O incrível caso do jovem que sobreviveu 49 dias à deriva no mar

Parece história de cinema, mas aconteceu mesmo na vida real: o indonésio Aldi Novel Adilang, de 18 anos, passou 49 dias em uma plataforma de pesca à deriva no oceano até ser resgatado a milhares de quilômetros de distância.

O jovem trabalha em uma rompong, uma espécie de plataforma de pesca que fica isolada no meio do mar, a cerca de 125 quilômetros da costa. Sua função é manter acesas as luzes que servem de isca para atrair os peixes, e a cada semana um funcionário da empresa vai até o local, recolhe os peixes das armadilhas e deixa comida e água para o responsável pela rompong.

A plataforma fica presa à areia no fundo do mar graças a um conjunto de âncoras, mas, no meio de julho, uma tempestade fez com que a rompong de Adilang se soltasse, flutuando livremente conforme as correntes marítimas determinavam. A plataforma não tem motor ou remos para ser guiada.

De acordo com a imprensa local, após poucos dias o estoque de água e comida do jovem acabou. Ele sobreviveu pescando, queimando madeira da plataforma para assar os peixes e usando suas próprias roupas para ‘filtrar’ a água do mar e minimizar a ingestão de sal.

De acordo com as autoridades da Indonésia, ao menos 10 embarcações passaram perto da rompong até que, depois de 49 dias, um barco com bandeira do Panamá resgatou Adilang nas águas de Guam, bem longe de onde ele trabalhava.

O capitão do barco contatou a guarda costeira de Guam, que o instruiu a levar o jovem até o Japão, destino programado da embarcação. De lá, ele viajou de avião até a Indonésia, onde está se recuperando – seu estado de saúde já é considerado bom. Adilang vai completar 19 anos no dia 30 de setembro, e a família está planejando uma celebração especial em comemoração à vida do rapaz.

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A emocionante comemoração da abertura desta fronteira após 20 anos de guerra

A Eritreia é um pequeno país africano, que entre 1952 e 1993 fez parte da Etiópia. Desde que a independência foi declarada, as duas nações debateram sobre a localização da fronteira que divide os territórios, resultando inclusive em dois anos de guerra declarada, entre 1998 e 2000.

Os conflitos cessaram, mas tanto Etiópia quanto Eritreia continuam oficialmente em guerra uma com a outra. A animosidade, que resultou em ao menos 80 mil mortos no começo do século, também afetou a vida de amigos e familiares que foram praticamente proibidos de se ver, já que a fronteira entre os país ficou fechada por 20 anos.

Voos comerciais também estavam proibidos desde 1998, mas foram retomados em julho. Tudo porque Abiy Ahmed assumiu o cargo de primeiro-ministro em junho, declarando que reconheceria os limites do território da Eritreia que foram propostos em 2002. Ahmed também libertou milhares de presos políticos na Etiópia, além de prometer mais respeito aos direitos humanos e abertura para a atividade da imprensa.

Em setembro, a fronteira entre os dois países foi oficialmente reaberta, levando centenas ou milhares de pessoas a festejar correndo, cantando e abraçando os moradores do país vizinho.

Confira no vídeo da Associated Press:

Fotos via BBC/fonte:via

Artista usa notas de dinheiro como telas para que sua arte viaje pelo mundo

Se o valor monetário de uma obra de arte é sempre um tanto abstrato e depende de uma porção de variáveis externas, no caso do trabalho de Mari Roldán Cañete o próprio suporte de suas pinturas já define um valor inicial – literalmente. A artista de Málaga, na Espanha, usa notas de Euro como tela, desenhando sobre o dinheiro. O que a levou a utilizar essa superfície, porém, não foi o valor agregado – mas sim a mobilidade que as notas naturalmente possuem.

Hoje com 23 anos, Cañete diz que tem duas paixões desde muito jovem: a pintura e a vontade de viajar. Desenhar foi hábito que manteve da infância em diante, e chegou a pensar em se tornar aeromoça só para poder conhecer o mundo todo, mas nenhum dos dois desejos efetivamente se tornou seu trabalho – até recentemente, quando teve uma epifania reveladora: se ela não podia viajar o mundo, ao menos sua arte poderia. E a melhor maneira de fazer isso acontecer seria pintando em dinheiro.

Ela agora se dedica de fato à sua arte, e usa a natureza móvel do dinheiro, sempre passando de bolso em bolso para todas as partes do planeta, para que seus desenhos possam fazer as viagens que ela ainda não pode. Assim, seu trabalho chega às novas culturas e pessoas que ela sonha em conhecer.

Quase sempre reproduzindo pinturas clássicas ou ícones da cultura pop na face das notas de euro e dólar, com seu talento é ela quem agrega valores maiores aos estabelecidos para cada cédula. Cañete vem começando a ser reconhecida – e assim seus dois sonhos vão efetivamente ficando cada vez mais próximos.

© fotos: Mari Roldán Cañete /fonte via

Quem é Matthew Henson, o explorador negro do Polo Norte que história tentou apagar

Matthew Henson nasceu em 1866 em Baltimore – EUA e, pode ter sido o primeiro homem a alcançar o Polo Norte, um feito muito mais complexo de ser realizado no início do século 20, porém ignorado pelo fato de ser negro.

O explorador ficou órfão de pai e mãe ainda criança e, aos 13 anos passou a trabalhar em um navio, onde o capitão o ensinou a ler e a escrever. Anos depois, quando trabalhava como balconista, o destino bateu à sua porta e ele conheceu o engenheiro da marinha norte-americana Robert E. Peary, que o acompanhou em suas aventuras durante 2 décadas e, inclusive, era quem fazia as fotografias.

Em 1900 a dupla já havia viajado para o norte mais do que qualquer pessoa na terra, chegando a quebrar o próprio recorde. Acredita-se que finalmente alcançaram o Polo Norte em 1909, acompanhados de quatro esquimós.

Por quase um século, as grandes contribuições de Henson às explorações polares foram praticamente esquecidas, em favor de Peary, que inclusive chegou a afirmar que jamais teria conseguido sem ele. Foi apenas em 2000 (ele morreu em 1955), que ele recebeu uma homenagem póstuma, a Medalha Hubbard, a mais importante da revista National Geographic.

Quantas pessoas que marcaram a história da humanidade foram e continuam sendo deixadas de lado pelo fato de serem negras? Hoje, o mundo conhece a importância de Matthew Henson, que em 1996 foi homenageado através de uma embarcação, que recebeu o nome de Henson em sua homenagem. Esperamos que, homenagens como esta continuem fazendo parte de nosso dia a dia, cada vez em maior frequência.

Fotos: Robert E. Peary – National Geographic/fonte:via

10 fotos chocantes revelam a extrema desigualdade entre ricos e pobres ‘parede com parede’

Mesmo os problemas sociais mais evidentes muitas vezes vão se tornando distantes abstrações, que podem precisar de uma ilustração gráfica e inconteste para nos despertar para sua gravidade. A desigualdade social e a pobreza não deveriam ser um desses, mas em todo caso o trabalho do fotógrafo sul-africano Johnny Miller visa justamente ilustrar, na mais crua e direta prática, tal desequilíbrio entre os mais ricos e mais pobres de uma cidade. Viajando por países diversos, como México, Índia e a própria África do Sul, Miller registra com suas fotos essa cruel divisão.

Na maior parte dos casos tal divisão é literal, feita somente por uma cerca, um muro, uma estrada ou um rio – mostrando de um lado um bairro rico e, de outro, uma região pobre. Suas fotos são feitas com drones, e vão ao alto para ver na devida perspectiva a diferença de um local para o outro, mesmo sendo vizinhos.

O projeto, intitulado Unequal Scenes (Cenas desiguais, em tradução livre) procura justamente desafiar a maneira com que naturalizamos e muitas vezes aceitamos tais desigualdades, tolerando a ideia de que pessoas tão próximas possam viver vidas tão radicalmente diferentes. Se era preciso desenhar para se entender o quão cruel a desigualdade econômica pode ser, Miller decidiu ir além – e a fotografou.

© fotos: Johnny Miller/fonte:via

Por que Viena foi eleita a melhor cidade para se viver

Melbourne, na Austrália, acaba de ser desbancada de um título que mantinha invicto há sete anos: o de melhor cidade do mundo para se viver.

A nova detentora deste posto é Viena, na Áustria. A cidade obteve nota 99,1 em uma escala de 100 pontos, realizada pela consultoria Economist Intelligence Unit (EIU).

O ranking é divulgado anualmente pela consultoria e leva em conta fatores como criminalidade, acesso à educação, saúde, estabilidade política e econômica e infraestrutura de transporte.

Viena se destacou em termos de qualidade de vida, estabilidade e também ganhou pontos por seus baixos índices de criminalidade. A diminuição no risco de atentados na Europa contribuiu para estes números.

Apesar disso, a capital austríaca teve um resultado bastante similar ao de Melbourne, que ficou em segundo lugar. Ambas atingiram a pontuação máxima em categorias como saúde, educação e infraestrutura, mas a estabilidade política e econômica de Viena pesaram a favor do resultado.

Veja o ranking completo das 10 melhores cidades para se viver, segundo a consultoria:

  1. Viena, Áustria
  2. Melbourne, Austrália
  3. Osaka, Japão,
  4. Calgary, Canadá
  5. Sydney, Austrália
  6. Vancouver, Canadá
  7. Tóquio, Japão
  8. Toronto, Canadá
  9. Copenhague, Dinamarca
  10. Adelaide, Austrália

A pesquisa analisa a qualidade de vida em 140 cidades ao redor do mundo. No Brasil, São Paulo e Rio de Janeiro fazem parte do estudo, ficando na 93ª e 88ª posição, respectivamente.

Fotos via Unsplash /fonte:via

Este teste de ilusão de ótica diz muito sobre a maneira como você pensa e percebe o mundo

A maneira como vemos o mundo se manifesta na maior parte de nossos gestos e visões. Assim, é possível perceber tais modos e posições sobre o mundo e a vida nos mais variados testes – até mesmo diante de supostamente simples ilusões de ótica. Para sabermos mais sobre nossas personalidades, uma usuária publicou um teste na plataforma Playbuzz sobre o que vemos diante de uma série de imagens que nos provocam ilusões de ótica.

O teste visa descobrir qual a percepção ótica de quem o faz. Como tudo na vida, as imagens supostamente meras em verdade revelam segredos escondidos – e, assim, pretendem revelar segredos escondidos também em nós.

Como o mundo é uma imensa ilusão de ótica, sempre oferecendo muito mais sentidos do que somos capazes de primeiramente enxergar, pode se tratar de um belo teste – que você pode fazer aqui.

© fotos: reprodução/fonte:via