Primeiro veleiro de expedições científicas oceanográficas do Brasil está prestes a zarpar de Florianópolis

O Veleiro ECO, construído pela Universidade de Santa Catarina demorou seis anos para ser construído. Mas, finalmente, o barco está pronto para seguir em expedições científicas oceanográficas pelo Brasil.

Precursor na prática, o Veleiro vai ser lançado na quarta-feira (10), no Trapiche da Beira-Mar Norte, em Florianópolis e ficará aberta para visitação até o próximo dia 20.

Antes de encarar em alto mar, o Veleiro vai passar por uma espécie de batismo, que consiste em uma bênção religiosa e a quebra de um espumante no mastro principal. O ritual é uma oferenda aos deuses do mar. Na sequência, uma coletiva de imprensa com os responsáveis pelo projeto inédito no país.

Participam da conversa com os jornalistas o professor Orestes Alarcon, coordenador do Veleiro, Andrea Piga, engenheiro responsável pela construção do barco, e Andrea Green, gerente de operações.

A programação de zelo pelos oceanos se encerra com um estande voltado para alertar sobre a importância do combate ao lixo marinho, uma das maiores ameaças ao ecossistema na atualidade.

O evento faz parte do projeto Juntos por um Oceano Saudável, que pretende debater os dilemas da sustentabilidade marinha para despertar a conscientização sobre a importância da preservação da biodiversidade.  

O Veleiro ECO foi inteiramente desenvolvido por professores, pesquisadores e estudantes da Universidade Federal de Santa Catarina. Além de ser o primeiro em expedições científicas oceanográficas no Brasil, o ECO se caracteriza como um verdadeiro laboratório marinho.

Durante as viagens, a embarcação levará pesquisadores de áreas diversas do conhecimento científico, tecnológico, ambiental e social. O barco tem casco de alumínio soldado do quilha retrátil, permitindo a navegação com segurança em águas rasas, como mangues e águas profundas.

Fotos: reprodução/fonte:via

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Pesquisadores descobrem mundo oceânico perdido com cadeias vulcânicas de 3 km que orientam rotas de baleias

Quando pensamos que a ciência já mapeou cada cantinho desse mundo, vem uma nova descoberta para nos mostrar que ainda há muito o que explorar.

Pesquisadores que mapeavam uma área na Tasmânia acabam de descobrir uma cadeia de montes submarinos, alguns dos quais chegam a medir até 3 km de altura.

A descoberta foi realizada durante um mapeamento detalhado do relevo oceânico realizado por um navio de pesquisa da CSIRO, durante uma viagem exploratória de 25 dias liderada por cientistas da Australian National University (ANU).

Montes submarinos são montanhas existentes no fundo do oceano, que não chegam até a sua superfície. Normalmente, este tipo de relevo é resultante de uma atividade vulcânica ocorrida há muitos anos.

Segundo depoimento dos pesquisadores ao Daily Mail, estas áreas também funcionam como verdadeiros paraísos para a vida marinha, oferecendo pontos de parada vitais para animais migratórios. As baleias, por exemplo, podem usar estes locais para orientar suas rotas pelos oceanos.

Foto em destaque: CC BY 3.0 Whit Welles

Fotos no corpo do texto: CSIRO fonte:via

Esta empresa quer transformar lixo marinho em biocombustível

Hypeness

Desde 2000, a empresa canadense Enerkem se dedica a estudar e implementar maneiras de transformar lixo orgânico em biocombustível, ajudando ao mesmo tempo a diminuir a queima de combustíveis fósseis e a quantidade de detritos no planeta.

O mais novo projeto da companhia consiste em uma parceria com a The Ocean Legacy Foundation, que faz limpeza na costa do país, para aplicar a mesma tecnologia usada em detritos urbanos ao lixo que a organização retirar dos mares canadenses.

Hypeness

Marie-Hélène Labrie, vice-presidente da Enerkem, declarou que “A tecnologia inovadora que transforma lixo em biocombustível já aborda problemas relacionados ao lixo urbano, incluindo o plástico. Através dessa colaboração inovadora, o comprometimento é com iniciativas locais concretas para transformar resíduos plásticos de oceanos em produtos de valor”.

O chamado bioetanol produzido pela Enerkem é considerado até 3 vezes menos poluente que a gasolina, e a empresa também está trabalhando em alternativas para substituir o óleo diesel.

De acordo com o Fórum Econômico Mundial, há cerca de 150 milhões de toneladas de plástico flutuando nos oceanos do planeta. Mesmo com os esforços para reduzir a produção, consumo e descarte de materiais plásticos, estima-se que 8 milhões de toneladas cheguem aos oceanos a cada ano.

Fotos via The Ocean Legacy Foundation /fonte:via

Revolta da natureza: Foca pistola dá uma ‘polvada’ no rosto de canoísta

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Um homem estava navegando tranquilamente em seu caiaque, quando foi surpreendido por uma foca, que lhe deu uma bofetada pra ninguém botar defeito. Kyle Mulinder tomou um tapa de uma foca. Bizarro, não? Calma, que piora, porque a foca usou um polvo para ‘agredir’ o homem.

O vídeo foi feito na costa de Kaikoura, na Nova Zelândia. Ao lado do amigo Taiyo Masuda, Kyle estava testando a câmera GoPro HERO 7, quando booom, levou um tabefe da foca segurando um polvo.

“Nós estávamos navegando tranquilamente pelo oceano quando essa foca macho gigante apareceu destroçando um polvo”, disse Mulinder ao Yahoo 7 News.

A hipótese mais provável é que os canoístas estavam no lugar errado e na hora errada, pois a foca estava no meio de um embate com o polvo e quando emergiu deu de cara com o caiaque.

“Eu fiquei tipo, cara o que aconteceu? Foi estranho, porque tudo aconteceu muito rápido e eu consegui sentir as partes do polvo na minha cara”. Apesar de ter resistido bravamente, o polvo acabou sendo derrotado.

Fotos: Taiyo Masuda/Reprodução /fonte:via

Dispositivo de limpeza do inventor de 24 anos deve remover 80 mil toneladas de plástico do Pacífico

Foram necessários apenas cinco anos para que o jovem Boyan Slat, de 24 anos, desenvolvesse um dispositivo de limpeza capaz de remover 80 mil toneladas de plástico do Oceano Pacífico.

O System 001 vai atuar entre a costa do Haiti e da Califórnia, considerada uma das áreas mais sensíveis na luta contra a poluição causada pelo despejo de objetos de plástico. O desastre ambiental se deu por causa do movimento provocado pelas correntezas, resultando em um acúmulo superior a 1 trilhão de pedaços de plástico.

A máquina criada pelo jovem holandês possui 600 metros de extensão e opera por meio de movimentos circulares – aproveitando os movimentos da correnteza para formar uma espécie de filtro capaz de concentrar e depois coletar os itens, que são levados por uma embarcação. O equipamento conta ainda com uma tela sólida em sua base, que vai concentrar os detritos.

Se der certo, a ideia é fabricá-lo em grande escala e se concentrar neste ponto do Oceano Pacífico pelos próximos cinco anos. Apesar do otimismo, oceanógrafos estão preocupados com os possíveis impactos na vida marinha. O receio é que os animais possam se prender em alguma parte do filtro.

Por isso, o System 001, em um primeiro momento, vai passar por uma fase de testes de duas semanas próximo da costa de São Francisco, antes de receber sinal verde para atuar no ponto pretendido no Oceano Pacífico.  

Boyan Slat está animado com as possibilidades de sucesso e por isso já criou a The Ocean Cleanup Foundation, organização sem fins lucrativos responsável pelo desenvolvimento das tecnologias. A expectativa é que a invenção auxilie no salvamento de centenas de milhares de animais aquáticos, além de diminuir os poluentes que se integram na cadeia alimentar.

Fotos: Reprodução /fonte via

Erosão provoca avanço do mar e reduz território de São Paulo

A Ilha do Cardoso fica no extremo sul do litoral de São Paulo. O local atrai turistas pela presença abundante de golfinhos e claro, suas praias paradisíacas. Talvez os visitantes e moradores da região não tenham percebido, mas o avanço do mar – em curso há cerca de 60 anos, engoliu 1 quilômetro do estado de São Paulo.

O fenômeno se dá por um processo de erosão considerado natural e que está extinguindo a Enseada da Baleia. Os efeitos causaram redução de dois metros na largura da faixa de areia, além do isolamento de um vilarejo com 15 famílias.

Estudos feitos por pesquisadores estimam que em um mês, a nova barra, responsável pela conexão entre o Estuário de Ararapira ao Oceano Atlântico, vá atingir um quilômetro de extensão. O que deve alterar o ecossistema da região e isolar definitivamente os moradores.

Membros do Departamento de Geologia da Universidade Federal do Paraná (UFPR) emitiram os primeiros alertas em 2009, atestando a probabilidade da consolidação das erosões para 2018. Os apontamentos foram feitos baseados em imagens de satélite.

As fotografias impressionam e dão clareza sobre a diminuição da faixa de areia dividindo a enseada do oceano, agravada pelo avanço de uma frente-fria nos últimos dias. Em entrevista ao G1, a professora Maria Cristina de Souza afasta possíveis interferências provocadas pela ação do homem.

“A dinâmica daquela região é instável, da água do estuário avançando para o mar. No passado, já ocorreram outras aberturas e acreditamos que, em breve, ocorrerá o assoreamento [deposição de sedimentos] na antiga barra, na divisa com o Paraná”, encerra.

A Defesa Civil disse estar monitorando a situação e que criou um plano de emergência para a mudança das casas habitadas pelas 50 pessoas. O Parque Estadual da Ilha do Cardoso, a Fundação Florestal e o Instituto Geológico, estes dois últimos subordinados à Secretaria de Meio Ambiente de São Paulo, também avaliam os impactos no ecossistema.

“Por terra, não tem como chegar mais até elas [moradores da região]. Entretanto, todas as 15 famílias que moram naquela comunidade se movimentam de barco, são autossustentáveis e já estão acostumadas às distâncias da região”, pontuou Edison Nascimento, gestor do Parque Estadual Ilha do Cardoso.

De qualquer maneira, Cananéia, cidade histórica localizada no continente, está em alerta. O secretário do Meio Ambiente Erick Willy disse ter mobilizado sua equipe para atuar caso a situação fuja do controle.

Fotos: foto 1: Divulgação/Defesa Civil /foto 2: Edison Nascimento/Fundação Florestal/fonte:via

Resort de luxo nas Maldivas contrata livreiro com acomodação inclusa

Ilhas Maldivas, um pequeno paraíso localizado no continente asiático. Conhecida pela abundância da vida marinha e os vários tons de azul das águas salgadas do mar, o lugar atrai atenção de pessoas em busca de uma experiência íntima com o que de melhor a vida pode oferecer.

Se passar férias em um ambiente destes já é um sonho dourado, imagine só ganhar dinheiro para atravessar uma temporada trabalhando? Um dos hotéis mais luxuosos das Maldivas está com vagas abertas para livreiros interessados em estimular o hábito da leitura nos clientes.  

Philip Blackwell, dono de uma livraria na região desde 2006, está a procura de alguém para trabalhar no Soneva Fushi Resort. A arquitetura do hotel é de cair o queixo. Instalado há alguns metros de uma ilha coberta por uma densa vegetação, o edifício é todo feito de madeira e passa a sensação de estar flutuando no meio do oceano.

“É um emprego dos sonhos para muitas pessoas. Se eu tivesse 25 anos de novo, certamente me candidataria”, declarou Philip em entrevista ao The Guardian.

O selecionado terá acomodação inclusa e vai trabalhar dentro do resort, instalado na ilha privada. Entre as funções, está também a de alimentar um blog sobre a experiência de viver em uma ilha deserta e contar histórias infantis para crianças.

Os interessados devem ter paixão por livros e estarem livres para ficar nas Ilhas Maldivas por pelo menos três meses. Criatividade e inspiração são diferenciais. Os resultados serão publicados no Book Brunch.  

Fotos: reprodução/fonte:via