Morre fotógrafo David Douglas Duncan, conhecido por clicar Picasso

Ele esteve presente com as pessoas e nos eventos mais importantes do século 20. Sempre acompanhado de sua câmera fotográfica, David Douglas Duncan morreu aos 102 anos.

O artista nasceu nos Estados Unidos no distante ano de 1916. Ao longo de sua trajetória, Duncan se imortalizou pelos registros fotográficos durante a Guerra na Coreia, resultando no lançamento do livro This is War! (Isto é Guerra), em 1951.

Contudo o feito mais importante de sua trajetória profissional foram os cliques fotográficos da vida de ninguém menos do que Pablo Picasso. Amigo íntimo do pintor e esculturista espanhol, Duncan foi a única pessoa autorizada a documentar a vida e pinturas privadas de Picasso.

O norte-americano, que vivia próximo de Picasso em Castellaras, na França, esteve presente nos últimos 12 anos de vida de um dos maiores artistas da história. De acordo com informações da AFP, David Douglas Duncan faleceu em decorrência de complicações de uma pneumopatia e estava “cercado por seus familiares”.

 

Foto: foto 1: Reprodução/YouTube /foto 2: Reprodução/David Duncan/foto 3: Reprodução/David Duncan/foto 4: Reprodução/David Duncan/fonte:via

Série fotográfica retrata o dia em que Brigitte Bardot visitou o ateliê de Picasso

O século XX foi uma verdadeira fábrica de mitos e ícones que pareciam maiores do que a própria vida – artistas capazes de mover sonhos, revoluções, fortunas e multidões com sua arte, como se a vida pudesse de fato ser um palco, um filme, uma tela em branco. E muitas vezes esses artistas mitológicos simplesmente se encontravam, feito dois planetas em colisão.

Um dia qualquer, durante o festival de Cannes do ano de 1956, dois dos maiores ícones do século se encontraram – e a revista LIFE mandou o fotógrafo Jerome Brierre para registrar a visita da atriz Brigitte Bardot ao ateliê do pintor Pablo Picasso em Vallauris, na França.

Bardot tinha apenas 21 anos, e ainda não havia se tornado um fenômeno global – seu sucesso começava a ganhar o mundo, e a jovem atriz estava ainda filmando a obra que lhe traria reconhecimento internacional, o filme E Deus Criou a Mulher. Quando encontrou-se com Picasso, este já era um dos mais reconhecidos artistas do mundo há diversas décadas, com 74 anos.

No ano seguinte ao encontro, Bardot se tornaria de tal forma o rosto da sensualidade, da liberdade e da juventude da época, que até os intelectuais franceses se dobrariam sobre a grandeza de seu sucesso – Simone de Beauvoir escreveria um ensaio sobre a atriz, afirmando que Bardot era “uma locomotiva da história da mulher”, e seus pares existencialistas diriam que ela era a mulher mais livre de toda a Europa depois da guerra.

A atriz abandonaria o showbusiness em 1973, no mesmo ano em que Picasso viria a falecer, aos 91 anos de idade, como possivelmente o mais importante pintor da modernidade. Bardot se tornaria uma ativista ferrenha pelos direitos dos animais, e para sempre um nome como sinônimo de uma época e de um sensual sonho de liberdade.

© Fotos: Jerome Brierre/fonte:via