São Paulo ganha escola de hortas para pessoas em situação de rua

O Brasil tem mais de 100 mil pessoas oficialmente registradas como ‘Em situação de rua’. Só em São Paulo são ao menos 15 mil. Ao mesmo tempo, há um potencial pouco explorado nas grandes cidades: a agricultura urbana é capaz de empregar pessoas e fornecer alimento de qualidade a um preço acessível para a população.

Um projeto na capital paulista que tem como objetivo unir as duas pontas acaba de ser lançado: trata-se da Horta Social Urbana, que oferece formação em agricultura urbana para pessoas em situação de rua, atendidas nos Centros Temporários de Acolhimento (CTAs) e Centros de Acolhida.

O curso, cuja primeira turma terá aulas na Horta Escola Lucy Montoro, inclui capacitações em técnicas de permacultura e agroecologia, unindo os conhecimentos mais modernos em relação à cultura de alimentos à necessidade de usar a terra de forma sustentável e maximizar o uso de recursos naturais para evitar desperdício.

Além das aulas, o projeto também prevê a criação de hortas urbanas em terrenos baldios e telhados de condomínios comerciais e residenciais, sempre de forma orgânica e gerando renda para os trabalhadores.

O programa Horta Urbana Sustentável foi proposto pelo ex-prefeito Joao Dória e segue o modelo de parceria com empresas privadas, permitindo que o projeto saia do papel sem que a prefeitura precise investir recursos próprios.

Fotos: reprodução/Prefeitura de São Paulo /fonte via

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Ele tem uma horta na laje de casa com mais de 150 espécies de plantas

Montar uma horta em casa pode ser uma alternativa maravilhosa para se alimentar de forma saudável, gastando menos e, de quebra, descobrindo um novo e divertido hobby. A falta de espaço é um dos principais empecilhos para quem deixa a ideia apenas na vontade, mas esse mineiro prova que, mesmo sem morar em grandes propriedades, é possível.

Marquinho Biggs vive em Rio Novo, Minas Gerais, e cultiva mais de 150 espécies de hortaliças, frutas e legumes na laje de sua casa. Ele já foi tema de matéria no Globo Repórter e deu uma entrevista ao Ciclo Vivo dando dicas para quem quer começar.

A horta é uma tradição de sua família, e foi observando os pais que ele criou interesse por plantar, quando tinha três ou quatro anos de idade. Hoje, é o filho, Gubert, quem vai aprendendo a seguir os passos na horta.

O cultivo na laje começou há quinze anos, e começou com uma reforma para que a estrutura aguentasse o peso e a quantidade de terra e plantas que Marquinho planejava colocar por lá. Ele cultiva de espécies corriqueiras, como alface, couve e inhame, às chamadas PANCs (plantas alimentícias não convencionais), como beldroegas, capiçoba e serralha.

De acordo com o permacultor, a variedade de espécies foi atingida graças ao contato com outros entusiastas das hortas, que costumam marcar encontros para vender, trocar ou doar mudas entre si, ajudando mutualmente a fugir do convencional.

A principal dica de Marquinho para quem quer começar a horta em casa é entender a sazonalidade: “Cada planta tem sua época e seu ciclo e se você souber sobre isso não tem dificuldade”, contou ao Ciclo Vivo.

 “A primeira coisa é fazer compostagem para enriquecer a terra. Você pode usar resto da cozinha, casca de frutas, legumes, verduras, casca de ovo, pó de café, folhas secas, capim, serragem etc. Criar minhocas ajuda demais. Eu uso muito esterco bovino. Tudo que se decompõe é bom para horta”, segue dizendo.

O que eu acho super legal se você mora em casa é ter uma cisterna para captar água de chuva, pois plantas gostam de um pouco de umidade e água é essencial. De resto, mexer em horta é uma terapia”, completa Marquinho.

Fotos: Reprodução/Marquinho Biggs/fonte:via