Conheça o Dynamoterror Dynastes, recém descoberto parente do T-Rex

Se você viajasse no tempo para a pré-história imaginando que nada poderia ser pior do que um encontro com um Tiranossauro Rex, é possível que tivesse uma grande surpresa.

Os cientistas descobriram recentemente que o T-Rex tinha um primo bem mais malvado. Até o nome deste lagarto já mostra que ele não tem nada de bonzinho: Dynamoterror dynastes.

Este mês, os pesquisadores publicaram sobre o achado na revista científica PeerJ. Entretanto, a ossada pertencente ao Dynamoterror foi encontrada em 2012, durante uma escavação no Novo México, nos Estados Unidos. Desde então, paleontologistas buscavam resolver o quebra-cabeças e entender qual era o animal responsável pelos resquícios.

Acredita-se que o dinossauro tenha vivido há cerca de 80 milhões de anos, enquanto o T-Rex teria habitado a terra há cerca de 66 a 68 milhões de anos. O Dynamoterror era um pouco menor do que seu sucessor e provavelmente esteve no topo da lista de predadores da sua época.

Alguém duvida?

Leia mais sobre a descoberta no artigo publicado pela PeerJ.

Créditos sob as imagens/fonte:via

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Nesta cidade inglesa a busca por dinossauros é atração turística

A cidadezinha inglesa de Lyme Regis, com menos de 5 mil moradores, não deve estar no topo de sua lista de lugares para visitar, mas mesmo assim o turismo está entre as principais fontes de renda dos moradores locais por um motivo bem específico: milhares de pessoas viajam para lá em busca de fósseis.

Localizada no litoral sudoeste da Inglaterra, Lyme Regis fica numa região conhecida como Heritage Coast (“Costa da Herança”), ou Costa Jurássica, graças às enormes formações rochosas com origens nos períodos Triássico, Jurássico e Cretáceo.

Trata-se de um tesouro geológico com mais de 185 milhões de anos, cujo símbolo em Lyme Regis são as falésias de argilito e arenito conhecidas como Blue Lias. Conforme a lenta e constante erosão derruba pedaços das falésias, pedaços de rochas caem na praia, carregando consigo fósseis de diferentes tamanhos.

Assim, a praia é conhecida não por turistas vestindo roupas de banho, mergulhando ou tomando sol, mas por viajantes que caminham pela areia procurando minuciosamente por fósseis de pequenos animais extintos milhares ou milhões de anos atrás, ou, com alguma sorte, uma parte de enormes dinossauros.

Os especialistas explicam que as rochas marinhas, como as do Blue Lias, que acredita-se ter estado submerso no passado, são propícias para a conservação de fósseis, já que os restos mortais ficam cobertos por lama e sem oxigênio, que oxida e decompõe o material orgânico.

Na cidade, há várias pessoas que coordenam expedições em busca por fósseis, incluindo o Lyme Regis Museum, que também exibe alguns dos achados mais importantes feitos por ali (embora os de maior destaque tenham sido levados para o Museu de História Natural, em Londres). Além das expedições, fósseis grandes ou raros são vendidos em diferentes lojas.

Por ali viveu Mary Anning (1799-1847), uma paleontóloga sem educação formal que encontrou os primeiros fósseis de ictiossauro e plesiossauro de que se tem notícia – dois répteis marinhos gigantescos que viveram no período Jurássico -, além de um exemplar de rhomaleosaurus.

Hoje, localizar partes de dinossauros já não é tão fácil. Mais provável encontrar amonites, moluscos que acredita-se terem sido extintos junto dos dinossauros, belemnites, animais parecidos com lulas, ou crinoides, animais marinhos que parecem plantas e ainda existem na natureza, sob o oceano. Ainda assim, milhares de turistas visitam Lyme Regis para ter pedaços da história da vida na Terra em suas mãos.

Fotos: Reprodução/fonte:via

Nossos antepassados se relacionaram com neandertais – e há um pouco deles em cada um de nós

Encontrar os primeiros passos dados na trilha que a humanidade traçou até os dias de hoje é um dos desafios mais intrigantes da ciência. Grandes pesquisadores têm se dedicado a essa questão há séculos, e, embora ainda estejamos longe de decifrar o enigma, algumas certezas vão se confirmando. E uma delas é que os Homo Sapiens e os Neandertais fizeram sexo muito tempo atrás.

A imagem básica que se tem da evolução é aquela linha em que primatas foram se tornando bípedes até se tornarem o que conhecemos como humanos, mas a ciência sabe que se trata de um caminho muito mais complexo, com diferentes espécies se desenvolvendo e extinguindo, até que sobramos nós, os Homo sapiens.

Entre teorias descartadas e outras que continuam sendo consideradas, a mais aceita indica que o Homo Sapiens e os homens de Neandertal surgiram a partir de um ancestral comum na África, e depois seguiram caminhos distintos (Diferentemente do que algumas pessoas pensam, o Homo Sapiens não é uma evolução dos Neandertais).

Paleontologistas tentam desvendar o motivo que fez com que os neandertais tenham se extinguido, enquanto os Homo Sapiens seguem vivos até hoje – com uma população que deve ultrapassar os 10 bilhões de habitantes nas próximas décadas.

Se há algum tempo o darwinismo sugeria a hipótese de que os neandertais fossem menos desenvolvidos cognitivamente, a ideia tem caído por terra graças a achados arqueológicos que mostram que a espécie também era capaz de criar ferramentas, usar ornamentos e até de desenvolver práticas funerárias.

Como dito, a ideia mais aceita dentro da comunidade científica é a de que os Homo Sapiens e os Neandertais surgiram de um ancestral comum na África há cerca de 500 mil anos. Os neandertais teriam migrado para a Europa e continuado a evoluir por lá, depois se expandindo rumo à Ásia, enquanto os Homo Sapiens permaneceram na África por um bom tempo.

Um dos grandes desafios para quem tenta decifrar a humanidade é o fato de que nossos feitos só começaram a ser registrados há cerca de seis mil anos, o que deixa os arqueólogos e paleontólogos com um intervalo enorme a ser investigado.

E a análise do DNA de fósseis tem representado um grande salto para a ciência. E é graças à genética que podemos saber que, ao longo dos milhares de anos em que neandertais e Homo Sapiens coexistiram, eles se encontraram, se relacionaram, fizeram sexo e reproduziram.

Estima-se que os encontros eram raros, mas deixaram um traço genético que permanece presente até hoje. Todos os humanos modernos, excetuando aqueles de ancestralidade 100% africana, têm de 1% a 2% de traços genéticos de neandertais.

É difícil precisar quando essas relações aconteceram, mas os cientistas estimavam que os encontros rolaram há 50 mil anos, graças à análise do DNA de um fóssil de neandertal encontrado numa caverna na Croácia. Ele compartilhava mutações genéticas com os europeus e asiáticos de hoje.

Uma unha de neandertal encontrada na Sibéria, cuja análise genética encontrou material relacionado ao dos Homo Sapiens, mudou o paradigma científico: estima-se que o indivíduo tenha vivido há 100 mil anos, o que pode indicar que houve uma migração de Homo Sapiens muito antes do que é imaginado.

Ainda há muito mais dúvidas do que certezas, mas o avanço da ciência e da análise genética indicam que, nos próximos anos, devemos encontrar muitas outras peças do quebra-cabeças da humanidade. Inclusive que expliquem melhor o neandertal que há em cada um de nós.

Imagens: Museu de História Natural/fonte:via

Brotos e flores de 110 milhões de anos são descobertos no Maranhão

Um achado que pode ajudar a entender como era a região do Vale do Parnaíba, no Maranhão, milhões de anos atrás: Rafael Lindoso, pesquisador do Instituto Federal do Maranhão (IFMA), localizou flores pré-históricas que podem ter brotado até 110 milhões de anos atrás.

As escavações, feitas em Brejo, cidade a 314 km de São Luís, fazem parte de uma pesquisa que busca entender como era o clima da região muito tempo atrás, quando temperaturas elevadas e ar muito seco compunham a paisagem com imensas lagoas de água salobra.

Lindoso encontrou os botões florais em uma espécie de lama petrificada, e parecem representar “os primeiros momentos evolutivos de espécies de plantas florais que conhecemos hoje, tais como as orquídeas ou as margaridas”, de acordo com o IFMA.

O pesquisador ressalta que, durante o trabalho, foram identificadas relações entre a flora fóssil de Brejo e a que existia, no mesmo período, 110 milhões de anos atrás, no sul dos Estados Unidos, o que reforça a hipótese de que os continentes possuíam ligações terrestres.

Rafael Lindoso ressalta que estudos sobre restos de plantas fósseis no Maranhão são extremamente raros, e que eles podem mesmo apontar para as mudanças climáticas ocorridas na região.

“Entre os materiais identificados em nosso estudo temos representantes das coníferas que, atualmente, estão restritas a latitudes mais altas, portanto mais frias. Por outro lado, o mesmo conjunto de plantas fósseis (e microfósseis) que encontramos indica um clima árido ou semiárido para a região durante o período Cretáceo Inferior”, comentou.

“Assim, no Maranhão de 110 milhões de anos atrás, plantas que hoje habitam zonas mais frias estavam adaptadas a climas mais áridos naquela época”, conclui o professor.

 

Fotos: Divulgação/IFMA/fonte:via

Rastros de dinossauros são encontrados em estacionamento da NASA

O primeiro centro espacial da NASA, localizado em Greenbelt, Maryland, parece destinado a grandes descobertas da ciência: inaugurado em 1959, o local uniu a era espacial à era dos dinossauros.

Isso porque, em 2012, um caçador de fósseis chamado Ray Stanford estava saindo do estacionamento do centro espacial quando percebeu um traço da presença de nodossauro em uma rocha.


Retirada da rocha de terreno da NASA

Anos de escavações e pesquisas depois, Ray e outros cientistas divulgaram um estudo para relatar o que descobriram: a rocha, cuja área tem cerca de 2 metros quadrados, guarda 70 vestígios de oito espécies diferentes de animais, entre dinossauros e mamíferos.

Trata-se de uma das primeiras evidências capazes de indicar que as duas classes de animais conviveram no passado, já que a datação dos sinais, de 100 milhões de anos atrás, mostra que eles foram feitos em períodos próximos.

Martin Lockley, paleontólogo da Universidade do Colorado, explicou que a equipe acredita que o local tenha sido um pântano, por isso tantas marcas foram preservadas.

Além de indicar a presença de dinossauros como um nodossauro adulto (um herbívoro quadrúpede) acompanhado por um filhote e espécies parecidas com o velociraptor, o T-rex e um pterossauro (um réptil voador que não é exatamente um dinossauro), as marcas também indicam a presença de mamíferos, do tamanho de cachorros ou de esquilos, andando juntos, provavelmente em busca de alimento.

 

Fotos via NASA

Foto de capa via Wikimedia Commons/fonte:[via]