Mancha de poluição do Tietê diminui e animais começam a retornar ao rio

Rio Tietê tem melhora na qualidade da água em Salto  — Foto: TV TEM/Reprodução

A poluição extrema do Rio Tietê data de décadas. Há mais de cinquenta anos a população das diversas cidades por onde passa o rio de mais de mil km de extensão não sabe o que é ter a liberdade de mergulhar em suas águas, como acontecia antigamente.

O esforço para despoluir o Tietê é bem mais recente, e, ainda que mais devagar que o esperado, vem dando resultados. Segundo a Fundação SOS Mata Atlântica, responsável pelo projeto Observando os Rios, que monitora a situação do Tietê desde 1991, a mancha de poluição diminui em 8 quilômetros do ano passado para cá.

Ainda há muito o que fazer, e a mancha continua tendo 122 km de extensão, equivalente a 11% do total do rio. Dos 94 trechos analisados em todo o estado de São Paulo, apenas seis têm água considerada boa. Nenhum ponto foi classificado como ótimo.

Mesmo assim, há lugares em que a vida vem voltando ao Tietê. Segundo Malu Ribeiro, especialista em água da SOS Mata Atlântica, há trechos onde é possível ver tartarugas e patos nadando. Marrecos, garças e até ariranhas também foram observados.

Voltar a nadar no Tietê ainda parece uma ideia muito distante, mas, caso os avanços se intensifiquem, quem sabe seja algo que ainda veremos em vida. Sem esquecer que, caso não continuemos prestando atenção, a situação pode voltar a piorar.

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Fotos via Wikimedia Commons/fonte:via

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Seca em rios europeus revela ‘pedra da fome’ com alertas para tempos difíceis

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“Se você me vir, chore”. “Nós choramos antes, choramos agora e você vai chorar”. “Quem me viu, chorou. Quem me vê agora, vai chorar”. Essas mensagens nada animadoras estão sendo vistas em pedras na Europa Central nas últimas semanas, e remontam a tempos difíceis.

Chamadas de “hunger stones”, ou “pedras da fome”, essas rochas que ficam sob rios só ficam visíveis quando a seca baixa consideravelmente seu nível de água. Segundo historiadores, elas se tornaram uma tradição em países de tradição germânica, e servem para avisar que tempos difíceis estão por vir.

A falta de água tende a refletir em colheitas ruins. Com menos alimento disponível, os preços sobem e a fome pode assolar famílias e regiões inteiras. O rio com maior incidência de pedras da fome é o Elba, que passa pela Tchéquia e Alemanha.

No Elba, pedras que não era vistas desde 2003 já estão bem acima do nível d’água. De acordo com os relatos da imprensa local, mais de uma dúzia de pedras da fome podem ser vistas no curso do rio.

Algumas acompanham a marcação dos anos em que estavam visíveis, e as mais antigas apontam para o século 17. Há relatos de pedras ainda mais antigas, com marcações do século 12, mas suas localizações não são conhecidas para confirmar o fato.

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O Rio Elba está com o nível de água mais baixo em mais de 50 anos, e a seca tem revelado outros segredos submersos: ao menos 22 granadas, minas e outros explosivos produzidos durante a Segunda Guerra Mundial já foram encontrados.

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Todas as fotos via Wikimedia Commons /fonte via

Homem faz de tudo para evitar o trânsito: até nadar todos os dias para o trabalho

Algumas pessoas parecem capazes de encontrar soluções simples para praticamente qualquer problema. É o caso de Benjamin David que, cansado de enfrentar o trânsito todos os dias, resolveu que começaria a deixar o carro em casa  e nadar até o seu trabalho, em Munique, na Alemanha.

Benjamin adotou o novo meio de transporte há dois anos e, desde então, está se adaptando muito bem à escolha. Todos os dias, ele nada cerca de dois quilômetros entre seu apartamento e o escritório. Antes de sair de casa, no entanto, ele confere as condições do rio Isar, para se certificar de que a travessia será segura. Caso a segurança não esteja garantida, Benjamin opta por outro meio de transporte, segundo relata o Oddity Central.

Por enquanto, acredita-se que ele é a única pessoa em Munique a ir trabalhar nadando pelo rio Isar, mas espera que sua experiência sirva de inspiração para outras pessoas. O trajeto até o trabalho leva cerca de meia hora e, ao chegar no escritório, Benjamin se seca com uma toalha e veste uma roupa enquanto espera seus colegas.

De acordo com a BBC, uma sacola inovadora comprada por ele permite que seus pertences se mantenham secos durante todo o trajeto. Chamada de Wickelfisch, a sacola não apenas é à prova d’água, como também pode ser inflada para funcionar como uma boia, ajudando no percurso.

 

Fotos: Benjamin David/Reprodução Facebook/fonte:via

Rio azul turquesa na Costa Rica cria uma incrível ilusão de ótica natural

O Rio Celeste, localizado em um parque nacional na Costa Rica, é considerado um dos mais bonitos do mundo. E ao olhar imagens do lugar, não é difícil de entender o motivo. Suas belas águas azul turquesa enchem os olhos de turistas do mundo inteiro.

Mas até quatro anos atrás, o motivo da cor do rio – que é azulado em apenas um trecho de 14 km – era um mistério para os cientistas. Alguns alegavam que a cor incomum era por conta de altos níveis de cobre, mas testes comprovaram que não havia cobre na água.

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Outros afirmavam que a cor era resultado de diversos produtos químicos, como carbonato de cálcio e enxofre, e havia ainda os que preferiam acreditar que a coloração se devia à proximidade do rio o vulcão Tenório.

Pois todos eles estavam errados. Em 2013, uma equipe de cientistas da Universidade da Costa Rica e da Universidade Nacional descobriu que na verdade, a água não era azul turquesa. Tudo se tratava de uma ilusão de ótica.

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Ao analisarem uma substância esbranquiçada que cobria todas as rochas do fundo do rio, os cientistas descobriram que se tratava de um tipo de mineral composto de alumínio, silício e oxigênio, chamado aluminossilicato, que quando suspenso na água refletia a luz solar, enganando o olho humano, fazendo-o ver a água, que na verdade é transparente, como azul turquesa. A questão é que, sendo ilusão de ótica ou não, o rio é maravilhoso!

Todas as fotos © Reprodução Facebook/AFP/fonte;via