Conheça o ranking dos passaportes mais poderosos em 2018

O passaporte pode ser a porta que leva a possibilidades quase infinitas de conhecer o mundo. Mas, dependendo do país em que tiver nascido, também pode ser uma barreira que impede as pessoas de viajar em busca da liberdade que desejam.

Desde 2006, o site Henley & Partners organiza o Passport Index, uma espécie de ranking que classifica os passaportes mais ‘poderosos’ do mundo, ou seja, que organiza aqueles que garantem acesso a mais países ao redor do planeta.

Basicamente o critério para o ranking é o número de destinos para os quais os portadores do passaporte podem viajar sem a necessidade de solicitar vistos. O Japão está no topo da lista, com acesso a 190 países. Singapura, com 189, vem logo atrás, seguido por França, Alemanha e Coreia do Sul, todos com 188.

O Brasil não está mal colocado: é o 16º no ranking, com destino livre de visto para 171 países – é o melhor posicionamento brasileiro desde a criação da lista. Na ponta contrária está o Afeganistão, cujo passaporte garante acesso a apenas 30 países, assim como o do Iraque.

Gráfico via Statista

Ranking via Henley & Partners

Imagens ilustrativas via Pixabay (Creative Commons CC0)/fonte:via

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A paixão de fotógrafo é registrar as mais incríveis portas espalhadas pelo mundo

As portas são não somente a entrada física e objetiva para um lugar, mas também a própria abertura e revelação do espírito do local – assim pensa o fotógrafo belga Paschal Mannaerts. Viajando há mais de dez anos pelo mundo e registrando com sua câmera as mais diversas culturas, são fascínio pela arquitetura e seus símbolos o atraiu aos poucos a começar a fotografar as portas dos países e lugares que visitava.

Para Paschal, as portas são símbolos do desconhecido, da descoberta, da hospitalidade e da passagem. Assim, inspirado, intrigado, e impactado ele fotografou portas em lugares tão variados quanto Cuba, Vietnã, Etiópia e Índia – e aqui ele divide um pouco sua coleção de portas e emoções conosco, a partir de um post original no site Bored Panda.

© fotos: Paschal Mannaerts/fonte:via

Mapa mostra o mundo como ele realmente é sem as distorções usuais

Quando pensamos na geografia do planeta, e queremos lembrar das fronteiras de um país, da dimensão de um continente ou em qualquer questão terrestre da Terra, logo pensamos em um mapa mundi, estendido em nossa cabeça. Esse mapa tradicional, conhecido como Mercator, foi desenvolvido pelo geógrafo e cartógrafo flamengo Gerardus Mercator em 1569, também responsável pelo termo “atlas” para designar uma coleção de mapas. Acontece que o mapa Mercator não corresponde às dimensões e distâncias reais do planeta. Ainda que as formas dos continentes estejam corretas, os tamanhos não estão. Um exemplo é que a Groelândia aparece quase tão grande quanto a África, ainda que o continente africano seja 14,4 vezes maior.

Foi por isso que o artista e arquiteto japonês Hajime Narukawa desenvolveu um mapa que mostra com mais precisão as proporções reais entre os países, os continentes e as distâncias. Para desenvolver seu mapa, intitulado AutaGraph, Narukawa se baseou no origami, a milenar arte japonesa de dobradura para alcançar incríveis formas em papel. O AutaGraph foi vencedor do Good Design Award, um dos mais importantes prêmios de design do Japão e do mundo.

Para desenvolver seu mapa “origami”, Narukawa dividiu o globo terrestre em 96 triângulos, logo transformados em tetraedros, poliedros com quatro faces – formas geométricas com faces planas e volumes definidos. A partir de tal divisão o arquiteto chegou, na forma de um retângulo, às proporções corretas do planeta, resolvendo a dificuldade de representar uma esfera em um mapa plano.”AuthaGraph representa fielmente os oceanos e os continentes, incluindo a Antártida, e fornece uma perspectiva precisa e moderna do nosso planeta”, disseram os responsáveis pelo prêmio oferecido a Narukawa.

Os críticos apontam outras imprecisões, as poucas subdivisões e o fato de não ser um bom mapa para navegações como críticas à criação de Narukawa, mas os problemas do mapa tradicional Mercator parecem ter sido de fato resolvidos pelo AutaGraph. Representar o mundo em papel de fato é um problema do tamanho do planeta – que estaremos para sempre, como uma tarefa infinita, tentando resolver.

© fotos: reprodução/fonte:via

Esta empresa quer transformar lixo marinho em biocombustível

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Desde 2000, a empresa canadense Enerkem se dedica a estudar e implementar maneiras de transformar lixo orgânico em biocombustível, ajudando ao mesmo tempo a diminuir a queima de combustíveis fósseis e a quantidade de detritos no planeta.

O mais novo projeto da companhia consiste em uma parceria com a The Ocean Legacy Foundation, que faz limpeza na costa do país, para aplicar a mesma tecnologia usada em detritos urbanos ao lixo que a organização retirar dos mares canadenses.

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Marie-Hélène Labrie, vice-presidente da Enerkem, declarou que “A tecnologia inovadora que transforma lixo em biocombustível já aborda problemas relacionados ao lixo urbano, incluindo o plástico. Através dessa colaboração inovadora, o comprometimento é com iniciativas locais concretas para transformar resíduos plásticos de oceanos em produtos de valor”.

O chamado bioetanol produzido pela Enerkem é considerado até 3 vezes menos poluente que a gasolina, e a empresa também está trabalhando em alternativas para substituir o óleo diesel.

De acordo com o Fórum Econômico Mundial, há cerca de 150 milhões de toneladas de plástico flutuando nos oceanos do planeta. Mesmo com os esforços para reduzir a produção, consumo e descarte de materiais plásticos, estima-se que 8 milhões de toneladas cheguem aos oceanos a cada ano.

Fotos via The Ocean Legacy Foundation /fonte:via

O incrível caso do jovem que sobreviveu 49 dias à deriva no mar

Jovem indonésio sobreviveu após ficar 49 dias à deriva em cabana flutuante no Oceano Pacífico — Foto: Reprodução/Facebook/Consulado da Indonésia em Osaka

Parece história de cinema, mas aconteceu mesmo na vida real: o indonésio Aldi Novel Adilang, de 18 anos, passou 49 dias em uma plataforma de pesca à deriva no oceano até ser resgatado a milhares de quilômetros de distância.

O jovem trabalha em uma rompong, uma espécie de plataforma de pesca que fica isolada no meio do mar, a cerca de 125 quilômetros da costa. Sua função é manter acesas as luzes que servem de isca para atrair os peixes, e a cada semana um funcionário da empresa vai até o local, recolhe os peixes das armadilhas e deixa comida e água para o responsável pela rompong.

Jovem indonésio sobreviveu após ficar 49 dias à deriva em cabana flutuante no Oceano Pacífico — Foto: Reprodução/Facebook/Consulado da Indonésia em Osaka

A plataforma fica presa à areia no fundo do mar graças a um conjunto de âncoras, mas, no meio de julho, uma tempestade fez com que a rompong de Adilang se soltasse, flutuando livremente conforme as correntes marítimas determinavam. A plataforma não tem motor ou remos para ser guiada.

De acordo com a imprensa local, após poucos dias o estoque de água e comida do jovem acabou. Ele sobreviveu pescando, queimando madeira da plataforma para assar os peixes e usando suas próprias roupas para ‘filtrar’ a água do mar e minimizar a ingestão de sal.

Mapa mostra trajetória do jovem indonésio que ficou à derica — Foto: Infografia: Karina Almeida/G1

De acordo com as autoridades da Indonésia, ao menos 10 embarcações passaram perto da rompong até que, depois de 49 dias, um barco com bandeira do Panamá resgatou Adilang nas águas de Guam, bem longe de onde ele trabalhava.

O capitão do barco contatou a guarda costeira de Guam, que o instruiu a levar o jovem até o Japão, destino programado da embarcação. De lá, ele viajou de avião até a Indonésia, onde está se recuperando – seu estado de saúde já é considerado bom. Adilang vai completar 19 anos no dia 30 de setembro, e a família está planejando uma celebração especial em comemoração à vida do rapaz.

Jovem indonésio sobreviveu após ficar 49 dias à deriva em cabana flutuante no Oceano Pacífico — Foto: Reprodução/Facebook/Consulado da Indonésia em Osaka

Jovem indonésio sobreviveu após ficar 49 dias à deriva em cabana flutuante no Oceano Pacífico. ele está bem de saúde — Foto: Reprodução/Facebook/Consulado da Indonésia em Osaka

A emocionante comemoração da abertura desta fronteira após 20 anos de guerra

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A Eritreia é um pequeno país africano, que entre 1952 e 1993 fez parte da Etiópia. Desde que a independência foi declarada, as duas nações debateram sobre a localização da fronteira que divide os territórios, resultando inclusive em dois anos de guerra declarada, entre 1998 e 2000.

Os conflitos cessaram, mas tanto Etiópia quanto Eritreia continuam oficialmente em guerra uma com a outra. A animosidade, que resultou em ao menos 80 mil mortos no começo do século, também afetou a vida de amigos e familiares que foram praticamente proibidos de se ver, já que a fronteira entre os país ficou fechada por 20 anos.

Voos comerciais também estavam proibidos desde 1998, mas foram retomados em julho. Tudo porque Abiy Ahmed assumiu o cargo de primeiro-ministro em junho, declarando que reconheceria os limites do território da Eritreia que foram propostos em 2002. Ahmed também libertou milhares de presos políticos na Etiópia, além de prometer mais respeito aos direitos humanos e abertura para a atividade da imprensa.

Em setembro, a fronteira entre os dois países foi oficialmente reaberta, levando centenas ou milhares de pessoas a festejar correndo, cantando e abraçando os moradores do país vizinho.

Confira no vídeo da Associated Press:

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Fotos via BBC/fonte:via

Artista usa notas de dinheiro como telas para que sua arte viaje pelo mundo

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Se o valor monetário de uma obra de arte é sempre um tanto abstrato e depende de uma porção de variáveis externas, no caso do trabalho de Mari Roldán Cañete o próprio suporte de suas pinturas já define um valor inicial – literalmente. A artista de Málaga, na Espanha, usa notas de Euro como tela, desenhando sobre o dinheiro. O que a levou a utilizar essa superfície, porém, não foi o valor agregado – mas sim a mobilidade que as notas naturalmente possuem.

Hoje com 23 anos, Cañete diz que tem duas paixões desde muito jovem: a pintura e a vontade de viajar. Desenhar foi hábito que manteve da infância em diante, e chegou a pensar em se tornar aeromoça só para poder conhecer o mundo todo, mas nenhum dos dois desejos efetivamente se tornou seu trabalho – até recentemente, quando teve uma epifania reveladora: se ela não podia viajar o mundo, ao menos sua arte poderia. E a melhor maneira de fazer isso acontecer seria pintando em dinheiro.

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Ela agora se dedica de fato à sua arte, e usa a natureza móvel do dinheiro, sempre passando de bolso em bolso para todas as partes do planeta, para que seus desenhos possam fazer as viagens que ela ainda não pode. Assim, seu trabalho chega às novas culturas e pessoas que ela sonha em conhecer.

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Quase sempre reproduzindo pinturas clássicas ou ícones da cultura pop na face das notas de euro e dólar, com seu talento é ela quem agrega valores maiores aos estabelecidos para cada cédula. Cañete vem começando a ser reconhecida – e assim seus dois sonhos vão efetivamente ficando cada vez mais próximos.

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© fotos: Mari Roldán Cañete /fonte via