Maior recife do mundo é feito com impressão 3D para salvar biodiversidade das Maldivas

A tecnologia de impressão 3D vem sendo aliada do homem em vários aspectos, que vão desde a construção de casas até órgãos e ossos humanos, mas a novidade é que, agora ela está sendo usada para salvar os recifes de corais nas ilhas Maldivas, no sudeste asiático.

Nos últimos anos, uma grande parcela dos recifes de corais no mundo inteiro vem morrendo, seja por ação do homem ou por fenômenos climáticos, como o El Niño, que aumentou a temperatura na superfície do mar e fez muitos corais serem mortos ou sofrerem um branqueamento generalizado, reação natural ao estresse ambiental, que os torna mais fracos e vulneráveis.

Porém, o futuro é promissor e, no dia 11 de agosto um sistema artificial de corais desenvolvido pelo designer industrial Alex Goad, do Reef Design Lab – na Austrália, foi submerso em uma das ilhas do arquipélago, com o objetivo de salvar a biodiversidade da área, que estava fortemente ameaçada.

Os moldes foram produzidos em uma imensa impressora 3D e depois fundidos em cerâmica – substância semelhante ao carbonato de cálcio encontrado nos recifes naturais. Ao todo foram mais de 220 moldes, encaixados e preenchidos com cimento, formando um recife artificial gigante.

O próximo passo é transportar fragmentos de corais para esta estrutura, preservando a biodiversidade da área e ajudando os recifes a sobreviverem ao clima cada vez mais quente.

Hoje já existem algumas técnicas de propagação de corais, mas Alex Goad acredita que esta seja a mais eficaz: A tecnologia de impressão 3D ajuda-nos a desenvolver formas mais inovadoras de proteger os recifes de coral. A tecnologia nos permite imitar a complexidade das estruturas naturais dos recifes, para que possamos projetar recifes artificiais que se assemelhem aos encontrados na natureza”.

Foto 1: divulgação Summer Island Maldives

Foto 2: Unsplash/fonte:via

Designer cataloga azulejos e gradis de Olinda para que eles não sejam esquecidos

Em uma cidade com um vasto passado cultural como Olinda, em Pernambuco, a arquitetura em seus detalhes e elementos decorativos podem contar e significar parte importante da história e da memória da cidade. Em Olinda especialmente as características arquitetônicas de tal forma narram e simbolizam elementos e forças locais que o centro histórico hoje é tombado pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) e reconhecido como Patrimônio Mundial Cultural pela Unesco. Foi nesse rico cenário que a designer gráfica Renata Paes cresceu, e é essa identidade gráfica arquitetônica que ela quis preservar em seu mais recente trabalho.

Filha de um arquiteto preservacionista, Renata desde pequena costumava caminhar com o pai pela cidade, reparando em ladrilhos, azulejos, cobogós, gradis e tantos outros detalhes que compõem a impactante arquitetura olindense. “Quando tive que escolher meu trabalho de conclusão de curso, percebi quanto essa memória gráfica permeava minha infância”, ela disse. O catálogo Memória Gráfica da Arquitetura de Olinda, lançado em 2017, é o resultado de sua pesquisa, mas também dessa vida de caminhadas e observações pelo centro histórico, traduzida em um registro fotográfico dessa identidade arquitetônica de sua cidade.

A pesquisa de Renata não se deu somente caminhando pela ruas, mas também entrando nas casas, conversando com as pessoas, recebendo indicações e ouvindo histórias – vivendo na prática o que ela própria já sentia: a relação entre o design e o afeto, a relação entre as pessoas, suas casas e sua cidade. Os detalhes e objetos arquitetônicos remetiam a lembranças, sonhos, a passados que já não existem mais – à própria história das pessoas e, assim, de Olinda.

Para Renata, o catálogo se tornou, portanto, não só um registro fotográfico e visual, mas também um levante da própria importância de um patrimônio cultural. A história de uma cidade está também inscrita nos adornos, portões, gradis e cobogós de suas casas – e agora em seu catálogo. Memória Gráfica da Arquitetura de Olinda está disponível na plataforma Cidades Educadoras, e também na memória e nos corações dos moradores da cidade.

 

© fotos: Renata Paes/fonte:via