Unicórnios existiram e conviveram com humanos há 29 mil anos

Depois de ler esta notícia, você vai ter argumentos consistentes contra a corrente que nega a existência dos unicórnios. Pesquisadores encontraram no Cazaquistão um fóssil de um unicórnio, que teria vivido no país asiático há cerca de 29 mil anos.

Com isso, é provável que nossos ancestrais tenham sim convivido e até caçado unicórnios. Agora, eles não eram tão fofinhos como os desenhos contemporâneos mostram. Na verdade, segundo a recriação feita pelos paleontólogos, eles eram bem assustadores.

O achado provocou uma alteração nas estimativas de paleontólogos, que acreditavam que os unicórnios teriam sido extintos há pelo menos 350 mil anos. A disparidade, segundo os pesquisadores, se dá por causa do isolamento provocado pelas baixas temperaturas entre as regiões onde os diferentes fósseis foram encontrados.

A área habitada pelo Unicórnio Siberiano (Elasmotherium sibiricum) fica onde atualmente está a Sibéria. Por já ser uma região fria, os animais não sentiram as intensas mudanças de temperatura, que ocorreram com mais intensidade durante a Era Glacial. Por isso, foi criado uma espécie de ‘santuário de preservação’ para as espécies que resistiram por mais tempo.

O unicórnio de verdade está longe de ser um cavalo bonitinho com chifre. Ele lembra mais um rinoceronte ou um mamute com uma densa camada de pelos. O tamanho também assusta e na vida adulta, eles podiam atingir até dois metros, pesando quatro toneladas.

Quanto ao chifre, era sua principal arma de defesa, medindo mais de 1 metro e pesando cerca de 60 kg.

Fotos: Ruian Hastwsky/Reprodução/fonte:via

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Cientistas vencem Nobel de Medicina por revolução no tratamento contra o câncer

Nesta edição, o Prêmio Nobel de Medicina premiou o trabalho de dois cientistas para encontrar uma terapia mais efetiva contra o câncer.

James P. Allison e Tasuku Honjo ganharam o prêmio de R$ 4 milhões por terem descoberto uma terapia que incentiva o ataque de células de defesa do organismo contra os tumores.

Apesar de terem conduzido as pesquisas separadamente, o norte-americano e o japonês conseguiram entender o funcionamento de duas proteínas produzidas por tumores – a CTLA-4 e a PD-1 – que acabam paralisando o sistema imune do paciente durante o tratamento do câncer.

A grande sacada foi quando o imunologista James P. Allison, de 70 anos, funcionário da Universidade do Texas, descobriu que a criação de um bloqueio da proteína poderia sabotar o freio sobre os linfócitos T, permitindo que as células atacassem o tumor novamente.

“Os tumores produzem as proteínas, chamadas de checkpoints, que bloqueiam o linfócito T, que é a célula mais importante do sistema imune que ataca o tumor. Essas drogas [pesquisadas] retiram esse bloqueio e recuperam o poder de ataque dos linfócitos que estavam paralisados por essas proteínas”, disse ao G1 o oncologista Fernando Maluf, diretor associado do Centro de Oncologia da Beneficência Portuguesa de São Paulo.

O também imunologista, Tasuku Honjo, 76, da Universidade de Kyoto, no Japão, encontrou na proteína PD-1, uma resposta para sua atuação sobre o linfócitos T. Ele se valeu de experimentos em laboratório e em 2012 conseguiu demonstrar eficácia no tratamento de pacientes com vários tipos de câncer.

Em entrevista à Deutsche Welle, Allison disse ter tentado “compreender a biologia das células T, essas células incríveis que viajam pelo nosso corpo e trabalham para nos proteger”

As pesquisas trouxeram otimismo e Klas Kärre, membro do comitê do Nobel, diz acreditar em “curar o câncer com isso”.

Em tempo, esta não foi a primeira vez que o Nobel reconhece os esforços de cientistas em busca de uma cura para o câncer. O tratamento hormonal contra o câncer de próstata (1966) e o transplante de medula para tratar leucemia (1990), já foram premiados. Desta vez, a grande diferença é o peso da descoberta de Allison e Tasuku. Para se ter ideia, há mais de 100 anos os cientistas tentam acionar o sistema imune para lutar contra o câncer.

Foto: reprodução/fonte:via

Historiador faz descoberta incrível ao analisar fotografia de templo grego de 1858

A curiosidade de um historiador proporcionou uma descoberta sem precedentes para a humanidade. O inglês Paul Cooper encontrou uma foto incrível do Templo do Olímpico de Zeus, na Grécia.

Paul desvendou um quebra-cabeça com a imagem das ruínas do templo, tirada por volta de 1858. Ele estava pesquisando sobre histórias esquecidas de ruínas ao redor do mundo para uma matéria do curso de PhD. Com isso, conseguiu montar uma linha do tempo mostrando como a construção se transformou ao longo dos séculos.

No caso do Templo Olímpico de Zeus, o que chamou a atenção do historiador foi um objeto estranho na parte superior da construção, “que diabos poderia ser aquilo?”, se questionou.

O interessante é que o objeto – que lembra muito uma pequena edícula, não pode ser visto como parte das ruínas nos dias de hoje. Chama a atenção o fato de que a construção pode ser vista em algumas fotografias históricas do século 19. Paul, então, se questionou sobre a possibilidade de pessoas terem vivido lá. “Como a edícula teria sido incluída em algumas fotos e excluída de outras?”

Para nossa alegria, Paul conseguiu desfazer o mistério e deu detalhes sobre a aventura em uma thread sensacional no Twitter. Segundo o historiador, o anexo realmente existiu. O inglês diz que pairava entre os cristãos a ideia de que morar na parte de cima de grandes construções os aproximariam de Deus. Inclusive, eles recebiam comida e água, entregues por meio de uma corda.

Após a independência da Grécia do Império Otomano, autoridades decidiram demolir a construção para reforçar conceitos de identidade nacional e valorizar o período helenístico.

“De qualquer forma, esta é a história de como eu não consegui cumprir minhas obrigações hoje. Eu vou escalar um pilar para pedir perdão”, encerrou.

Existia a crença de que viver no topo de prédios aproximaria os cristãos de Deus:

As pessoas recebiam alimentos, frutas e águas por meio de um sistema de cordas:

O anexo foi demolido para reforçar os significados da independência da Grécia:

Fotos: Reprodução/fonte:via

Pesquisador de tartarugas tem prêmio cassado por foto com mulheres de biquíni

A entrega do prêmio Herpetólogo de Destaque precisou ser cancelada depois do surgimento de fotos de mulheres de biquíni relacionadas com Richard Vogt. De acordo com matéria do jornal Folha de São Paulo, o cientista especializado há mais de 20 anos no estudo de tartarugas, teve a honraria em reconhecimento ao seu trabalho retirada depois de queixas de membros do comitê julgador.

Durante a palestra no evento, chancelado pela Liga Americana de Herpetologia, Henry Mushinsky – professor emérito da University of South Florida, pediu a colocação de tarjas para impedir a exibição de partes dos corpos das mulheres em trajes de banho. Para o educador, a exibição das imagens poderia causar constrangimentos.

A apresentação seguiu com as tarjas, mas sem autorização de Vogt, que criticou a atitude. Willem Roosenburg, pesquisador da Universidade de Ohio e atual presidente da Liga, assegura que a colocação das tarjas foi feita sem consenso entre membros do comitê.

As fotografias são de pesquisadoras e estudantes, que enquanto interagem com as tartarugas, são fotografas em roupas consideradas impróprias. Segundo algumas pesquisadoras, que preferiam não se identificar, o professor Vogt fazia piadas recorrentes de cunho sexual em suas apresentações.

O fato gerou uma série de críticas nas redes sociais. Em função da grande repercussão negativa, membros do comitê científico se reuniram e resolveram retirar o prêmio. Apesar de algumas fotografias mostrarem homens, entre eles o próprio pesquisador, a mudança foi feita, de acordo com Roosenburg, por causa das constatações de constrangimento.

“O professor é conhecido por possuir comportamento inapropriado em relação às mulheres. Infelizmente, o professor tem uma reputação de longa data de usar fotos inapropriadas em suas apresentações e a decisão de censurá-las foi tomada por essas atitudes serem consideradas ofensivas e não profissionais”, relatou.

Em e-mail enviado ao New York Times, Richard Vogt se defendeu dizendo não “haver nenhuma conotação sexual ou indecência nas fotos. É muito triste que isso tenha acontecido comigo, membro do comitê há mais de 50 anos”.

A objetificação do corpo feminino, assim como casos de assédio contra mulheres no campo da ciência não são novidade e já fizeram parte da pauta do movimento #MeToo. A revista norte-americana Quartz dá conta que mais da metade de mulheres estudantes de medicina em 2018 disseram ter sofrido algum tipo de abuso durante a graduação.

Em 2014, um estudo apontou que ao menos 64% dos cientistas acusados de comportamento sexual inapropriado cometeram os atos ilícitos enquanto trabalhavam. Os assédios ocorreram durante coleta de dados e em pesquisa de campo.

Por outro lado, a censura também pode ser um sério indício de hiper sexualização do corpo da mulher por parte do comitê que decidiu pelo veto. Sem uma apuração mais aprofundada do caso fica difícil emitir algum juízo de valor. O corpo nu de uma mulher, assim como de biquíni, não deveria ser objeto de censura nem, tampouco, de comentários sexuais ou abusos. Resta saber, no caso relatado, se a objetificação partiu de um lado, de outro, ou de ambos.

Fotos: Reprodução /fonte:via

NASA lança sonda que vai tentar entrar na atmosfera do Sol

A ambição da mais recente missão lançada ao espaço pela agência espacial americana é de tal forma imensa que acaba se tornando um tanto poética: tocar o sol. Lançada pela NASA na manhã do último sábado, a sonda solar Parker viajará pelos próximos anos na direção do sol, a fim de desvendar alguns dos muitos mistérios de nossa mais próxima e mais estimada estrela. Ainda que o objetivo técnico e científico seja descobrir mais sobre ventos solares e partículas de energia solar, a ideia de “tocar o sol” oferece à missão um sentido simbólico profundo.

Do tamanho aproximado de um carro, a sonda Parker se tornará o objeto feito pelo ser humano a alcançar maior velocidade, chegando a cerca de 692 mil quilômetros por hora, em temperaturas de até 1.300º C.

O planejamento da missão prevê que a sonda dê 24 voltas ao redor do sol, aproximando-se da superfície do sol em uma distância de “somente” cerca de 6 milhões de quilômetros, já dentro da atmosfera da estrela, enquanto enviará informações constantes para a Terra.

O bem-sucedido lançamento da sonda foi acompanhado por milhares de pessoas online, mas uma em especial se comoveu com o início da missão: Dr. Eugene Parker, um cientista de 91 anos que, em 1958 sugeriu a possibilidade de existirem ventos solares, a quem o nome da sonda homenageia.

“Tudo que posso dizer é ‘Uau, lá vamos nós, iremos aprender um tanto nos próximos anos’”, disse Parker. “É toda uma nova fase e será fascinante. Estamos só esperando pelas informações, e agora os experts estarão ocupados pois teremos muita informação chegando”, concluiu.

© fotos: reprodução /fonte:via

Cientistas voltam a pesquisar a existência do Monstro do Lago Ness

O monstro do Lago Ness, Monstro de Loch ou simples e fofamente Nessie, confundiu os cientistas durante séculos. Agora, um novo grupo de especialistas espera que a tecnologia moderna revele o que realmente vive nas profundezas escuras do lago escocês.

O professor Neil Gemmell, pesquisador da Nova Zelândia, liderará a equipe internacional na busca por Nessie usando técnicas de amostragem de DNA para descobrir os segredos do Lago Ness. O código genético será extraído da água do lago, coletado ao longo de um período de duas semanas, para determinar os tipos de criaturas que fazem do lago sua casa.

Mais de mil pessoas já relataram terem visto o Monstro do Lago Ness

Falando com a Associação de Imprensa, o Professor Gemmell afirma que, embora ele ainda não esteja convencido de que o Monstro do Lago Ness exista, ele está certo de que a missão ainda pode oferecer algumas surpresas interessantes.  “Eu não acredito na ideia de um monstro”, disse ele. “Mas estou aberto à idéia de que ainda há coisas a serem descobertas e não totalmente compreendidas. Talvez haja uma explicação biológica para algumas das histórias”.

O DNA pode ser coletado no lago através de minúsculos fragmentos – da pele e das escamas, por exemplo – deixados pelas criaturas enquanto nadam através das águas.

As escuras e profundas águas do Lago Ness ainda escondem segredos

Após os esforços da equipe em junho, as amostras serão enviadas para laboratórios na Nova Zelândia, Austrália, Dinamarca e França para serem analisadas contra um banco de dados genético. “Não há absolutamente nenhuma dúvida de que vamos encontrar coisas novas”, explica Gemmell, que trabalha na Universidade de Otago em Dunedin, “e isso é muito emocionante”.

Ainda segundo o professor, “embora a perspectiva de procurar evidências do monstro de Loch Ness seja o gancho para este projeto, há uma quantidade extraordinária de novos conhecimentos que ganharemos com o trabalho sobre organismos que habitam o Loch Ness – o maior lago de água doce do Reino Unido”.

A lenda do monstro do Lago Ness está inserida no folclore escocês, com a primeira observação de uma “fera da água” sendo relatada por um monge irlandês em 565 a.c. Dizem que Nessie tem um pescoço longo, com corcovas semelhantes a camelos que se projetam da água – e mais de mil pessoas afirmam tê-lo visto.

Cena de 'A Vida Íntima de Sherlock Holmes' em que personagens encontram o monstro

No entanto, muitos acreditam que o “monstro” poderia ser apenas um peixe grande como um peixe-gato ou um esturjão – teorias que os cientistas poderão explorar durante suas investigações.

Embora os cientistas esperem que sua viagem responda a algumas perguntas sobre Nessie, mesmo que não encontrem evidências para explicá-la, é provável que o mito perdure nos próximos anos.

Foto destaque: AD MESKENS/CC BY-SA 3.0
Foto/Desenho Monstro: HEINRICH HARDER_PUBLIC DOMAIN
Foto Lago Ness: DAVE CONNER_CC BY 2.0
Foto filme: Reprodução “A Vida Íntima de Sherlock Holmes”/fonte:via

Cientistas descobrem cânion gigante sob gelo da Antártida

Um grupo de cientistas acaba de fazer uma descoberta que pode ajudar e muito no entendimento do fluxo do gelo. Durante um longo trabalho de pesquisas com o auxílio de radares, os cientistas encontraram cânions gigantes congelados abaixo das camadas de gelo da Antártida.

Ao todo são três cânions e o maior possui mais de 350 quilômetros de comprimento e 35 de largura. O trio está localizado próximo da alta cordilheira de gelo, uma divisão que vai do Pólo Sul em direção ao oeste da Antártida. As divisões são similares com as encontradas na América do Norte.

“Estes cânions canalizam gelo a partir do centro do continente, os transportando para a costa. Contudo, em função das mudanças climáticas, esperamos que este gelo derreta e deságue no mar mais rápido do que esperado”, explica para BBC Kate Winter, co-autora dos estudos.

Segundo o ensaio, capitaneado pelo projeto britânico PolarGAP, os cânions gigantes de gelo podem ter ganhado forma durante o período glacial, quando o continente gelado vivia uma outra configuração sistêmica.

“Esta descoberta é incrível. A região do Polo Sul é uma das mais conhecidas em toda a Antártida. Nosso trabalho vai incentivar novas pesquisas sobre o processo geológico de criação de montanhas antes mesmo da presença da camada de gelo na Antártida”, comemorou Fausto Ferraccioli, um dos principais nomes do PolarGAP.

Foto: Reprodução/Inhabitat/fonte:via