União Europeia quer proibir uso do plástico descartável até 2021

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O parlamento europeu pretende dar um passo significativo na ofensiva contra o uso abusivo do plástico. A instituição aprovou uma proposta que prevê a proibição da venda de produtos de plástico descartáveis.

A ideia é que a medida entre em vigor já em 2021 e valha para toda a União Europeia. Foram 571 votos favoráveis e 53 contrários. Com isso, está vetada a comercialização de pratos, talheres, cotonetes, varas para balões e outros produtos de plástico de uso único.

Com a medida, o parlamento europeu espera diminuir em 70% a quantidade de poluentes de plástico presente nos oceanos. Vale destacar que, assim como acontece com os canudos, os itens barrados possuem alternativas menos nocivas disponíveis.

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“Nós estamos adotando a legislação mais ambiciosa contra o uso unitário do plástico. Precisamos agora conduzir as negociações da melhor forma possível para que consigamos colocar todas as medidas em prática”, declarou o belga Frederique Ries, responsável pelo projeto.   

As novas regras colocam indústria do tabaco em xeque. O objetivo transferir aos produtores de cigarros com filtros de plástico os custos de limpeza, transporte e tratamento do lixo. Em 32 anos, foram colhidas mais de 60 milhões de bitucas nos oceanos. O mesmo vale para os produtores de pesca, que vão precisar contribuir para reciclar pelo menos 15% do plástico produzido até 2025.

Agora, a lei segue para o Conselho da União Europeia, onde será debatida por representantes dos governos nacionais. Os planos dos europeus chegam em boa hora, pois ambientalistas dizem que até 2050, os oceanos terão mais plástico do que peixes. 

Fotos: Unsplash/fonte:via

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Com maior ciclovia suspensa do mundo, China se abre para desenvolvimento sustentável

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Por muito tempo, a China colocou o crescimento econômico à frente do meio ambiente. Com isso, o país asiático se transformou em um dos grandes responsáveis pelo aumento nos índices de poluição no planeta.

Mas, a partir de 2014 tudo mudou e desde então, a China corre atrás do prejuízo e tenta se equilibrar em uma filosofia que contempla o desenvolvimento sustentável. “Vamos declarar guerra à poluição, assim como declaramos guerra à pobreza”, declarou o primeiro-ministro Li Keqiang.

Em fevereiro, a cidade de Xiamen inaugurou a primeira ciclovia elevada da China. Com oito quilômetros de extensão, a construção se tornou a maior ciclovia elevada do mundo.

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O processo foi impulsionado pelo governo municipal de Xiamen, que pretende oferecer aos cidadãos opções saudáveis de deslocamento, que contribuem para a diminuição dos congestionamentos e a melhoria do ar.

Abraçando conceitos que estimulam a integração entre bicicletas e transporte público, a ciclovia apresenta 13 conexões ao longo do trajeto. Com isso, os moradores de Xiamen podem desembarcar em três centros financeiros e cinco bairros residenciais.

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Importante ressaltar que 11 destes centros de intermodalidade estão no trajeto dos ônibus BRT. As outras duas se encontram com o metrô. Espera-se que 3,5 milhões de pessoas utilizem a ciclovia entre às 6h30 e 22h30.

O projeto foi desenvolvido pelo escritório dinamarquês Dissing + Weitling, responsável também pela passarela Bicycle Snake, inaugurada em 2014, em Copenhague. A ideia, segundo os designers, é propor “uma visão que inspira as pessoas a priorizarem as alternativas sustentáveis, como a bicicleta, em vez do automóvel.”

Fotos: Reprodução/fonte:via

Mancha de poluição do Tietê diminui e animais começam a retornar ao rio

Rio Tietê tem melhora na qualidade da água em Salto  — Foto: TV TEM/Reprodução

A poluição extrema do Rio Tietê data de décadas. Há mais de cinquenta anos a população das diversas cidades por onde passa o rio de mais de mil km de extensão não sabe o que é ter a liberdade de mergulhar em suas águas, como acontecia antigamente.

O esforço para despoluir o Tietê é bem mais recente, e, ainda que mais devagar que o esperado, vem dando resultados. Segundo a Fundação SOS Mata Atlântica, responsável pelo projeto Observando os Rios, que monitora a situação do Tietê desde 1991, a mancha de poluição diminui em 8 quilômetros do ano passado para cá.

Ainda há muito o que fazer, e a mancha continua tendo 122 km de extensão, equivalente a 11% do total do rio. Dos 94 trechos analisados em todo o estado de São Paulo, apenas seis têm água considerada boa. Nenhum ponto foi classificado como ótimo.

Mesmo assim, há lugares em que a vida vem voltando ao Tietê. Segundo Malu Ribeiro, especialista em água da SOS Mata Atlântica, há trechos onde é possível ver tartarugas e patos nadando. Marrecos, garças e até ariranhas também foram observados.

Voltar a nadar no Tietê ainda parece uma ideia muito distante, mas, caso os avanços se intensifiquem, quem sabe seja algo que ainda veremos em vida. Sem esquecer que, caso não continuemos prestando atenção, a situação pode voltar a piorar.

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Fotos via Wikimedia Commons/fonte:via

Patinhos de plástico vagando nos oceanos 26 anos após acidente alertam sobre poluição

A Caça dos Patinhos navegantes expôs as preocupações sobre o acúmulo de lixo nos oceanos. Em janeiro de 1992, um carregamento com 28 mil bichinhos de brinquedo acabou derramado no meio do Oceano Pacífico.

Por serem projetados para flutuar, eles foram guiados pela correnteza e se esparramaram em áreas diversas dos mares. Alguns deles chegaram a percorrer um trajeto de mais de 3 mil quilômetros, chegando por exemplo na costa do Alasca. Outros patinhos foram encontrados na Austrália e Escócia.

O fenômeno intrigou os cientistas e gerou a abertura de uma longa investigação para rastrear os passos destes brinquedos vendidos para divertir crianças durante banhos de banheira. A história proporcionou inclusive, um entendimento melhor sobre os principais pontos acumuladores de lixo nos oceanos.

Os patinhos foram vistos pela última vez há mais de 10 anos, em uma praia de Massachusetts, no leste dos Estados Unidos e para profissionais voltados para a pesquisa em oceanos, é provável que muitos estejam vagando por aí quase 30 anos depois do acidente.

A explicação para esta história curiosa se dá pelo local do acidente. Trata-se de um ponto específico do Oceano Pacífico conhecido pelo encontro de correntes marítimas, que envolvem diversos continentes.

Ali se encontram correntezas com o Giro Subártico, que faz uma volta completa entre a América e Ásia e se une com outra corrente, que atravessa o Estreito de Behring para por fim chegar ao Atlântico.

Apesar do frisson em torno dos patinhos, sonho de consumo de uma série de colecionadores, a história evidencia o tamanho do problema causado pela poluição no oceano. O entrave vem provocando uma mudança de postura de gigantes da indústria, que aos poucos estão diminuindo a dependência de produtos feitos a partir do plástico, caso dos canudinhos.  

Foto: Reprodução/fonte:via

Lei anti-plástico reduz em 67% morte de animais marinhos por sufocamento no Quênia

São muitas as notícias sobre a adoção de políticas anti-plástico por países europeus. Contudo, pouco se fala sobre medidas aplicadas por nações fora do ciclo priorizado por redes de notícias internacionais.

O exemplo desta vez chega direto do Quênia, que há um ano intensificou o combate a um dos maiores poluentes do meio ambiente. Por meio de uma lei em vigor desde agosto proibindo a fabricação, venda e o uso de sacolas plásticas, o país da África Oriental está colhendo bons frutos.

Um dos principais exemplos é a redução do número de mortes de animais marinhos por sufocamento provocados por sacolas. Para se ter ideia, antes do veto 3 a cada 10 animais eram encontrados mortos nos oceanos. Desde abril os níveis haviam caído para 1 entre 10. Decréscimo de 67% nos índices.

A fiscalização do governo queniano é dura e prevê multa de mais de 100 mil reais, além de quatro anos de prisão para quem fabricar, comercializar ou usar sacolas plásticas no país.

O avanço é digno de elogios, pois o Quênia já esteve entre os maiores exportadores de sacolas plásticas do mundo. Os objetos são nocivos ao ambiente por dependerem de recursos naturais não-renováveis, como petróleo e gás natural, além de precisarem de cerca de 450 anos para se decompor.

No Brasil o assunto também está em pauta e o Rio de Janeiro já anunciou o banimento dos canudinhos plásticos em bares e restaurantes. Quem desobedecer vai arcar com punição de R$ 3 mil.

“A gente acha que é uma coisa bem simbólica e fizemos pressão para essa matéria ser votada na Semana do Meio Ambiente. É um grande presente a cidade vai receber”, disse ao Globo João Senise, coordenador de mobilização da Meu Rio.

Foto: Pixabay/fonte:via

Para melhorar o ar, Cidade do México transforma pilares de viadutos em jardins verticais

Se o efeito da ação humana vem sendo devastador e aparentemente incontornável, ao mesmo tempo a própria força da natureza é capaz de transformar essa perspectiva apocalíptica em um cenário verde e melhor. É isso que prova o projeto Via Verde, que, para melhorar o ar da Cidade do México, vem transformando os pilares dos viadutos que cruzam a metrópole em jardins verticais.

Além de embelezar a própria cidade, a inovação do projeto impacta de forma profunda e a longo prazo objetivamente a vida da população mexicana. Os jardins, afinal, absorvem CO2, calor e até mesmo a poluição sonora que tanto caracteriza uma cidade grande como essa. Como se não bastasse, é comprovado que tais iniciativas reduzem o estresse e a ansiedade dos moradores.

O projeto é totalmente sustentável, com estruturas feitas de material reciclado, sistema de irrigação autossuficientes de água de chuva coletada. A seleção de plantas prioriza justamente espécies que trazem benefícios urbanos, como baixa necessidade de água e alta resistência. A ideia é que o projeto completo traga 2,2 milhões de plantas para a Cidade do México.

A mão de obra para a realização do projeto vem sendo feita toda como um programa de reabilitação social e trabalho para presidiários locais. O que era uma selva de concreto cinza vai aos poucos se transformando em um mar verde, trazendo benefícios para a cidade e para a população a curto e longo prazo.

© fotos: divulgação/fonte:via

15 imagens que vão fazer você repensar (mesmo) o uso do plástico

O plástico é uma das maiores ameaças ao meio ambiente. O uso exagerado do produto está causando sérios danos aos oceanos e florestas, principalmente pelo longo tempo necessário para a decomposição, cerca de 450 anos.

Estima-se que atualmente 300 milhões de toneladas de plástico são produzidas todos os anos e apenas 10% do total é reciclado. Ou seja, o restante vai para aterros sanitários e rios. Um estudo recente aponta que 10 rios – dois em África e oito na Ásia, são responsáveis por 90% do plástico jogado nos oceanos.

Os níveis altíssimos de poluição, que em uma década superou o total gerado em todo o século 20, estão chamando a atenção de autoridades. No Reino Unido o objetivo é eliminar a utilização do produto nos próximos anos.

Mesmo assim se você ainda tem dúvida dos efeitos nocivos do plástico, preparamos uma lista com 15 fotografias que vão mudar seus conceitos.

Foto: Reprodução/Bright Side/fonte:via