Lutando pelo óbvio: mobilização reivindica trocadores em banheiros masculinos

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Os efeitos do machismo, dos padrões desiguais e da normatização de gênero podem ser percebidos em diversas camadas de nossas vidas – até mesmo na arquitetura de banheiros. Com um post o americano Donte Palmer revelou um exemplo evidente dessa lamentável realidade: o fato de praticamente nenhum banheiro masculino oferecer trocadores para que os pais possam trocar a fralda de seus filhos e filhas. A foto mostra o esforço de Donte ao ter que fazer a troca com seu filho sobre suas pernas.

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No post, Donte fala sobre como ele com frequência precisa fazer o malabarismo da foto para conseguir trocar a fralda do filho em um banheiro público. “É como se não existíssemos”, ele diz enquanto pai. E esse claramente não é um problema circunscrito ao estado da Flórida, nos EUA, de onde Donte escreve – por todo o mundo, inclusive no Brasil, restaurantes e todo tipo de estabelecimento público não oferece um local limpo e seguro dentro do banheiro masculino para que os pais possam realizar a troca.

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Aos 31 anos, Donte com seu post se tornou a face de um movimento que exige que os banheiros instalem trocadores nos banheiros masculinos. Trata-se, para além da afirmação politica e cultural, de uma necessidade real, seja para que as tarefas possam ser divididas entre o pai e a mãe, seja para os tantos pais que passam uma parte do tempo sozinho com seus filhos possam cuidar das crianças quando na rua. Na página de Donte no Instagram ele vem compartilhando outros pais que aderiram ao movimento e postaram fotos em situações similares.

Pode parecer um detalhe, mas é em verdade um símbolo e uma necessidade óbvia – algo que precisa urgentemente ser corrigido.

© fotos: Instagram/fonte:via

Pai solo adota quatro crianças com deficiência para que tenham uma vida melhor

Desde jovem o britânico Benjamin Carpenter sentia o desejo de ser pai e cuidar muito bem de seus filhos. Mas, por ser gay, ele sabia que teria de achar uma alternativa à paternidade tradicional, e já aos 21 anos se cadastrou no programa de adoções do Reino Unido.

Foram 4 anos tentando provar que seu desejo era verdadeiro e que ele poderia ser um bom pai, mesmo sendo gay e sozinho, até que em 2010 a Justiça finalmente o autorizou a adotar Jack, então com 2 anos.

Ben sabia que o garoto estava tendo uma infância difícil, mas só descobriu que ele era autista e sofria de Transtorno Obsessivo Compulsivo quando o processo de adoção se completou.

A questão não foi problema algum, pelo contrário: Ben sentiu que cuidar de crianças com deficiência e que foram deixadas pelos pais biológicos era sua vocação.

Dois anos depois, ele conheceu Ruby, então com 3 anos de idade. Portadora de Síndrome de Pierre Robin, com problemas de visão, escoliose e uma doença congênita que a impede de mexer os braços e mãos com precisão, a garota foi a segunda adotada por Ben.

Em seguida chegou Lily, meia-irmã de Ruby e um ano mais nova. Ela é surda e motivou Ben a aprender linguagem de sinais para se comunicar com a filha, além de ter ensinado a técnica para as outras duas crianças.

Joseph foi o quarto e, por enquanto, último filho adotivo de Ben. O garoto chegou até a família com um ano de idade, após ser deixado pelos pais biológicos quando eles descobriram que ele tinha Síndrome de Down. Ele também tem colostomia e precisa usar uma bolsa par armazenar as fezes, necessitando de atenção praticamente 24 horas por dia.

“Todos meus filhos têm uma atitude do tipo ‘E daí que tenho uma deficiência?’”, conta Ben, que vive com os quatro em uma fazenda na companhia de coelhos, galinhas, gansos, patos e pavões.

“Nossa vida é completa. Eles estão completos comigo e eu com eles”, conta o orgulhoso pai, que chegou a ser apontado Pai Adotivo do Ano por uma entidade britânica de apoio à adoção.

Além de cuidar das crianças, Ben também ensina linguagem de sinais em escolas da região de Huddersfield, onde eles vivem. Além disso, ele se dedica a participar de encontros com pais que buscam a adoção para ajuda-los a planejar e lidar com o processo.

“Muitos deles têm em mente o que chamo de Adoção Angelina Jolie ou Madonna, em que tudo é perfeito”. Ben gosta de explicar sobre as crianças com mais de 4 anos ou com necessidades especiais, que têm dificuldade para encontrar famílias por não ‘se encaixarem nos moldes’.

“O que faço é mostrar fotos da minha família e contar minha história – os pontos positivos e os negativos -, para acabar com essa noção de ‘normal’. Para mim, é uma questão de fazer as pessoas pensarem fora da caixa”, completa.

 

Fotos: Arquivo pessoal/Benjamin Carpenter/fonte:[via]

Desde 2014 ela tira secretamente fotos do marido e da filha e o resultado é pura fofura

A relação entre pais e filhos é uma das coisas mais fofas que podemos encontrar. Essa mãe derreteu corações ao criar uma coleção de fotos de seu marido e da filha sempre de mãos dadas.

As fotografias começaram a ser capturadas em 2014 e seguem até hoje. O detalhe mais interessante é que nem a menina, nem o marido sabem que estão sendo registrados nestes momentos de pura ternura.

Após serem compartilhadas pela usuária do reddit MrsIronbad, as fotos se tornaram virais na plataforma, recebendo mais de 900 comentários de pessoas encantadas com a ideia. “Estou planejando fazer um vídeo destas fotos para o aniversário de 18 anos dela ou, quem sabe, seu casamento”, comentou a mãe.

Confira algumas das imagens capturadas por ela!

 

Fotos: Reprodução Reddit/fonte:via