Patinhos de plástico vagando nos oceanos 26 anos após acidente alertam sobre poluição

A Caça dos Patinhos navegantes expôs as preocupações sobre o acúmulo de lixo nos oceanos. Em janeiro de 1992, um carregamento com 28 mil bichinhos de brinquedo acabou derramado no meio do Oceano Pacífico.

Por serem projetados para flutuar, eles foram guiados pela correnteza e se esparramaram em áreas diversas dos mares. Alguns deles chegaram a percorrer um trajeto de mais de 3 mil quilômetros, chegando por exemplo na costa do Alasca. Outros patinhos foram encontrados na Austrália e Escócia.

O fenômeno intrigou os cientistas e gerou a abertura de uma longa investigação para rastrear os passos destes brinquedos vendidos para divertir crianças durante banhos de banheira. A história proporcionou inclusive, um entendimento melhor sobre os principais pontos acumuladores de lixo nos oceanos.

Os patinhos foram vistos pela última vez há mais de 10 anos, em uma praia de Massachusetts, no leste dos Estados Unidos e para profissionais voltados para a pesquisa em oceanos, é provável que muitos estejam vagando por aí quase 30 anos depois do acidente.

A explicação para esta história curiosa se dá pelo local do acidente. Trata-se de um ponto específico do Oceano Pacífico conhecido pelo encontro de correntes marítimas, que envolvem diversos continentes.

Ali se encontram correntezas com o Giro Subártico, que faz uma volta completa entre a América e Ásia e se une com outra corrente, que atravessa o Estreito de Behring para por fim chegar ao Atlântico.

Apesar do frisson em torno dos patinhos, sonho de consumo de uma série de colecionadores, a história evidencia o tamanho do problema causado pela poluição no oceano. O entrave vem provocando uma mudança de postura de gigantes da indústria, que aos poucos estão diminuindo a dependência de produtos feitos a partir do plástico, caso dos canudinhos.  

Foto: Reprodução/fonte:via

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Lei anti-plástico reduz em 67% morte de animais marinhos por sufocamento no Quênia

São muitas as notícias sobre a adoção de políticas anti-plástico por países europeus. Contudo, pouco se fala sobre medidas aplicadas por nações fora do ciclo priorizado por redes de notícias internacionais.

O exemplo desta vez chega direto do Quênia, que há um ano intensificou o combate a um dos maiores poluentes do meio ambiente. Por meio de uma lei em vigor desde agosto proibindo a fabricação, venda e o uso de sacolas plásticas, o país da África Oriental está colhendo bons frutos.

Um dos principais exemplos é a redução do número de mortes de animais marinhos por sufocamento provocados por sacolas. Para se ter ideia, antes do veto 3 a cada 10 animais eram encontrados mortos nos oceanos. Desde abril os níveis haviam caído para 1 entre 10. Decréscimo de 67% nos índices.

A fiscalização do governo queniano é dura e prevê multa de mais de 100 mil reais, além de quatro anos de prisão para quem fabricar, comercializar ou usar sacolas plásticas no país.

O avanço é digno de elogios, pois o Quênia já esteve entre os maiores exportadores de sacolas plásticas do mundo. Os objetos são nocivos ao ambiente por dependerem de recursos naturais não-renováveis, como petróleo e gás natural, além de precisarem de cerca de 450 anos para se decompor.

No Brasil o assunto também está em pauta e o Rio de Janeiro já anunciou o banimento dos canudinhos plásticos em bares e restaurantes. Quem desobedecer vai arcar com punição de R$ 3 mil.

“A gente acha que é uma coisa bem simbólica e fizemos pressão para essa matéria ser votada na Semana do Meio Ambiente. É um grande presente a cidade vai receber”, disse ao Globo João Senise, coordenador de mobilização da Meu Rio.

Foto: Pixabay/fonte:via

Para melhorar o ar, Cidade do México transforma pilares de viadutos em jardins verticais

Se o efeito da ação humana vem sendo devastador e aparentemente incontornável, ao mesmo tempo a própria força da natureza é capaz de transformar essa perspectiva apocalíptica em um cenário verde e melhor. É isso que prova o projeto Via Verde, que, para melhorar o ar da Cidade do México, vem transformando os pilares dos viadutos que cruzam a metrópole em jardins verticais.

Além de embelezar a própria cidade, a inovação do projeto impacta de forma profunda e a longo prazo objetivamente a vida da população mexicana. Os jardins, afinal, absorvem CO2, calor e até mesmo a poluição sonora que tanto caracteriza uma cidade grande como essa. Como se não bastasse, é comprovado que tais iniciativas reduzem o estresse e a ansiedade dos moradores.

O projeto é totalmente sustentável, com estruturas feitas de material reciclado, sistema de irrigação autossuficientes de água de chuva coletada. A seleção de plantas prioriza justamente espécies que trazem benefícios urbanos, como baixa necessidade de água e alta resistência. A ideia é que o projeto completo traga 2,2 milhões de plantas para a Cidade do México.

A mão de obra para a realização do projeto vem sendo feita toda como um programa de reabilitação social e trabalho para presidiários locais. O que era uma selva de concreto cinza vai aos poucos se transformando em um mar verde, trazendo benefícios para a cidade e para a população a curto e longo prazo.

© fotos: divulgação/fonte:via

15 imagens que vão fazer você repensar (mesmo) o uso do plástico

O plástico é uma das maiores ameaças ao meio ambiente. O uso exagerado do produto está causando sérios danos aos oceanos e florestas, principalmente pelo longo tempo necessário para a decomposição, cerca de 450 anos.

Estima-se que atualmente 300 milhões de toneladas de plástico são produzidas todos os anos e apenas 10% do total é reciclado. Ou seja, o restante vai para aterros sanitários e rios. Um estudo recente aponta que 10 rios – dois em África e oito na Ásia, são responsáveis por 90% do plástico jogado nos oceanos.

Os níveis altíssimos de poluição, que em uma década superou o total gerado em todo o século 20, estão chamando a atenção de autoridades. No Reino Unido o objetivo é eliminar a utilização do produto nos próximos anos.

Mesmo assim se você ainda tem dúvida dos efeitos nocivos do plástico, preparamos uma lista com 15 fotografias que vão mudar seus conceitos.

Foto: Reprodução/Bright Side/fonte:via

Na Austrália, ‘jardins de chuva’ ajudam a reduzir poluição nas águas da cidade

Para evitar inundações e ainda combater a poluição advinda da chuva em suas baías, a cidade de Sydney, na Austrália, decidiu investir em um sistema que não só ajuda manter limpas suas águas como ainda traz vida, verde e beleza para a cidade. São os jardins de chuva, canteiros rebaixados projetados para se adequarem ao design urbano da cidade, que filtram a água da chuva e ainda enriquecem o solo com nutrientes.

Segundo dados da prefeitura de Sydney, ainda que o esgoto por lá seja tratado, as águas pluviais carregam toneladas de poluentes e lixos para os cursos de água da cidade. Óleos e fluidos de automóveis, partículas poluentes liberados pelos carros, além de lixo da rua propriamente podem chegar aos rios e aos mares se não forem devidamente filtrados – e aí que os jardins de chuva entram para auxiliar.

Instalados com grades de drenagem e vegetação especial para filtragem, os jardins, por serem rebaixados, ainda ajudam a evitar inundações em chuvas mais intensas. A cidade australiana já conta com 154 canteiros instalados, e o objetivo é reduzir 50% dos sedimentos e sólidos que chegam às hidrovias de Sydney até 2030. Assim, fazem por lá o que nunca fazemos aqui: atacar um problema urbano antes que ele se torne insolúvel – antes que os rios e águas de Sydney fiquem como são a maioria dos rios das grandes cidades brasileiras.

© fotos: divulgação/fonte:via

Sacola plástica é encontrada a 11 mil metros, no fundo do mar

A Fossa das Marianas fica nas fronteiras entre as placas tectônicas do Pacífico e das Filipinas. Com mais de 11 mil metros de profundidade, o local é conhecido por ser o ponto mais profundo dos oceanos.

Agora se você achava que esta grande distância da superfície terrestre livraria a Fossa das Marianas da poluição gerada pelo homem se enganou. Recentemente o National Geographic divulgou estudo dizendo ter encontrado uma série de poluentes descartados pelo homem ‘interagindo’ com a vida local.

Isso mesmo, ao longo de 30 anos, cientistas recrutaram mais de 5 mil mergulhadores que colheram registros de materiais nocivos ao meio ambiente vagando em um dos pontos mais profundos da Terra.

Com uma grande quantidade de dados disponíveis, o estudo concluiu que os resíduos plásticos foram de longe os mais encontrados nas profundezas do oceano. Presentes em 89% dos documentos. Metais e madeira também integram a lista de dejetos.

Talvez você esteja se perguntando sobre as origens desta quantidade de plástico. Porém é praticamente impossível apontar uma fonte, já que anualmente por volta de 10 milhões de toneladas de plástico são despejadas nos oceanos.

Apesar dos mistérios, a Fossa das Marianas sempre chamou a atenção do homem. Ao longo dos século foram diversas tentativas de atingir o ponto mais escuro e profundo do local. Entre muitas frustrações, expedições de sucesso conseguiram colher informações importantes sobre a vida no local e a existência de animais marinhos como o polvo.

Foto: Reprodução/Randy Olson/National Geographic/fonte:via

Fotógrafa premiada denuncia a poluição nas praias e oceanos com arte

Denunciar a poluição dos oceanos e das praias dos nossos continentes: este é o objetivo de vida de Mandy Barker. A fotógrafa britânica premiada internacionalmente representa a questão dos detritos plásticos marinhos e, com isso, recebeu reconhecimento global. A ideia de seu trabalho é aumentar a conscientização de todos sobre a poluição.

A artista registra materiais coletados em mais de 30 praias de Hong Kong desde 2012. Sua série intitulada Hong Kong Soup: 1826. O termo “sopa” está relacionado ao nome dado pelos cientistas e ambientalistas à água cheia de restos de plástico depositados no fundo do mar. O norte do Oceano Pacífico é a área mais preocupante, com grande concentração de poluentes.

Assim, descobrimos isqueiros coloridos, restos de bolas de futebol, pedaços de papel ou mesmo cacos de vidro. Cada trabalho é representado em um fundo preto, com foco total nos detritos.

Confira a série e acompanhe o trabalho de Mandy Barker:

 

Fotos: Mandy Barker/fonte:via