As mulheres africanas e suas cores nas lentes do fotógrafo nigeriano Willyverse

Se existem renovações por vir no campo das artes como um todo, uma aposta que faz sentido é imaginar que elas virão das periferias – das cidades e do mundo.

Na música e na literatura, por exemplo, o processo já dá seus sinais. E, bem, cada vez mais a fotografia também abre espaço naturalmente para que artistas surgidos fora dos grandes centros e países desenvolvidos ganhem espaço e as renovem linguagens tidas como padrão.

O fotógrafo nigeriano Willyverse é deles. Nome dos mais fortes da fotografia atual africana, que carrega as imagens e sua arte com com afirmações culturais da Nigéria, seu país natal.

Se valendo de intensos contrastes visuais, cores e sombras, indumentária forte e especial sensibilidade, Willyverse vem se especializando em retratar mulheres com forças estética e discursiva especiais. Tornando a fotografia uma afirmação ao mesmo tempo estética e metafórica, o fotógrafo oferece um sentido impactante para a beleza e a intensidade das personagens femininas registradas nos ensaios batizados de “Mulheres Vaporosas”.

 Para conhecer mais do trabalho do artista nigeriano, corra até o site oficial dele.

© fotos: Willyverse/ Fonte:via

Direção 5 estrelas: A melhor motorista do Uber no Brasil é uma mulher

Uma motorista do Uber de Maringá, no Paraná, é a primeira mulher do Brasil a receber cinco estrelas no aplicativo. Nem de longe a conquista está relacionada com a máxima machista que de mulheres são mais cuidadosas.

Glaucia Stocki dirige pelo aplicativo há um ano e sete meses no Paraná. A conquista do título se deu pelas avaliações positivas de nada menos que 500 passageiros consecutivos.

As estrelas foram entregues pelo tratamento respeitoso, direção segura, assuntos interessantes (sem polêmicas e reclamações constantes sobre o trânsito), limpeza e trajeto certeiro.

Que sirva de incentivo para a adesão de mais mulheres

Em entrevista ao Maringá Post, Glaucia diz que começou a se dedicar ao ver a nota próxima dos cinco pontos. “Confesso que minha maior motivação foi mostrar que as mulheres também são muito boas ao volante”, explica.

A motorista pontua que nunca pediu para os clientes fazerem qualquer tipo de avaliação, até porque esta é uma prática vetada pela equipe do Uber.

“Eu tratava todo mundo da melhor maneira, buscava assuntos interessantes e fora de polêmica. Ficava quieta quando percebia que era isso que o cliente queria, além de manter o carro sempre muito limpo, fazer o melhor trajeto e ser cuidadosa no trânsito”, comenta.

O prêmio rendeu uma gratificação de R$ 5 mil e outros prêmios. A condutora comemorou o fato em um vídeo postado no YouTube.

A notícia abre caminho para uma reflexão importante sobre sexismo. A Universidade de Stanford nos Estados Unidos, fez um estudo mostrando que mulheres recebem até 7% menos do que homens. A discriminação, segundo os especialistas, é provocada pelo entendimento de que mulheres dirigem mais devagar que homens.

Foto: Reprodução/fonte:via

Esta equipe de basquete feminino da década de 1920 é apenas maravilhosa

Acredita-se que o basquete feminino tenha iniciado em 1892 na Smith College, nos Estados Unidos, durante as aulas da professora de educação física Senda Berenson.

Senda teria adaptado as regras do esporte criadas por James Naismith. Entretanto, a primeira partida de basquete feminino entre univeridades ocorreu apenas quatro anos depois, no dia 4 de abril de 1896. O jogo ocorreu entre a Universidade de Stanford e a Universidade da Califórnia.

Flash forward para 1920, já era possível encontrar equipes de basquete formadas apenas por mulheres poderosas, que usavam toda a sua agilidade para arremessar a bola ao cesto. Uma foto de um time deste período ficou conhecida ao ser compartilhada no Flickr pelo usuário Lynee’s Lens.

Embora não haja muita informação sobre a imagem, é possível notar nove orgulhosas jogadoras, provavelmente após ganhar uma competição. Segundo a descrição da rede social, as mulheres pertenceriam ao Sparks, mas não há evidências de que essa informação seja verdadeira.

Elas não são maravilhosas?

Foto: Lynee’s Lens /fonte:via

As mulheres estão fazendo história no judiciário deste estado norte-americano

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Você provavelmente nunca ouviu falar sobre a cidade de South Fulton, a mais recente e quinta maior da Georgia, Estados Unidos, mas é possível que ainda vá escutar muito sobre ela…

O município é o único do país a ter uma corte completamente formada por mulheres negras.

A mudança começou com a nomeação da juíza Tiffany Carter Sellers, após a oficialização de South Fulton como cidade, em 2017. Uma vez no cargo, Tiffany trouxe para a corte apenas mulheres maravilhosas, que fossem capazes de mudar a maneira como as pessoas veem o sistema judiciário.

Em South Fulton nós não vamos pegar leve com o crime, mas vamos nos certificar de que seus direitos estejam protegidos“, destaca em um vídeo inspirador divulgado pelo Great Big Story (veja abaixo).

Em entrevista à CNN, a juíza comenta que tudo aconteceu naturalmente e não foi planejado. Afinal, 90% da população da cidade é negra.

A produção está em inglês, mas é possível ativar a tradução automática das legendas clicando em Detalhes > Legendas/CC > Traduzir automaticamente > Português. Não perde!

A primeira juíza mulher da NBA e sua história de resistência

Eu sabia que todo mundo estava esperando que eu errasse”. É com essas palavras que Violet Palmer descreve a sensação que sentiu ao fazer sua estreia como juíza de um jogo da NBA, se tornando a primeira mulher a alcançar o feito na principal Liga de Basquete dos EUA e do mundo.

Segundo Violet, quando criança, ela amava ser uma garota, mas não conseguia gostar do que era imposto a ela como ‘coisas de menina’. Mas, quando conseguia praticar esportes, sentia que estava fazendo o que realmente a agradava.

Ela se formou na escola em um período em que o esporte feminino ganhava cada vez mais terreno nos EUA, e conseguiu uma bolsa de estudos para jogar basquete na universidade.

Para ganhar um dinheiro extra durante as férias, Violet começou a fazer parte da mesa de arbitragem durante jogos de basquete masculinos, marcando o placar e as faltas. Algumas vezes os árbitros não compareciam, e foi assim que ela decidiu colocar o uniforme e assumir as responsabilidades de juíza.

O passo seguinte foi atuar como árbitra em jogos femininos na Liga Universitária de Basquete dos EUA. A NBA a convidou para os testes de recrutamento de novos juízes no final de 1995, e ela passou mais de um ano se preparando até a estreia, em 1997.

Foram 18 temporadas, tendo atuado em 919 jogos, até a aposentadoria em 2016. E é claro que o caminho foi repleto de desafios. Violet conta que sentia que muitos juízes se sentiam desconfortáveis com sua presença, achando que teriam de agir diferente ao trabalhar com ela ou que uma mulher não daria conta do recado.

Em 2007, depois de uma década provando jogo após jogo que estava à altura da responsabilidade de ser juíza, Violet esteve no meio de uma grande controvérsia. O ex-jogador e então comentarista de basquete Cedric Maxwell chegou ao absurdo de dizer no ar que ela deveria “voltar para a cozinha” e “trazer ovos com bacon”.

O absurdo repercutiu e fez com que Cedric se retratasse dias depois. “Eu acho que aquilo realmente me deu mais motivação para sair, aprender mais, trabalhar bem, ser profissional e mostrar a todo mundo que eles teriam de se calar, porque eles veriam que eu posso fazer aquilo, assim como qualquer juiz homem nas quadras”, diz Violet.

Lesões nos joelhos foram responsáveis pelo fim da carreira dela nas quadras, mas, após ‘pendurar o apito’, Violet passou a atuar como coordenadora de arbitragem na liga profissional de basquete feminino dos EUA, além de dirigir um curso que forma outras mulheres que querem atuar como juízas.

Além disso, as boas atuações de Violet abriram as portas para outras mulheres que desejavam ser árbitras na NBA. A segunda foi a já aposentada Dee Kantner, e a terceira Lauren Holtkamp, que ainda está na ativa. Quem sabe em breve uma das alunas do curso de Violet não seja a próxima a ocupar esse espaço importante.

Fotos: Reprodução/fonte via

Vila de mini casas erguidas por voluntárias para abrigar mulheres em situação de rua

Mulheres em situação de rua ficam expostas a diversos tipos de violência. Embora em menor número, elas são mais propensas a se tornarem vítimas de estupros e agressões do que os homens.

Para auxiliar essas pessoas, um grupo de voluntárias decidiu erguer uma vila com mini-casas em Seattle. A vila ganhou o nome de Whittier Heighs e conta com 15 casinhas exclusivamente para uso de mulheres que não têm um lar.

Idealizado pelo Low Income Housing Institute (LIHI), o projeto deve oferecer moradia temporária para até 20 mulheres por vez. O ojetivo é oferecer privacidade, segurança e estabilidade para que as mulheres possam se reerguer e, com isso, consigam reestabelecer suas vidas.

Segundo uma reportagem publicada pelo ABC News, cada casa tem cerca de 9 m². As construções contam com energia elétrica e aquecimento e espera-se que as estruturas durem pelo menos oito anos.

A vila conta ainda com banheiros em uma área comum, com produtos de higiene íntima disponíveis para as moradoras. Além disso, a área é cercada, o que aumenta a segurança das mulheres que vivem no local.

A iniciativa é a primeira voltada exclusivamente para mulheres criada pelo LIHI, que espera replicar o projeto em outras localidades caso ele seja bem sucedido. A instituição desenvolve casas para beneficiários de auxílios do governo, pessoas em situação de rua e pessoas que já estiveram nessa situação no passado.

Fotos: reprodução/fonte:via

Esta ministra foi de bicicleta até o hospital para dar à luz

A Nova Zelândia é realmente um lugar de mulheres inspiradoras. Primeiro, o país da Oceania elegeu a chefe de governo mais jovem do mundo. Como se não fosse suficiente, Jacinda Ardern se tornou a primeira ocidental a dar à luz enquanto está no poder.

A estrelinha da inspiração desta vez vai para Julie Anne Ganter, que na 42ª semana de gravidez, pedalou até hospital para o nascimento de seu filho. A Ministra para as Mulheres foi atendida por uma parteira no centro médico de Auckland – maior cidade do país – e publicou um texto sobre a experiência na página do Instagram.

“Estamos muito felizes em anunciar a chegada do nosso filho. Depois do longo trabalho de parto, passamos por um procedimento tranquilo e prático. Queremos agradecer aos funcionários do hospital e a todos que nos apoiaram”, encerrou.  

Com carreira centrada no ambientalismo e no uso da bicicleta como meio de transporte, Julie decidiu pedalar por volta de 1 quilômetro de sua casa até o hospital municipal para destacar suas propostas de políticas públicas. A história repercutiu positivamente entre os veículos de comunicação e nas redes sociais.

A primeira-ministra neozelandesa Jacinda Ardern, que acaba de retornar ao trabalho depois de seis semanas, aproveitou para elogiar a atitude da colega. A Ministra para as Mulheres vai tirar três meses de licença.

“Muito feliz em saber da chegada de um novo integrante ao grupo de brincadeiras do Parlamento. Espero que aproveite os primeiros dias muito especiais”, publicou no Twitter.

Foto: Reprodução/fonte:via