Revolta da natureza: Foca pistola dá uma ‘polvada’ no rosto de canoísta

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Um homem estava navegando tranquilamente em seu caiaque, quando foi surpreendido por uma foca, que lhe deu uma bofetada pra ninguém botar defeito. Kyle Mulinder tomou um tapa de uma foca. Bizarro, não? Calma, que piora, porque a foca usou um polvo para ‘agredir’ o homem.

O vídeo foi feito na costa de Kaikoura, na Nova Zelândia. Ao lado do amigo Taiyo Masuda, Kyle estava testando a câmera GoPro HERO 7, quando booom, levou um tabefe da foca segurando um polvo.

“Nós estávamos navegando tranquilamente pelo oceano quando essa foca macho gigante apareceu destroçando um polvo”, disse Mulinder ao Yahoo 7 News.

A hipótese mais provável é que os canoístas estavam no lugar errado e na hora errada, pois a foca estava no meio de um embate com o polvo e quando emergiu deu de cara com o caiaque.

“Eu fiquei tipo, cara o que aconteceu? Foi estranho, porque tudo aconteceu muito rápido e eu consegui sentir as partes do polvo na minha cara”. Apesar de ter resistido bravamente, o polvo acabou sendo derrotado.

Fotos: Taiyo Masuda/Reprodução /fonte:via

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Cientistas fazem grande descoberta, mas causam polêmica por drogas em experimento com polvos

A revista Current Biology resolveu entender o que se passa na cabeça dos polvos. Os animais são conhecidos por serem antissociais e apenas procuram companhia para procriar.

Entretanto, o neurocientista Gul Dölen e o biólogo Eric Edsinger conseguiram descobrir uma parte mais oculta, mostrando que os polvos não são assim tão reclusos. Na verdade, eles possuem um lado sociável armazenado em seus genes.

“Acreditamos que, no caso dos polvos, era vantajoso ser associal, então esse mecanismo é suprimido, exceto quando se acasalam”, conta Dölen.

Embora a descoberta seja importante para o entendimento das mentes destes animais chamados no passado pelo filósofo australiano Peter Godfrey-Smith de a coisa “mais próxima de uma inteligência extraterrestre que podemos encontrar na Terra”, o método utilizado pelos cientistas está causando polêmica.

Para entender como a mente dessas criaturas funciona, os cientistas recorreram ao MDMA, popularmente conhecido como ecstasy. A droga é usada pelos seres humanos com frequência e ficou famosa pelos efeitos pró-sociais.

Entre pessoas, o ecstasy contribui para o aumento da serotonina, dopamina e ocitocina, produzindo a necessidade de se aproximar e interagir. Isso também aconteceu com os polvos, que ao entrar em contato com a substância diluída junto com a água do aquário, intensificaram o contato com um polvo preso dentro de uma câmara.

Os resultados geraram mais uma polêmica. Após resultados animadores, os pesquisadores pretendem utilizar polvos para testes de drogas experimentais, assim como é feito com os roedores.

Foto: Reprodução/fonte:via

Pesquisadores descobrem que o polvo-gigante-do-pacífico é na verdade duas espécies diferentes

 

Você não pensaria que um polvo gigante pudesse passar despercebido durante décadas, mas aconteceu: pesquisadores já desconfiavam que o polvo-gigante-do-pacifico (Enteroctopus dofleini), o maior conhecido, é, na verdade, duas espécies.

Agora, fomos devidamente apresentados ao novo “polvo-gigante-franzido” (em tradução literal do termo original em inglês, “frilled giant octopus”), um animal do qual ainda temos que aprender muito para garantir sua sobrevivência.

 

A suspeita

O primeiro passo para identificar uma nova espécie é observar um indivíduo com atenção. Ele não precisa ser, digamos, um animal totalmente diferente de tudo que já vimos antes – em alguns casos, os pesquisadores notam características sutis suficientes em um animal para acreditar que estão olhando para uma espécie ainda não catalogada.

Às vezes, essas espécies se escondem em plena vista, como aconteceu recentemente com uma bióloga brasileira que identificou várias espécies de tamanduás-anões a partir de uma única conhecida.

E como aconteceu agora com pesquisadores da Universidade Alaska Pacific, no Alasca, e do Serviço Geológico dos Estados Unidos, que descobriram que os polvos normalmente identificados como polvo-gigante-do-pacifico, que vive da Califórnia ao Japão, pertencem na verdade a duas espécies distintas.

Em 2012, os cientistas encontraram um grupo geneticamente distinto desses polvos na Enseada do Príncipe Guilherme, no Golfo do Alasca. Infelizmente, eles haviam coletado apenas pequenos cortes de tecido dos tentáculos para análise de DNA antes de retornar os polvos para a natureza, então não conseguiram descobrir se os dois grupos também poderiam ser visualmente distintos.

A confirmação

Mais tarde, Nathan Hollenbeck, estudante de graduação da Universidade Alaska Pacific, decidiu estudar essas criaturas para sua tese, tendo a ideia de observar capturas colaterais de pesca de camarão.

Pescadores de camarão no Alasca usam armadilhas que ficam nas águas por um dia inteiro. Ocasionalmente, um polvo-gigante acaba sendo capturado junto com os camarões – ou melhor, nestes casos, geralmente o polvo come a pesca toda.

Analisando esses polvos pescados por engano, Hollenbeck explica que as duas espécies são visualmente diferentes: a mais nova exibe “pregas” distintivas ao longo do seu corpo. Esses polvos franzidos também exibem curiosos “cílios” de pele elevada e dois pontos brancos na frente da cabeça, onde os polvos-gigantes-do-pacífico têm apenas um.

Para confirmar que o grupo visualmente distinto era também geneticamente distinto, Hollenbeck cortou pequenos pedaços dos tentáculos dos polvos. Embora o polvo possa se regenerar, como o cientista também queria saber se trabalhos futuros poderiam evitar esta técnica de amostragem invasiva, ele testou coletar DNA passando cotonetes na pele dos animais.

Não invasivo

Você provavelmente preferiria que um médico passasse um cotonete em sua bochecha em vez de enfiar uma agulha em seu braço, certo? Outros animais provavelmente compartilham essa preferência.

Cientistas usam rotineiramente técnicas de amostragem não invasivas em mamíferos e aves, mas Hollenbeck foi o primeiro a experimentá-las em um polvo. Funcionou, aliás.O DNA das pontas dos tentáculos e dos cotonetes concordaram: o polvo-franzido é uma espécie separada do polvo-gigante-do-pacífico.

Hollenbeck e seu orientador, David Scheel, publicaram seus resultados na revista científica American Malacological Bulletin.

Muito a descobrir

O novo polvo ainda não possui um nome em latim, mas deve manter o mesmo gênero que seu parente,

 

Enteroctopus.

Este não é somente o caso desses polvos serem “um pouco distintos visualmente”: as diferenças anatômicas entre as espécies podem ser profundas o suficiente para representar qualquer número de diferenças mais fundamentais em estilo de vida, dieta ou reprodução.

Afinal, as pregas no corpo da nova espécie devem ter uma função que ainda precisa ser estudada.

Sobrepesca

Os “novos” polvos parecem viver em menos locais que o polvo-gigante-do-pacífico. Hollenbeck e Scheel coletaram relatórios confiáveis da espécie apenas de Juneau ao mar de Bering. Eles também parecem preferir águas mais profundas. Neste habitat, porém, podem ser bastante comuns.

Os polvos-franzidos constituem um terço da captura incidental da pesca de camarão. Caranguejo e bacalhau também são pescados da mesma forma no Golfo do Alasca, e é provável que muitos dos polvos que se tornam ocasionais vítimas nessas armadilhas sejam da espécie recém-identificada. Ninguém sabe se isso representa uma ameaça a sua sobrevivência.

Mesmo para polvos-gigantes-do-pacífico, não temos informações suficientes para determinar se eles correm risco de sobrepesca. Por enquanto, as regulamentações federais americanas especificam uma captura incidental máxima de polvo com base nas melhores estimativas disponíveis de quantos estão lá fora. A pesca de bacalhau no Alasca foi proibida em pelo menos uma ocasião em que esse limite foi atingido.

Como ambos os polvos não eram diferenciados até agora, é impossível distinguir os impactos da pesca nas duas espécies diferentes.

fonte:[via][Eather, BBC]

Cientistas estão de boca aberta com a ‘cidade submarina’ criada por polvos

A ideia de que os polvos são animais solitários foi desafiada por uma curiosa e singela descoberta: uma espécie de “cidade”, criada pelos próprios polvos, em que cerca de 15 animais da espécie vivem juntos, como vizinhos.

A descoberta foi batizada de Octlantis, juntando a palavra octopus (polvo, em inglês), com Atlantis, ou Atlântida, nome da lendária cidade desaparecida que estaria, segundo sua lenda, submersa.

A cidade dos polvos foi construída pelos próprios animais, empilhando e esculpindo conchas, pedra e restos e estruturas de suas presas. Tal trabalho arquitetônico criou como que tocas uma do lado das outras, onde os animais vivem. Essa não é, porém, a primeira cidade de polvos descoberta: em 2009 foi encontrada Octopolis, construída em forma similar à Octlantis – uma, inclusive, fica próxima a outra, nos mares do sudeste da Austrália.

Cada letra representa um polvo diferente vivendo em Octlantis 

Segundo os pesquisadores, tal comportamento denota que a convivência no local se dá entre polvos ao longo de diversas gerações, ainda que o número de animais possa variar vivendo nas cidades. Os polvos são, portanto, verdadeiro engenheiros do fundo do mar, além de gostarem da companhia um do outro.

 

© Fotos: David Scheel/fonte:via