Nasa encontra iceberg com formato ‘perfeito’ na Antártida

Resultado de imagem para Nasa encontra iceberg com formato ‘perfeito’ na Antártida

Não se trata de uma imagem manipulada digitalmente, nem de uma ilustração perfeita ou mesmo de uma imensa obra humana, mas sim de uma impressionante criação da natureza: a NASA postou na semana passada a imagem de um “iceberg perfeito” – um bloco de gelo flutuando na Antártica com as bordas retas e a superfície incrivelmente lisa, como se tivesse sido cortado por uma máquina precisa.

Imagem relacionada

Segundo consta, apesar de se tratar de um fenômeno raro, não é a primeira vez que foi registrado. Ainda que os iceberg irregulares sejam muito mais comuns, outros blocos conhecidos como “tabulares”, de dimensões muito maiores que esse recentemente registrado, já foram avistados anteriormente. O maior iceberg tabular já registrado tinha 11 mil quilômetros quadrados.

O tweet da NASA explica um pouco o motivo do corte perfeito: trata-se de um bloco que se desprendeu recentemente, e que ainda não foi moldado e rachado pelo contato com a água e o movimento. “A superfície plana e os ângulos retos indicam que provavelmente foi originado recentemente da plataforma de gelo”, afirmou o post. O iceberg flutuava próximo a um bloco gigantesco conhecido como Larsen C., da onde provavelmente se originou.

© fotos: NASA/fonte:via

Anúncios

Alguém notou que as botas espaciais de Louis Armstrong não batem com pegadas na Lua

A primeira missão tripulada à Lua vai completar cinco décadas no ano que vem, e, junto com o aniversário, serão cinquenta anos de teorias conspiratórias que duvidam que Louis Armstrong e Buzz Aldrin (e dez outros astronautas) realmente pisaram no satélite.

E, mesmo após tanto tempo de debates com argumentos dos dois lados, ainda é possível que surjam novos fatos para dar suporte à tese de que tudo não passou de uma grande fraude. Mas talvez eles não sejam tão factuais assim.

A teoria, que tem circulado na internet, compara uma foto das botas de Neil Armstrong, que foram exibidas junto de outras partes do traje no Museu do Ar e Espaço, em Washington, às famosas imagens das pegadas de Neil e Buzz na Lua.

As imagens são claras: não é possível que as botas de solas lisas de Armstrong tenham deixado marcas com listras, como são as pegadas (que, diga-se, estão na Lua há quase 50 anos e só sairão de lá caso outra pessoa mexa nelas, já que não há vento para mover o material da superfície lunar).

Mas há mais sobre essa história do que as duas fotos indicam: na verdade, o traje espacial exibido no museu não está completo. Para voltar à Terra, os astronautas deixaram para trás alguns objetos que significariam um peso desnecessário na nave espacial.

Foram mais de cem itens deixados, incluindo lentes de câmeras (usadas para transmitir a chegada à Lua na Terra), fluídos corporais (isso mesmo que você está pensando) e… um complemento das botas, chamado Overboot.

Se trata de nada mais que uma bota usada sobre outra bota para dar mais proteção contra o risco de rasgos ou a entrada de poeira da superfície lunar no traje espacial. Tudo devidamente documentado por relatórios da NASA desde a década de 60.

Fotos via NASA/fonte:via

NASA lança sonda que vai tentar entrar na atmosfera do Sol

A ambição da mais recente missão lançada ao espaço pela agência espacial americana é de tal forma imensa que acaba se tornando um tanto poética: tocar o sol. Lançada pela NASA na manhã do último sábado, a sonda solar Parker viajará pelos próximos anos na direção do sol, a fim de desvendar alguns dos muitos mistérios de nossa mais próxima e mais estimada estrela. Ainda que o objetivo técnico e científico seja descobrir mais sobre ventos solares e partículas de energia solar, a ideia de “tocar o sol” oferece à missão um sentido simbólico profundo.

Do tamanho aproximado de um carro, a sonda Parker se tornará o objeto feito pelo ser humano a alcançar maior velocidade, chegando a cerca de 692 mil quilômetros por hora, em temperaturas de até 1.300º C.

O planejamento da missão prevê que a sonda dê 24 voltas ao redor do sol, aproximando-se da superfície do sol em uma distância de “somente” cerca de 6 milhões de quilômetros, já dentro da atmosfera da estrela, enquanto enviará informações constantes para a Terra.

O bem-sucedido lançamento da sonda foi acompanhado por milhares de pessoas online, mas uma em especial se comoveu com o início da missão: Dr. Eugene Parker, um cientista de 91 anos que, em 1958 sugeriu a possibilidade de existirem ventos solares, a quem o nome da sonda homenageia.

“Tudo que posso dizer é ‘Uau, lá vamos nós, iremos aprender um tanto nos próximos anos’”, disse Parker. “É toda uma nova fase e será fascinante. Estamos só esperando pelas informações, e agora os experts estarão ocupados pois teremos muita informação chegando”, concluiu.

© fotos: reprodução /fonte:via

Encontram água em lua de Júpiter, aumentando a chance de vida fora da Terra

Nossa eterna busca por vida fora da Terra ganhou uma nova, imensa e molhada possibilidade – ou, ao menos, um novo cenário possível. Trata-se de Europa, um dos principais satélites de Júpiter, onde cientistas acreditam existir, por debaixo da superfície de gelo, um imenso oceano com mais de 100 km de profundidade. E foi lá que, em 1997, a nave Galileu detectou flutuações e variações violentas no campo magnético. Era como se algo tivesse atingido a Galileu e, passados mais de 20 anos, os cientistas enfim concluíram do que se tratava – e essa descoberta sinaliza ainda mais para a possibilidade de vida na Europa de Júpiter.

Segundo os experimentos do cientista planetário Xianzhe Jia, da Universidade de Michigan, nos EUA, a explicação para a “trombada” na nave seria uma erupção de vapor e água quente de proporções inacreditáveis – com cerca de 190 km de altura. Tratam-se de gêiseres presentes na Europa, como nascentes termais que entram em erupção periodicamente, como tantas que existem na Terra. O oceano do satélite de Júpiter é considerado um dos locais mais promissores para se encontrar vida, ainda que microscópica, fora do nosso planeta azul.

Duas ilustrações de como funcionam as erupções em Europa

O Satélite Hubble já havia fotografado um desses gêiseres, conhecidos como “plumas”, em 2016 – e através delas torna-se possível coletar amostras da água do satélite. No fundo desse oceano, de onde as plumas se originam, a temperatura seria suportável graças a atividade vulcânica, e assim a vida poderia ser possível. É por isso que a missão não-tripulada Clipper decolará em 2022 para concentrar seus esforços na coleta de tais amostras. Se a coleta der certo, será possível confirmar se as condições para vida em Europa realmente existem – e aí, quem sabe, não vai se aproximando o dia em que faremos contato.

O universo é uma obra de arte: Parece pintura do Van Gogh, mas é a superfície de Júpiter

Na letra fria e objetiva da ciência, Júpiter é um planeta gasoso, não composto primariamente por matéria sólida, mas sim principalmente de hidrogênio, formando o maior planeta do sistema solar – duas vezes e meia maior do que a massa de todos os outros planetas somados. Quando visto de perto, porém – como fez e fotografou a sonda Juno, enviada pela NASA – Júpiter se revela na verdade como uma obra de arte.

 

O quinto planeta mais próximo do sol possui uma imensa atmosfera, a maior do sistema solar, com mais de 5 mil km de altitude, que permanece permanentemente coberta por nuvens de cristais de amônia em ventanias e tempestades intensas. Esses movimentos das faixas atmosféricas do planeta formam os incríveis desenhos abstratos na face de Júpiter, criando assim imagens e cores espetaculares feito fossem telas impressionista – como se Van Gogh ou Monet tivessem pessoalmente desenhado a face do planeta com seus pinceis.

 

Uma dessas tempestades oferece a característica gráfica mais marcante do planeta: a “grande mancha vermelha”, uma tempestade anticiclônica permanente, maior em quase três vezes que o planeta Terra.

A sonda Juno foi enviada ao espaço em 2011, e no início desse ano as imagens de Júpiter foram liberadas pela NASA. Diversos importantes estudos sobre a formação e composição do planeta e do próprio sistema solar serão fundados e aprofundados a partir das informações recolhidas pela Juno – mas o mais impactante aos nossos olhos e corações é mesmo perceber como a natureza, mesmo a mais de 500 milhões de km da Terra, segue sendo a mais impressionante das artistas.

 

© fotos: NASA/fonte:via

Rastros de dinossauros são encontrados em estacionamento da NASA

O primeiro centro espacial da NASA, localizado em Greenbelt, Maryland, parece destinado a grandes descobertas da ciência: inaugurado em 1959, o local uniu a era espacial à era dos dinossauros.

Isso porque, em 2012, um caçador de fósseis chamado Ray Stanford estava saindo do estacionamento do centro espacial quando percebeu um traço da presença de nodossauro em uma rocha.


Retirada da rocha de terreno da NASA

Anos de escavações e pesquisas depois, Ray e outros cientistas divulgaram um estudo para relatar o que descobriram: a rocha, cuja área tem cerca de 2 metros quadrados, guarda 70 vestígios de oito espécies diferentes de animais, entre dinossauros e mamíferos.

Trata-se de uma das primeiras evidências capazes de indicar que as duas classes de animais conviveram no passado, já que a datação dos sinais, de 100 milhões de anos atrás, mostra que eles foram feitos em períodos próximos.

Martin Lockley, paleontólogo da Universidade do Colorado, explicou que a equipe acredita que o local tenha sido um pântano, por isso tantas marcas foram preservadas.

Além de indicar a presença de dinossauros como um nodossauro adulto (um herbívoro quadrúpede) acompanhado por um filhote e espécies parecidas com o velociraptor, o T-rex e um pterossauro (um réptil voador que não é exatamente um dinossauro), as marcas também indicam a presença de mamíferos, do tamanho de cachorros ou de esquilos, andando juntos, provavelmente em busca de alimento.

 

Fotos via NASA

Foto de capa via Wikimedia Commons/fonte:[via]

O adeus da nave espacial responsável pelas melhores fotos de Saturno de todos os tempos

Em 1997, a NASA lançou à órbita a nave espacial Cassini–Huygens, uma sonda que tinha como grande objetivo captar imagens e informações sobre Saturno e suas luas. Quase 20 anos depois, a sonda está prestes a terminar sua missão, durante a qual registrou fotografias espetaculares do sistema solar.

 

A Cassini só chegou a Saturno em 2004, sete anos depois de deixar a Terra. Foi capaz de coletar informações que ajudaram cientistas a entender melhor a atmosfera do planeta, além da composição de algumas de suas luas. Sem a sonda, não seria possível saber, por exemplo, que a lua Titã é a única conhecida com atmosfera, além de ter mares e lagos formados por etano e metano. Tirando nosso planeta, é o único lugar do sistema solar onde sabemos que existem superfícies líquidas.

Mas, desde abril de 2017, a Nasa vem trabalhando na missão Grand Finale, em que a Cassini vai se chocar com a superfície saturniana e encerrar suas atividades. O impacto está previsto para acontecer no dia 15 de setembro, por volta das 9 horas da manhã no horário de Brasília.

O motivo para que a sonda deixe de ser utilizada é que ela ficou totalmente obsoleta. Criada em 1993, a Cassini usando tecnologia dos anos 80. Seu disco rígido interno tem apenas 2 gigabytes de capacidade, e as câmeras têm cerca de 10% do número de pixels das de um smartphone dos mais modernos.

Mesmo assim, os dados coletados por ela são tão vastos que os cientistas da NASA acreditam que terão material para fazer novas descobertas por décadas, tanto sobre Saturno quanto sobre sua magnetosfera, seus anéis e suas luas por décadas. Além disso, suas fotografias certamente seguirão capazes de nos causar grande impacto.

 

 

 

 

No site da NASA tem mais imagens feitas pela Cassini! Corre lá para conferir que vale a pena.

 

Fotos: NASA/fonte:via