Com pouca luz solar, cidade norueguesa é iluminada por espelhos gigantes

A Noruega é um dos países mais desenvolvidos do mundo e conta com atrações curiosas, como um restaurante submerso, aulas de surf a temperaturas negativas e o hotel que gera mais energia do que consome. Outra inovação impressionante da nação nórdica é a cidade que usa espelhos para complementar a ação do Sol.

A pequena cidade de Rjukan fica no norte do país e conta com uma população de cerca de 3 mil pessoas. Desde sua fundação, no começo do século passado, os moradores passavam praticamente seis meses sem ver a luz do sol, graças a uma combinação entre a inclinação da Terra durante o inverno no hemisfério norte e a cadeia de montanhas que envolve Rjukan.

Fundada por um notável engenheiro, que Sam Eyde, que desenhou aquela que chegou a ser a maior hidrelétrica do mundo no início do século XX, a cidade levou praticamente cem anos para encontrar uma solução para a falta de iluminação natural: espelhos enormes colocados no topo da montanha.

Desde 2013, três grandes espelhos colocados 450 metros acima do nível da cidade refletem os raios solares para a região central de Rjukan. Eles contam com placas de captação de energia, que abastecem um sistema guiado por computadores que segue o movimento do Sol para aproveitar ao máximo sua luminosidade.

São 51 metros quadrados de superfície espelhada, que garantem uma iluminação em cerca de 600 metros quadrados da cidade. Por incrível que pareça, a ideia já havia passado pela mente de Sam Eyde cem anos atrás, mas levou quase um século para que a tecnologia se desenvolvesse o suficiente para permitir a implementação da ideia, que tem garantido banhos de sol para os agora mais felizes moradores de Rjukan

Fotos via Visit Norway

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Esta casa na árvore na Noruega parece saída de um sonho

Quando pensamos em uma casa na árvore, imaginamos de modo geral algo próximo de uma tenda, ou uma casinha feita de tábuas como nos filmes, sem nada por dentro, para que as crianças possam brincar. Pois essa casa em uma árvore na Noruega, oferecida para ser alugada no site Glamping Hub, atualiza toda e qualquer definição de casa na árvore: ao mesmo tempo minimalista e elegante, com uma espetacular vista para os fiordes noruegueses, trata-se de uma pedida perfeita para se isolar do mundo e se deliciar com a natureza.

Como toda casa na árvore, o espaço é pequeno porém muito bem aproveitado – com uma cama e um colchão, uma rede, banheiro e cozinha compactos, e um espaço com duas confortáveis poltronas e uma mesinha, para admirar a vista. Trata-se do mais próximo que uma casa na árvore, sem perder sua essência, pode chegar de ser um lugar de luxo. O local fica próximo da cidade de Sandane, centro administrativo do município de Gloppen.

O preço, é claro, não é brincadeira de criança, com a diária custando cerca de 250 dólares (algo em torno de R$ 1.000,00). O local oferece diversas atividades ao ar livre, como trilhas, passeios de bike, canoagem, observação de pássaros e muito mais. Se seu plano é fugir de verdade das grandes cidades para o mais longe possível e se deliciar com a natureza (e se seu bolso permitir) nada pode ser mais perfeito do que uma incrível casa na árvore na Noruega.

© fotos: reprodução/fonte:via

Hotel inspirado em nave alienígena cria clima de outro mundo para ver a aurora boreal

Imagine um hotel em formato de óvni, com quartos em estilo espacial, com vista para uma geleira, tudo isso com estrutura sustentável? Este é o projeto do Hotel Svart, aos pés da Svartisen, a segunda maior geleira da Noruega. Um grupo de arquitetos da empresa Snøhetta foi incumbido da função deste espaço de tirar o fôlego e que usa 85% menos energia do que um hotel normal.

Design e sustentabilidade estão no projeto deste hotel inovador

Com previsão de lançamento para 2021, o edifício ecológico será equipado com energia geotérmica, que converte o calor existente no interior da Terra em produção de energia limpa. Assim, a água correrá naturalmente aquecida por todo hotel.

O projeto para estrutura será basicamente de madeira, reforçada com aço e concreto, com design em forma oval e equipada com painéis de energia solar. As paredes foram estrategicamente projetadas para isolar o calor no inverno e permitir boa ventilação no verão. Já a ideia para o mobiliário está toda baseada em materiais reciclados ou naturais.

A ideia é que a estrutura interfira o mínimo possível do ambiente

De acordo com o Daily News, a energia é o segunda maior gasto em hotéis. Isso acontece principalmente pela regulação da temperatura, que inclui aquecimento dos ambientes e da água, além do ar condicionado.

Comentando a nova ideia de design, o co-fundador da Snøhetta, Kjetil Trædal Thorsen, disse ao jornal inglês que “construir em um ambiente tão precioso vem com algumas obrigações claras em termos de preservar a beleza natural, a fauna e flora do lugar”. “Era importante para nós projetar um edifício sustentável que deixasse uma pegada ambiental mínima nesta bela natureza do norte”, comentou.

O local é perfeito ainda para pedalar e fazer atividades ao ar livre

Além de ser ecológico, outra vantagem do lugar é exatamente a localização. Situado logo acima do Círculo Ártico, em um ponto remoto das geleiras da Noruega, o Svart proporciona a oportunidade perfeita para ver a aurora boreal.

Um show desses!

 

Imagens: Snøhetta/Plompmozes/fonte:via

A pequena vila norueguesa localizada na cidade mais ao norte do mundo

Hammerfest, na Noruega, é considerada a cidade mais ao norte do mundo. Com pouco mais de 10 mil habitantes, situa-se na ilha de Kvalo, a 480 km a norte do Círculo Polar Ártico.

E a fotojornalista norte-americana Greta Rybus foi até lá para retratar suas pequenas vilas através de imagens incríveis. “É um local que quase ninguém conhece. Até mesmo os noruegueses raramente o visitam”, contou.

Greta clicou uma de suas comunidades em particular, Akkarfjord, que conta com apenas 80 habitantes. Apesar da baixíssima densidade demográfica, o local possui uma escola local, correios e supermercados, além de um pub, aberto apenas em ocasiões especiais e aniversários.

A principal atividade local é a pesca e, por estar bem ao norte, a vila conta com um inverno bastante rigoroso, com nevascas e ventanias intensas. “Fui levada pelo vento algumas vezes, como um personagem de desenho animado, com os pés voando acima da minha cabeça”, disse a fotógrafa.

A julgar pelas imagens feitas por Greta, o lugar é impressionante. Mesmo tão distante, a vontade é de fazer as malas e ir correndo (ou voando) para lá! Confira:

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Todas as fotos © Greta Rybus/fonte:via