O reencontro entre um garoto sequestrado pelo Estado Islâmico e sua família refugiada após três anos sem notícias

A história de Emad Mishko Tamo nos inspira a lembrar que mesmo dos mais aterradores cenários, quando tudo parece fadado ao trágico e à tristeza, a melhor das notícias pode surgir, trazendo de volta luz e sentido para uma vida então despedaçada. Até o mês passado, a família de Emad não sabia sequer se o pequeno iraquiano, de origem Yazidi, estava vivo.

Aos 12 anos, Emad se reencontrou com a mãe e os quatro irmãos na última quarta-feira, no Canadá, depois dele passar três anos desaparecido em meio ao conflito em seu país.

Emad foi sequestrado pelo Estado Islâmico junto do pai e de um dos irmãos em 2014, quando o grupo terrorista tomou a cidade de Sinjar, onde a família vivia, no norte do Iraque. A mãe e os outros quatro irmãos conseguiram fugir e, depois de viverem por um ano em um campo de refugiados sem notícias do resto da família, conseguiram migrar para o Canadá. O paradeiro de Emad, seu pai e irmão continuava desconhecido.

A mãe, Nofa Mihlo Rafo, só confirmou qualquer notícia sobre seu filho quando forças militares iraquianas tomaram a cidade de Mosul, resgataram Emad e postaram fotos do menino.

Seu tio reconheceu o sobrinho pelas fotos, coberto de poeira e sangue, mas vivo e saudável, e pode enfim dar as boas notícias. Pressões internacionais ajudaram a apressar a resolução de seu caso, e ele enfim pôde migrar ao encontro da família, são e salvo, recuperando-se de ferimentos mas com o espírito revigorado, e trazendo de volta a alegria à mãe e aos irmãos.

Seu pai e de seu outro irmão, porém, seguem desaparecidos. A própria história de Emad, entretanto, lembra a todos que a esperança tem de ser a última a desaparecer.

 

© fotos: divulgação/Getty Images/fonte:via

Garoto de 16 anos cria iglus a partir de coletes salva-vidas para chamar atenção para as condições de vida de refugiados

Muitas vezes os refugiados são tratados nos noticiários internacionais como simplesmente números, e nada mais. O mínimo de sensibilidade e empatia nos lembra, no entanto, que se tratam de pessoas, tendo de sair de seus países de origem para simplesmente sobreviverem, arriscando a própria vida para tentarem chegar a outro país.

O artista inglês Achilleas Souras não esquece dessa dura realidade por trás dos dados, e resolveu transformar os coletes salva-vidas descartados, um dos símbolos dessas vidas em travessia, em abrigos e pontos de chegada para os refugiados.

Souras tem somente 16 anos, e suas obras de arte são iglus construídos justamente com tais coletes. “Quando eu pego um colete, ele deixa de ser somente um material. Quando você segura o colete e sente o cheiro do mar, você olha as coisas por um prisma diferente, e percebe que cada colete representa uma vida humana”, ele disse. Muitos dos coletes que usa foram coletados na costa da ilha grega de Lesbos – um dos locais de entrada na Europa mais almejados pelos refugiados.

Souras trabalhando em seus iglus

O jovem artista inglês já expôs seus iglus no Museu Marítimo de Barcelona, cidade onde hoje mora, e agora também criou uma dessas construções de coletes para uma instalação na Semana de Design de Milão, na Itália.

A instalação foi batizada de SOS Salve Our Souls (SOS Salvem Nossas Almas) e utilizou mil coletes para ser construída. “Esses são problemas globais, que afetam a todos nós, e nós temos que tentar resolve-los pelo bem de todos”, afirmou, desejoso de que seus iglus possam de fato ser utilizados em operações de resgate.

 

© fotos: divulgação fonte:via