Vídeo inédito mostra Lennon e Harrison tocando juntos após fim dos Beatles

Os anos 1960 não acabaram nada bem para os Beatles. Depois de reinarem absolutos no cenário da música e da cultura, os quatro rapazes de Liverpool atravessavam uma verdadeira tormenta.

As coisas já não eram mais como antes e nem mesmo os ensaios e sintonia de outros tempos foi suficiente para impedir brigas quentes no seio do grupo mais famoso da história. Tudo começou durante as sessões de gravação do Álbum Branco, por volta de 1968. McCartney estava insatisfeito com a presença de Yoko Ono, levada por John Lennon, que de tão apaixonado, não conseguia ficar longe da amada.

Os embates eram frequentes entre os dois e sobrou inclusive para George Harrison e Ringo Starr. Durante uma sessão, diante de inúmeros desentendimentos, Harrison resolveu chamar Eric Clapton para tocar em While My Guitar Gently Weeps.

O anúncio oficial do fim do sonho foi feito por McCartney. De forma surpreendente, o baixista foi sucinto ao confirmar que estava de saída da banda. A notícia deixou Lennon revoltado, pois nos bastidores tinha sido ele o primeiro a largar o barco.

A confusão gerou processos e troca de farpas entre Lennon e McCartney. John foi bastante agressivo e em seu primeiro disco solo lançou a ácida How do You Sleep? (Como você dorme?, em português) com um desfile de críticas ao ex-amigo.

Mais de 40 anos depois, uma fato interessante surge. O canal oficial de Lennon divulgou um vídeo inédito de John e George tocando juntos na gravação da faixa. A revelação faz parte da divulgação do lançamento de Imagine – Ultimate Collection. O clipe está disponível no YouTube e vem emocionando os fãs.

Aliás, quando a poeira baixou, Paul e John fizeram as pazes antes da morte trágica de Lennon – assassinado por Mark Chapman na porta do Edifício Dakota, em Nova York. Em entrevista recente, Macca disse ter se sentido aliviado por ter aparado as arestas com o amigo antes de sua morte. O fato ficou conhecido como Lost Weekend (fim de semana perdido).

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O dia em que Paul McCartney fumou o baseado mais forte de sua vida com Fela Kuti na Nigéria

Corria o ano de 1973 quando Paul McCartney decidiu que não gravaria o próximo disco do Wings, então sua banda – o histórico “Band On The Run” – em um estúdio habitual, nem em sua casa, nem em Londres. Paul decidiu que aproveitaria que sua gravadora, a EMI, tinha estúdio espalhados pelo mundo, e escolheu a mais exótica e excitante opção: as gravações aconteceriam em um estúdio em Lagos, na Nigéria.

Ao chegar no país, qual não foi sua surpresa quando viu nos jornais, que estava sendo acusado de ir ao país para roubar a música negra local. O acusador? Ninguém menos que o lendário músico, compositor, cantor e multi-instrumentista nigeriano Fela Kuti. Conforme contou em entrevista recente, foi com Fela que Paul fumou o mais forte baseado de sua vida.

Antes desse amigável e divertido encontro entre gigantes da música, porém, Paul precisou pedir licença e se explicar. Fela já era, como ainda é, uma verdadeira lenda no país, espécie de imperador da música e da cultura nigeriana, e nada podia acontecer na Nigéria sem a sua permissão – mesmo uma gravação de um ex-Beatle. Paul precisou ir até a casa de Fela que, entre suas 30 esposas e suas dezenas de seguranças, escutou as ideias e gravações que Paul iria fazer no país para compreender que ele não queria roubar sonoridade alguma – McCartney só queria mesmo um ambiente inspirador para gravar seu disco.

Os dois então tornaram-se amigos, e se frequentaram ao longo da estadia de Paul no país. Em um desses encontros, no qual juntou-se ao séquito de Fela o também mítico Ginger Baker, baterista do Cream que então vivia em Lagos, para todos juntos irem à Afrika Shrine, a boate de Fela. “Ele costumava marinar sua maconha dentro de uma garrafa de uísque”, contou Paul. “Então nós chegamos lá e eu disse [para seu grupo]: ‘Não vamos fumar essa maconha’. Era muito forte, estávamos no meio da floresta, tudo escuro”.

Paul, porém, foi de certa forma desafiado por Fela. “Estávamos lá com ele quando um dos seus amigos me ofereceu um baseado. Eu disse ‘Não, obrigado’, e ele então ofereceu ao Ginger Baker, que disse ‘Sim, claro!’”, seguiu Paul, na entrevista. “Então, Fela gritou: ‘Ginger Baker! A única pessoa que conheço que nunca recusa um baseado!’. Aí eu disse: ‘Ah, ok, eu aceito um’”. O efeito, porém, impactou até mesmo a Paul McCartney.

“Cara, eu viajei. Era muito forte. Mais forte do que qualquer coisa que eu já tinha fumado. Não sei se tinha alguma coisa na maconha”, ele disse. “Mas, ao fim, foi uma boa noite”.

De sua estadia na Nigéria o baixista dos Beatles levaria não só a amizade de Fela e esse grande encontro como como um disco brilhante e o maior sucesso de sua carreira solo: Band On The Run venderia mais de 6 milhões de cópias no mundo e se tornaria a grande afirmação da força de McCartney em carreira solo dali pra frente – e a memória do mais potente baseado de sua vida.

© fotos: reprodução /fonte via

As últimas fotos de John Lennon e Paul McCartney juntos em 1974

Apesar de ser a mais bem sucedida e celebrada parceria entre compositores da história da música popular, como todos sabem o final da relação profissional entre John Lennon e Paul McCartney – e, assim, da maior banda de todos os tempos – não foi bonito: processos judiciais, ofensas públicas e até canções em ataque um contra o outro marcaram não somente o fim dos Beatles como da dupla Lennon – McCartney, por volta de 1970.

O passar dos anos do início da década de 1970, porém, permitiu que o tempo curasse as feridas mais profundas e que os dois compositores, que se conheceram ainda na adolescência, em Liverpool, pudessem voltar a discretamente se frequentar. A relação nunca mais foi a mesma, os dois tocaram juntos em estúdio somente uma vez e jamais compuseram juntos novamente – ao menos com Lennon ainda vivo, pois para o lançamento do projeto “Anthology, em 1994, os então três Beatles remanescentes “terminaram” a canção “Free as a Bird”, que Lennon havia começado na década de 1970.


A última foto de Lennon e McCartney juntos, em 1974

Em março de 1974, no entanto, durante o famoso “fim de semana perdido” em que Lennon separou-se de Yoko por cerca de um ano e meio e mudou-se para Los Angeles com a namorada May Pang, Paul e John voltaram a se ver com mais frequência. Foi nesse período que as últimas fotos conhecidas dos dois juntos foram tiradas, na casa do cantor Harry Nilsson (que pode ser visto em algumas das fotos), onde John estava então vivendo – durante uma visita surpresa de Paul e sua mulher Linda, que também encontraram Ringo. John e Ringo estavam trabalhando no novo disco de Harry Nilsson.


Harry Nilsson, Paul McCartney, John Lennon e, de costas, Linda McCartney

Os dois não se viam há cerca de dois anos quando esse encontro aconteceu – e foi durante esse encontro que a sessão de estúdio em que tocaram juntos uma última vez, com direito a ninguém menos que Stevie Wonder ao piano, acompanhando Paul na bateria e John na guitarra e vocais. As drogas rolavam solta, o clima era de improviso e o resultado tem maior valor histórico do que propriamente musical (como pode ser visto no clássico disco pirata “A Toot and a Snore in ‘74”, que traz justamente a sessão).

Os dois ainda viriam a se encontrar uma última vez em Nova Iorque, em 1976 – 4 anos antes de Lennon ser assassinado na porta do edifício Dakota, onde vivia em Nova Iorque, em 08 de dezembro de 1980 – mas não há registros desse encontro.


John Lennon, Keith Moon (baterista do The Who), Paul e Linda na mesma ocasião, em LA

As poucas fotos que restaram do encontro de John Lennon e Paul McCartney, em Los Angeles, em 1974 – tiradas por May Pang, então namorada de John e aqui publicadas – são, portanto, as últimas imagens da maior dupla de compositores de todos os tempos.

Na mesma viagem, Paul acima e, abaixo, Ringo Starr e Paul no estúdio

© fotos: May Pang/fonte:[via]