Moda entre adolescentes, desafio do fogo está gerando preocupação; entenda

Você já ouviu falar do desafio do fogo? É uma tendência (perigosa) que nasceu nas redes sociais. A moda envolve dois participantes, uma tem que se molhar com álcool, enquanto o outro acende um fósforo e ateia fogo no colega.

O intuito é queimar apenas uma parte do corpo, no entanto, a ‘brincadeira’ pode ter um resultado catastrófico. Foi o que aconteceu com a jovem Timiyah. Com apenas 12 anos, a norte-americana teve o corpo queimado e foi socorrida pela mãe.

“Ela estava coberta por fogo, gritando, chorando e pedindo ajuda. Eu me desesperei. A primeira coisa que fiz foi tentar apagar o fogo com minhas próprias mãos. Entrei nas chamas para salvá-la e tentei rasgar as roupas dela”, relatou a contadora Brandi Owens, de 35 anos, que teve partes de seu próprio corpo atingidas pelas chamas.

Timiyah, que está internada em estado grave, ficou com 49% do corpo coberto por queimaduras de segundo e terceiro grau. A estudante estava acompanhada por mais duas amigas na cozinha de casa quando decidiu participar do desafio do fogo.

Depois de colocá-la no banho frio, Brandi levou a menina para o hospital e agora iniciou uma campanha de financiamento para arcar com os custos. O tratamento, segundo os médicos, deve levar meses. A garota vai passar por mais três cirurgias.

O desafio do fogo começou por volta de 2012, quando um usuário do YouTube publicou um vídeo ateando fogo nos pelos do peito. Dali pra frente, outras versões viralizaram nas redes. Além do caso de Timiyah, outro rapaz norte-americano sofreu queimaduras de segundo grau ao participar da onda.

O YouTube disse que está retirando vídeos relacionados com o tema.

Fotos: Reprodução/Facebook/fonte:via

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Esses 10 dos destinos mais misteriosos, aterrorizantes e proibidos do planeta

Tudo que é proibido parece mais gostoso, nada atiça mais nossas curiosidades do que um bom mistério, e conhecer novos lugares é um dos maiores prazeres da vida. Essas três verdades se misturam em um bomba atômica de curiosidade diante de alguns dos lugares mais misteriosos, interessantes e proibidos do mundo. Alguns deles são simplesmente impossíveis de serem visitados, enquanto outros colocam a vida dos visitantes em risco no instante em que lá se pisa. A viagem para saciar tais desejos pode ser, afinal, realmente perigosa.

Se desejar conhecer esses locais para os curiosos de plantão é inevitável, realizar tal desejo de fato é radicalmente não recomendado. Por aqui, no entanto, a visita é permitida. Prepare sua curiosidade e coragem virtual, pois aqui estão alguns dos mais misteriosos, perigosos e proibidos locais do planeta – a viagem é por sua conta e risco.

1. Ilha Sentinela do Norte

Localizada na baia de Bengala, na Índia, essa pequena e paradisíaca ilha é habitada pelos Sentineleses, uma população nativa entre 40 e 500 indivíduos. Sem qualquer contato com o mundo dito “moderno”, os sentineleses já mataram dois pescadores que tentaram se aproximar. A aproximação à ilha é proibida pelo governo indiano, e pelo que demonstrou a população, a sentença de uma visita pode mesmo ser a morte.

2. Portal de Plutão

Segundo a mitologia greco-romana, o Portal de Plutão, local na Turquia onde se adorava esse deus da morte, era uma espécie de passagem para a outra vida, ou mais precisamente para o inferno. Acontece que a descrição mítica nesse caso era de fato literal e verdadeira, e não somente um mito: quando foi descoberto, em 1965, cientistas perceberam que a alta concentração de dióxido de carbono faz com que o local, durante a noite, seja capaz de envenenar à morte animais de pequeno porte e crianças. Durante o dia, no entanto, o sol dissipa o gás e o local se torna seguro.

3. Ilha de Poveglia

A ilha mais assombrada do mundo fica na Itália, e o mistério e pavor ao seu redor vem desde tempos realmente antigos. Durante o império romano, Poveglia foi utilizada como local para isolamento de infectados com a peste, assim como para carbonizar e enterrar os mortos pela doença. Na era medieval, quando a peste retornou, a ilha também voltou à sua função original, tornando-se casa e tumba para milhares de contaminados ou mortos. Foram tantos os incinerados e enterrados por lá que a lenda ao redor de Poveglia sugeria que metade do solo do local era composto de cinza humana. Em 1922 um hospital psiquiátrico foi fundado no local – e o clima por lá provavelmente não ajudou à saúde mental dos pacientes. Reza a lenda que ainda é possível encontrar ossos humanos pelas matas ou costas da ilha, e a visita à ilha é irrestritamente ilegal.

4. Ilha da Queimada Grande

A presença brasileira nessa lista medonha fica por conta da Ilha da Queimada Grande, única casa em todo o planeta da Jararaca-ilhoa, um tipo de cobra de veneno potente que só existe no local e que se adaptou e se multiplicou de tal forma por lá que estima-se que exista uma serpente por metro quadrado na ilha. Localizada a 35km do litoral de São Paulo, o acesso pela população geral é totalmente proibido, sendo permitido somente aos analistas ambientais do Instituto Chico Mendes. A ilha já foi escolhida como “o pior lugar do mundo para se visitar”, e é reconhecida como o maior serpentário natural do mundo.

5. Zona de exclusão de Chernobyl

Com nome oficial de Zona de Alienação da Usina Nuclear de Chernobyl, a zona ao redor do local onde aconteceu o maior desastre nuclear da história, em 1986, próximo de onde hoje fica a cidade fantasma de Pripyat, ao norte da Ucrânia. Com cerca de 2600 quilômetros quadrados ao redor de onde ficava a usina, os níveis de contaminação por radiação no local ainda são altos, e o acesso ao público é de modo geral proibido. Trata-se, afinal, de uma das áreas mais contaminadas do mundo, o que tornou o local um imenso cenário fantasma.

6. Área 51

O mais famoso local proibido e misterioso do mudo é provavelmente a Área 51, uma instalação militar localizada no estado de Nevada, nos EUA. A utilização e função do local é desconhecida e sigilosa, e a suposição oficial sugere que sirva como ponto de desenvolvimento e teste de aeronaves e sistemas de armas e defesa experimentais. O sigilo profundo com relação ao lugar fez se desenvolverem ao longo da segunda metade século XX um sem-fim de teorias da conspiração e folclore sobre a Área 51 ser, em verdade, local onde o governo guardaria e estudaria OVNIs e ETs encontrados pelo exército americano. O acesso ao local é proibido, assim como são confidenciais as informações a seu respeito.

7. Zona de Exclusão de Fukushima

Quando, em 2011, o acidente na Usina Nuclear de Fukushima aconteceu, os moradores da região tiveram de abandonar tudo com urgência, largando literalmente tudo como estava, fundando assim uma região fantasma com cerca de 30 km ao redor da usina. O acesso ao local hoje é completamente proibido, ainda que o fotógrafo Keow Wee Loong o tenha visitado e fotografado o local. Trata-se de uma perfeita cidade fantasma, e suas fotos mostram como as pessoas parecem literalmente ter saído correndo de um instante para o outro, deixando tudo como antes estava.

8. Arquivos do Vaticano

Se muita coisa ao redor do Vaticano e da Igreja Católica é rodeado de mistério e proibição, nenhum local é mais restrito do que os arquivos secretos do Vaticano. Estão lá todos os documentos e o registro de cada ato promulgado pela Santa Sé, incluindo correspondências e registros de excomunhão. Estima-se que os arquivos do Vaticano tenham 84 km de prateleiras, e cerca de 35 mil volumes em seu catálogo. O acesso é permitido a eventuais acadêmicos, para exame de documentos específicos. A maior parte dos documentos, assim como qualquer publicação, é totalmente proibida.

9. Cavernas de Lascaux

Descoberto em 1940 por quatro adolescentes, o complexo de cavernas de Lascaux, no sudoeste da França, tem, em suas paredes, alguns dos mais antigos registros de arte rupestre da história. Com cerca de 17 mil anos, os desenhos nas paredes da caverna mostram bovídeos, cavalos, cervos, cabras, felinos e outros animais. Nos anos 1950 cientistas perceberam que a intensa visitação ao local – uma média de 1200 pessoas por dia – estava alterando a circulação de ar e aumentando a intensidade da luz, deteriorando as pinturas. Com isso, desde 1963 que as visitações a um dos mais famosos sítios de arte rupestre do mundo é proibida.

10. Ilha de Surtsey

Depois de uma imensa erupção vulcânica que se sucedeu na costa sul da Islândia, começando a 130 metros abaixo da superfície do oceano, a ilha de Surtsey começou a ser formada. Cinco dias após o início da erupção, no dia 14 de novembro de 1963, a ilha enfim emergiu. A erupção, no entanto, durou até 5 de junto de 1967, fazendo com que a ilha atingisse a extensão de 2,7 quilômetros quadrados. Com a erosão marinha e o vento seu tamanho já diminuiu em mais da metade e, por se tratar de um dos locais mais jovens do mundo, a presença humana é proibida, a fim de que se possa estudar in loco o surgimento e desenvolvimento de um ecossistema. Somente alguns cientistas podem visitar o local, sem poder levar nenhuma semente nem deixar qualquer rastro, unicamente para fins de pesquisa.

© fotos: reprodução/fonte:via

A bizarra, perigosa e solitária vida do mergulhador de saturação

Durante 52 dias seguidos, Shannon Hovey acordou na companhia de cinco outros homens em um tubo de metal de 6 metros de comprimento e 2 metros de diâmetro, dentro de um navio no Golfo do México.

Tomou seu café da manhã que veio por uma escotilha e ouviu uma voz incorpórea dizer-lhe quando era hora de colocar sua roupa de borracha e trabalhar.

A vida no tubo era repetitiva e perigosa – qualquer violação não intencional dessa casa temporária de metal significaria uma morte rápida e agonizante.

Isso porque Hovey tem uma das profissões menos conhecidas e mais perigosas e bizarras da Terra: ele é um mergulhador de saturação.

Doença da descompressão

Por enquanto, apenas alguns poucos homens desempenham essa função no mundo todo. Os trabalhos geralmente têm a ver com construção e demolição em profundidades de até 300 metros ou mais abaixo da superfície do oceano.

Nessa profundidade, é preciso respirar ar pressurizado. Para voltar à superfície, esse gás precisa de tempo para se difundir lentamente. Caso um mergulhador disparasse diretamente para a superfície, o gás formaria bolhas, como em uma lata de refrigerante agitada. Dentro do corpo de uma pessoa, isso seria como se milhões de minúsculos explosivos começassem a detonar.

Conhecida como “doença da descompressão”, a condição é catastroficamente dolorosa e debilitante e, dependendo da profundidade, quase impossível de sobreviver. Mergulhar a 80 metros de profundidade por uma hora, por exemplo, exige uma subida de cinco horas para evitar até os menores problemas.

A fatalidade foi descoberta pela primeira vez no século 19, quando homens em tubos pressurizados usados para escavar túneis e construir pontes misteriosamente adoeceram e começaram a morrer.

Vivendo em uma câmera pressurizada

Experimentos nos anos 1930 mostraram que, depois de um certo tempo sob determinada pressão, os corpos dos mergulhadores ficam totalmente saturados com gás inerte, e eles podem permanecer nessa pressão indefinidamente, desde que tenham uma longa descompressão no final.

Em 1964, aquanautas navais ocuparam o primeiro Laboratório Marítimo – um alojamento de metal em uma profundidade de 60 metros. Eles podiam mover-se sem esforço entre a casa subaquática pressurizada e a água circundante, demonstrando o enorme potencial comercial do mergulho de saturação.

A indústria de petróleo e gás é a que mais precisa de mergulhadores comerciais como Hovey, que pode ir ao leito marinho para executar as delicadas manobras necessárias para montar, manter e desmontar poços, plataformas e oleodutos, lidando com válvulas flutuantes e apertando parafusos com macacos hidráulicos em espaços apertados que previnem explosões.

Veículos operados remotamente não têm a mesma flexibilidade ou julgamento para realizar delicadas funções. Graças a 1964, ficou claro que seria mais fácil e mais barato monitorar e apoiar mergulhadores em alojamentos pressurizados no fundo do mar.

Preparativos

Neste momento, em todo o mundo, há mergulhadores vivendo sob pressão dentro de sistemas de saturação, principalmente em navios, mas ocasionalmente em plataformas ou barcaças.

Além dos mergulhadores, outras pessoas trabalham nesses navios, fora da câmera de saturação – como gerentes submarinos, supervisores de mergulho e técnicos de suporte de vida. Eles estão lá para controlar o que os mergulhadores respiram e comem, suprir suas necessidades pessoais e até mesmo ajudar a dar descarga na privada remotamente (isso é necessário, pois dar descarga em uma câmara pressurizada pode ser uma tarefa um tanto perigosa, o que torna ir ao banheiro uma situação sempre pouco privada para os mergulhadores).

Antes de fixar residência na câmara de saturação, todo mergulhador deve passar por um exame médico incluindo, entre outras coisas, uma busca por qualquer sinal de infecção. Mesmo um resfriado simples pode ser incrivelmente perigoso – orelhas entupidas e cavidades nasais prendem o ar que os mergulhadores não conseguirão igualar ao ar pressurizado, podendo causar danos permanentes que podem terminar uma carreira.

Em seus últimos momentos antes de um trabalho, os mergulhadores costumam ligar para suas famílias, embora possam usar telefones celulares na câmara. Isso não é interessante, no entanto: uma vez que estão sob pressão, todos soam como o Pato Donald depois de sugar balões de hélio.

Problemas – graves – de comunicação

Em certas profundidades, mergulhadores respirando ar comprimido, incluindo mergulhadores recreativos, podem desenvolver o que é conhecido como narcose por nitrogênio. A condição imita a sensação de estar bêbado. Quanto mais fundo você vai, mais bêbado e incapacitado se sente. A 90 metros, você pode desmaiar.

Para evitar a narcose por nitrogênio e outras condições ligadas a toxicidade de gases, mergulhadores precisam respirar uma mistura de hélio e oxigênio. Um coquetel chamado heliox foi desenvolvido para esse fim. Os mergulhadores de saturação respiram heliox durante todo o tempo em que estão trabalhando.

Isso não complica apenas telefonemas familiares. O hélio é cerca de sete vezes mais leve que o ar e as ondas sonoras viajam muito mais rapidamente através dele. O resultado é que os mergulhadores, muitas vezes ex-militares realizando trabalhos sérios e mortais, soam como personagens de desenho animado.

Os mergulhadores e suas equipes de apoio se adaptam rapidamente à distorção vocal, mas isso ainda pode dificultar a comunicação – especialmente quando há sotaques envolvidos. Uma equipe pode conter um americano, um inglês, um sul-africano e um belga, por exemplo.

As embarcações de apoio geralmente são equipadas com uma espécie de decifrador para quando os mergulhadores precisam estar em constante comunicação com a equipe de suporte a bordo, mas o equipamento é notoriamente não confiável, e muitos supervisores preferem não usá-lo.

Outros desafios

A comunicação e o perigo iminente de morte não são os únicos desafios desse trabalho. Nos primeiros parágrafos, contamos que Hovey viveu por seis semanas em um tubo de metal de 6 metros de comprimento por 2 de diâmetro.

Sim, os mergulhadores passam suas horas acordadas ou sob centenas de metros de água no fundo do oceano, ou espremidos em uma área do tamanho de uma mesa de restaurante.

Há mais coisas extremamente incômodas envolvidas na profissão. Por exemplo, quando falamos que eles respiram ar pressurizado, pulamos a explicação da etapa em que a câmara se torna pressurizada. O processo pode levar horas e os mergulhadores precisam trabalhar constantemente para equalizar os ouvidos, bocejando, engolindo etc. Sem contar que a pressurização os deixa doloridos por horas ou até dias. “Qualquer coisa que não seja líquida ou sólida é afetada pela física do gás”, conta Hovey. “A cartilagem nas articulações é porosa e encolhe por alguns dias. Todas as suas articulações doem ou estralam com o movimento”.

Depois disso, o termostato dentro da câmara é ajustado para mantê-la sempre quente, porque as propriedades térmicas do hélio deixam os mergulhadores sentindo frio perpetuamente. Seus trajes de mergulho à prova d’água também são equipados com sistemas de circulação de água quente para evitar a hipotermia.

Quanto ao dia-a-dia, é necessário consumir até 6.000 calorias por dia (mais que o dobro da ingestão normal recomendada) para aguentar as tarefas exigentes na água. Mergulhadores ainda tomam doses de multivitaminas, com ênfase na D, para compensar a falta de luz solar. A comida em si não é afetada pela pressão, mas as papilas gustativas tendem a ficar amortecidas. Molho picante é um item popular, que precisa ser aberto com cuidado para não explodir.

E depois tem o problema de trabalhar debaixo d’água a tal profundidade, desempenhando tarefas dificílimas – que podem requerer ferramentas como serras e soldas – com visibilidade zero. Não morrer da descompressão é só um dos obstáculos fatais dessa profissão.

Acidentes

Com tantos perigos envolvidos, não é de se admirar que existam tristes registros de fatalidades na profissão.

Um dos piores acidentes de mergulho de saturação ocorreu em 1983, quando um sino de mergulho foi retirado do tubo de transferência (entre navio e água) antes de ser completamente selado. Quatro mergulhadores e um técnico de mergulho morreram instantânea e horrivelmente. Hoje, os sistemas de saturação possuem mecanismos de bloqueio para impedir que isso aconteça.

Por conta de todos os desafios, ninguém trabalha nas profundezas do oceano sem um extenso conhecimento em mergulho e diversos cursos avançados. Mesmo totalmente certificado, pode ser difícil ser contratado para um trabalho sem indicações confiáveis que garantam que você é capaz de desempenhar em condições tão extremas sem perder a cabeça.

Por mais forte que alguém seja, no entanto, Hovey supõe que, de cada 20 indivíduos que se formam em um programa de treinamento, talvez um ainda esteja fazendo esse trabalho depois de cinco anos. Alguns caem fora por causa da dificuldade ou longas semanas longe de casa, mas certamente não há boas estatísticas envolvidas: um relatório de 1998 dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA estimou que a taxa de mortalidade para mergulhadores comerciais é 40 vezes a média nacional para outras profissões. Imagina um mergulhador de saturação.

Muitos escapam da morte por um fio e se convencem de que o risco não vale a pena. Hovey recorda momentos de profundo pânico. Neles, “você tem que se acalmar, respirar algumas vezes e dizer: ‘Você é o único que pode se ajudar. Ninguém vai descer aqui e ajudá-lo’”. O mergulhador também já perdeu colegas durante trabalhos, o que não é nada fácil.

Voltando para casa

Uma vez selados na câmara de saturação, mesmo que estejam em um barco, a poucos metros da tripulação de apoio e do ar fresco, os mergulhadores ficam tão isolados que é como se estivessem na Estação Espacial Internacional.

Ainda mais longe, na verdade: leva cerca de 3,5 horas para um astronauta voltar do espaço. Os mergulhadores de saturação têm que se descomprimir por dias, no mínimo.

Em um mergulho no início de sua carreira, quando Hovey estava a uma profundidade de 200 metros, ele descobriu que sua esposa havia abortado. Levaria 11 dias de descompressão para que ele saísse da câmara. Como a família precisava de seu salário (não surpreendentemente, mergulhadores de saturação são bem pagos e podem receber até US$ 1.400 por dia, mais de R$ 5 mil), sua esposa lhe disse para ficar e terminar o trabalho.

Quando os mergulhadores finalmente saem da câmara, precisam de ajuste tanto emocional quanto físico. Solitários, pálidos e desorientados, precisam se adaptar a uma nova dieta comendo menos e se preparar para ver uma família que continuou crescendo e evoluindo longe deles.

Difícil? Muito além disso. Mas, quando o telefone tocar para o próximo trabalho, eles estarão prontos. Talvez sejam atraídos pela ideia de trabalhar nas margens da capacidade humana, enfrentando o perigo com calma e planejamento, membros de um clube muito exclusivo com pouquíssimos membros. Eles são, de muitas maneiras, como astronautas; com a diferença de que ninguém nunca ouviu falar deles. 

 fonte:via[AtlasObscura]

Conheça a mamba-negra, uma das serpentes mais mortais do planeta

A Mamba-negra (Dendroaspis polylepis) é uma das cobras mais venenosas do continente africano. Ao contrário do que diz o teste em cobaias, a Dose Letal Mediana (LD50) não reproduz o efeito do veneno em seres humanos e sim em ratos. O organismo do rato é diferente do ser humano e por isso reage diferentemente ao seu poder. Seu tamanho varia de 2,5 m a 4,5 m. É a cobra mais rápida do mundo, capaz de se deslocar a 20 km/h. No entanto, usa essa velocidade para escapar do perigo e para atacar as suas presas.

Ao contrário das outras espécies do mesmo gênero, vive a maior parte do tempo no solo, mas pode escalar árvores com facilidade. Sua dieta consiste de pequenos mamíferos e aves. Tem um bote muito rápido e seu veneno neurotóxico causa paralisia. Com o veneno da mamba negra a vítima pode falecer em menos de 20 minutos. Sem o tratamento é mortal em 100% dos casos. No verão, a fêmea coloca de 12 a 18 ovos. A expectativa média de vida da mamba-preta é de 12 anos.

A mamba-negra não tem este nome devido à cor do seu corpo, já que tem uma cor acinzentada(variável), mas ao interior preto da sua boca, que ela exibe em sinal de ameaça. Ao contrário do que por vezes se diz, não ataca voluntariamente o homem. No entanto, se torna ferozmente agressiva ao se sentir ameaçada. Sintomas: Formigamento na região da picada e nos lábios, logo em seguida visão dupla, depois o corpo paralisa, ocorrem convulsões e por fim a morte.

É encontrada na Africa do sul, Quênia, Tanzânia, Zâmbia, Zimbábue, Moçambique, Botswana, Angola e Namíbia.

[Google imagens]:fonte:via

Leão marinho puxa criança para dentro d’água em marina no Canadá; assista

Um grupo de turistas que visitava a marina Stevenston Fisherman’s Wharf, em Vancouver (Canadá) levou um enorme susto .Uma família com crianças e outros turistas perceberam a presença de um leão marinho e se aproximaram da água para alimentá-lo, ação que é desencorajada pelos administradores da região com várias placas de “não alimente os animais selvagens”.

Um dos observadores, um jovem chamado Michel Fujiwara, quis registrar o momento com seu celular e passou a filmar a interação entre o animal e as pessoas. Inicialmente, todos dão risada e acham o leão marinho uma fofura. Quando a comida para de ser lançada, porém, o animal fica frustrado e se ergue na água, bufando. Isso é interpretado incorretamente pelo grupo como um sinal de que ele é brincalhão, e a menina adora.

Segundos depois, porém, ela se senta ao lado do avô, na borda do píer, enquanto ele estende a mão para o animal, como se quisesse acariciá-lo. É aí que em questão de poucos segundos o leão marinho deixa de se concentrar no avô e morde o vestido da menina, puxando-a para dentro da água.O avô pula imediatamente na água gelada e salva a criança, com auxílio dos observadores. Em inglês, a criança grita: “vovô! Vovô!”, e ele responde: “vovô está bem, não se preocupe”. Ele então agradece pela ajuda dos observadores que o puxaram para fora da água, diz que não está ferido e a família toda vai embora rapidamente.

O vídeo foi postado na internet no sábado e em apenas um dia circulou pelo mundo, com mais de 9,2 milhões de visualizações no Youtube.

 

Risco de infecção


Danielle Hyson, uma treinadora de mamíferos marinhos no Aquário de Vancouver, analisou o comportamento do animal no vídeo. “Você o vê sair da água e bufar. Isso é o que chamamos de precursor de agressividade. Ele está avisando às pessoas que ele está ficando frustrado. Nessa situação, as pessoas devem se afastar imediatamente”, alerta ela em entrevista ao jornal The Star.

A frustração acaba em agressão, aponta ela, acrescentando que um leão marinho da Califórnia macho é muito poderoso e pode pesar mais de 200 kg. Apesar de tanto poder, eles são vistos como “fofos” pelas pessoas, que confundem seus grandes olhos e bigodes com os dos cachorros domésticos.

 

“Eles parecem fofos e sei que as pessoas têm uma atração natural por eles. Eles parecem cachorros da água, mas absolutamente não são”, afirma.A treinadora também demonstrou preocupação com a saúde da criança. Caso os dentes do animal tenham arranhado ou perfurado a pele dela, ela corre risco de uma séria infecção, difícil de ser tratada. “Focas e leões marinhos carregam bactérias terríveis na boca”, diz ela.O Aquário de Vancouver está tentando localizar a família para dar orientação sobre o que fazer caso a pele tenha sido ferida.

“Não alimente os animais”


Apesar de inúmeras placas de “não alimente os animais” espalhadas pela região, os visitantes insistem em jogar comida para mamíferos marinhos e pássaros.O administrador da marina Steveston Harbour Authority, Bob Baziuk, diz que este é um problema antigo. “Temos tentado passar essa mensagem há anos e anos – não alimente os animais. Você está pedindo por problemas quando faz isso”.

Leões marinhos da Califórnia visitam a província canadense de Brintish Columbia com regularidade no ciclo migratório, e sempre param na marina em busca de comida grátis vinda dos pescadores.“Este foi um incidente terrível. Mas aconteceu e agora este vídeo é um pôster sobre por que não devemos alimentar os leões marinhos”, diz ele.

A treinadora Danielle Hyson diz que os visitantes não estão alimentando apenas os animais marinhos. Ela nota que as pessoas da região de Vancouver têm alimentado mais ursos e pássaros, causando interações perigosas. “Quanto mais alimentamos animais selvagens, mais e mais nos colocamos em risco nessas situações”, alerta ela.

Confira o vídeo completo do incidente com o leão marinho:

Fonte;[IFLScience, CNN, The Star]

O último desses simpáticos golfinhos pode morrer em 2018

Cientistas estimam que já menos de 30 vaquitas no mundo. Com nome científico de Phocoena sinus, este golfinho raro é encontrado nas águas do norte do Golfo da Califórnia, no México. Em 2014 seu número estimado era de 100 indivíduos, e apenas três anos depois este número caiu 70%.

“Se não fizermos nada hoje, as vaquitas podem se extinguir em 2018. Perdê-los seria como perder um pedaço do México”, alerta a diretora de estratégia e ciência da WWF México, Maria José Villanueva.

A Phocoena sinus é os cetáceo mais ameaçado do mundo, conquistando o primeiro lugar desta triste lista quando o golfinho-de-Yang-Tsé (Lipotes vexillifer) entrou em extinção em 2007. Além de ser o cetáceo mais raro do mundo, as vaquitas também são as menores de todos, com menos de 1.5m de comprimento.A espécie é tão discreta que só foi descoberta em 1958, quando chamou a atenção com suas marcações faciais únicas. Ela tem um círculo preto ao redor dos olhos que renderam o apelido “panda do mar”.

Em 1997, havia cerca de 560 vaquitas no mundo, mas em 2007 havia apenas 150. Este declínio coincide com o aumento de “pangas” na região, embarcações de caça de peixes que usam uma rede de pesca vertical que captura os peixes pelas guelras conforme eles nadam.

Esse tipo de rede é um método de pesca indiscriminado que mata acidentalmente 700 mil mamíferos marinhos e pássaros por ano no mundo todo. Por isso, este modelo é proibido no Golfo da Califórnia, mas mesmo assim as redes são lançadas de forma ilegal para pescar um peixe ameaçado chamado totoaba que tem o tamanho aproximado das vaquitas. Redes com até 2 km de comprimento já foram retiradas por protetores ambientais.Os totoabas também estão em péssima situação. Suas bexigas natatórias são consideradas valiosas no mercado chinês, e chegam a ser vendidas por US$15 mil por quilo. Essas bexigas são chamadas de “cocaína aquática” por conta do preço e demanda.

Como salvá-las

Outro problema enfrentado pelos protetores ambientais é que uma proibição do uso desse tipo de rede pelo governo do México vence no mês de junho de 2017, o que significa que grupos ambientais estão correndo contra o relógio para tentar mover os golfinhos sobreviventes para algum santuário temporário.

“Vemos isso como medida desesperada”, diz o diretor geral do WWF México, Jorge Rickards. “Consideramos essa uma medida de alto risco porque nada desse tipo já foi feito antes”.

Fonte; [Science Alert]