O que esse artista encontra na praia é incrível, surpreendente e trágico ao mesmo tempo

Há quatros anos se dedicando a recolher lixo nas praias de Cornwall, no sudoeste da Inglaterra, Rob Arnold dificilmente se surpreende com a quantidade de plástico que pode ser encontrada na areia. Mas até alguém experiente como ele ficou atônito com o que estava acumulado em Tregantle.

Rob saiu para uma missão da Rame Peninsula Beach Care e encontrou tanto plástico que mais parecia um grande lençol de conchas. Depois de várias horas de trabalho, ele e alguns colegas retiraram nada menos que 35 sacos de lixo da praia! Entre o material estavam milhares de peças de Lego.

Em 1997, um navio que carregava um contêiner cheio dos brinquedos com destino aos EUA foi atingido por uma onda gigante. Já faz 20 anos, mas várias peças ainda são encontradas nas praias de Cornwall. O problema maior é que, além do Lego, Rob e seus colegas encontraram muito mais lixo, provavelmente jogado nos oceanos há pouco tempo.

Rob tem 59 anos e vem se dedicando à limpeza das praias desde os 55. Para chamar atenção para o problema, ele criou uma máquina capaz de separar resíduos da areia e das algas. Depois, Rob os categoriza e cria espécies de esculturas para mostrar a gravidade do descarte de plástico nos oceanos.

De acordo com a ONU, o plástico corresponde a 80% do lixo encontrado nos oceanos. Cerca de oito toneladas são lançadas nos mares todos os anos, causando problemas para vários animais que ingerem o material. Aves, tartarugas e peixes podem morrer por causa disso, e estima-se que, em 2050, haja mais plástico do que peixes no oceano.

Todas as fotos © Rame Peninsula Beach Care fonte:via

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União Europeia quer proibir uso do plástico descartável até 2021

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O parlamento europeu pretende dar um passo significativo na ofensiva contra o uso abusivo do plástico. A instituição aprovou uma proposta que prevê a proibição da venda de produtos de plástico descartáveis.

A ideia é que a medida entre em vigor já em 2021 e valha para toda a União Europeia. Foram 571 votos favoráveis e 53 contrários. Com isso, está vetada a comercialização de pratos, talheres, cotonetes, varas para balões e outros produtos de plástico de uso único.

Com a medida, o parlamento europeu espera diminuir em 70% a quantidade de poluentes de plástico presente nos oceanos. Vale destacar que, assim como acontece com os canudos, os itens barrados possuem alternativas menos nocivas disponíveis.

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“Nós estamos adotando a legislação mais ambiciosa contra o uso unitário do plástico. Precisamos agora conduzir as negociações da melhor forma possível para que consigamos colocar todas as medidas em prática”, declarou o belga Frederique Ries, responsável pelo projeto.   

As novas regras colocam indústria do tabaco em xeque. O objetivo transferir aos produtores de cigarros com filtros de plástico os custos de limpeza, transporte e tratamento do lixo. Em 32 anos, foram colhidas mais de 60 milhões de bitucas nos oceanos. O mesmo vale para os produtores de pesca, que vão precisar contribuir para reciclar pelo menos 15% do plástico produzido até 2025.

Agora, a lei segue para o Conselho da União Europeia, onde será debatida por representantes dos governos nacionais. Os planos dos europeus chegam em boa hora, pois ambientalistas dizem que até 2050, os oceanos terão mais plástico do que peixes. 

Fotos: Unsplash/fonte:via

Mergulhador ganha abraço inesperado de foca em vídeo repleto de amor

A amizade entre um mergulhador e uma foca foi captada pelas câmeras em um arquipélago na Inglaterra. Ben Burnville estava nas Ilhas Farne, que ficam na costa Leste de Northumberland, quando foi surpreendido com a manifestação de afeto do animal.

Ele conta que ‘ficou amigo’ das focas que navegam por essas águas. O mergulhador de 49 anos diz estar acostumado com o interesse dos bichos, mas que mesmo assim, ficou surpreso com o movimento de uma delas.

Enquanto nadava no fundo do mar, do nada, uma foca chega, começa a farejar seu rosto e, além de abraçá-lo carinhosamente, se aconchega em seu peito. A foca parecia feliz e fascinada com o equipamento de mergulho do britânico.

Ben atua como médico em tempo integral na cidade de Amble e costuma mergulhar há mais de 30 anos.

“Depois de ter mergulhado e observado focas cinzentas por mais de 18 anos, elas me ensinaram a mergulhar de forma com que elas se sintam amadas”, disse ele, que também é pesquisador na Universidade de Newcastle.

Aliás, o amor manifestado pela foca reafirma a assertividade do apelido de ‘cachorros do oceano’. Não precisa dizer muito para entender, na verdade basta assistir ao vídeo.

Fotos: Reprodução/fonte:via

Primeiro veleiro de expedições científicas oceanográficas do Brasil está prestes a zarpar de Florianópolis

O Veleiro ECO, construído pela Universidade de Santa Catarina demorou seis anos para ser construído. Mas, finalmente, o barco está pronto para seguir em expedições científicas oceanográficas pelo Brasil.

Precursor na prática, o Veleiro vai ser lançado na quarta-feira (10), no Trapiche da Beira-Mar Norte, em Florianópolis e ficará aberta para visitação até o próximo dia 20.

Antes de encarar em alto mar, o Veleiro vai passar por uma espécie de batismo, que consiste em uma bênção religiosa e a quebra de um espumante no mastro principal. O ritual é uma oferenda aos deuses do mar. Na sequência, uma coletiva de imprensa com os responsáveis pelo projeto inédito no país.

Participam da conversa com os jornalistas o professor Orestes Alarcon, coordenador do Veleiro, Andrea Piga, engenheiro responsável pela construção do barco, e Andrea Green, gerente de operações.

A programação de zelo pelos oceanos se encerra com um estande voltado para alertar sobre a importância do combate ao lixo marinho, uma das maiores ameaças ao ecossistema na atualidade.

O evento faz parte do projeto Juntos por um Oceano Saudável, que pretende debater os dilemas da sustentabilidade marinha para despertar a conscientização sobre a importância da preservação da biodiversidade.  

O Veleiro ECO foi inteiramente desenvolvido por professores, pesquisadores e estudantes da Universidade Federal de Santa Catarina. Além de ser o primeiro em expedições científicas oceanográficas no Brasil, o ECO se caracteriza como um verdadeiro laboratório marinho.

Durante as viagens, a embarcação levará pesquisadores de áreas diversas do conhecimento científico, tecnológico, ambiental e social. O barco tem casco de alumínio soldado do quilha retrátil, permitindo a navegação com segurança em águas rasas, como mangues e águas profundas.

Fotos: reprodução/fonte:via

Pesquisadores descobrem mundo oceânico perdido com cadeias vulcânicas de 3 km que orientam rotas de baleias

Quando pensamos que a ciência já mapeou cada cantinho desse mundo, vem uma nova descoberta para nos mostrar que ainda há muito o que explorar.

Pesquisadores que mapeavam uma área na Tasmânia acabam de descobrir uma cadeia de montes submarinos, alguns dos quais chegam a medir até 3 km de altura.

A descoberta foi realizada durante um mapeamento detalhado do relevo oceânico realizado por um navio de pesquisa da CSIRO, durante uma viagem exploratória de 25 dias liderada por cientistas da Australian National University (ANU).

Montes submarinos são montanhas existentes no fundo do oceano, que não chegam até a sua superfície. Normalmente, este tipo de relevo é resultante de uma atividade vulcânica ocorrida há muitos anos.

Segundo depoimento dos pesquisadores ao Daily Mail, estas áreas também funcionam como verdadeiros paraísos para a vida marinha, oferecendo pontos de parada vitais para animais migratórios. As baleias, por exemplo, podem usar estes locais para orientar suas rotas pelos oceanos.

Foto em destaque: CC BY 3.0 Whit Welles

Fotos no corpo do texto: CSIRO fonte:via

Esta empresa quer transformar lixo marinho em biocombustível

Hypeness

Desde 2000, a empresa canadense Enerkem se dedica a estudar e implementar maneiras de transformar lixo orgânico em biocombustível, ajudando ao mesmo tempo a diminuir a queima de combustíveis fósseis e a quantidade de detritos no planeta.

O mais novo projeto da companhia consiste em uma parceria com a The Ocean Legacy Foundation, que faz limpeza na costa do país, para aplicar a mesma tecnologia usada em detritos urbanos ao lixo que a organização retirar dos mares canadenses.

Hypeness

Marie-Hélène Labrie, vice-presidente da Enerkem, declarou que “A tecnologia inovadora que transforma lixo em biocombustível já aborda problemas relacionados ao lixo urbano, incluindo o plástico. Através dessa colaboração inovadora, o comprometimento é com iniciativas locais concretas para transformar resíduos plásticos de oceanos em produtos de valor”.

O chamado bioetanol produzido pela Enerkem é considerado até 3 vezes menos poluente que a gasolina, e a empresa também está trabalhando em alternativas para substituir o óleo diesel.

De acordo com o Fórum Econômico Mundial, há cerca de 150 milhões de toneladas de plástico flutuando nos oceanos do planeta. Mesmo com os esforços para reduzir a produção, consumo e descarte de materiais plásticos, estima-se que 8 milhões de toneladas cheguem aos oceanos a cada ano.

Fotos via The Ocean Legacy Foundation /fonte:via

Revolta da natureza: Foca pistola dá uma ‘polvada’ no rosto de canoísta

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Um homem estava navegando tranquilamente em seu caiaque, quando foi surpreendido por uma foca, que lhe deu uma bofetada pra ninguém botar defeito. Kyle Mulinder tomou um tapa de uma foca. Bizarro, não? Calma, que piora, porque a foca usou um polvo para ‘agredir’ o homem.

O vídeo foi feito na costa de Kaikoura, na Nova Zelândia. Ao lado do amigo Taiyo Masuda, Kyle estava testando a câmera GoPro HERO 7, quando booom, levou um tabefe da foca segurando um polvo.

“Nós estávamos navegando tranquilamente pelo oceano quando essa foca macho gigante apareceu destroçando um polvo”, disse Mulinder ao Yahoo 7 News.

A hipótese mais provável é que os canoístas estavam no lugar errado e na hora errada, pois a foca estava no meio de um embate com o polvo e quando emergiu deu de cara com o caiaque.

“Eu fiquei tipo, cara o que aconteceu? Foi estranho, porque tudo aconteceu muito rápido e eu consegui sentir as partes do polvo na minha cara”. Apesar de ter resistido bravamente, o polvo acabou sendo derrotado.

Fotos: Taiyo Masuda/Reprodução /fonte:via