Brasil está entre 5 países do mundo com natureza intocada e tem obrigações em relação a isso

O primeiro mapa dos ecossistemas intactos da Terra, resultado de uma pesquisa da Universidade de Queensland e da Wildlife Conservation Society (WCS), mostrou que apenas cinco países detêm 70% das áreas inexploradas do mundo e o Brasil faz parte desta lista. Porém, este privilégio carrega responsabilidades, sendo assim, ações são urgentes para que possamos preservá-las.

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A pesquisa será apresentada na Convenção sobre Diversidade Biológica, que acontecerá no Egito este mês. Várias nações vêm trabalhando para o desenvolvimento de um plano efetivo que garanta a preservação desta áreas pouco intocadas e sem ação do homem.

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De acordo com o relatório, os países com mais territórios intocados são Austrália, Estados Unidos, Brasil, Rússia e Canadá e o objetivo é que estas nações trabalhem em conjunto para que isso continue assim. Apesar de esta parecer ser uma boa notícia, ela é também é preocupante pois mostra que mais de 77% das terras – excluindo a Antártica – e 87% dos oceanos já foram muito modificados pela intervenção humana.

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Os pesquisadores dizem que os esforços precisam ser feitos em conjunto e dependem de políticas internacionais. O objetivo é ter uma meta e, eles dizem ser possível que esses ecossistemas restantes sejam preservados 100%. Os pesquisadores também afirmam ser importante que estes países tenham representantes e líderes que corram atrás desse objetivo e estimulem a população a fazer o mesmo. Afinal, já perdemos muito, não é mesmo?

Fotos 1 e 3: Unsplash

Foto 2: WCS/fonte:via

Em defesa dos animais ‘feios’: por que você deveria se engajar nesta causa

Ninguém quer deixar os golfinhos ou os pandas entrarem em extinção.

Eles são lindos, fofos e a humanidade ficaria mais triste sem esses animais.

Mas quem aí levanta a bandeira para proteger o peixe-bolha (foto abaixo) e outros bichos de beleza duvidosa?

A ONG Ugly Animals Preservation Society cumpre justamente esse papel.

A organização foi criada pelo comediante Simon Watt e faz piadas sobre um assunto sério. Graças a ele, a preservação dos animais é abordada de maneira divertida e fica bem longe daquele velho estereótipo de “ecochato”.

Simon realiza turnês pela Europa onde apresenta um show com foco na preservação de espécies “feias”. Estes espetáculos são compostos de seis atos com duração de 10 minutos, cada um comandado por um comediante, que defende um animal feio diferente.

Ao final dos espetáculos, o público é convidado a eleger seu próprio mascote desprovido de beleza.

A ONG usa o lema “Não podemos ser todos pandas” para alertar que há muitos animais que sofrem com o perigo de extinção, mas são negligenciados por campanhas convencionais.

Além do tenebroso peixe-bolha, considerado o animal mais feio do mundo (embora a história não seja bem assim), vários outros mascotes já foram defendidos pela instituição, incluindo o dugongo, o rato-toupeira-pelado e a horrenda rã-do-titicaca.