Ilustrador cria universo distópico e prevê como seria um ‘apocalipse robô’

Para muito além da ameaça bíblica de fim de mundo, o apocalipse se multiplicou e pode hoje ter muitas caras – do zumbi ao ambiental, passando pelo mais real e ameaçador de todos, que é o apocalipse político do ódio e da intolerância. Um dos mais clássicos mundos distópicos anunciados pela ficção, porém, é o apocalipse robô – e é inspirado nessas histórias que o artista sueco Simon Stalenhag desenvolve suas pinturas digitais.

Tendo crescido nos arredores da capital Estocolmo, Simon costumava pintar com guache os bucólicos cenários naturais com os quais estava acostumado em seu país. Foi quando conheceu os filmes Star Wars, Alien e Blade Runner que, em tais cenários, começou a aparecer a ameaça robô – e sua arte se transformou, e ele abandonou as tintas reais para passar a usar tintas digitais. Pintando com precisão quase fotográfica, Simon imagina como seria o mundo dominado por robôs, no qual os humanos estariam escravizados e lobotomizados.

Hoje o tema tomou conta da arte do sueco, que já lançou três livros (um deles, The Electric State, teve os direitos comprados por Hollywood), dois discos de música eletrônica e um jogo de RPG, também localizado em um cenário robótico-apocalíptico, passado na década de 1980. Diferentemente das previsões de suas obras, o futuro parece promissor para Simon.

©artes: Simon Stalenhag/fonte:via

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Estas podem ser as imagens de cachorros mais antigas de que se tem notícia

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A amizade entre humanos e cachorros é tão antiga que os pesquisadores acreditam que as duas espécies convivem desde o período Neolítico.

Recentemente, no entanto, foram encontradas o que podem ser as imagens mais antigas de nossos amigos peludos.

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Tratam-se de pinturas rupestres gravadas em falésias localizadas no deserto da região norte de onde hoje se encontra a Arábia Saudita. Os painéis foram documentados pela arqueóloga Maria Guagnin, do Instituto Max Planck para a Ciência da História Humana na Alemanha, em conjunto com a Comissão Saudita de Turismo e Patrimônio Nacional. A descoberta foi publicada em março deste ano pelo Journal of Anthropological Archaeology.

Ao todo, foram documentados 1.400 painéis, com 6.618 representações de animais. Em alguns dos registros, os cães aparecem presos por uma espécie de coleira ligada à cintura dos humanos. De acordo com os pesquisadores, as imagens retratam os cachorros como companheiros de caça.

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As estimativas dizem que as pinturas podem ter surgido entre o sexto e nono milênio antes da nossa era. Entretanto, as evidências de data das figuras ainda não são conclusivas. Se confirmado, estas podem ser as imagens mais antigas de cães já encontradas. Já pensou?

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  imagens Maria Guagnin /fonte:via

Artista usa notas de dinheiro como telas para que sua arte viaje pelo mundo

Hypeness

Se o valor monetário de uma obra de arte é sempre um tanto abstrato e depende de uma porção de variáveis externas, no caso do trabalho de Mari Roldán Cañete o próprio suporte de suas pinturas já define um valor inicial – literalmente. A artista de Málaga, na Espanha, usa notas de Euro como tela, desenhando sobre o dinheiro. O que a levou a utilizar essa superfície, porém, não foi o valor agregado – mas sim a mobilidade que as notas naturalmente possuem.

Hoje com 23 anos, Cañete diz que tem duas paixões desde muito jovem: a pintura e a vontade de viajar. Desenhar foi hábito que manteve da infância em diante, e chegou a pensar em se tornar aeromoça só para poder conhecer o mundo todo, mas nenhum dos dois desejos efetivamente se tornou seu trabalho – até recentemente, quando teve uma epifania reveladora: se ela não podia viajar o mundo, ao menos sua arte poderia. E a melhor maneira de fazer isso acontecer seria pintando em dinheiro.

Hypeness

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Ela agora se dedica de fato à sua arte, e usa a natureza móvel do dinheiro, sempre passando de bolso em bolso para todas as partes do planeta, para que seus desenhos possam fazer as viagens que ela ainda não pode. Assim, seu trabalho chega às novas culturas e pessoas que ela sonha em conhecer.

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Quase sempre reproduzindo pinturas clássicas ou ícones da cultura pop na face das notas de euro e dólar, com seu talento é ela quem agrega valores maiores aos estabelecidos para cada cédula. Cañete vem começando a ser reconhecida – e assim seus dois sonhos vão efetivamente ficando cada vez mais próximos.

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© fotos: Mari Roldán Cañete /fonte via

Ilustrador faz de saquinhos de chá que consome todos os dias a tela para suas obras

Quando a inspiração vem, não importa o suporte, a tela, a tinta, o tamanho ou o lugar: o que importa é criar. É possível trazer à luz imensas obras-primas em telas gigantescas, ou simplesmente registrar a iluminação de nossa imaginação em um diminuto pedaço de papel – ou mesmo em algo tão pequeno e cotidiano quanto um saquinho de chá.

Como diariamente o artista gráfico Ruby Silvious toma sua infalível xicara de chá – e a criatividade costuma lhe assaltar nesse momento de reflexão – ele então criou o projeto 363 Dias de Chá.

Nele o artista usa os saquinhos de chá como suporte para suas pinturas – como se o papel dos sacos fosse sua tela. O trabalho começou em janeiro de 2015, e percorreu o sul da França e até o Japão ao longo de seu processo, para culminar em um livro reunindo os trabalhos – devidamente celebrados com arte e uma xicara de chá.

© arte: Ruby Silvious/fonte:via

20 mil obras de arte para download gratuito num dos acervos mais robustos do mundo

Apaixonados por arte já podem dizer adeus à produtividade. O “culpado” é esse acervo incrível com 20 mil obras de arte disponíveis para download gratuitamente. Sim, nós também estamos encantados com a ideia!

Trata-se do acervo do Los Angeles County Museum of Art (LACMA), que foi digitalizado ao longo de dois anos. Agora, imagens das obras podem ser vistas online. E, como muitas já entraram em domínio público, é possível fazer o download gratuitamente destas.

Ao todo, são 93 mil trabalhos disponíveis no site do museu, embora muitos tenham seu uso restrito. Esse número representa apenas cerca de um quarto das obras da coleção física do LACMA – o restante ainda não foi digitalizado.

Entre os trabalhos, encontram-se obras de Mondrian, Cezanne e Degas, entre outros artistas. A ferramenta de busca permite pesquisar por área de curadoria, cronologia e termos específicos, além de selecionar a opção de ver apenas imagens que estão em domínio público.

Espia só algumas das obras exibidas no site:

Obras: François Boucher; Mondrian; Edgar Degas; Peter Behrens; Jean-Auguste Dominique Ingres; Paul Cézanne; Mary Cassatt; Circle of Pierre Julien; Kobayashi Kiyochika; Kresilias:/fonte:via

Este senhor de 77 anos cria desenhos inacreditáveis usando apenas o Excel

Não são necessários anos de estudo e materiais caros para se tornar um artista – e o japonês Tatsuo Horiuchi sabia disso quando decidiu começar a pintar. O aposentado optou por usar aquilo que estava a seu alcance para criar verdadeiras obras de arte.

Tatsuo não queria gastar sua aposentadoria investindo em tintas e pincéis. Ao invés disso, ele decidiu utilizar seu computador para criar desenhos incríveis usando apenas o Excel. Ao perceber que seus antigos colegas de trabalho criavam gráficos no programa, o artista entendeu que também poderia usar o software para criar desenhos mais complexos.

Conforme contou em um vídeo para o Great Big Story, o aposentado queria que, em 10 anos, as suas pinturas atingissem uma qualidade da qual se orgulhasse para mostrar aos outros. Atualmente, ele já expôs sua arte em diversas mostras pelo país, de acordo com o Design Taxi.

Segundo o Oddity Central, a primeira ideia do aposentado foi pintar usando o Microsoft Word, mas ele não conseguia fazer com que suas criações fossem impressas corretamente. Dessa forma, ele migrou para o Excel, que oferece um recurso mais simples na hora de imprimir.

A maioria de suas obras retrata paisagens típicas japonesas. A atividade, que começou em 2000, já lhe rendeu muitos elogios e todos que veem suas pinturas hoje ficam impressionados com a técnica criada por Tatsuo, hoje com 77 anos.

Fotos: Reprodução Youtube/Great Big Story /fonte:[via]

Não deixe seus olhos te enganarem: isso não é uma foto

Tá vendo essa foto aí em cima e essas aqui embaixo? Não são fotos. É isso mesmo. São pinturas muito, muito realistas. O artista sul-coreano Young-Sung Kim possui um talento incomum: ele consegue pintar fotografias. Isso pode parecer um exagero, mas apenas dê uma olhada no que ele pode produzir com um pincel, alguns acrílicos e muito talento e paciência.

A arte de Youn-Sung Kim é desafiadora para os olhos. É possível olhar suas pinturas incrivelmente detalhadas por horas e ainda não conseguir diferenciá-las de fotografias digitais de alta resolução. Kim é tão bom no que faz que, às vezes, ele mesmo tem problemas para separar suas pinturas hiper-realistas das fotos que as inspiraram. Uma vez, ele erroneamente enviou à imprensa o arquivo de uma foto que ele tirou, em vez da pintura que ele fez, porque elas pareciam virtualmente idênticas a olho nu.

O artista de 43 anos, que nasceu em Seul, na Coréia do Sul, mas atualmente mora em Nova York, disse recentemente que quase todas as pessoas que viram suas pinturas, em algum momento, perguntaram se ele apenas imprimia fotos na tela. Tendo problemas ele mesmo para diferenciar suas obras de arte das fotos, ele toma isso como um elogio, não um insulto.

A maioria das pinturas de Kim é de pequenos animais que interagem com objetos artificiais, e o artista admite que ele era fascinado por insetos, répteis e anfíbio desde que era uma criança. Ele conta que os mantinha em seu quarto e os pintava. Naquela época, o resultado de seu trabalho árduo não estava perto do nível de suas obras mais recentes, mas isso só o fazia querer se tornar um pintor melhor.

“Não era fácil pintar bem a sua estrutura e sua cor. Era muito mais difícil do que eu esperava. Eu prometi a mim mesmo que iria treinar na escola de arte quando crescesse e pintá-los perfeitamente”, conta o artista.

 

Infelizmente, seus pais não aprovavam sua decisão de concentrar seus estudos na arte, temendo que ele não fosse capaz de conseguir um bom trabalho. No ensino médio, a oposição deles apenas fez Kim se rebelar ainda mais, desafiando seus pais, entrando em brigas e, basicamente, desperdiçando seu tempo. Dois anos depois disso, sua família finalmente cedeu e permitiu que ele fosse atrás do seu sonho.

“Meus pais perceberam que eu não estava apenas protestando e que eu simplesmente não posso viver sem pintar”, explica Young-Sung Kim.

Kim acabou convencendo seus pais de que eles tomaram a decisão certa. Não só ele ganha a vida fazendo o que mais ama, mas ele se tornou um dos pintores hiper-realistas mais admirados do mundo, ganhando entre 10.000 e 130.000 dólares por cada obra de arte.

Além da qualidade da arte de Kim, o preço condiz também com o tempo do trabalho. Youn-Sung Kim pinta por mais de 12 horas por dia, mesmo nos fins de semana, mas, mesmo assim, ele às vezes gasta até um ano em suas obras-primas de grande escala.

“Mesmo que eu trabalhe das 9 da manhã até a meia-noite, demora um ano para terminar algumas pinturas”, conta o talentoso artista. “Como eu quero pintar da maneira mais realista possível, leva uma eternidade para completar uma peça com a qual eu esteja satisfeito”.

Apesar do impressionante realismo de suas pinturas, Young-Sung Kim nunca está completamente feliz com seu trabalho. Ele classifica suas obras de arte em uma escala de 100 pontos, e nenhuma de suas dezenas de pinturas já marcou acima de 90 pontos. Kim espera melhorar e obter o máximo possível dessa marca de 100 pontos.

“Se você ampliar uma foto para observá-la, você perceberá que não é muito realista”, diz ele. “A tecnologia avança a uma velocidade excelente e é difícil acompanhar, mas meu objetivo é superar uma TV de alta definição ou um monitor de computador”. Esse é um objetivo bastante ambicioso, mas olhando para suas incríveis obras de arte hiper-realistas, se alguém pode chegar lá, é esse cara.

Fonte:[ via ][Oddity Central]