‘I’m The Light’: Brasileiro faz exposição em NY com fotos em que humanos são pura luz

Gabriel Wickbold, fotógrafo brasileiro – baseado em São Paulo, possui um estilo único e bastante expressivo. Suas séries, que misturam fotografia com efeitos digitais, já estamparam revistas de moda e exposições pelo mundo inteiro, como seu mais novo trabalho, intitulado de ‘I’m the light’, que a partir da semana que vem estará nas paredes da galeria Isay Weinfeld – em Nova York.

Um trabalho que busca representar a essência da humanidade, um misto entre bem e mal, luz e sombra, traduzido em cores fortes e expressões marcantes. Uma arte que nos faz pensar em nossa própria natureza e importância frente à imensidão do universo.

É sempre bom ver um brasileiro conquistando cada vez mais espaço no fechado mundo das artes, mostrando um pouco do Brasil criativo e colorido, para o resto do mundo ver. Depois de passear por Nova York, uma das cidades mais importantes na cena artística mundial, em novembro, a série estará disponível também em São Paulo e é um programa imperdível!

Fotos: Gabriel Wickbold /fonte:via

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Mulheres sem teto de NY se tornam professoras de escola de inglês liderada por brasileiros

Quando pensamos em pessoas desabrigadas, solitárias e sem teto, lembramos logo da dura realidade do Brasil. Mas mesmo em uma cidade como Nova York, muitas pessoas passam por esses problemas. A metrópole americana tem milhares de mulheres vivendo nas ruas e 75% delas são profissionais qualificadas passando por diversos problemas. Algumas vítimas de violência, outras abandonadas por suas famílias, viviam à margem da sociedade.

Quem poderia esperar que uma solução viria de terras brasileiras? O paulista Tiago Noel de Souza, de 31 anos, e o potiguar Felipe Marinho, 40, decidiram unir duas ideias e beneficiar muita gente. A Soulphia é uma escola de inglês bem diferente: todas as professoras são moradoras de rua da cidade de Nova York.

Moradoras de rua ganham oportunidade de ensinar inglês para estrangeiros

A cidade mais cosmopolita dos Estados Unidos somava quase 62 mil sem-teto no sistema de abrigos municipal em maio deste ano, as a estimativa é que pelo menos 4 mil pessoas durmam todas as noites nas ruas nova-iorquinas.

Essa realidade chocou o empresário paulista em novembro de 2016, Quando se mudou para Nova York com a esposa, no final de 2016, Tiago ficou chocado com esses números e, mesmo trabalhando em uma empresa do setor de saúde, começou a amadurecer a ideia de montar um negócio que ajudasse essas mulheres. Surgiu assim o projeto Soulphia, uma plataforma online que promove aulas inglês com professoras nativas, que tem muito mais que o inglês para ensinar.

A turma de professoras com um aluno e o fundador do projeto, Felipe (direita)

A escola é apoiada pela Universidade de Columbia e por abrigos municipais que oferecem treinamento para as futuras tutoras. As aulas são oferecidas para estudantes do mundo todo através do site “soulphia.com”. Lá, os interessados se registram, agendam e pagam pelas aulas. O dinheiro é repassado diretamente para as professoras.

Tudo começou com um projeto piloto, rodando em fase de teste de outubro a dezembro de 2017. Usando computadores de um abrigo no bairro do Bronx, em Nova York, seis mulheres ministraram mais de 500 aulas para cerca de 40 alunos. Todos foram recrutados via Facebook e pagaram cerca de U$ 15 por aula. Hoje, 25 mulheres já foram treinadas e mais de 1500 aulas foram ministradas para mais de 300 alunos de 6 países.

Confira o vídeo que apresenta a iniciativa:

https://player.vimeo.com/video/267124894?app_id=122963

 /fonte:via

Construíram uma mini Nova York com 2 milhões de peças de Lego

Se você, quando criança, enchia-se de orgulho quando conseguia construir algo incrível com suas peças de Lego, prepare-se, pois, na Legoland, na Califórnia, o nível é outro – e inalcançável. Basta dar uma olhada na Miniland USA, uma atração do parque da Lego onde versões em miniaturas de cidades americanas são construídas à perfeição, utilizando, é claro, somente as mais amadas peças de encaixar do mundo.

Somente na Miniland mais de 10 milhões de Legos foram utilizados para construir réplicas, por exemplo, da cidade de Nova York. Segundo o funcionário do parque conta no vídeo abaixo, existem na atração 8 mil “moradores” das cidades – bonequinhos de Lego que habitam as maquetes. As cidades são construídas com impressionante riqueza de detalhes, em uma escala 1:20.

Acima, a estátua da liberdade; abaixo, a Times Square

Réplicas em Lego do atual World Trade Center

Além de Nova York (feita com 2 milhões de peças), foram construídas réplicas de São Francisco, Nova Orleans, Las Vegas, Sul da Califórnia, Nova Inglaterra e Washington.

Acima, Las Vegas; abaixo, Washington

O parque funciona desde 1999, e algumas das construções estão montadas desde sua abertura, há quase 20 anos. Diversas referências em pequenas “cenas” montadas nas cidades – com direito a carros realmente andando pelas ruas – trazem as réplicas à vida.

Acima, cenas curiosas com os “habitantes” da Legoland; abaixo, São Francisco e Nova Orleans

Se, na infância, uma parte importante do prazer de montar uma construção em Lego era justamente desmontá-la e começar de novo, no caso da Miniland USA e de toda a Legoland, a coisa muda de figura: construir uma cidade inteira é, afinal, uma tarefa de adulto – feita para o deleite das milhares de crianças que visitam anualmente o parque, na Califórnia.

© fotos: reprodução/fonte:via

Modelo dá show de beleza e aceitação com suas sardas na Semana de Moda de NY

Assim como outros eventos do calendário, a Semana de Moda de Nova York chamou a atenção por uma prática que está tomando conta das passarelas mundo afora, a aceitação da diversidade. Talvez seja preciso remar um pouco mais para que este meio abra espaço para todas as formas de ser, contudo é fato que o universo fashion já não é apenas um local de criação de padrões de belezas.

Afinal existe algo mais bonito do que a diferença? Esta beleza se confirmou com o desfile da supermodelo Maeva Giani Marshall, que foi um dos destaques mais comentados do desfile. Portadora da hiperpigmentação, uma condição rara na pele provocada por problemas renais, a top possui sardas na região dos olhos e do nariz.

Diferente do que naturalmente aconteceria em outros tempos, isto não foi um impeditivo para que ela desfilasse a coleção outono/inverno da Zadig & Voltaire. Ao contrário, Maeva foi recebida com carinho pelos presentes ao desfile e nas redes sociais, onde já acumula mais de 21 mil seguidores.

Outro exemplo pertinente é o de Chantelle Brown-Young. A canadense de 19 anos tem vitiligo, condição que provoca a morte de células responsáveis pela pigmentação da pele. Entretanto, o que poderia ser um problema aos olhos de uma sociedade preconceituosa, se tornou uma característica única de seu trabalho.

Além de se tornar uma modelo de sucesso internacional, Winnie Harlow, como gosta de ser chamada, promove um debate importante sobre a diversidade e conscientização acerca do próprio vitiligo.

Fotos: Reprodução/Instagram/fonte:via

Novo grafite de Banksy em Nova York transforma pessoas em escravas das metas

Recentemente o artista inglês Banksy esteve em Nova York para grafitar um muro em homenagem à artista e jornalista turca Zehra Dogan, que foi presa e condenada a quase três anos de prisão em seu país por simplesmente pintar um quadro. O mural foi realizado no East Village, em Manhattan, com as devidas autorizações legais.

Como não poderia deixar de ser, Banksy aproveitou a estadia para também trabalhar em seu estilo – sem autorização nem anúncio, grafitando um local inesperado, deixando sua marca e desaparecendo em seu célebre anonimato. Um novo grafite em Nova York já foi confirmado como sendo de Banksy, em sua conta no Instagram.

O grafite já confirmado foi feito em Coney Island, e traz um empresário – um tanto similar à silhueta de Donald Trump – “chicoteando” a população com uma daquelas setas indicadoras dos movimentos nas bolsas de valores, como que expulsando as pessoas em nome do mercado. Banksy postou uma foto do trabalho em sua conta no Instagram.

Já há um outro trabalho, porém, bastante ao estilo do artista inglês, que ainda não teve sua autoria confirmada, mostrando um homem carregando dinheiro, com a legenda: “Você saqueia, nós registramos”.

Antes disso, ainda nesse ano, o primeiro Banksy comprovado feito em Nova York mostra um rato dentro de um relógio, correndo como se estivesse em uma daquelas rodas de exercício em uma gaiola.

Esse trabalho, no entanto, já foi removido pelos donos do prédio.

Um dos mais importantes artistas da atualidade, Banksy ainda mantém sua identidade verdadeira desconhecida. Muito se especula sobre quem estaria por trás dos grafites em estêncil, e até o vocalista da banda Massive Attack, Robert Del Naja, tornou-se um dos maiores suspeitos.

 

© fotos: Banksy/Divulgação/fonte:via

Pintura de Da Vinci encontrada em 2011 é vendida por US$450 milhões

 

O leilão da tela “Salvator Mundi” aconteceu na quarta-feira (15) de novembro de 2017 no Rockefeller Center, em Nova York, e durou apenas 19 minutos. A obra representa Jesus Cristo com uma mão em movimento de bênção e a outra segurando um globo de cristal (veja imagem completa abaixo).

Quatro compradores participaram por telefone e um pessoalmente na sede da casa de leilões Christie. Cada lance dos interessados provocava reações de surpresa nos presentes.

O preço alcançado foi de US$450,3 milhões, com as taxas de compra. Esta quantia foi radicalmente maior que o último recorde de obra de arte leiloada, o “Mulheres de Alger” de Picasso, vendida por US$179 em 2015. O comprador de “Salvatore Mundi” ainda não foi identificado publicamente.

Este preço pago pela obra de Da Vinci é ainda mais impressionante levando em conta que o mercado de obras de arte renascentistas está em contração por falta de peças disponíveis para venda. A venda astronômica também traz questionamentos sobre o valor de obras de arte, já que ainda há dúvidas de que o  “Salvatore Mundi” seja de Da Vinci e a obra está em más condições de preservação. Enquanto as mãos estão bem preservadas, o fundo foi manipulado e a superfície da tela foi limpo de forma incorreta, danificando a face e cabelo de Cristo.

Apesar de já ter sido chamada de “Mona Lisa masculino”, o quadro não tem muita semelhança com a composição e estilo de Da Vinci. Especialistas em investimentos em obras de arte se queixaram da demora da Christie em liberar um relatório sobre as condições da peça, e o certificado de garantia de que se trata de um Da Vinci vence em apenas cinco anos. Esta informação foi impressa em letras pequenas atrás do catálogo de venda da obra.

 

Mesmo assim, a pintura atraiu o interesse de muita gente, mostrando que o público não se importa se a pintura é original de Da Vinci ou se é de um de seus pupilos. Na fase de pré-leilão, a peça foi exposta em Hong Kong, Londres, São Francisco e Nova York, e atraiu 27 mil pessoas interessadas em conferir a tela feita no século XVI.

Linha do tempo da obra perdida


A obra foi feita ao redor de 1.500, e alguns estudos realizados por Da Vinci ligam a tela a ele. Em algum momento, o rei Charles I da Inglaterra, um grande colecionador de arte, comprou a pintura. Ela provavelmente ficava no quarto de sua esposa Henriqueta Maria. Charles I foi executado em 1.649 na Guerra Civil Inglesa. Depois de sua morte, a obra foi vendida em 1.651, para John Stone.

Stone ficou com a pintura por nove anos, quando o filho de Charles I voltou do exílio para retomar o trono inglês. A tela foi devolvida para Charles II, e ela provavelmente ficou no Palácio de Whitehall em Londres até o final do século XVIII, passando de Charles II para seu irmão James II. A partir daí sua localização ficou imprecisa.

A pintura ficou em local desconhecido até o século XX, quando foi vendida como um trabalho de Bernardino Luini, um dos pupilos de Da Vince. Em 1.958, a tela foi comprada por apenas mil dólares no valor atual (na época, apenas 45 libras esterlinas).

Apenas em 2005 a pintura acabou em um leilão nos Estados Unidos, mas ainda acreditava-se que se tratava de um trabalho de um dos pupilos de Da Vinci. Depois daquela venda, em 2007 a restauradora Dianne Modestini, do Instituto de Nova York de Belas-artes, lançou um projeto para recuperar a obra, removendo gotas de tinta que haviam sido adicionadas ao painel de madeira para disfarçar batidas e para restaurar tentativas ruins de colar uma rachadura na madeira.

Foi aí que ela percebeu que poderia ter em mãos uma obra de Da Vinci. Especialistas do mundo todo examinaram a peça e concordaram que o autor realmente foi Da Vinci. Em 2011, a tela foi exposta na Galeria Nacional em Londres.

Algo que acrescenta ainda mais valor à tela é a técnica de pintura da pele de Cristo, chamada sfumato. Nela, o artista usa a palma da mão para espalhar tinta na tela. Imagens em infravermelho mostraram que ainda há impressões da mão de Da Vinci na tela, especialmente na testa de Cristo.

Em 2013, a tela foi vendida por US$80 milhões para um negociante suíço, que a vendeu por US$127 milhões em 2014 para o investidor Russo Dmitry Rybolovlev. A obra anterior de Da Vinci vendida por maior preço foi a “Cavalo e Cavaleiro”, por US$11,4 milhões em 2001. fonte:via [Live Science,via New York Times]

Taxista de Nova York passa 20 anos fotografando passageiros que entravam em seu carro

O banco traseiro de um táxi em uma cidade como Nova York, que recebe milhões de turistas e imigrantes cruzando a cidade com suas diversas culturas, línguas e hábitos, é uma espécie de amostra do mundo como um todo.

Não há raça, religião ou estilo que não passe pelos olhos e ouvidos de um taxista nova-iorquino, e a experiência que Ryan Weideman realizou comprova tal impressão.

Taxista em Manhattan há mais de 20 anos, Ryan aproveitou todo esse tempo dirigindo pelas ruas da cidade para tornar seu carro em um estúdio fotográfico móvel – e registrou por duas décadas os passageiros que entravam em seu táxi.

 

Dessa forma, Ryan pode ganhar seu dinheiro atrás do volante sem precisar abandonar sua paixão pela fotografia – e, de quebra, ainda realizou um interessante registro experimental não só da profissão como da própria natureza de Nova York.

Se o ofício de taxista surgiu justamente pela dificuldade que sentiu, ainda em 1980, quando chegou à cidade, de se viver como fotógrafo, a solução encontrada por Ryan uniu a paixão e a necessidade – tornando ambos um só trabalho artístico e, como não, sociológico.

© fotos: Ryan Weideman/fonte:via