Catadores ganham bikes para combater crueldade com cavalos

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Os catadores de lixo realizam um trabalho fundamental para impulsionar a coleta seletiva de materiais recicláveis, especialmente em cidades cujas prefeituras não dispõem de caminhões e lixeiros para cumprir a tarefa, capaz de evitar que várias toneladas de lixo reaproveitável parem em lixões.

Um dos pontos negativos da atividade é o uso frequente de animais, especialmente cavalos, para carregar as pesadas carroças que acumulam vários quilos de material reciclável. Pensando nisso, um projeto alagoano doou trinta bikes adaptadas especialmente para os catadores.

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As chamadas Ciclolix fazem parte do projeto Relix, uma iniciativa do Sesi que propõe de ações de educação e arte para conscientizar sobre a importância da sustentabilidade.

Cada Ciclolix tem capacidade para armazenar até 450 kg de material, e conta com sinalização e cores chamativas para aumentar a segurança dos catadores durante a atividade, além de amassador de latinha e de garrafas PET. As bicicletas adaptadas foram entregues a cooperativas e associações de catadores de Maceió e mais sete cidades alagoanas.

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Este garotinho fundou seu próprio banco com 7 anos de idade e hoje o negócio prospera

Vivemos em um mundo cheio de possibilidades e, talvez por isso, algumas pessoas têm tanta dificuldade em escolher suas profissões. Não é fácil decidir o que fazer pelo resto da vida diante de tanta oferta e tantos questionamentos, porém, este não é o caso de Jose Adolfo Quisocala Condori, um garoto peruano, de 13 anos de idade.

Quando tinha apenas 7 anos, teve uma ideia que mudou completamente sua vida e das crianças de sua comunidade, criando um banco de poupança, que hoje já atende mais de 2000 crianças. A ideia surgiu quando ele percebeu que seus colegas gastavam toda a mesada em doces e brinquedos, sem guardar nada para compras mais significativas ou, simplesmente por guardar. Seguindo o exemplo de sua família, que sempre poupou dinheiro para as horas mais difíceis, Jose encontrou a fórmula perfeita para o seu empreendimento, na reciclagem.

O Bartselana Student Bank, foi fundado em 2012, em sua cidade natal – Arequipa – no Peru e, funciona com uma mentalidade de troca. Sua instituição só atende crianças, que podem se tornar clientes quando entregam pelo menos 5 kg de lixo reciclável. Para continuar sendo membro do banco, é preciso entregar, no mínimo, 1 kg de lixo todos os meses.

Ao abrir a conta, o banco e a criança estipulam uma meta de poupança e o dinheiro só poderá ser retirado quando a meta for atingida. Para garantir que somente as crianças se beneficiem deste dinheiro, somente elas podem fazer saques, nem mesmo os pais estão autorizados.

Entre 2012 e 2013, o Bartselana Student Bank coletou 1 tonelada de material reciclável e gerou economia para 200 crianças na escola de Jose. O sucesso é tanto, que hoje diversos bancos procuram o jovem para fecharem parcerias e, seu banco oferece cada vez mais serviços, como seguros, empréstimos e investimentos. O que o inspira é que as pessoas saibam administrar seu dinheiro desde a infância, para que no futuro não tenham maiores problemas.

MacRebur: empresa que constrói estradas com plástico retirado dos oceanos

Você provavelmente nunca refletiu sobre o assunto, mas o asfalto e o plástico são feitos do mesmo material.

Sim, o petróleo é a base de ambos. Portanto, não seria genial se usássemos todo o plástico que está poluindo nossas cidades e oceanos para criar estradas ao invés de extrair mais petróleo com essa finalidade?

A boa notícia é que já tem gente fazendo isso!

A empresa MacRebur, criada pelos britânicos Toby, Nick e Gordon, está usando resíduos plásticos para criar um novo tipo de asfalto.

O material ganhou os nomes de MR6, MR8 e MR10 e os compostos devem ser misturados à planta junto com o betume. Após 18 meses de testes, a tecnologia está pronta para ser utilizada e garante estradas 60% mais resistentes do que aquelas feitas com asfalto convencional.

Um outro benefício também deve incentivar o uso desta matéria-prima: o preço. Afinal, lixo é um material que temos em abundância pelo mundo (infelizmente) e, com isso, acaba sendo bastante econômico utilizá-lo em iniciativas como essa. Cada tonelada de asfalto utiliza de três a dez quilos de resíduos plásticos.

O vídeo abaixo, em inglês, fala sobre o surgimento da ideia:

https://player.vimeo.com/video/214836976

MacRebur website from Clay10 Creative on Vimeo./fonte:via

Programa troca lixo reciclável por dinheiro em Santos

Quase todo mundo sabe da importância da reciclagem de lixo, mas, na prática, pouca gente adere ao hábito de separar os resíduos secos (sem falar nas áreas onde não há coleta seletiva): um estudo de 2017 aponta que apenas 13% do lixo que poderia ser reciclado no Brasil realmente tem esse destino.

Por isso é necessário destacar iniciativas que contribuem para mudar esse quadro. É o caso do Club do Condomínio, criado em Santos, no litoral de São Paulo, para incentivar síndicos de prédios a convencer os moradores a separar os resíduos.

Para isso foi criada uma espécie de moeda virtual, chamada bio-coin. A cada quilo de material recolhido por recicladores parceiros da iniciativa o prédio recebe 1 bio-coin, que equivale a 20 centavos. A cada 5000 bio-coins acumulados, o condomínio pode fazer o resgate de mil reais para ser usado nos serviços que o síndico considerar necessários.

O projeto foi lançado em julho deste ano e já conta com 372 condomínios cadastrados – a meta é chegar até 500 ao final de 2018 e 1000 antes de o Club completar um ano.

De acordo com o Club do Condomínio, prédios com 100 moradores geram 40 quilos de material reciclável por dia. Assim, em um mês o condomínio separaria 1200 kg de resíduo sólido, o equivalente a 1200 bio-coins. Em um ano, a quantia chegaria a 14.400 bio-coins, equivalente a R$2880.

Imagens: Marcelo Martins/Prefeitura de Santos/fonte:via

Gana constrói estradas de sacolas plásticas e contribui para preservação dos oceanos

Atualmente, apenas 2% do plástico produzido em Gana é reciclado.

Entretanto, o país está encontrando uma maneira inteligente de lidar com este resíduo: construindo estradas feitas com sacolas plásticas que, de outra forma, poderiam parar nos oceanos.

A tecnologia foi desenvolvida pela empresa de reciclagem Nelplast, que já emprega 200 pessoas no país, segundo um vídeo divulgado no Twitter pelo Fórum Econômico Mundial.

Antes de se tornarem asfalto, as sacolas são cortadas em pequenos pedaços e misturadas com areia. O produto dessa mistura é de longa duração e, segundo a empresa, até 8 vezes mais resistente que o asfalto produzido de forma convencional. Com isso, as mesmas características responsáveis por tornar o plástico um problema ambiental quando descartado incorretamente são usadas de maneira positiva pelo projeto.

Embora sejam usadas sacolas plásticas, praticamente qualquer tipo de plástico pode ser incorporado ao processo. Um dos distritos de Gana já utiliza os tijolos decorrentes dessa reciclagem através de uma parceria com o Ministério do Meio Ambiente, Ciência e Tecnologia do país.

A empresa espera expandir ainda mais seu impacto, com a expectativa de transformar 70% do plástico usado em produtos de longa duração – e nós ficamos na torcida para que esse objetivo seja alcançado.

Fotos: Divulgação Nelplast /fonte:via

Projeto oferece coleta de lixo orgânico por assinatura e devolve adubo ou hortaliças

Manejar todo o lixo que é produzido é um dos grandes desafios da nossa sociedade. Ainda que a reciclagem não atinja níveis tão bons no Brasil, é um caminho a seguir. Mas e o que fazer com os resíduos orgânicos?

Montanhas de detritos se acumulam por lixões e aterros sanitários Brasil afora. Em Brasília, o Projeto Compostar tenta achar uma solução diferente, mostrando que resíduo orgânico não é lixo, e pode ser útil se for destinado corretamente.

Para isso, o projeto converte os resíduos em adubo através da compostagem, um conjunto de técnicas que estimulam a decomposição do material orgânico, criando fertilizantes ricos em nutrientes.

O Compostar oferece planos doméstico e empresarial. No primeiro, o assinante paga uma taxa mensal de R$65 através da Benfeitoria (contribuição que pode variar de acordo com as possibilidades do interessado), recebe um baldinho e uma sacolinha e instruções para separar o material que gera em casa.

A cada semana, a equipe do projeto recolhe o material e realiza a compostagem no pátio. Como recompensa, o assinante recebe, por mês, uma muda de planta ou um quilo de adubo orgânico.

Já no plano empresarial, os contratantes recebem tambores de 60 litros para fazer a separação dos resíduos e a equipe do estabelecimento é treinada sobre separação e descarte de resíduos. Frequência de coleta e recompensa variam de acordo com o perfil de cada cliente, mas o processo de compostagem no pátio do Projeto é basicamente o mesmo.

De acordo com o site do Projeto, com as 90 residências atendidas atualmente, são cerca de 80 kg de resíduos orgânicos que iriam para os lixões e aterros todos os dias, mas acabam se tornando adubo. Mais de 1200 mudas de hortaliças já foram entregues, e há potencial para muito mais.

Fotos: reprodução/fonte:via

7 países do Mundial que já são campeões em reciclagem

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Para além do futebol, o Mundial de futebol é também um grande encontro de diferentes culturas, hábitos e tradições de todo o mundo. Seja na maneira que as torcidas cantam e se comportam, seja em singularidades que dizem muito sobre o próprio país em questão (como a tradição da torcida japonesa de limpar sua sujeira das arquibancadas antes de deixar os estádios), o fato é que o campeonato é uma excelente oportunidade também para aprender mais sobre e com outros países.

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É esse o sentido mais claro e forte a respeito da importância de competir (de encontrar) em detrimento de quem será o campeão – pois, nesse ponto, realmente todos são. Dentre o que sempre há para crescer diante de novas culturas, no entanto, em um assunto fundamental em questão muitos países do mundial dão de goleada no Brasil: a reciclagem de lixo.

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Enquanto por aqui ainda engatinhamos, salvo raras exceções, em conseguir cumprir as metas que criamos, outros países já alcançam taxas de reciclagem acima de 50% – número que precisa ainda subir, mas que supera os 13% que nós reciclamos.

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Assim, separamos aqui 07 exemplos de países que estiveram no Mundial e que podem ensinar muito para o Brasil sobre reciclagem.

 

Alemanha

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Esqueçamos o 7 a 1 para podermos olhar com admiração e atenção para os dados de reciclagem alemães. Por lá, o índice de reciclagem subiu de 48,1% em 2001 para 61,8% em 2010 – uma das realidades mais promissoras de toda Europa.

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Bélgica

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Além de aprendermos no campo depois da eliminação para a Bélgica, podemos ficar de olho no país sobre o reaproveitamento de lixo. Por lá o crescimento nesse período foi de 7%, indo de 50,7% e 2001 para 57,6% em 2010.

Suíça

O crescimento suíço não foi tão expressivo quanto o alemão, mas seus números ainda impressionam: se em 2001 o índice de reciclagem no país era de 46,6%, em 2010 ele subiu 3,9%, chegando a 50,5%.

Suécia

Ganhamos a Copa de 1958 em cima deles, da mesma forma que nos classificamos para as finais de 1994 – mas em reciclagem a Suécia ganha de nós de lavada: de 38,7% em 2001, seus dados subiram mais de 10%, para 29,2% em 2010.

Reino Unido

A Inglaterra não foi para a final da Copa, e até pouco tempo também era derrotada na reciclagem: em 2001 seu índice era de 12,4%. De lá até 2010, no entanto, os números cresceram, e com 26,5% eles nos ganham pelo dobro.

França

Finalista desse mundial, a França não é campeã na reciclagem europeia, mas seus dados ilustram uma melhora quase tão sensível quanto se deu em seu futebol nas últimas décadas: dos 26,1% de reciclagem que tinham em 2001, o país, em 2010, alcançou 34,9%.

Espanha

 

Se a Espanha um tanto decepcionou na Copa da Rússia, na reciclagem ela vai muito bem, e melhorando. 17 anos atrás o país tinha uma taxa de 21,4% de reciclagem. Em 2010, esse número subiu para 33,1%, em um crescimento de 11,6%.

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