D. A iniciativa está sendo desenvolvida por diversas empresas em parceria com a Universidade de Tecnologia de Eindhoven e o Município de Eindhoven.

Fotos: Reprodução/fonte:via

Como as mini casas podem ajudar a resolver o problema da falta de moradia

O movimento das mini casas (ou “Tiny Houses”, em inglês) já existe há algum tempo. Nós até mostramos diversas destas casinhas que oferecem mais conforto do que muitos casarões por aí. Espia essas aqui, aqui e aqui, por exemplo.

Porém, mais do que um estilo de vida associado ao minimalismo, essas pequenas casas também podem resolver um problema sério: o da falta de moradia.

Nas grandes cidades, é cada vez mais difícil e caro adquirir um lugar para viver e isso não é novidade para ninguém. Então que tal se, ao invés de apenas construir edifícios, as pessoas optassem por viver em espaços menores?

Por usar menos espaço e sem a necessidade de expandir as cidades verticalmente, as “tiny houses” são uma aposta sustentável contra a crise da moradia. É o que oferece a companhia Plús Hús, criada pelos islandeses Erla Dögg Ingjaldsdóttir e Tryggvi Thorsteinsson, que vivem atualmente em Los Angeles.

A dupla criou uma estrutura de 30 metros quadrados que pode ser acoplada a qualquer propriedade ou usada individualmente, oferecendo baixo impacto ambiental. A construção utiliza materiais sustentáveis e os gastos de energia são mínimos.

Os módulos da Plús Hús podem ser usados tanto como moradia quanto para um escritório ou área extra. Para atender às diferentes demandas, são oferecidas três configurações: um espaço quadrado com porta de correr, que sai por US$ 37 mil; um quarto com banheiro por US$ 42 mil; ou uma casa completa com cozinha por US$ 49 mil. Ou seja, dá para conquistar um espaço desses pagando entre R$ 120 e R$ 160 mil.

A julgar pelas fotos disponíveis no site da empresa, morar em um cubículo está prestes a se tornar um verdadeiro sonho de consumo.

 

Fotos: Reprodução/Plús Hús /fonte:via