Art Institute of Chicago libera acesso gratuito a milhares de obras de arte em alta definição

Poucos efeitos da tecnologia são tão legais para os admiradores das mais diversas formas de arte como a possibilidade de ter milhares ou milhões de grandes obras ao alcance de alguns cliques, algo que antes exigiria várias visitas a museus e galerias – e uma memória sobre-humana.

O Art Institute of Chicago seguiu a linha de vários museus mundo afora e disponibilizou milhares de obras de seu acervo em alta definição, para serem baixadas e usadas como quiser, já que estão listadas como conteúdo de domínio público.

A coleção pode ser acessada através do site do Instituto, e inclui obras famosas, como Quarto em Arles, de van Gogh, American Gothic, de Grant Wood, Nighthawks, de Edward Hopper, e O Velho Guitarrista Cego, de Pablo Picasso.

Michael Neault, diretor-executivo de Experiência Digital do museu, declarou que o processo de digitalização foi aprimorado, para que o público possa apreciar as obras em detalhes, e que a equipe desenvolveu um sistema de recomendações para tornar artistas menos renomados, mas incrivelmente talentosos, mais conhecidos do grande público.

Fotos: Domínio Público (Creative Commons CC0)/fonte:via

Museu das comidas nojentas vai te fazer repensar tudo que você sabe sobre quitutes

Cada um de nós possui suas preferências e peculiaridades gastronômicas, as comidas que nos fazem salivar instantaneamente, e aquelas que não podemos sequer sentir o cheiro. Alguns alimentos, porém, ainda que tradicionais em lugares pelo mundo, parecem impossíveis de serem digeridos. Comidas nojentas para a maioria da população, que para alguns é visto como uma iguaria. O pesquisador e psicólogo Samuel West reuniu tais alimentos “nojentos” em seu The Disgusting Food Museum, literalmente O Museu das Comidas Nojentas, dedicado às comidas mais “exóticas” do mundo.

O acervo do museu apresenta 80 alimentos diferentes, os quais os visitantes podem ver e cheirar e eventualmente até provar – ainda que provavelmente ninguém de fato deseje tal inteiração. Entre as “nojeiras” exibidas, estão verdadeiras bizarrices como morcegos, queijos com vermes, pênis de boi, “smoothies” de sapo, frutas de terrível odor intenso, e o famoso surströmming, um peixe sueco conhecido como a comida mais fedorenta do mundo.

A ideia para o museu, segundo West, veio do desejo de desafiar nossas noções do que é um alimento nojento – especialmente diante da realidade da produção de algumas de nossas comidas. “Nossa produção de carnes atual é terrível para o meio-ambiente, e precisamos urgentemente começar a pensar em alternativas. Mas muitas pessoas têm nojo da ideia de comer insetos e são céticas sobre carnes produzidas em laboratório”, disse West. “Se conseguirmos mudar nossas noções de quais comidas são ou não são nojentas, poderemos potencialmente ajudar nossa transição para proteínas mais sustentáveis”.

 A ideia é oferecer uma experiência divertida e, ao mesmo tempo, educacional, reunindo pontos verdadeiramente peculiares das mais diversas culturas do mundo. “O que é mais nojento? Comer um porquinho da índia ou um porco comum – há alguma diferença?”, pergunta West. “O museu visa mudar nossa visão do que é nojento e do que não é. Esperamos que isso nos leve para um futuro de comidas mais sustentáveis no futuro”.

fotos: reprodução/fonte:via

França inaugura museu a céu aberto dedicado apenas à Street Art

Street art é uma manifestação artística importantíssima, não somente no contexto de expressão de ideologias e críticas, mas também na maneira que ela incorpora a cidade, deixando-a mais bonita, colorida e engajada. Imagina a cidade de São Paulo – hoje considerada a capital mundial do grafite, sem sua arte, como seria muito mais cinza e triste?

Com o objetivo de celebrar esta forma de arte que nós amamos, um museu dedicado apenas à arte de rua, foi inaugurado no mês de julho, na França. O MAUSA Vauban Museum fica na cidadela Vauban, localizada dentro da cidade de Neuf-Brisach – na região da Alsácia e conta com mais de 2 quilômetros de galeria.

Sua inauguração foi para inaugurar os 10 anos da inscrição da cidadela como Patrimônio Mundial da UNESCO e, por enquanto, conta com 12 artistas residentes, como Seth, Mesnager, Levalet, Guy Denning e Denis Meyers.

Fotos: Guy DenningLe Parisien – Vincent Roy/France 3 Alsace /fonte:via

Um rolê por dentro do museu dos cérebros humanos na Índia

O cérebro é mais complexo e misterioso órgão do corpo humano, e entender seu funcionamento mecânico não nos aproxima sequer de efetivamente compreende-lo. Ver um cérebro de fato, e mais ainda, segurar o órgão nas mãos, é necessariamente ver nossa própria complexidade humana, e segurar uma vida em toda sua profundidade – e é isso a que nos convida o Instituto Nacional de Saúde Mental e Neurociência, em Bangalore, na Índia. Além de expor uma vasta coleção de cérebros, esse curioso museu permite ao visitante segurar um.

Antes de se tornar sede do Instituto, o local era o asilo para lunáticos de Bangalore, e entre os cérebros expostos há uma série de exemplos de órgãos que sofreram de doenças mentais, como Mal de Parkinson, Alzheimer e esquizofrenia, além de cérebros que viveram ferimentos e hemorragias.

A ideia da visita ao instituto é de ajudar a justamente desmistificar o próprio cérebro e suas doenças. “As pessoas pensam que doenças neurológicas são como espíritos malignos. Nós queremos combater essa ideia”, disse Dr. S. K. Shankar, cientista que há décadas trabalha no instituto.

Além da coleção de cérebros, o local oferece outras atrações de nosso corpo, como o pulmão de um fumante inveterado, pâncreas, rins, um coração e um esqueleto completo.

Todo o acervo do instituto indiano é formado por pessoas que doaram seu corpo para a ciência, e para além dos 300 expostos, há um total de quase 3.000 cérebros no local – essa impressionante massa cinzenta que nos permite viver e pensar.

© fotos: reprodução/fonte:via

ICQ, MSN e telefone fixo: museu reúne acervo com sons da sua infância

A máxima do tempo ser implacável é um fato mais do que sabido. Todavia, a percepção de sua passagem é um fato muito mais complexo de lidar. Pense bem, desde a virada do século (quase há 20 anos) muitos equipamentos tecnológicos que fizeram parte da vida de gerações, não são mais úteis.

Na verdade, objetos como telefone fixo e a máquina de escrever estão praticamente extintos. Pergunte para um adolescente se ele tem ideia do que era viver sem conexão com a internet ou ouvir música no rádio. Com algumas poucas exceções, a resposta será negativa.

Para preservar o ruído de itens agora quase obsoletos, o Museum of Endangered Sounds recolheu em um site mais de trinta sons em perigo de extinção. O objetivo do corpo curatorial é preservar lembranças auditivas e surgiu a partir da reunião de três publicitários norte-americanos.

Phil Hadad, Marybeth Ledesma e Greg Elwood encontraram um meio de alimentar a nostalgia saudável de quem assiste seus aparelhos favoritos sendo substituídos por novas máquinas. Finalmente estamos entendendo nossos pais.

O acervo do museu conta com o som do toque do telefone sem fio, os efeitos sonoros da digitação numa máquina de escrever, o tema do Windows 95 e até o ruído do bichinho virtual. Nós separamos mais alguns pra você revisitar tempos que não voltam mais.

Notificação de mensagem do MSN

Toque do celular Nokia

Som da Internet discada

Windows 95

Som do ICQ

Som do Yoshi

Som caixa registradora

Som do orelhão

Fita cassete rebobinando

Foto: Reprodução/fonte:via

Museu da Lua: Artista cria réplica gigante e perfeita da Lua que vai rodar o mundo

E se você pudesse ver a Lua de pertinho?

É o que propõe este museu incrível, que exibe uma réplica de nosso satélite natural com sete metros de diâmetro.

O Museu da Lua foi criado pelo artista britânico Luke Jerram e já foi exibido tanto em áreas internas quanto em ambientes externos. Cada localidade cria seus próprios eventos em torno da exposição, que já passou por diversas cidades na Europa, além de ser exibida nos Estados Unidos, Austrália e na China.

A obra expressa todos os detalhes do satélite, recriados através de imagens do Centro de Ciências Astrológicas da NASA. Cada centímetro da réplica representa cerca de 5 km da superfície lunar.

Em um vídeo de apresentação do projeto, Luke conta que seu fascínio pela Lua vem do fato de que cada cultura possui diferentes histórias e lendas a respeito dela. Dá o play para ver!

Para saber os próximos lugares em que a exposição irá acontecer, clica aqui e confira a agenda do Museu da Lua.

Este museu de arte imersiva e digital de Tóquio vai mudar seus conceitos de contemplação

Uma característica comum a várias obras de arte é a capacidade de transportar o espectador para além de sua realidade. Graças à tecnologia, um coletivo de artistas japonês está prestes a levar esse conceito a um novo nível.

O teamLab é conhecido por suas instalações tecnológicas e imersivas, como o restaurante em que os pratos ‘ganham vida’ e as flores que flutuam sobre os visitantes. Agora, eles vão inaugurar um espaço totalmente dedicado à arte digital imersiva.

Com abertura prevista para 21 de junho, em Odaiba, Tóquio, o Museu de Arte Digital MORI vai contar com 10 mil metros quadrados, 520 computadores e 470 projetores para exibir as experiências imersivas mais inovadoras já criadas pelo teamLab.

De acordo com o coletivo, a ideia de inaugurar o próprio espaço surgiu porque os integrantes sentem falta de um local dedicado inteiramente à arte digital, com estrutura capaz de aguentar o aparato tecnológico e o espaço para o público interagir com as obras.

A principal exibição do Museu, chamada Borlderless (“Sem Fronteiras”) não se limita a um único espaço, podendo se mover entre as salas do museu, formando relações com outras instalações e interagindo com o público.

Assim, o teamLab declara que o intuito do museu é “Romper com as fronteiras entre ‘uma obra e a outra’, ‘arte e visitantes’ e ‘si próprio e os outros’, permitindo que os visitantes se fundam à arte e se tornem parte dela”.

Fotos: Divulgação/teamLab/fonte:via