A partir de agora o idioma Iorubá é patrimônio imaterial do Rio

O Rio de Janeiro deu um grande passo na afirmação da influência da cultura africana na constituição do Brasil. A partir de agora, o Iorubá foi oficializado como patrimônio imaterial.

O Projeto de Lei, aprovado pela Assembleia Legislativa (Alerj), reforça a importância da preservação da cultura africana como elemento fundamental para a luta contra discriminação racial.

No caso do Rio de Janeiro, isso se dá de forma ainda mais intensa. Segundo dados apresentados pelo IBGE, o estado é dono de uma das maiores concentrações de descendentes e praticantes de religiões negras, especialmente as com elementos das culturas Nagô e Iorubá.

Aliás, os terreiros de Candomblé atuam como verdadeiros guardiões destas expressões culturais. Dentro dos barracões, é muito comum as pessoas se comunicarem utilizando palavras da língua do continente africano. No Candomblé ketu e efon, licença vira àgò e comida se transforma de ajeun e por aí vai.

Daí o significado de manter viva a memória ancestral, especialmente se tratando de um país como o Brasil, fundado por meio da escravidão e que até os dias de hoje insiste em não se reconhecer como uma nação negra da diáspora africana. Ou seja, a eleição do Iorubá como patrimônio imaterial atua em consonância com as ações afirmativas, além de impedir o crescimento do preconceito religioso que persegue o Candomblé, por exemplo.

Historicamente, os iorubás habitavam o reino de Ketu (atual Benim) e o Império de Oyo, na África Ocidental. Até meados de 1815, eles foram trazidos ao Brasil como escravizados, durante o que ficou conhecido como Ciclo da Costa da Mina.

No Brasil, a cultura está presente em todo o território nacional, mas pode ser percebida com mais intensidade na Bahia, sobretudo na capital Salvador. Estima-se que existam 45 milhões de iorubás no mundo, sendo que 40 milhões deles vivem na Nigéria.

Fotos: foto 1: Reprodução/foto 2: João Ramos/Bahiatursa /fonte via

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‘(Re)conhecendo a Amazônia Negra’, projeto fotográfico exalta negritude de pulmão verde do planeta

A floresta amazônica é uma das reservas naturais mais importantes do mundo. Com aproximadamente 5,5 milhões de quilômetros, ocupa 45% do território brasileiro. Alvo de uma série de transformações pelo chamado progresso, a Amazônia já perdeu 15% de sua exuberância para o desmatamento, que ceifa suas árvores para pasmem, a plantação de soja e gado.

Além da diversidade de fauna e flora, a região ficou conhecida por ser uma das principais habitações da população indígena do Brasil. De acordo com um senso realizado pelo IBGE em 2010, cerca de 310 mil indígenas vivem no pulmão verde do planeta. Os índios amazonenses podem ser divididos em seis troncos linguísticos: Tupi, Aruaque, Tukano, Jê, Karib e Pano.

Entretanto, qual é a contribuição dos negros na construção desse espaço? Na verdade pouco se sabe. É nesse sentido que nasce o projeto (Re)conhecendo a Amazônia Negra: povos, costumes e influências negras na floresta, que a partir de um ensaio fotográfico realizado por Marcela Bonfim retrata a influência de mulheres e homens negros e seus costumes nesta relação com a natureza e fé na região.

Visite o site oficial do (Re)conhecendo a Amazônia Negra.

Fotos: Divulgação/Marcela Bonfim/Maria Fernanda Ribeiro/fonte:via