Casal de pinguins do mesmo sexo adota filhote abandonado

Uma briga entre um casal de pinguins gays, um bebê pinguim e seus pais, tomou conta do um zoológico de Odense, na Dinamarca.

A história começou assim, por causa do descuido dos pais, os pinguins gays resolveram adotar o bebê. Segundo a cuidadora Sandie Hedegard, isso aconteceu porque eles perceberam que o macho não estava tomando conta direito da cria.

“Esperava que os pais chegassem e exigissem seu filho de volta, mas o macho vagava como se não tivesse um filho, ainda que a fêmea parecesse procurá-lo um pouco”, explicou.

Por causa da pressão da fêmea, os dois vão atrás do filhote. No vídeo gravado pela cuidadora dos pinguins, é possível ver o casal gay tentando esconder o bebê pinguim, enquanto os pais biológicos tentam reavê-lo. Para intimidar, eles grasnam bem alto e agitam os corpos.

Para evitar que algo pior acontecesse, Sandie resolve intervir e devolveu o filhote aos pais. Preocupada com a perda do casal gay, ela os presenteou com o ovo de uma pinguim fêmea que não era capaz de chocá-lo. Assim, eles também vão ser papais.

Foto: Reprodução/fonte:via

Aquecimento global: Maior colônia de pinguins do mundo perde 88% de sua população

 

Enquanto os alienados e delirantes seguem questionando ou negando as mudanças climáticas, a natureza e os animais continuam apresentando e sofrendo os terríveis efeitos da ação humana no planeta. Descoberta na década de 1960, a maior colônia de pinguins-rei do mundo reunia cerca de 500 mil animais nos anos 1980. Passados cerca de 40 anos, uma combinação de doenças com as mudanças climáticas no planeta reduziram tal colônia em 88%.

Localizada na ilha Aux Couchons, no Oceano Índico (entre a Antártica e Madagascar), cientistas estimam que atualmente a população de pinguins-rei da colônia não passa de 60 mil animais. O estudo foi realizado através de satélites por pesquisadores da Universidade de La Rachelle, na França.

Com apenas 67 quilômetros quadrados, os satélites puderam mapear todo o território da ilha e, assim, calcular a monumental queda no número de pinguins.

Em 1962, quando a colônia foi primeiro notada, a população aproximava-se de 300 mil animais. O número nos vinte anos seguintes, chegando ao meio milhão registrado nos anos 1980. Na década seguinte, porém, o número começou a cair, por conta da elevação na temperatura do Oceano Índico, afetando a oferta de alimento para os pinguins.

A colônia de Aux Couchons representava cerca de um terço da população de pinguins-rei do mundo, e o aumento da temperatura das águas dos oceanos em geral, segundo os cientistas, pode rapidamente colocar os animais em ameaça de extinção.

© fotos: reprodução/fonte:via

Gigantescas manchas de cocô levam à descoberta de um super colônia de pinguins

Um grupo de pesquisadores de vários países conseguiu encontrar uma mega colônia de pinguins-de-adélia ao observar imensas manchas de cocô em imagens de satélite. Esses animais vivem na ilhas de Danger Islands, na Antártida.

Depois de notar os sinais, os pesquisadores foram às ilhas, tiraram fotos e contaram o número de pinguins dessa colônia, e o resultado impressiona: 1,5 milhões. Isso surpreendeu os pesquisadores, uma vez que a apenas 160km dali, aves da mesma espécie estão vivendo em condições não muito promissoras.

O número de pinguins-de-adélia está em declínio há 40 anos na Península Antártica. Os pesquisadores já sabiam que eles provavelmente viviam na região norte da península, mas a dificuldade de acesso havia os impedido de chegar até lá até agora, então eles supuseram (erroneamente) que as populações dali também estivessem minguando.

O nome Danger Islands (Ilhas do Perigo) não é uma brincadeira. O explorador que a nomeou no século XIX, James Clark Ross, sabia do que estava falando. As águas ao redor do conjunto de ilhas são agitadas e contêm pedaços grandes de gelo mesmo durante o verão. Este local é de difícil acesso, e as expedições científicas para lá são raras.

Por isso, a ecologista Heather Lynch, da Universidade Stony Brook (EUA) fez uma parceria com Mathew Schwaller, que trabalha na NASA, para analisar as populações de pinguins da isolada região através de imagens de satélite. As fotos revelaram enormes manchas de cocô de pinguim, sugerindo que muitas aves viviam ali. A observação motivou uma expedição às ilhas em 2015, envolvendo profissionais das universidades de Oxford, Louisiana State, Woods Hole Oceanographic Institute e outras instituições.

Logo depois da chegada, a equipe percebeu que contar pinguim por pinguim seria impossível. Para completar essa missão monumental, eles usaram um drone modificado para conseguir imagens em ângulo olho de peixe para observar melhor o aglomerado de pássaros. As fotos foram unidas em um mosaico massivo, mostrando quatro ilhas em 2D ou 3D.

De volta ao laboratório, os pesquisadores usaram um tipo de Inteligência Artificial para analisar a montagem, contando meticulosamente cada ninho de pinguim. No total, eles encontraram 751.527 casais, sem contar os filhotes e solteiros.

Curiosos sobre a evolução da colônia, os pesquisadores tiveram acesso a imagens antigas de satélite do mesmo conjunto de ilhas e observaram que o grupo de aves vive ali pelo menos desde 1959. “Cientificamente, enquanto este é um enorme número de “novos” pinguins, eles são novos apenas para a ciência”, diz o co-autor da pesquisa, Tom Hart, pesquisador de Oxford.

Os pesquisadores estão curiosos para saber porque essa colônia continua populosa enquanto suas vizinhas do lado oeste da península estão diminuindo. A diminuição das outras colônias tem sido justificada pelo aquecimento global, segundo Mike Polito, pesquisador da Louisiana State University.

É possível que esse sucesso deva-se às condições do gelo sobre o mar na região ou quantidade de alimento disponível. Mas essas hipóteses ainda devem ser investigadas.

Mesmo assim, o estudo pede maior proteção às colônias do lado oeste, que estão mais expostas à atividade humana e que estão em declínio. O trabalho foi publicado na revista Scientific Reports.

fonte:[via][Gizmodo]