Art Institute of Chicago libera acesso gratuito a milhares de obras de arte em alta definição

Poucos efeitos da tecnologia são tão legais para os admiradores das mais diversas formas de arte como a possibilidade de ter milhares ou milhões de grandes obras ao alcance de alguns cliques, algo que antes exigiria várias visitas a museus e galerias – e uma memória sobre-humana.

O Art Institute of Chicago seguiu a linha de vários museus mundo afora e disponibilizou milhares de obras de seu acervo em alta definição, para serem baixadas e usadas como quiser, já que estão listadas como conteúdo de domínio público.

A coleção pode ser acessada através do site do Instituto, e inclui obras famosas, como Quarto em Arles, de van Gogh, American Gothic, de Grant Wood, Nighthawks, de Edward Hopper, e O Velho Guitarrista Cego, de Pablo Picasso.

Michael Neault, diretor-executivo de Experiência Digital do museu, declarou que o processo de digitalização foi aprimorado, para que o público possa apreciar as obras em detalhes, e que a equipe desenvolveu um sistema de recomendações para tornar artistas menos renomados, mas incrivelmente talentosos, mais conhecidos do grande público.

Fotos: Domínio Público (Creative Commons CC0)/fonte:via

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Artista une todos os planetas perfeitamente formando um novo universo incrível

Muitas pessoas se sentem atraídas pela astronomia e pelo mistério que habita fora do planeta Terra, porém o artista norte americano, Steve Gildea, conseguiu transformar sua curiosidade em arte. Misturando pintura a óleo com computação gráfica, sua mais nova série é simplesmente incrível, unindo todos os planetas de forma simétrica, formando um universo único e particular.

Ao desenvolver sua série, Planetary Suite, o artista imaginou como se todos os planetas ficassem perfeitamente alinhados, formando uma nova esfera. Para isso, ele primeiro pintou cada planeta individualmente, em telas separadas. Cada planeta é uma tela individual, medindo 6 metros de altura e pouco mais de um metro de largura.

Depois de finalizar todas as telas, ele abraçou a tecnologia e usou a computação gráfica para cortar cada um e, depois uni-los, perfeitamente alinhados, como se formassem um novo planeta, que é a junção de todos os outros. O resultado não poderia ser mais incrível!

Fotos: Steve Gildea /fonte:via

Restauração de tela de Rembrandt será transmitida ao vivo pela internet

As transmissões ao vivo, mais conhecidas como lives, têm feito cada vez mais sucesso na internet. Artistas, youtubers, empresas e até canais de TV têm apostado na ferramenta, e uma das lives mais interessantes de todas está programada para julho de 2019.

O Rijksmuseum, de Amdsterdã, é o museu nacional dos Países Baixos, com um enorme acervo de pinturas de grandes nomes da arte holandesa, incluindo, é claro, o mestre Rembrandt, e constantemente conduz processos de restauração das obras para manter tudo nos trinques.

As restaurações são complexas e geralmente feitas em salas especiais, com acesso restrito a especialistas nas técnicas. Nada que a tecnologia não dê um jeito: no ano que vem, a famosa tela A Ronda Noturna será restaurada com transmissão ao vivo pela internet.

O projeto é estimado em milhões de euros, e dará sequência à última restauração da obra, feita em 2014. A tela será restaurada dentro de uma câmara de vidro, e os visitantes do museu também poderão acompanhar o processo.

A tela A Ronda Noturna tem uma particularidade infeliz: em 1975, um homem com problemas psiquiátricos usou uma faca para causar danos à pintura, que foi restaurada e quase não apresenta traços do vandalismo – é possível perceber a descoloração onde a faca passou, especialmente perto do cachorro deitado.

Dez anos depois, um ácido em forma de aerossol foi usado em outra tentativa de arruína-la, mas a segurança agiu rápido e evitou maiores danos – mesmo assim, A Ronda Noturna foi novamente restaurada e logo voltou a ser exibida no Rijksmuseum.

Fotos: Domínio Público/fonte:via

Ela pintou 12 gatos no estilo de 12 artistas consagrados e o resultado é adorável

Apaixonados por gatos também irão se apaixonar pelo estilo da ilustradora Veselka Velinova. Ela se desafiou a desenhar 12 gatos copiando 12 conhecidos estilos artísticos.

Eu criei esta série de gatos porque sou fascinada pela variedade de estilos encontrados na história da arte. Tentei recriar ideais artísticos, estilo, bem como abordagens técnicas de cada um dos períodos artísticos“, descreveu ela em um texto para o site Bored Panda.

Será que você consegue adivinhar qual a inspiração por trás de cada uma destas ilustrações maravilhosas?

Imagens: Veselka Velinova fonte:via

Essas fotos submersas mais parecem pinturas barrocas

A artista Christy Lee Rogers nasceu em Kailua, no Havaí. A água sempre foi parte de sua vida e se tornou o meio ideal para perseguir uma obsessão: romper com as convenções da fotografia contemporânea.

Seus trabalhos chamam a atenção à primeira vista e são comparáveis aos de grandes pintores barrocos. As cores, formas e movimentos são cheias de energia, e Christy afirma que um de seus objetivos é combinar a exaltação do vigor humano à beleza da vulnerabilidade de nossas vidas.

Os ensaios da artista são realizados durante a noite, e os efeitos de luminosidade são criados brincando com a refração da luz através da água. “É perigoso às vezes, pois a água não perdoa. (…) Ela te move para onde quiser, e as roupas dançam em seu próprio ritmo”, afirma a fotógrafa.

“O que eu quero mais que qualquer outra coisa é expressar e inspirar esperança e liberdade, uma sensação de maravilha e tranquilidade, criar um espaço seguro para sonhar de forma selvagem, e, mais importante, instigar a ideia que ainda há coisas misteriosas e impossivelmente belas na Terra – não apenas em nossa imaginação”, declara.

Além das fotografias, que já foram expostos em galerias ao redor do mundo (incluindo em São Paulo), Christy também gosta de fazer vídeos mostrando um pouco do processo artístico.

Todas as fotos © Christy Lee Rogers /fonte:via

Yang Yang, a panda artista cujas obras estão sendo vendidas a mais de R$ 2 mil cada

Yang Yang é uma artista de origem chinesa que começou a pintar há pouco tempo, mas cujas obras já estão sendo vendidas por mais de 550 dólares (mais de R$2200). Um detalhe importante: ela é uma ursa panda. 

Yang Yang vive no zoológico de Viena, na Áustria, e aprendeu a manejar pincéis de bambu há pouco tempo. Ela usa tinta preta para pintar e, segundo especialistas, tem um “estilo abstrato que lembra as primeiras tentativas de crianças pequenas”. 

Cem de suas obras estão à venda através de um crowdfunding que tem como objetivo arrecadar fundos para o lançamento de um livro sobre os pandas do zoológico de Viena. Até o momento, foram vendidas 23 telas, então se você estiver com vontade de adicionar um quadro feito por uma panda à sua coleção, a hora é agora. 

Fotos: Divulgação/Zoológico de Viena/fonte:via

Fotos mostram os cenários de pinturas icônicas na vida real

Você já se pegou admirando uma grande pintura e se perguntou se ela era inspirada em um lugar real ou apenas fruto da imaginação fértil de um artista genial? 

Os espanhóis do site Cultura Inquieta passaram por esse momento de dúvida e decidiram ir atrás de informações sobre os lugares que inspiraram obras de Van Gogh, Cézanne, Monet e outros célebres pintores: 

Vincent van Gogh – O Café à Noite na Place Lamartine 

Essa obra clássica de van Gogh foi pintada após uma viagem a Arles, no sul da França. O artista enviou uma carta para sua irmã dizendo que “no terraço há pequenas figuras de pessoas bebendo, uma grande lâmpada amarela ilumina o local e os efeitos de luz sobre os paralelepípedos da rua os deixam com tons de rosa”. 

Paul Cézanne – Natureza Morta com um Cupido de Gesso 

Cézanne também encontrou inspiração no sul da França: ele nasceu e foi criado na cidade de Aix-en-Provence, onde construiu um atelier para trabalhar. 

Foi lá que ele pintou diversas obras de natureza morta, como essa. Até hoje, os turistas que passam por Aix-em-Provence costumam visitar o atelier onde o artista criava. É possível conferir móveis, materiais de pintura e acessórios utilizados por Cézanne. 

Paul Cézanne – Montagne Sainte-Victoire 

Entre 1882 e 1906, Cézanne pintou ao menos 30 telas retratando a Montanha Sainte-Victoire, que cercavam a cidade de Aix-em-Provence. Ele costumava sair do atelier, caminhar algumas centenas de metros e procurar o lugar ideal para observar a natureza e registra-la com tinta. 

Claude Monet – Os Jardins de Monet em Giverny 

Em 1883, o impressionista Claude Monetse mudou para Giverny, no norte da França, e passou a viver numa casa com jardim inspirado nos do Japão. O local inspirou dezenas de suas pinturas, e hoje virou atração turística, atraindo mais de 500 mil visitantes a cada ano. 

Pierre-Auguste Renoir – O Almoço dos Barqueiros 

 

Mais uma grande obra que transformou um cenário em ponto turístico concorrido. O Maison Fournaise é um restaurante na Ilha de Chatou, nos arredores de Paris, que foi inaugurado no século XIX e retratado por vários artistas, mas a versão de Renoir é a mais famosa.  

Edvard Munch – O Grito 

Acredita-se que a ponte sobre a qual o grito mais famoso da arte foi proferido seja a Valhallvegen Road, na colina Ekeberg, em Olso, na Noruega. O artista costumava passear nos fins de tarde e escreveu o seguinte registro em seu diário, que fez especialistas se desdobrarem para descobrir de onde ele falava: 

“Uma noite caminhava por uma trilha, com a cidade de um lado e o fiorde abaixo. Me senti cansado e doente e parei para observar o fiorde. Nesse momento, senti um grito passar pela natureza, e então pintei aquela imagem”. 

Grant Wood – American Gothic 

Grant Wood criou em 1930 uma das obras mais conhecidas do modernismo norte-americano depois de ver uma casa “muito pintável” em Eldon, Ohio. A janela neogótica foi o que mais chamou a atenção de Wood.  

Apesar de praticamente todo mundo pensar que as pessoas retratadas são o casal que vivia por ali, na verdade elas foram inseridas na cena por Wood, que se inspirou em sua irmã e seu dentista para criar as personagens. 

Imagens: Reprodução/fonte:via