Lei anti-plástico reduz em 67% morte de animais marinhos por sufocamento no Quênia

São muitas as notícias sobre a adoção de políticas anti-plástico por países europeus. Contudo, pouco se fala sobre medidas aplicadas por nações fora do ciclo priorizado por redes de notícias internacionais.

O exemplo desta vez chega direto do Quênia, que há um ano intensificou o combate a um dos maiores poluentes do meio ambiente. Por meio de uma lei em vigor desde agosto proibindo a fabricação, venda e o uso de sacolas plásticas, o país da África Oriental está colhendo bons frutos.

Um dos principais exemplos é a redução do número de mortes de animais marinhos por sufocamento provocados por sacolas. Para se ter ideia, antes do veto 3 a cada 10 animais eram encontrados mortos nos oceanos. Desde abril os níveis haviam caído para 1 entre 10. Decréscimo de 67% nos índices.

A fiscalização do governo queniano é dura e prevê multa de mais de 100 mil reais, além de quatro anos de prisão para quem fabricar, comercializar ou usar sacolas plásticas no país.

O avanço é digno de elogios, pois o Quênia já esteve entre os maiores exportadores de sacolas plásticas do mundo. Os objetos são nocivos ao ambiente por dependerem de recursos naturais não-renováveis, como petróleo e gás natural, além de precisarem de cerca de 450 anos para se decompor.

No Brasil o assunto também está em pauta e o Rio de Janeiro já anunciou o banimento dos canudinhos plásticos em bares e restaurantes. Quem desobedecer vai arcar com punição de R$ 3 mil.

“A gente acha que é uma coisa bem simbólica e fizemos pressão para essa matéria ser votada na Semana do Meio Ambiente. É um grande presente a cidade vai receber”, disse ao Globo João Senise, coordenador de mobilização da Meu Rio.

Foto: Pixabay/fonte:via

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Quênia considera criar pena de morte para caçadores

Em março deste ano, o último rinoceronte-branco macho da terra foi morto no Quênia. Com isso, a única esperança para a espécie passou a ser uma inseminação artificial (ainda restam duas fêmeas vivas).

Desde o ocorrido, o país tem buscado tornar suas leis de proteção aos animais mais severas. A última novidade é o anúncio de que o país considera aplicar pena de morte para os caçadores. Uma lei de 2013 já previa punição de pena perpétua ou o pagamento de uma fiança no valor de US$ 20.000 aos infratores.

A medida drástica foi anunciada pelo ministro de Turismo e Vida Selvagem do Quênia Najib Balala ao portal de notícias Xinhuanet. Desde 1987, o país não aplica mais a pena de morte. Embora alguns grupos de ambientalistas do mundo inteiro se demonstrem a favor da iniciativa, ela pode ser considerada como uma forma de retrocesso ao abrir precedentes para que penas bárbaras voltem a ser aplicadas.

Segundo a ONU News, o Quênia havia ratificado em 1972 o Pacto sobre Direitos Civis e Políticos que, entre outras coisas, afirma que qualquer pessoa sentenciada à morte deve ter o direito de buscar o perdão ou reconsideração da sentença. Seguindo a mesma decisão, o país havia retirado 2,7 mil detentos do corredor da morte em 2016.

Foto: Ol Pejeta/Reprodução Twitter /fonte:via

A enorme fenda que pode separar a África em duas

Uma fissura com quilômetros de comprimento na África Ocidental pode causar a separação do chamado Chifre da África do resto do continente. A abertura ininterrupta do chão de um pequeno vilarejo no sudoeste do Quênia é potencial responsável por um fenômeno histórico.

Com 10 quilômetros de extensão, por volta de 15 metros de profundidade e 20 de largura, a cratera já causou estragos no país, destruindo inclusive a estrada que liga Narok à capital Nairóbi e causando evacuação de alguns moradores.

Segundo os geólogos, a fenda ligada a uma falha tectônica chamada de Vale do Rift pode dividir a África em duas daqui alguns milhões de anos. O acontecimento é o mesmo que separou a América do Sul da África há 138 milhões de anos.

Afastando a possibilidade de emergência, Carlo Dogliani, presidente do Instuto Nacional de Geofísica e Vulcanologia da Itália diz que “nos próximos 20 milhões ou 30 milhões de anos, pode ser criado um novo oceano”, afirmou em entrevista publicada na agência Ansa. O Chifre da África inclui a Somália, Etiópia, Eritreia e Djibouti.

 

Fotos: foto 1: Pixabay/foto 2: Reprodução/fonte:via

 

Suíte de luxo simula ninho de pássaros no meio de um safári no Quênia

Empoleirada acima do solo com vista para planícies infinitas, uma suíte especial no resort Nay Palad em Segera, Quênia, vem chamando muita atenção.

O novo conceito ‘ninho de pássaro’ com uma visão de 360 graus em uma região selvagem, está localizada ao lado de um rio cheio de vida selvagem em Laikipia, um dos safáris mais populares do país.

Toda a estrutura do ninho é construída e projetada a partir de matérias-primas, como madeira cultivada e ramos de árvores reais que foram tecidas em um ninho pelos membros da comunidade local.

Projetado para dois hóspedes, o espaço também tem potencial para uma pequena família – por exemplo, os pais podem optar em dormir na parte interna no primeiro andar, enquanto as crianças se aventuram a dormir do lado de fora.

O interior da suíte possui todas as comodidades de um quarto comum, como banheiro totalmente equipado com água corrente (aquecido por energia solar) e com descarga.

Iluminada com lanternas, o “ninho” é equipado com champanhe e comida, enquanto as camas são montadas no deck superior aberto com lençóis e garrafas de água quente.

Na manhã seguinte, os hóspedes recebem um café da manhã surpresa à sua porta, para ser apreciado enquanto assistem elefantes, girafas e outros animais selvagens passeando perto do rio.
O custo da diária no Ninho começa em 872 libras (3,6 mil reais).

Imagens: Divulgação/fonte:via