Médico demitido sem aviso prévio atende pacientes na calçada

Rodrigo Ferreira Gomes, de 31 anos, foi demitido da Maternidade João Ferreira Gomes sem aviso prévio. O médico recebeu a notícia assim que chegou para trabalhar. Mesmo assim, não deixou de cumprir seu dever e atendeu os pacientes na calçada.

A situação aconteceu em Itapajé, no Ceará e segundo o jornal O Povo, Rodrigo foi afastado por não apoiar o candidato do prefeito. Os atendimentos aos pacientes foram feitos nas proximidades do centro de saúde, com o auxílio de cadeiras e mesas de plástico.

“Meus pacientes estavam me esperando e eu avisei para eles que tinham me demitido, mas que aguardassem pois eu ia atender a todos”, justificou.

Rodrigo explica que tomou a atitude de montar um consultório na calçada em respeito aos pacientes, mas também para protestar diante de uma decisão considerada injusta pelo médico.

“A gestão está querendo justificar a minha retirada porque teve um dia, duas semanas atrás, que não tinha médico para atendimento durante uma manhã inteira, pois eu estava viajando. Eu avisei com um mês de antecedência sobre essa viagem e tenho os documentos que comprovam isso. Era obrigação deles fazer uma substituição. Foi falta de responsabilidade deles e querem responsabilizar a gente”, finalizou Rodrigo, que trabalhou durante seis anos na Maternidade João Ferreira Gomes.

Até o momento, a Prefeitura Municipal de Itapajé e a Secretaria de Saúde da Cidade não se pronunciaram.

Foto: Reprodução/Facebook/fonte:via

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Embaixador alemão não consegue entender como brasileiros distorcem nazismo

O professor apontou ainda a falta de conhecimento histórico destes grupos. “Essa falsa polêmica demonstra que o ensino de história é profundamente falho no Brasil. Também mostra uma profunda manipulação dos fatos e um desprezo pela verdade entre alguns setores no Brasil”.

A necessidade de prestar os esclarecimentos devidos foi tão grande, que o Embaixador da Alemanha no Brasil teve que se pronunciar. Falando ao jornal O Globo, Georg Witschel, classificou como ‘besteira completa’ a ideia de que o nazismo não se relaciona com pensamentos extremamente conservadores.

“É uma besteira argumentar que o fascismo e o nazismo são movimentos da esquerda. Isso não é fundamentado, é um erro, é simplesmente uma besteira. Isso é um fato bem fundamentado na História. É um consenso entre os historiadores da Alemanha e do mundo que o nazismo foi um movimento de extrema direita”, salientou.

Segundo Witschel, a presença da palavra socialismo no nome do partido nazista (Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães), foi uma estratégia usada para gerar apelo aos trabalhadores e setores mais pobres da população.

“Lembremos de quantos regimes brutais usam a palavra ‘democrata’ em seu nome”.

O vídeo publicado na página da diplomacia alemã não pretendia dialogar com a direita brasileira. Na verdade, o conteúdo foi postado por causa das manifestações de extrema direita ocorridas na Alemanha entre o final de agosto e o início de setembro na cidade de Chemnitz, no Leste do país. A marcha contou com a presença de grupos xenófobos, que perseguiram estrangeiros depois da morte de um alemão, supostamente assassinado em uma briga com dois imigrantes.

O embaixador reforçou a obrigação do Estado de “informar sobre o nazismo, para nunca mais deixar nada parecido acontecer na Alemanha ou no mundo. A História está bem viva na Alemanha, com um alto consenso”.  

Mesmo assim,  historiadores seguem sem entender a insistência de alguns brasileiros em dar uma ‘aula de história’ sobre nazismo aos alemães.

Foto: Reprodução/fonte:via

Esta ministra foi de bicicleta até o hospital para dar à luz

A Nova Zelândia é realmente um lugar de mulheres inspiradoras. Primeiro, o país da Oceania elegeu a chefe de governo mais jovem do mundo. Como se não fosse suficiente, Jacinda Ardern se tornou a primeira ocidental a dar à luz enquanto está no poder.

A estrelinha da inspiração desta vez vai para Julie Anne Ganter, que na 42ª semana de gravidez, pedalou até hospital para o nascimento de seu filho. A Ministra para as Mulheres foi atendida por uma parteira no centro médico de Auckland – maior cidade do país – e publicou um texto sobre a experiência na página do Instagram.

“Estamos muito felizes em anunciar a chegada do nosso filho. Depois do longo trabalho de parto, passamos por um procedimento tranquilo e prático. Queremos agradecer aos funcionários do hospital e a todos que nos apoiaram”, encerrou.  

Com carreira centrada no ambientalismo e no uso da bicicleta como meio de transporte, Julie decidiu pedalar por volta de 1 quilômetro de sua casa até o hospital municipal para destacar suas propostas de políticas públicas. A história repercutiu positivamente entre os veículos de comunicação e nas redes sociais.

A primeira-ministra neozelandesa Jacinda Ardern, que acaba de retornar ao trabalho depois de seis semanas, aproveitou para elogiar a atitude da colega. A Ministra para as Mulheres vai tirar três meses de licença.

“Muito feliz em saber da chegada de um novo integrante ao grupo de brincadeiras do Parlamento. Espero que aproveite os primeiros dias muito especiais”, publicou no Twitter.

Foto: Reprodução/fonte:via

Mulheres paquistanesas vão poder votar pela primeira vez na história

As eleições no Paquistão podem estar cercadas de dúvidas sobre sua legitimidade, entretanto o fato das mulheres estarem votando pela primeira vez é motivo de alegria.

O compartilhamento de uma fotografia feita pelo jornalista Iftikhar Firdous de paquistanesas se dirigindo aos centros de votação viralizou nas redes sociais e deixou muita gente comovida e esperançosa por uma mudança em relação ao lugar ocupado pelas mulheres na sociedade.

O voto feminino no Paquistão é uma conquista recente. De outubro do ano passado para ser preciso. O órgão de direitos humanos da ONU publicou um relatório atestando que as paquistanesas estão proibidas de exercer o direito ao voto por causa de tradições históricas do país.

Mas o cenário está se alterando e pelo menos 10% dos votos registrados neste pleito serão de mulheres. Tem mais, se as expectativas não forem atingidas, os resultados das regiões onde o exercício é permitido serão anulados.

Todavia é preciso estar atenta e forte, já que a BBC divulgou que alguns homens estão impedindo as mulheres de votar. A justificativa é de que o voto feminino vai contra os conceitos do Islã.

Ah, mas é bom eles irem se habituando, já que pelo menos 200 mulheres estão se candidatando aos cargos eletivos.

Foto: Reprodução/Twitter/fonte:via