10 imagens incríveis clicadas por viajantes em concurso da National Geographic

Uma das mais importantes revistas de ciência e cultura do mundo (e também uma instituição de pesquisa), a National Geographic também contempla com importância essencial a fotografia como parte de seu universo. Assim, anualmente diversos concursos fotográfico são realizados pela National Geographic, reunindo alguns dos mais importantes e interessantes trabalhos da área em diversos temas e categorias – e as fotos concorrentes da versão 2018 do Concurso de Fotos de Viagem são espetaculares.

De crocodilos na Costa Rica a cavalos selvagens na Islândia – passando por jovens jogando altinha na praia de Ipanema até estádios cobertos de nuvem no Qatar – o concurso reúne as mais incríveis imagens de fotógrafos viajantes em três categorias: Natureza, Cidade, Pessoas e ainda Voto Popular – a ser selecionada no site da National Geographic.

Os primeiros colocados em cada categoria receberão mais de 3 mil libras (cerca de 15 mil reais), enquanto a foto selecionada como grande campeã do concurso receberá cerca de 7,500 libras – mais de 37 mil reais.

© fotos: National Geographic/Créditos/fonte:via

‘Por décadas nossas coberturas foram racistas’: a mea culpa histórica da National Geographic

Em sua edição do mês de abril, a revista National Geographic reconheceu que durante décadas propagou pensamentos racistas e discriminatórios em suas reportagens.

Exclusivamente dedicada para a discussão das questões raciais, cada vez mais urgente nos quatro cantos do mundo, a publicação analisou o comportamento do grupo editorial desde sua fundação, em 1888.

Tomando boa parte do novo exemplar o debate se inicia logo na capa, apresentando duas gêmeas birraciais, uma com características negras e a outra com traços mais próximos de pessoas brancas, sob o título Black and White (Preto e Branco).

Intitulado For Decades Our Coverage Was Racist (Por Décadas Nossa Cobertura Foi Racista), o editorial foi assinado pela editora-chefe da National Geographic, Susan Goldberg, que com o auxílio do acadêmico da Universidade da Virgínia John Edwin Mason, especializado em história da fotografia africana, pinçou exemplos de um olhar etnocêntrico branco e repleto de clichês.

“Até os anos 1970 basicamente ignoramos pessoas de cor que viviam nos Estados Unidos, raramente identificando-as como algo além de trabalhadores ou empregados domésticos,” diz Susan.

Durante o levantamento Mason encontrou inúmeros exemplos com características de menosprezo racial, como o hábito de retratar homens brancos portando novidades tecnológicas diante de curiosos nativos de outros países.

Em um período como o da segregação racial nos Estados Unidos, a prática reforçava entre os leitores uma clara sensação de superioridade dos brancos diante de negros e indígenas, por exemplo.

Os aborígenes australianos também foram vítimas de conceitos racistas, tendo sido definidos em uma matéria de 1916 como pessoas com “o menor grau de inteligência de todos os seres humanos.”

“Raça não é uma construção biológica, como explica nesta edição Elizabeth Kolbert, mas sim uma construção social que pode ter efeitos devastadores.  Muitos dos horrores dos séculos que passaram estão associados com a ideia de que uma raça é inferior a outra,” escreve a editora-chefe da National Geographic.

Para o professor John Edwin Mason, a National Geographic durante décadas não mostrou nenhum interesse em abrir espaço para uma visão mais rica e que respeitasse a diversidade racial, ao contrário por exemplo da concorrente Life.

Mason completa afirmando que a Nat Geo reforçou mensagens com clichês discriminatórios em um país que “tinha sua ideia de mundo formada a partir de filmes do Tarzan.”

A mudança de postura ganhou ainda mais fôlego com a chegada do século 21 e a intensificação das exigências da comunidade negra de ser protagonista de sua própria história. O fato é ilustrado por uma matéria feita em 2015 sobre o Haiti. Na oportunidade, jovens haitianos receberam câmeras para que pudessem documentar sua realidade.

 

Fotos: Reprodução/National Geographic/fonte:[via]

As melhores fotos da National Geographic de 2017

Estas 44 imagens são prova de que 2017 foi um bom ano para a fotografia documental.

 

“A melhor coisa de ser uma garota é que agora não tenho que fingir ser um menino”. Avery Jackson, Kansas City, Missouri. Esta foto foi originalmente publicada em “Eu tenho 9 anos – Crianças de todo o mundo contam de que modo o gênero afeta suas vidas”em janeiro de 2017.
Um turista em um barco na Laguna San Ignacio tenta tocar em uma baleia-cinzenta, das muitas que vão à baía para se acasalar e criar os filhotes. Outrora temidas pelos pescadores, as baleias 78 amistosas agora são uma parte vital da economia. Esta foto foi originalmente publicada em “Gestores do mar” em setembro de 2017.
À medida que a escuridão cai sobre Guassa, os geladas descem por um desfiladeiro em direção ao penhasco onde dormem. Eles passarão a noite empoleirados em rochas estreitas para evitar ataques de leopardos, hienas e cães selvagens. Esta foto foi originalmente publicada em“Os macacos veganos da Etiópia”em maio de 2017.
Colin Murdoch, que administra a população de cervos na floresta de Reraig, perto de Loch Carron, alimenta os cervos para estimular o crescimento das galhadas. Além de oferecer observação de cervos, a propriedade realiza excursões na região selvagem. Esta foto foi originalmente publicada em “O que será da paisagem escocesa?” em julho de 2017.
A água não é obstáculo ao maior mamífero terrestre do Brasil, a anta. Ela atravessa rios ao andar normalmente pelo leito, alguns metros abaixo da superfície. Para fazer esta fotografia, fiquei várias semanas de campana no Rio Olho d’Água. Perdi oportunidades ao me distrair com os peixes. A passagem da anta dura segundos. Esta foto foi originalmente publicada em “Os jardins submersos” em abril de 2017.
O controle dos Zetas no estado mexicano de Coahuila enfraqueceu e a vida noturna voltou para Allende. Centenas de pessoas se reuniram no outono passado para o cabalgata, um desfile festivo de vaqueiros que dura dois ou três dias, pára em várias fazendas na área e termina com um rodeio noturno. Esta foto foi originalmente publicada em “A morte veio visitar” em agosto de 2017.
Os primos Ronald e Ana Raisa caminham sobre uma duna na Ilha dos Lençóis. Com 30 metros de altura, ela é chamada de “Muro”, e é o único ponto em que celulares “às vezes funcionam”, diz ele. A ilha fica nas Reentrâncias Maranhenses, uma imensa rede de baías e enseadas perto da divisa com o Pará, na transição entre os litorais nordestino e amazônico. Esta foto foi originalmente publicada em “Os herdeiros do rei perdido” em junho de 2017.
Em Seul, os e-stadiums e os salões de jogos cobram cerca de um dólar por hora, e alguns locais ficam abertos 24 horas por dia. Logo depois que a Coréia do Sul estabeleceu internet de alta velocidade e amplamente disponível, ficou claro que algumas pessoas estavam arruinando suas vidas através do hábito obsessivo de jogar. O governo agora paga o tratamento. Esta foto foi originalmente publicada em “O cérebro viciado” em setembro de 2017.
Em 2011, o cartel dos Zetas, buscando vingança contra membros que consideravam informantes, atravessaram Allende e cidades vizinhas, matando dezenas, talvez centenas de pessoas. Para esta comunidade, o feriado do Dia dos Mortos, quando os mexicanos honram os seus antepassados, assumiu uma pungência maior. Esta foto foi originalmente publicada em “A morte veio visitar” em agosto de 2017.
Na capital Manila, nas Filipinas, peritos resgatam um corpo e reúnem provas de uma execução relacionada a drogas. A vítima, Angelito Luciano, de 41 anos, era um voluntário da comunidade que ajudava a polícia em ações antidrogas. Esta foto foi originalmente publicada em “Estado de luto” em junho de 2017.
No norte da Índia, a árvore nim, ou árvore-generosa, é conhecida como curativa para todos os males e também como uma manifestação da deusa hindu Shitala, uma figura materna. Para os moradores do bairro que adoram a árvore no Templo de Nanghan Bir Baba, em Varanasi, ela é isso e muito mais. A árvore é adornada com tecidos e uma máscara da deusa para reforçar a ligação entre ela e os seus adoradores. Esta foto foi originalmente publicada em “A sabedoria das árvores” em março de 2017.
Pinguins-imperadores rumam para o mar aberto em busca de alimento. As manchas acima deles são microalgas que aderem ao gelo marinho e, na primavera, fazem fotossíntese. O acampamento do fotógrafo ficava numa destas placas de gelo. Esta foto foi originalmente publicada em “Debaixo do frio azul” em julho de 2017.
Em 2 de janeiro de 2017, o brasileiro Yan Boechat (no meio, entre os espanhóis Ángel Manuel Sastre e Pablo Cobos) trabalhava em Ganus, a 40 quilômetros de Mosul. O atirador curdo disparava contra posições do Isis logo adiante.
Os geladas se amontoam para ficar aquecidos (acima). Extrair calorias de gramíneas, ervas e sementes é um trabalho duro para esses primatas. Esta foto foi originalmente publicada em “Os macacos veganos da etiópia” em abril de 2017.
Duas iguanas-marinhas parecem imperturbáveis pela presença de um dos seus irmãos mumificados, provavelmente morto de fome, na Isla Fernandina, Equador. Endêmicos das Galápagos, esses lagartos com o tamanho de um guaxinim procuram algas ao longo da costa; os machos maiores mergulham no oceano. As algas que comem morrem em água morna, tornando os “diabretes da escuridão” de Darwin suscetíveis às mudanças climáticas. Esta foto foi originalmente publicada em “Equilíbrio em jogo” em junho de 2017.
Mauli Dhan sobe 30 metros por uma escada de corda de bambu até uma colmeia carregada do mel neurotóxico. A fumaça da grama queimada desorienta as abelhas e reduz o número de picadas. Mas um gesto em falso antes de ele segurar a corda de apoio ao seu lado pode ser fatal. Esta foto foi originalmente publicada em “O último caçador de mel” em julho de 2017.
O aprendizado da mentira é algo natural no desenvolvimento da criança. O psicólogo Kang Lee investigou como elas mentem com mais sofisticação à medida que crescem. Aqui, o seu assistente Darshan Panesar e Amelia Tong, de 9 anos, testam um equipamento de espectroscopia funcional quase infravermelha (fNIR, na sigla em inglês), usado por Lee nas pesquisas. Esta foto foi originalmente publicada em “Por que mentir?” em junho de 2017.
Alto como uma girafa e com a envergadura de um caça F-16, o Quetzalcoatlus northropi foi um dos maiores animais voadores do planeta. Este modelo, em tamanho real, sendo pintado em um ateliê em Minnesota, vai ser levado a um centro cultural no Kuwait. Esta foto foi originalmente publicada em “Íncriveis animais alados” em novembro de 2017.
Quadro de Che Guevara adorna restaurante em Vallegrande. Foto originalmente publicada em “Os caminhos de Che Guevara na Bolívia, 50 anos depois” em dezembro de 2017.
Tania López, sete anos, brinca com o gato em uma sala cujas paredes foram enegrecidas por um antigo fogo aberto. O novo fogão, fornecido pela StoveTeam International, é eficiente e seguro para uso. Esta foto foi originalmente publicada em “A cozinha que mata” em setembro de 2017.
Soltar beija-flores em túneis de vento permite aos pesquisadores investigar a mecânica do vôo em velocidades aéreas de até 35 milhas por hora. Este beija-flor preto na Universidade da Califórnia, Riverside é parte de um experimento testando se o acasalamento aéreo é uma boa representação das habilidades físicas de um pássaro. Em outras palavras: Os pássaros machos que realizam os mergulhos mais acrobáticos para impressionar as fêmeas também possuem a capacidade de voar mais rápido? Para esta fotografia, uma névoa de vapor de água foi adicionada para tornar visível o movimento do vento. (Fontes: Sean Wilcox e Christopher Clark) Esta foto foi originalmente publicada em “Beleza fugaz” em agosto de 2017.
Hipopótamos, abundantes no delta e nos rios que o alimenta, pastam a noite em terra e descansam de dia na água. Os machos lutam por território, as mulheres protegem seus jovens – e seus dentes caninos longos e auto-afiados podem ser letais para intrusos. Esta foto foi originalmente publicada em “Missão: salvar o Delta do Okavango” em novembro de 2017.
Alguns felídeos de pequeno porte são predadores eficazes. O caracal, visto na Ásia e na África, tem meio metro de altura, mas já foi filmado saltando sobre cercas de 3 metros para atacar ovelhas. Esta foto foi originalmente publicada em “Gatos das sombras” em fevereiro de 2017.
Um filhote de onça de 10 meses volta à segurança de uma árvore na região do Pantanal Mato-grossense, a maior área de terras úmidas tropicais do e um dos últimos refúgios das onças pintadas. Desde cedo, as mães instigam os filhotes a galgar as árvores, para que consigam escapar de predadores. Esta foto foi originalmente publicada em “O espírito do jaguar” em dezembro de 2017.
Na fonte sagrada Zamzam, no Iraque, Turkia Hussein (no centro), acompanhada de seus dois filhos, torna-se yazidi novamente. Esta foto foi originalmente publicada em “Ex-escravas sexuais do Isis, mulheres yazidis recuperam a fé e a dignidade” em agosto de 2017.
É hora da refeição para órfãos famintos no Reteti Elephant Sanctuary no norte do Quênia. Estabelecido no ano passado, o refúgio é composto por Samburus locais, cujo objetivo é retornar suas novas responsabilidades para a natureza. Esta foto foi originalmente publicada em “Creche de elefantes” em agosto de 2017.
Uma refugiada do acampamento de Kutupalong: a maioria dos rohingyas que moram nessa área fugiu de uma campanha de terror em Mianmar, deflagrada pelos militares locais entre 2016 e 2017. Esta foto foi originalmente publicada em “Sem casa, sem esperança” em outubro de 2017.
Em um abrigo em Vrindavan, na Índia, “a cidade das viúvas”, Lalita, sentada, tem a cabeça raspada e usa a veste branca que a sua cultura outrora considerava obrigatória para a viuvez. Já a gerente do abrigo, Ranjana, uma viúva bem mais jovem, sofre menos restrições. Esta foto foi originalmente publicada em “Vida após o luto” em fevereiro de 2017.
Aarti, nove anos, está vulnerável à violência sexual, enquanto vende flores sozinha em uma rua arruinada de Deli. Apesar do risco, milhões de crianças em todo o mundo trabalham para ajudar a sustentar suas famílias em vez de freqüentar a escola. Esta foto foi originalmente publicada em “A perigosa vida das meninas” em janeiro de 2017.
Drew Moore, de 11 anos, faz pose com a coleção de armas de ar comprimido no seu quarto. Em sua cidade no estado americano do Arkansas, caça e condição masculina são indissociáveis: “Não é que não gostamos” de homens que não caçam, diz sua madrasta, Callie, “mas, com certeza, gostamos dos que caçam”. Esta foto foi originalmente publicada em “Para ser homem” em janeiro de 2017
Classificado como mulher no nascimento, Hunter Keith, 17 anos, sente-se um menino desde a quinta série. Na sétima série, ele contou a seus amigos; na oitava série, contou aos pais. Duas semanas antes desta foto, seus seios foram removidos: agora pode andar de skate sem camisa em seu bairro de Michigan. Esta foto foi originalmente publicada em “O novo gênero” em janeiro de 2017.
Do lado de fora de uma chicheria em Lamay, Peru, no Vale Sagrado do Império Inca, Lucio Chávez Díaz bebe um copo de chicha frutillada, uma cerveja de milho com sabor de morango. As cervejas puras, vinhos e destilados de hoje são uma exceção histórica – as bebidas alcoólicas há muito tempo recebem todo tipo de ingredientes, desde pinhas de pinheiros até resinas de árvores e mel. Esta foto foi originalmente publicada em “Um caso de amor de 9 mil anos” em fevereiro de 2017.
Mark Landis, que afirma ser um fracasso como artista comercial, passou quase três décadas imitando obras de pintores famosos, como este quadro, que segue o estilo do artista americano William Matthew Prior. Fingindo ser um filantropo ou um jesuíta, ele doava os quadros a museus de arte e apreciava o modo respeitoso como era tratado. Esta foto foi originalmente publicada em “Por que mentir?” em junho de 2017.
Em um templo hindu perto de sua casa em Delhi, na Índia, três gerações de uma família com albinismo posam para um raro retrato em família. Quando duas pessoas com albinismo – uma característica genética recessiva – têm filhos, as crianças terão albinismo. Esta foto foi originalmente publicada em “O mundo em branco” em junho de 2017.
O Trem da Paz da zona desmilitarizada leva soldados e turistas sul-coreanos de Seul para terminais de trens mais próximos. Cada cabine tem um tema diferente – paz, amor e harmonia, projetados para inspirar sentimentos de esperança e reconciliação. Esta foto foi originalmente publicada em “A fronteira entre as Coreias está cheia de armas, soldados e turistas” em novembro de 2017.
Depois que instituições de caridade gastaram US$ 28 mil para instalar uma linha de esgoto em Safeda Basti, 62 casas construíram e conectaram banheiros privados, alguns deles nos telhados (no inferior esquerdo). Sem outros encanamentos, no entanto, a maioria dos residentes ainda deve transportar água para descarga e para lavar as mãos de torneiras na rua. Esta foto foi originalmente publicada em “No lugar errado” em setembro de 2017.
Com as mãos nuas e preparados para luta, meninos da tribo Venda em Tshifudi, África do Sul, participam da tradição do boxe conhecida como musangwe. Para meninos com menos de nove anos, é um gasto de energia masculina e um controle da agressão. Os adultos supervisionam as lutas para conter a violência. Esta foto foi originalmente publicada em “Para ser homem” em janeiro de 2017.
Peregrinos ortodoxos etíopes celebram a Páscoa no topo da Igreja do Santo Sepulcro. Em uma longa disputa com coptas egípcios, os monges etíopes ocuparam um mosteiro no telhado por mais de 200 anos, para pressionar a reivindicação de uma parte da igreja. Esta foto foi originalmente publicada em “Em busca do Jesus real” em dezembro de 2017.
Uma foca-de-weddell acompanha o filhote. Ao chegar à idade adulta, o pequeno terá as mesmas medidas da mãe – cerca de 3 metros e meia tonelada. Estas focas mantêm-se perto da costa, retomando o fôlego graças aos buracos no gelo. Esta foto foi originalmente publicada em “Debaixo do frio azul” em julho de 2017.
Um tubarão-branco desliza nas águas da Reserva da Biosfera Isla Guadalupe, a 200 quilômetros da costa. Mergulhadores são atraídos a este lugar, um dos dois pontos no planeta onde estes tubarões se reúnem em águas claras. O ecoturismo em Baja rende milhões de dólares para o México. Esta foto foi originalmente publicada em “Gestores do mar” em setembro de 2017.
O escritor Mark Synnott escala um penhasco nas montanhas Boysuntov do Uzbequistão. Dentro desta parede de pedra calcária encontra-se um local subterrâneo sinuoso. Até agora, oito missões exploraram a caverna Dark Star. Ninguém sabe até onde a caverna se estende. Esta foto foi originalmente publicada em “No ventre da Terra” em março de 2017.
A dependência das drogas sequestra os circuitos neurais no cérebro. Os cientistas vêm buscando tratamentos capazes de proporcionar uma saída do ciclo de desejo, recompensa e crise de abstinência, que aprisiona dezenas de milhões de pessoas. Janna Raine viciou-se em heroína há 20 anos depois de tomar analgésicos fortes por causa de um acidente no trabalho. Em 2016, ela vivia sob um viaduto na cidade americana de Seattle. Esta foto foi originalmente publicada em “O cérebro viciado” em setembro de 2017.
Muitas vezes, é preciso suportar chuvas torrenciais para coletar o néctar e evitar o estresse físico. Este beija-flor-de-anna sacode para longe a água, balançando a cabeça e o corpo, como fazem os cães. Cada sacudida dura 4 centésimos de segundo, sujeitando a cabeça da ave a uma força 34 vezes maior que a da gravidade. Ainda mais incrível é o fato de que os colibris fazem isso não só quando empoleirados mas também em pleno voo. Esta foto foi originalmente publicada em “Beleza fugaz” em julho de 2017.
Alguns rohingyas vivem fora dos refúgios próximos à cidade de Cox’s Bazar. Este homem mora em um acampamento na Baía de Bengala, perto de árvores plantadas por um hotel para turistas atraídos pela praia. Esta foto foi originalmente publicada em “Sem uma casa, sem esperança,” em outubro de 2017.

As melhores fotografias de natureza da ‘National Geographic’ em 2017

Poucos temas são tão fascinantes e oferecem tantas imagens espetaculares para o trabalho de um fotógrafo quanto a natureza. Há mais de 100 anos a revista National Geographic, entre reportagens e artigos sobre ciência, história, geografia, história e cultural, ilustra suas páginas com as mais espetaculares imagens de animais, paisagens e a natureza de modo geral. Natural, portanto, que anualmente a revista realize o Natural Geographic’s Nature Photographer of the Year Contest, um concurso de fotografias da natureza – e os vencedores de 2017 foram finalmente anunciados.

O prêmio é dividido em quatro categorias: vida selvagem, paisagens, aérea e debaixo d’água. O vencedor em cada categoria recebe um prêmio no valor de 2,5 mil dólares. A partir dessa seleção, um grande vencedor é escolhido dentro os quatro vencedores segmentados. A fotógrafo por trás da foto campeã ganha mais 7,5 mil dólares e ainda a imagem publicada na revista e no instagram da National Geographic.

A imagem selecionada como grande vencedora do concurso geral foi a foto intitulada “Cara a cara em um rio no Borneo”, de Jayaprakash Joghee Bojan, fotógrafo de Singapura. Nela, vemos um expressivo, temeroso e concentrado orangotango cruzando um rio. A foto foi tirada com o fotógrafo também imerso, em um momento de rara felicidade – e a história por trás da foto explica não só a beleza e força da imagem como a própria expressão do animal.


“Cara a cara em um rio no Borneo”, de Jayaprakash Joghee Bojan – 1º lugar (Vida Selvagem) – 1º lugar geral

“Enquanto procurava por orangotangos selvagens na Indonésia, vi essa incrível imagem de um imenso orangotango macho atravessando um rio, apesar do fato de haverem crocodilos na água. O cultivo de palmeiras acabou com seu habitat, e no limite, essas criaturas inteligentes aprendem a se adaptar – e essa é a prova, considerando que orangotangos odeiam água e nunca se aventuram em um rio”, afirmou o fotógrafo vencedor.

“Ás vezes você fica cego quando coisas assim acontecem”, ele disse. “Você está tão ligado que nem sabe o que está acontecendo. Não sente dor, não sente os mosquitos te picando, não sente frio, pois sua cabeça está completamente perdida no que está acontecendo à sua frente”.


“Amor de mãe”, de Alejandro Prieto – 2º lugar (Vida selvagem)


“Lutadores brancos”, de Bence Mate – 3º lugar (Vida selvagem)


“Manutenção macaca”, de Lance McMillan – Menção honrosa (Vida selvagem)


“Grande coruja cinza”, de Harry Collins – Escolha popular (Vida Selvagem)


“Anêmona florescente”, de Jim Obester – 1º lugar (Debaixo d’água)


“Na sua cara”, de Shane Gross – 2º lugar (Debaixo d’água)


“Peixe voador em movimento”, de Michael O’Neill – 3º lugar (Debaixo d’água)


“Predadores em uma bola de iscas”, de Jennifer O’Neil – Menção honrosa (Debaixo d’água)


“Deriva”, de Matthew Smith – Escolha popular (Debaixo d’água)


“Cachoeira de fogo”, de Karim Iliya – 1º lugar (Paisagem)


“Grande Canyon Dushanzi”, de Yuhan Liao – 2º lugar (Paisagem)


“Iluminado”, de Mike Olbinski – 3º lugar (Paisagem)


“Frio e nebuloso”, de Gheorghe Popa – Menção honrosa (Paisagem)


“Kalsoy”, de Wojciech Kruczynski – Escolha popular (Paisagem)


“Piscina de pedra”, de Todd Kennedy – 1º lugar (Aérea)


“Do alto”, de Takahiro Bessho – 2º lugar (Aérea)


“Pingo”, de Greg C. – 3º lugar (Aérea)


“Vida depois da vida”, de Agathe Bernard – Menção honrosa (Aérea)


“Canyon vagueado”, de David Swindler – Escolha popular (Aérea)

 

© fotos: National Geographic

Tente não se apaixonar pelas imagens do concurso de fotografia de viagem da National Geographic

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Todos os anos, a National Geographic dá aos fotógrafos a oportunidade de compartilhar seu talento e mostrarem a todos um pedaço do mundo em que vivemos. Eles são encorajados a apresentar seu trabalho nas seguintes categorias – natureza, cidades e pessoas. As primeiras inscrições na categoria natureza mostram imagens impressionantes que já estão sendo submetidas por fotógrafos ao redor do mundo.

Com uma pequena taxa de inscrição, os fotógrafos podem quantas imagens quiserem, contanto que tenham sido tiradas em no máximo dois anos. São três prêmios em dinheiro e um grande prêmio de 10 dias de viagem para o Arquipélago de Galápagos com a National Geographic Expedições.

As primeiras fotografias, selecionadas pelos editores da National Geographic, já demonstram muitas maravilhas pelo mundo e fornecerão muita inspiração para viajar.

Fotógrafos têm até 30 de junho de 2017 para participar.

Confira algumas das imagens inscritas no concurso 2017:

National-Geographic-Photographer-Year-Nature-Photography-Contest-7
Jigokudani Monkey Park, Nagano, Japão – Hidetoshi Ogata

02
New Hampshire – Manish Mamtani

03
Nao Akimoto

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Lago Yogo, Nagahama, Japão – Takahiro Bessho

05
Hiroki Inoue

06
Hiroki Inoue

07
Parque Nacional do Vale da Morte, Califórnia, Estados Unidos – Stas Bartnikas

08
Lago Randijaur, Jokkmokk, Suécia –  Adam Cunningham-White

09
Monte Fuji, Japão – Takashi   fonte via

zebraman:

don’t mock the zebra